O post Presidente da ACOS para ministro da Agricultura: produtores continuam sem apoio ao surto de Língua Azul ao contrário de Espanha aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>Na sua intervenção de abertura da 42.ª Ovibeja, o presidente da ACOS, Rui Garrido, começou logo por se dirigir a José Manuel Fernandes: “atravessamos um período muito difícil para a nossa agricultura. Não bastasse um segundo surto de Língua Azul que afectou muito particularmente a zona Sul do Alentejo, seguido de um largo período de chuvas intensas e consecutivas, enfrentamos agora as consequências da guerra no Médio Oriente”.
Relativamente à Língua Azul, “sabemos que a taxa de mortalidade nas regiões mais afectadas foi duas a três vezes superior ao habitual durante os meses de Setembro a Novembro. E mais impactante do que a mortalidade, foi o elevado número de animais que adoeceram. A quebra abrupta na produção de leite, a mortalidade dos borregos, os abortos, os fracos desempenhos zootécnicos dos animais afectados, os tratamentos médico-veterinários necessários e o enorme acréscimo da mão-de-obra que foi precisa para acudir a estes animais, são consequências da doença que têm um impacto muito significativo na economia das explorações pecuárias atingidas. Tudo isto agravado pelo inverno rigoroso que dificultou sementeiras, alimentação e assistência aos animais, acentuando ainda mais os prejuízos”, explicou Rui Garrido ao ministro da Agricultura.
E logo, de seguida, lembro o governante: “apesar de já termos manifestado várias vezes a nossa preocupação a Vossa Excelência, até à data, não foram implementadas medidas de apoio aos produtores, ao contrário do que aconteceu aos nossos colegas da Andaluzia e da Extremadura”.
Ainda na área da sanidade animal, para o presidente da ACOS “é incompreensível que se tenham iniciado os programas sanitários anuais com 4 meses de atraso. É, pois, fundamental repensar o procedimento contratual por forma a que esta situação não se repita no futuro, a bem da sanidade animal e da saúde pública”.
Por outro lado, Rui Garrido salientou que “embora os danos causados pelas intempéries, no Alentejo, não tenham sido tão elevados como noutras regiões do País, ocorreram, contudo, prejuízos muito acentuados nas culturas anuais de Outono-Inverno, nomeadamente pastagens, forragens e cereais praganosos. Estamos a referir-nos a áreas completamente perdidas devido ao alagamento, outras, onde as produções serão insignificantes e ainda zonas onde nem sequer foi possível semear”.
Como forma de acautelar e mitigar futuros prejuízos relacionados com intempéries e outras adversidades, “torna-se imprescindível a criação de um verdadeiro sistema de seguros para a agricultura, para a pecuária e para a floresta, que também cubra situações de calamidade. Mais uma vez, Senhor Ministro, conforme já tive oportunidade de lhe dizer, não precisamos de inventar muito, basta copiar o modelo utilizado em Espanha”, adiantou.
Para terminar este quadro, “há que referir o brutal aumento dos custos dos factores de produção, nomeadamente os combustíveis e os fertilizantes, conjuntura esta que, a manter-se, comprometerá a sustentabilidade das nossas explorações. Estamos, pois, perante uma situação extraordinária, que requer soluções e apoios extraordinários, os quais não deverão ser desviados de orçamentos já alocados a outras medidas, sob pena de, por exemplo, comprometer o investimento nas explorações agrícolas, pecuárias e florestais”, disse ainda Rui Garrido ao ministro da Agricultura.
Agricultura e Mar
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]]>O post Luis Planas: agricultura de precisão e novas técnicas genómicas desenvolvem culturas mais resilientes aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>Para o ministro espanhol, que participou em Barcelona na abertura da II Cimeira “Global Food Systems.es”, organizada pela Fundação Dieta Mediterrânica, com o objectivo de debater a construção de sistemas alimentares globais mais resilientes, seguros e sustentáveis, “a agricultura regenerativa e a economia circular também permitem a melhoria da fertilidade do solo e ciclos de produção fechados, combinando rentabilidade e sustentabilidade”.
“Essas estratégias não apenas reflectem um compromisso ambiental, mas também fortalecem a competitividade do sector e a confiança do consumidor”, disse o governante, segundo uma nota de imprensa do seu Ministério.
Luis Planas enfatizou ainda a dimensão internacional da segurança alimentar e realçou que 700 milhões de pessoas sofrem de fome, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A transformação dos sistemas agroalimentares contribui para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, combatendo a pobreza, a desigualdade e as mudanças climáticas.
