
Desde o início do ano, o Governo de São Paulo vem promovendo mudanças no regime de Substituição Tributária (ICMS-ST), com a exclusão de determinados produtos dessa sistemática de recolhimento antecipado. Na prática, isso simplifica a apuração do imposto, evita o acúmulo de créditos fiscais e reduz assimetrias de mercado que impedem a competição justa e igualitária entre empresas.
Para a cadeia do Cobre, que conta com itens de diferentes características físicas, aplicações e etapas de transformação, a mudança representa um importante avanço no campo da tributação e oferece, especialmente aos fabricantes e revendedores, uma oportunidade de tornar mais equilibrada a relação entre os diferentes elos do segmento.
A saída dos tubos de Cobre e suas ligas, com aplicação em instalações de água quente e gás na construção civil e na instalação de ar-condicionado, do regime de Substituição Tributária impacta positivamente as indústrias fabricantes, uma vez que ela retira a margem de valor agregado na venda pelo produtor, que onera o valor total da nota ao pressupor uma tributação por toda uma cadeia que nem sempre corresponde à realidade.
Além disso, a mudança contribui para reduzir situações em que empresas alegam o não enquadramento no regime, mesmo quando a norma exige o recolhimento do imposto considerando a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), e a utilização do produto no segmento destinado à revenda.
Os revendedores e distribuidores, por sua vez, lidam com uma redução dos controles fiscais relacionados aos estoques sujeitos ao tributo e à administração dos créditos. Essa questão tem um peso ainda maior nas operações interestaduais, quando uma mercadoria adquirida com ICMS-ST é comercializada para uma nova revenda em outro estado e o imposto volta a ser devido, agregando sobre o valor adquirido uma nova margem e um novo recolhimento da Substituição Tributária para o estado de destino.
Tributação mais equilibrada para a cadeia
Com o fim da arrecadação antecipada do ICMS por Substituição Tributária, o imposto passa a ser recolhido a cada etapa do processo sobre o valor da operação do documento fiscal. Dessa forma, todo contribuinte, em cada nova comercialização de um produto, fica responsável pelo pagamento do tributo estadual sobre o valor da mercadoria, até a venda final ao consumidor.
Ainda, recentes portarias e protocolos retiraram determinados produtos do regime de ICMS-ST com base em sua classificação por NCM. Isso ocorre pois alguns itens possuem diversas aplicações dentro de um mesmo código NCM, como é o caso do Cobre, que pode ser utilizado pelos setores de construção, energia, indústria, automóveis, equipamentos elétricos, telecomunicações ou infraestrutura digital. Esse fenômeno, historicamente, gerava dificuldades de interpretação e divergências entre contribuintes quanto ao enquadramento da mercadoria no regime de Substituição Tributária.
Considerando as particularidades do setor, este movimento representa uma mudança positiva para o segmento como um todo, porque permite equiparar a tributação em toda a cadeia do Cobre, sem possibilidade de diferentes interpretações sobre a aplicação do ICMS por Substituição Tributária entre os elos.
Uma tributação equilibrada entre fabricantes e distribuidores, entretanto, não significa necessariamente uma redução de custos, mas possibilita maior competitividade entre ambos os lados, justamente pela retirada da margem de valor agregado da saída do fabricante.
Importância do controle fiscal na transição
Embora o novo cenário traga oportunidades, a transição exige atenção das empresas, principalmente os revendedores que adquiriram mercadorias com ICMS ST-já recolhido antecipadamente. Estes componentes da cadeia produtiva devem observar seus estoques e solicitar ao fisco a restituição do imposto pago com antecedência, uma vez que, após a exclusão, as novas vendas terão o imposto normal novamente tributado.
Esse acompanhamento é essencial para reduzir o risco de contingências tributárias durante o período de transição. Além de manter os cadastros atualizados e revisados periodicamente, as empresas precisam monitorar continuamente as alterações na legislação para identificar novos enquadramentos ou desenquadramentos.
Neste contexto, parte essencial da adaptação das empresas, principalmente no que diz respeito aos sistemas de gestão fiscal e ERP, é o mapeamento dos produtos que sofreram alterações e o ajuste dos parâmetros necessários por NCM para garantir a correta tributação nas novas operações, processo especialmente importante porque a mudança não abrange todos os produtos de Cobre e suas ligas. Essa estrutura permite que as modificações sejam incorporadas de forma organizada e possibilita uma transição tranquila e automática para as novas regras.
Benefícios para a cadeia do Cobre
Com a saída dos tubos para o setor de construção civil do regime, as companhias passam a lidar com o ICMS de sua própria operação dentro da sistemática aplicável, em vez de antecipar, pela ST, o imposto relativo às etapas seguintes. Como consequência deste processo, torna-se possível aliviar uma necessidade de desembolso antecipado e melhorar a disponibilidade de caixa, bem como possibilitar uma formação de preços mais diretamente relacionada à realidade comercial de cada etapa.