“Um sistema alimentar justo e sustentável é também um instrumento de paz, alcançável apenas por meio da cooperação internacional e de parcerias sólidas”, destacou o ministro da Agricultura de Espanha.
Agricultura e Mar
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]]>O post Ministro da Agricultura espanhol quer “diversificar e expandir mercados”. Mercosul “proporcionará excelentes oportunidades” aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>Luis Planas participou em Barcelona na abertura da II Cimeira “Global Food Systems.es”, organizada pela Fundação Dieta Mediterrânica, com o objectivo de debater a construção de sistemas alimentares globais mais resilientes, seguros e sustentáveis, avança uma nota de imprensa do Ministério da Agricultura de Espanha.
O ministro alertou que “a segurança alimentar não é algo garantido, embora possa parecer que tenha permanecido constante ao longo da história”, e que assegurar que todas as famílias recebam alimentos suficientes e de boa qualidade a um preço razoável todos os dias é “uma tarefa extremamente complexa, especialmente neste momento”.
E aludiu à perturbação causada pelo conflito armado no Médio Oriente, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, e à perturbação causada pela invasão russa da Ucrânia, cujas consequências ainda são sentidas.
Por outro lado, Planas destacou o substancial pacote de medidas de apoio aos sectores agrícola e pesqueiro aprovado pelo governo espanhol na última sexta-feira, dia 20, no valor de mais de 877 milhões de euros. Essas medidas consistem essencialmente em subsídios para o gasóçeo utilizado na agricultura e na pesca, para a compra de fertilizantes e para facilitar o acesso ao financiamento para as empresas. Essas medidas visam também evitar o aumento dos preços dos alimentos, acrescenta a mesma nota.
Além das dificuldades impostas pela situação geopolítica, Planas citou as decisões tarifárias unilaterais adoptadas pelo presidente dos Estados Unidos, que “perturbaram as relações comerciais internacionais do último meio século, relações que permitiram a muitos países experimentar um desenvolvimento económico significativo”.
Para o governante espanhol, “a adesão à União Europeia e os acordos comerciais permitiram à Espanha consolidar sua posição como uma potência agroalimentar, o quarto maior exportador da Europa e o sétimo maior do Mundo”.
Assim, enfatizou a necessidade de diversificar e expandir os mercados e destacou a importância do anúncio feito hoje pela Comissão Europeia sobre a aplicação provisória, com vigência a partir de 1 de Maio, do acordo com o Mercosul, que “proporcionará excelentes oportunidades de comércio para o sector espanhol” e “inclui medidas de protecção para produtos potencialmente mais vulneráveis, como quotas reduzidas e cláusulas de salvaguarda”. E mencionou também a importância dos acordos com a Índia, a Indonésia e o México.
Agricultura e Mar
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]]>O post Pesca artesanal de atum-rabilho da Catalunha inicia avaliação para obter certificação MSC aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>Este Padrão, “amplamente reconhecido como o quadro de avaliação da sustentabilidade da pesca extrativa mais rigoroso e credível do Mundo, permite certificar pescarias sustentáveis e bem geridas, e baseia-se em três princípios fundamentais: populações de peixes produtivas e saudáveis; minimização do impacto sobre o ambiente marinho como um todo; e um sistema eficaz de gestão das pescarias”.
O processo de auditoria será realizado pelo certificador independente DNV para os três princípios mencionados, refere uma nota de imprensa do MSC.
Caso a avaliação seja concluída com sucesso, o atum-rabilho (Thunnus thynnus) proveniente desta pescaria poderá obter a certificação de pesca sustentável do MSC, o Selo Azul.
A pescaria é representada pela Federação Nacional Catalã de Confrarias de Pescadores e utiliza a linha de mão como a única arte de pesca. Em 2024, a pescaria registou capturas totais de cerca de 56 toneladas de atum-rabilho. A unidade candidata à certificação é composta por embarcações catalãs que capturam atum-rabilho e que pertencem a esta Federação, operando no Mar Mediterrâneo, dentro da zona FAO 37.1.1 (GFCM GSA 06) e na Zona Económica Exclusiva espanhola.
Esta entrada em avaliação constitui “um marco relevante para a pesca sustentável em Espanha e no Mediterrâneo, uma vez que a pescaria se torna a primeira na Catalunha a iniciar uma avaliação completa ao abrigo do Padrão de Pesca do MSC”, realça a mesma nota.
A actual pescaria artesanal de atum-rabilho na Catalunha é o resultado de um longo processo de reconstrução. Embora historicamente existisse uma frota artesanal dedicada à captura desta espécie, a grave crise da população de atum-rabilho durante a primeira década dos anos 2000 provocou o colapso desta actividade.
A partir de 2016, a Generalitat da Catalunha começou a solicitar ao Ministério competente a atribuição de quota para esta frota artesanal, iniciando um processo que permitiu recuperar progressivamente a actividade. No início, a frota era composta por 49 embarcações artesanais e costeiras. Actualmente, a pescaria é composta por 118 embarcações (2025), integradas por pescadores de pequena escala, com barcos costeiros que utilizam artes altamente selectivas e de baixo impacto.
A entrada em avaliação completa desta pescaria ocorre num contexto particularmente relevante: a recuperação comprovada da população de atum-rabilho do Atlântico Oriental e do Mediterrâneo, fruto de um intenso processo de gestão e controlo internacional liderado pela ICCAT nos últimos anos, adianta a mesma nota.
As medidas de gestão adoptadas — incluindo limites de captura, controlo do esforço de pesca e acompanhamento científico — permitiram uma melhoria substancial do estado da população, criando um cenário mais favorável para que pescarias artesanais e bem geridas possam avançar para esquemas de certificação de sustentabilidade como o MSC.
Além disso, a utilização da linha de mão como arte de pesca “confere a esta pescaria um elevado grau de selectividade e níveis muito reduzidos de capturas acessórias, um aspeto fundamental dentro dos princípios do Padrão de Pesca do MSC”.
Durante a avaliação completa, uma equipa independente de auditores acreditados pelo MSC analisará a pescaria em relação aos três princípios do Padrão de Pesca anteriormente mencionados. O processo inclui oportunidades de participação das partes interessadas e culminará num relatório público que determinará se a pescaria cumpre os requisitos para obter a certificação MSC.
“Não há melhor forma de começarmos este processo de certificação MSC do que com o nosso atum-rabilho, pescado pela frota artesanal catalã de linha de mão. Esta certificação seria para nós um orgulho, uma vez que atesta que um produto pesqueiro cumpre com os mais elevados padrões de sustentabilidade e boas práticas”, diz Màrius Vizcarro, da Federação Nacional Catalã de Confrarias de Pescadores.
“Isto tornar-nos-ia distintos das restantes modalidades de pesca industrial de atum ou de aquicultura de engorda. Queremos certificar a qualidade na pesca para chegar melhor ao consumidor responsável”, acrescenta.
Por sua vez, para Alberto Martín, director do MSC, “a entrada da pescaria artesanal catalã de atum-rabilho em avaliação completa reflecte o esforço e o compromisso da Federação Nacional Catalã de Confrarias de Pescadores com a melhoria contínua e com os princípios da pesca sustentável. No Marine Stewardship Council, valorizamos muito positivamente o interesse da Federação em avançar no programa MSC e desejamos-lhe muito sucesso ao longo de todo o processo de avaliação”.
Agricultura e Mar
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]]>O post Município de Moura presente na FITUR 2026 em Madrid a promover a Cidade Europeia do Vinho aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>A participação do Município neste certame internacional integra o espaço da CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, que nesta edição assume “especial destaque com a promoção do Baixo Alentejo enquanto Cidade Europeia do Vinho 2026”, realça uma nota de imprensa da autarquia.
Este espaço contará ainda com a participação da Escola Profissional de Moura, que irá dinamizar uma acção promocional de carácter gastronómico na sexta-feira, dia 23 de Janeiro, durante o período da manhã.
A presença de Moura na FITUR 2026 enquadra-se na “estratégia de promoção externa do território, visando reforçar a sua visibilidade junto dos mercados internacionais e potenciar a atração de novos fluxos turísticos. Em evidência estarão os principais activos turísticos do concelho e da região, nomeadamente o património cultural e natural, o enoturismo, a gastronomia e uma oferta diversificada de produtos turísticos diferenciadores”, realça a mesma nota.
A participação na FITUR representa, assim, “uma importante oportunidade para afirmar o Município de Moura como um destino turístico de referência, assente numa proposta qualificada, sustentável e alinhada com as novas exigências e tendências do turismo internacional”.
Agricultura e Mar
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]]>O post Universidade de Jaén lidera projecto internacional para desenvolver variedades de olival mais rentáveis aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>As características dos seus azeites também serão avaliadas. A Universidade de Jaén, que coordena o projecto, trabalha em colaboração com a Universidade de Bari (Itália) e o grupo de viveiros da Agromillora, e conta com o apoio institucional e financeiro de entidades-chave da província, como a Caja Rural de Jaén.
Nesse sentido, o Reitor da Universidade de Jaén, Nicolás Ruiz , visitou hoje, 5 de Novembro, a Exploração Experimental de Santa Rita. Este olival irrigado de 265 hectares, localizado no município de Fuerte del Rey, é o local do projecto, avança uma nota de imprensa da Universidade. O principal objectivo é avaliar 17 novas variedades de oliveira, até então inéditas, comparando-as com 15 variedades comerciais de controle.
A equipa de pesquisa, liderada pela Universidade de Jaén, “analisará meticulosamente o desempenho dessas novas selecções. A avaliação experimental concentrar-se-á em aspectos cruciais para a rentabilidade do sector, como produção e rendimento de óleo, qualidade do azeite (medindo parâmetros como ácido oleico e polifenóis), resistência a pragas e doenças, eficiência mecânica, adaptação à colheita, tolerância à geada e à seca, etc.”, acrescenta.
Por outro lado, o projecto utilizará uma metodologia de “campo gémeo”, um na Espanha e outro na Itália, e tem um horizonte de longo prazo, com ensaios de campo já em andamento (Outubro de 2025) e possível comercialização das variedades seleccionadas a partir de 2035. O envolvimento da Universidade de Jaén como entidade coordenadora sublinha o seu “compromisso estratégico com o sector de azeite da província, que actualmente dedica 98,6% de sua área de olivais cultivados à variedade Picual”.
O reitor Nicolás Ruiz destaca que este projecto é um exemplo claro de como a Universidade de Jaén aplica a ciência e o conhecimento a serviço da região. “Estamos comprometidos com a transformação e modernização dos olivais, e esta aliança internacional, que se materializou na exploração experimental de Santa Rita, coloca-nos na vanguarda. Queremos oferecer aos nossos agricultores soluções rentáveis e sustentáveis que garantam o futuro do sector”, afirmou.
O impacto esperado do projecto vai além do desenvolvimento de novas variedades, visando uma modernização abrangente dos olivais em Jaén, particularmente em áreas com baixa rentabilidade actual. Um estudo preliminar identificou um potencial de transformação em toda a província, abrangendo mais de 200.000 hectares. Essas novas variedades são especificamente desenvolvidas para essas áreas, onde podem aumentar significativamente a rentabilidade da cultura.
“As vantagens competitivas esperadas por este projecto são significativas. As principais são a redução de custos, projectada entre 50% e 70% por hectare, e o aumento da produção, estimado em 15% para azeitonas e 11% para azeite. O estudo inicial indica que ambos os factores se traduziriam num aumento de 17% no rendimento agrícola líquido, caso a modernização planeada seja bem-sucedida”, adianta a mesma nota.
O Reitor da Universidade de Jaén afirmou que esta iniciativa de pesquisa de ponta visa ir além da validação de novas variedades de azeitona, pois pretende fazer da Exploração de Santa Rita o epicentro para liderar, a partir de Jaén, uma transformação abrangente do sector olivícola, “integrando ciência, território e negócios”.
Agricultura e Mar
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]]>O post Comissão aceita proposta da AVA-ASAJA de inspecções na origem para impedir entrada de pragas na UE aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>A delegação da AVA-ASAJA, liderada por Cristóbal Aguado, destacou a reunião realizada com o gabinete do Comissário para a Saúde e Bem-Estar Animal, o húngaro Olivér Várhelyi (responsável pelas pragas e doenças e pela utilização de produtos fitofarmacêuticos). Observaram que, em resposta às propostas apresentadas, “acolheu com surpreendente entusiasmo iniciativas como as inspecções no ponto de origem — que a Comissão sempre nos tinha negado — para impedir a entrada de pragas e doenças provenientes de países terceiros; a aprovação de novas técnicas genómicas (NGTs) que permitem o desenvolvimento de variedades resistentes ou tolerantes; a decisão de não proibir quaisquer outros ingredientes activos até que o sector agrícola disponha de alternativas eficazes; e a exigência de reciprocidade entre a produção europeia e a estrangeira”.
A este propósito, a associação argumentou que “o que não é proibido em países terceiros não pode ser proibido aos produtores europeus”, tendo a Comissão admitido que está, de facto, a estudar a hipótese de que o que não é permitido na União Europeia não deve ser permitido para importações de países terceiros, refere um comunicado de imprensa da AVA-ASAJA.
Após o conjunto de reuniões, em que a AVA-ASAJA defendeu também o sector agrícola valenciano junto de membros do Parlamento Europeu, da Representação Permanente de Espanha junto da União Europeia (REPER) e da Direcção-Geral da Agricultura (DG Agri), Cristóbal Aguado declarou: “saímos de Bruxelas com a esperança de que, com o tempo, e talvez num futuro não muito distante, tenhamos soluções que equilibrem a nossa abordagem ao controlo de pragas e doenças. A agricultura europeia, e especialmente a agricultura mediterrânica, enfrenta um problema significativo devido à proibição da maioria dos produtos fitossanitários, cuja utilização ainda é permitida em muitos casos. Precisamos que a Comissão, o Parlamento e o Conselho da Europa nos ouçam, atendam às nossas preocupações e tomem medidas urgentes para prevenir e combater as pragas e doenças que nos ameaçam”.
Agricultura e Mar
O post Comissão aceita proposta da AVA-ASAJA de inspecções na origem para impedir entrada de pragas na UE aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>O post Espanha alerta Comissão: acordo com África do Sul provoca queda de 40% na produção de tangerinas em Valência aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>De acordo com um relatório elaborado por aquela organização agrícola, com base em dados oficiais do Ministério da Agricultura e da Comunidade Valenciana, bem como da Associação de Citricultores da África do Sul (CGA), desde 2016, ano da assinatura do tratado, a produção de tangerinas e satsumas precoces valencianas caiu 40%, de 361.226 para 211.718 toneladas.
“Isto deve-se sobretudo à sobreposição, no início da época dos citrinos, com a colheita tardia de tangerinas sul-africanas, cujas exportações para o mercado europeu mais do que triplicaram na última década, passando de 53.869 para 180.140 toneladas”, realça um comunicado de imprensa da AVA-ASAJA.
Além disso, de 2012 a 2017, ano em que o acordo foi finalizado, a África do Sul plantou mais de dez milhões de plântulas de tangerina tardia, o equivalente a aproximadamente 24.000 hectares de pequenos citrinos, com uma produção estimada de 750.000 toneladas por ano.
A delegação da AVA-ASAJA, chefiada pelo seu presidente, Cristóbal Aguado, alertou para “a inevitável substituição dos citrinos europeus pelos sul-africanos, que têm uma maior pegada de carbono, não têm reciprocidade e operam em condições de concorrência desleal”.
Este alerta foi emitido durante um conjunto de reuniões, que começaram hoje, com eurodeputados espanhóis do PP (Esteban González Pons, Carmen Crespo e Esther Herranz), do PSOE (César Luena) e do VOX (Jorge Buxadé), bem como com membros da Representação Permanente de Espanha junto da União Europeia (REPER) e das Direcções-Gerais da Agricultura e da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia.
A AVA-ASAJA alertou ainda para o “risco fitossanitário inaceitável representado pelas exportações de citrinos sul-africanos para a UE”. Em Outubro último, segundo o relatório TRACES da Comissão Europeia, a África do Sul registou mais quatro detecções de mancha negra (Phyllosticta citricarpa), elevando o número total de intercepções desta doença quarentenária para 17 este ano.
“É também surpreendente que o seu vizinho, o Zimbabué, tenha registado 13 casos de mancha negra em Outubro. Além disso, dois carregamentos de citrinos sul-africanos foram infestados com a traça-da-maçã (Thaumatotibia leucotreta), sendo um deles num contentor de laranjas, o que demonstra que o tratamento a frio, que erradica a praga, não cumpriu as normas europeias. A África do Sul lidera o ranking mundial de infestações, ficando apenas atrás da Argentina, que registou 24 casos este ano”, acrescenta o mesmo comunicado.
A AVA-ASAJA exigiu que os eurodeputados “pressionem a Comissão Europeia para que finalmente realize um estudo de impacto do tratado com a África do Sul, nas perspectivas económica, social e ambiental, tendo em conta o abandono massivo de campos que levou ao desaparecimento de 40% das nossas clementinas e satsumas precoces. A UE não deve continuar a assinar acordos com países terceiros sem exigir os mesmos padrões, porque estes acordos são prejudiciais para os agricultores, os consumidores e para o próprio ambiente, que Bruxelas alega defender, mas que acaba por sacrificar ao priorizar outros interesses comerciais”.
Além disso, a AVA-ASAJA apelou à Comissão Europeia para que tome medidas decisivas, como o encerramento das fronteiras aos citrinos sul-africanos, até que este terceiro país seja capaz de garantir a segurança fitossanitária das suas remessas para a UE. “A introdução e a disseminação do tripes sul-africano (Scirtothrips aurantii) na citricultura valenciana são a mais recente consequência da vergonhosa cumplicidade de Bruxelas com a África do Sul e da falta de controlos nos portos de entrada. Basta de pôr em risco a segurança fitossanitária de todos os europeus para que alguns possam lucrar no porto de Roterdão”, afirmou Aguado.
Comparação entre as clementinas e as satsumas precoces da Comunidade Valenciana e os pequenos citrinos da África do Sul exportados para a União Europeia (em toneladas):
| Ano | Clementinas tempranas C. Valenciana | Satsumas tempranas C. Valenciana | Mandarinas África do Sul |
| 2016 | 257.544 | 103.682 | 53.869 |
| 2017 | 182.067 | 68.352 | 55.345 |
| 2018 | — | — | 64.230 |
| 2019 | 193.106 | 77.028 | 72.288 |
| 2020 | 220.207 | 75.182 | 98.535 |
| 2021 | 193.272 | 72.895 | 124.585 |
| 2022 | 171.851 | 49.497 | 125.164 |
| 2023 | 156.245 | 32.561 | 170.480 |
| 2024 | 163.887 | 54.384 | 178.177 |
| 2025 | 163.784 | 47.934 | 180.140 |
Agricultura e Mar
O post Espanha alerta Comissão: acordo com África do Sul provoca queda de 40% na produção de tangerinas em Valência aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>O post Universidade do Algarve promove Ciclo de Formação em Hidrogénio Verde aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>A formação é promovida pela Universidade do Algarve e Universidade de Huelva, integrando sessões presenciais, online e uma visita técnica a Huelva, Espanha. Esta acção realiza-se no Instituto Superior de Engenharia, Campus da Penha – Faro (e sessões online) nos dias 7, 13 (visita técnica ao CITES – Huelva, data sujeita a confirmação), 20 e 27 de Novembro de 2025.
A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória (aqui). As vagas são limitadas e a selecção será feita por ordem de inscrição.
Temas em destaque:
•Fundamentos da tecnologia do hidrogénio
•Técnicas de produção, armazenamento e utilização
•Operação e manutenção de micro-redes baseadas em hidrogénio
•Comunidades de energia: constituição, partilha e gestão
Para mais informação: cria@ualg.pt | +351 289 800 088.
O Greener é um projecto transfronteiriço, co-financiado pelo Programa Interreg Espanha-Portugal. Trata-se de uma iniciativa que “impulsiona a transição para a energia verde no Alentejo, Algarve e Andaluzia, criando um ecossistema sustentável que fomenta a inovação, o emprego local e a cooperação transfronteiriça”.
Resultados previstos:
Agricultura e Mar
O post Universidade do Algarve promove Ciclo de Formação em Hidrogénio Verde aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>O post CAP e ASAJA assinam memorando de entendimento e apelam aos governos à cooperação em matérias estratégicas para a agricultura ibérica aparece primeiro no AGRICULTURA E MAR.
]]>Este acordo estabelece uma “agenda comum para enfrentar os desafios do sector agrícola, destacando-se a defesa de um orçamento justo para a PAC [Política Agrícola Comum], o investimento em infra-estruturas de água, a promoção da inovação, a protecção fitossanitária e a valorização dos produtos ibéricos”, avança uma nota de imprensa da CAP.
A CAP e a ASAJA consideram “inaceitável que Portugal e Espanha continuem a tributar as ajudas directas que os agricultores recebem da União Europeia. As duas organizações comprometem-se a “lutar em conjunto para que os governos de ambos os países deixem de aplicar impostos sobre estes apoios, garantindo que os fundos europeus cheguem integralmente aos agricultores”.
“Este memorando representa um passo decisivo para fortalecer a posição dos agricultores ibéricos na cadeia alimentar e assegurar a sustentabilidade da agricultura em Portugal e Espanha”, realça a mesma nota.
A Revista Agricultura e Mar aqui transcreve o memorando assinado hoje, 10 de Outubro, pelo presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura, e o presidente da ASAJA, Pedro Barato:
Na defesa da agricultura, pecuária e floresta profissional.
A união Ibérica é o caminho de futuro na afirmação das nossas
características na UE e no Mercado Mundial.
Reconhecendo que Portugal e Espanha partilham desafios, oportunidades e uma história agrícola comum, a CAP e a ASAJA afirmam que o caminho para uma agricultura mais sustentável, eficiente e rentável e tem vantagens em ser realizado em conjunto. É por isso fundamental que os Governos de Portugal e Espanha sigam o exemplo das suas organizações agrícolas e reforcem a cooperação nas políticas públicas, tal como a CAP e a ASAJA têm vindo a fazer, para garantir um futuro próspero para a agricultura ibérica.
1. União Ibérica em Bruxelas e Defesa de um Orçamento Justo para a PAC
A CAP e a ASAJA comprometem-se a unir esforços em Bruxelas para defender, junto das instituições europeias, um orçamento justo e robusto para a Política Agrícola Comum (PAC) na próxima reforma, garantindo condições equitativas para os agricultores ibéricos e a manutenção de uma PAC verdadeiramente comum, com dois pilares e sem cortes no orçamento.
2. Água para a agricultura
Reconhecendo a importância vital da água para a agricultura da Península Ibérica e a irregularidade cada vez mais acentuada do regime hidrológico nos dois países, a CAP e a ASAJA defendem a necessidade urgente de investir em infra-estruturas hídricas de armazenamento e distribuição – como charcas, barragens, a recarga de águas subterrâneas e a interligação entre bacias hidrográficas – de modo a dar maior resiliência às zonas rurais de Portugal e de Espanha e a assegurar um fornecimento sustentável de água para a agricultura.
Os agricultores de Portugal e de Espanha destacam a importância social e económica da expansão das áreas de regadio eficiente e de uma gestão interanual dos recursos hídricos, que dê resposta adequada a eventos climáticos extremos e que permita que a agricultura da Península Ibérica se adapte às novas condições climáticas.
Além do investimento na reabilitação, modernização, construção de novas infra-estruturas e monitorização dos recursos hídricos, as organizações de agricultores de Portugal e de Espanha defendem também políticas justas de gestão da água, que atendam às necessidades da agricultura.
3. Protecção das Plantas
A CAP e a ASAJA consideram prioritário que a Comissão assuma uma visão holística e integrada no combate a pragas e doenças, que combine ferramentas convencionais com soluções de biocontrolo, técnicas de melhoramento como as NTG, agricultura digital e de precisão. Ao invés de priorizar uma solução em detrimento de outra, deve promover a integração de vários métodos para enfrentar os desafios, defendendo a CAP e a ASAJA uma abordagem diversificada e inclusiva que incorpore a maior gama possível de ferramentas e tecnologias.
É fundamental uma mudança de paradigma por parte da Comissão na avaliação dos riscos dos produtos fitofarmacêuticos, devendo dar-se prioridade ao risco real de exposição na prática agrícola e não ao perigo intrínseco de cada molécula. Por outro lado, caso uma substância activa essencial não seja adequada para continuar a ser comercializada, deve continuar a ser permitida ao abrigo de uma disposição de “utilização essencial”, até que esteja disponível uma alternativa viável em termos de eficácia.
Simultaneamente, a CAP e a ASAJA exigem que sejam aplicadas de medidas de reciprocidade em relação aos produtos fitofarmacêuticos aplicados nos alimentos importados de países terceiros, pelo que os controlos nas fronteiras da UE têm de ser reforçados e a tolerância em relação aos limites máximos de resíduos tem de ser zero para os fitofármacos proibidos na Europa.
4. Prevenção e Controlo de Epizootias
As organizações reconhecem a necessidade mútua de desenvolver uma colaboração institucional e técnica com vista ao fortalecimento das medidas de prevenção e controlo de epizootias, contribuindo para a segurança sanitária dos efectivos e a sustentabilidade económica do sector.
Ambas as organizações reconhecem a necessidade de uma estratégia conjunta, construída com base na concertação e na reciprocidade de actuação, que permita alinhar práticas e políticas nos respectivos territórios. A adopção de protocolos comuns de vigilância epidemiológica, a partilha regular de informação relevante e a definição de planos coordenados de acção são elementos essenciais para a eficácia das intervenções, especialmente em contextos de risco elevado ou de emergência sanitária.
As partes assumem o compromisso de promover a harmonização de medidas de biossegurança a implementar nas explorações, garantindo níveis equivalentes de prevenção e contenção de doenças, reduzindo assim o risco de propagação transfronteiriça. A vacinação concertada, definida em termos de calendário, abrangência e critérios técnicos, é igualmente identificada como uma ferramenta estratégica prioritária, que exige coordenação permanente e acesso atempado aos recursos necessários.
5. Matérias Fertilizantes
É compromisso de as duas organizações trabalhar para estreitar relações comerciais e logísticas, de modo a reduzir os custos dos fertilizantes na Península Ibérica, evitando assim que Portugal e Espanha continuem a ter os preços mais elevados da Europa na aquisição destes factores de produção, essenciais à actividade agrícola.
6. Inovação, Tecnologia e Digitalização
A CAP e a ASAJA consideram fundamental uma colaboração mais estreita na promoção da inovação, digitalização e adopção de novas tecnologias, exigindo particularmente à Comissão uma célere resolução das questões que se prendem com a autorização para a utilização de plantas rapidamente melhoradas através de Novas Técnicas Genómicas (NTG), de forma que os agricultores possam ter um maior conjunto de ferramentas ao seu dispor para tornar a agricultura ibérica mais competitiva e sustentável nas vertentes económica, ambiental e social.
7. Promoção Internacional dos Produtos de Qualidade
Reconhecendo que Portugal e Espanha, a par de Itália e França, são líderes europeus em produtos com Indicação Geográfica Protegida (IGP), as organizações comprometem-se a cooperar na promoção internacional destes produtos, valorizando a sua qualidade e assegurando melhor remuneração aos agricultores.
8. Cooperação Ibérica no Sector do Vinho: Desafios e Oportunidades
O sector do vinho é estratégico tanto para Portugal como para Espanha, sendo ambos países líderes mundiais em produção, exportação e qualidade de vinhos, com uma forte tradição e reconhecimento internacional das suas Denominações de Origem e Indicações Geográficas. No entanto, o sector enfrenta actualmente vários desafios comuns, entre os quais se destacam: instabilidade dos mercados internacionais e a crescente concorrência de países terceiros, o impacto das alterações climáticas, com fenómenos extremos que afectam a produção e a qualidade das uvas, a pressão regulatória europeia, nomeadamente em matéria de rotulagem, sustentabilidade e restrições ao consumo. A necessidade de renovação geracional e de valorização do trabalho no sector. O aumento dos custos de produção, energia e factores de produção.
Neste contexto, a cooperação entre Portugal e Espanha, e entre as suas organizações representativas, é fundamental para:
• Defender, em conjunto, os interesses do sector do vinho junto das instituições europeias, nomeadamente na definição de políticas de apoio, promoção e regulação.
• Partilhar boas práticas e soluções inovadoras para a adaptação às alterações climáticas e para a sustentabilidade ambiental e económica das explorações vitivinícolas.
• Promover acções conjuntas de valorização e promoção dos vinhos ibéricos nos mercados internacionais, reforçando a imagem de qualidade e autenticidade.
• Trabalhar em conjunto na defesa das indicações geográficas e denominações de origem, combatendo fraudes e protegendo o valor acrescentado dos vinhos portugueses e espanhóis.
• Fomentar a formação, a inovação e a digitalização no sector, facilitando o acesso dos produtores a novas tecnologias e mercados.
9. Iniciativas europeias na prevenção de fogos rurais
A CAP e a ASAJA reconhecem que, no âmbito do compromisso europeu para atingir a neutralidade carbónica até 2050 é necessário criar uma medida de investimento europeu na prevenção dos fogos rurais, nomeadamente, na Península Ibérica.
Os espaços florestais são importantes sumidouros de carbono, porém, em caso de incêndio, passam a ser fontes de emissão – de acordo com o Programa Copérnico, a Europa atingiu em 2025 um o novo recorde de emissões principalmente devido aos incêndios florestais que fustigaram a Península Ibérica em meados de Agosto, representando cerca de três quartos do total europeu do ano em curso.
Desta forma, a CAP e a ASAJA consideram que é urgente alterar esta situação, investindo na prevenção dos incêndios rurais, nomeadamente na Península Ibérica, por forma a reduzir as emissões de GEE. Com efeito, no âmbito da estratégia europeia de redução de emissões, alinhada com as metas do Pacto Ecológico Europeu, o programa Next Generation financiou o encerramento das centrais de produção de energia eléctrica a carvão.
Por outro lado, também no âmbito da redução de emissões existem diversos financiamentos europeus para a promoção da mobilidade eléctrica.
Por esta razão, envidaremos todos os esforços para que seja criada uma iniciativa europeia, não enquadrada na PAC, que financie a prevenção dos fogos rurais, ou a meta Europeia da neutralidade carbónica até 2050 ficará seriamente comprometida.
10. Impostos sobre os Pagamentos directos
A CAP e a ASAJA consideram inaceitável que Portugal e Espanha cobrem impostos sobre as ajudas directas que os agricultores recebem a 100% da União Europeia. As duas organizações comprometem-se a lutar em conjunto para que os governos de Portugal e Espanha deixem de tributar as ajudas directas da PAC.
A CAP e a ASAJA reafirmam o compromisso de colocar os agricultores ibéricos numa posição mais forte na cadeia alimentar, envidando todos os esforços para que a agricultura ibérica continue a prosperar. As duas organizações trabalharão em conjunto para garantir que os agricultores de Portugal e Espanha tenham rendimentos cada vez mais justos e que a agricultura se mantenha viva e dinâmica nos dois países.
Agricultura e Mar
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