Para uma indústria que trabalha com grandes volumes de Cobre, essa mudança é fundamental pois estoque e tributação consomem capital simultaneamente. A partir da alteração no regime, recursos que ficavam comprometidos com a antecipação podem, dependendo da operação, permanecer disponíveis por mais tempo para financiar compras, produção, manutenção de estoques ou investimentos com maior previsibilidade.
Ou seja, a retirada de produtos da Substituição Tributária é uma medida que pode beneficiar a cadeia do Cobre, mas não necessariamente pela redução da carga tributária diretamente. Cria-se nas empresas do segmento, portanto, um cenário para reduzir a antecipação de recursos, melhorar o fluxo de caixa, diminuir custos financeiros e aproximar a tributação da realidade de cada operação, ao mesmo tempo que se amplia a competitividade do mercado.
Superintendente de Planejamento Econômico e Financeiro da Termomecanica, empresa líder na transformação de Cobre e suas ligas
| Dia | Cotação Dólar (R$) Ptax venda |
Cotações LME (US$) Cash Settlement |
|
| 03 | Seg | 5,0723 | 13945,00 |
| 04 | Ter | 5,1053 | 14195,00 |
| 05 | Qua | 5,1154 | 14167,50 |
| 06 | Qui | 5,1017 | 14455,00 |
| 07 | Sex | 5,0908 | 14240,00 |
| 10 | Seg | 5,0963 | 14290,00 |
| 11 | Ter | 5,1285 | 14424,50 |
| 12 | Qua | 5,1639 | 14376,00 |
| 13 | Qui | 5,1859 | 14285,00 |
| 14 | Sex | 5,2236 | 14545,00 |
| 17 | Seg | 5,2014 | 14850,00 |
| 18 | Ter | 5,2043 | 14335,00 |
| 19 | Qua | 5,1714 | 14180,00 |
| 20 | Qui | 5,1862 | 14170,00 |
| 21 | Sex | 5,1625 | 14291,00 |
| 24 | Seg | 5,1512 | 14344,00 |
| 25 | Ter | 5,1490 | 14425,00 |
| 26 | Qua | 5,1604 | 14525,00 |
| 27 | Qui | 5,1642 | 14490,00 |
| 28 | Sex | 5,2005 | 14535,00 |
| 31 | Seg | 5,1816 | Feriado |
| Média Mensal | 5,1532 | 14353,40 | |
| Média mensal (LME x US$) - R$/kg (sem impostos) | R$ 73,97 |
| "A" - VALORES DEVIDOS EM OPERAÇÕES INTERNAS (*) |
| 70% LME Cu x US$ (sem impostos) | R$ 51,78 |
| "B" - VALORES DEVIDOS EM OPERAÇÕES INTERESTADUAIS (*) |
| 70% LME Cu x US$ (com 12%) | R$ 58,84 |
| 70% LME Cu x US$ (com 7%) | R$ 55,67 |

De acordo com um estudo global da Boston Consulting Group (BCG), 74% dos profissionais essenciais para o dia a dia das operações já utilizam Inteligência Artificial (IA) regularmente em suas atividades, enquanto 72% afirmam que as competências exigidas para seus cargos foram impactadas pela tecnologia. No entanto, mesmo que esse movimento contribua para a evolução dos resultados de uma organização, ele também acende um alerta para riscos quando o recurso tecnológico é utilizado sem regras claras ou mecanismos adequados de governança corporativa, principalmente num setor como a indústria.
É nesse contexto que surge o conceito de Shadow AI, termo utilizado para descrever o uso de plataformas de Inteligência Artificial sem conhecimento, supervisão ou autorização formal das empresas. Na prática, colaboradores recorrem a ferramentas gratuitas, de código aberto (open source) ou contas pessoais para acelerar tarefas do dia a dia, muitas vezes sem considerar o destino das informações compartilhadas nessas plataformas.
Para o setor industrial, os riscos são particularmente elevados, considerando que especificações técnicas, estudos de pesquisa e desenvolvimento, informações sobre fornecedores e outros dados estratégicos podem estar sendo inseridos em sistemas externos sem que haja garantias sobre sua proteção. Dependendo da plataforma utilizada, essas informações podem ser armazenadas, processadas ou até utilizadas para aperfeiçoar modelos futuros, criando potenciais vulnerabilidades para a propriedade intelectual das organizações.
Impactos do Shadow AI para a indústria
Além da exposição de segredos industriais, o uso indiscriminado dessas ferramentas pode gerar problemas relacionados à segurança cibernética, direitos autorais, vazamento de credenciais corporativas e compartilhamento indevido de dados pessoais de clientes, fornecedores ou colaboradores. Nessas situações, a responsabilidade recai diretamente sobre a organização, que pode enfrentar impactos financeiros, jurídicos, além de riscos significativos à reputação.
O próprio estudo da BCG aponta que o principal desafio da IA é a questão organizacional e gerencial da tecnologia. Embora a adoção desta ferramenta esteja avançando rapidamente, a governança ainda apresenta lacunas importantes, com empresas que não possuem diretrizes claras para a gestão da interação entre pessoas e sistemas de IA, enquanto a prestação de contas relacionadas ao uso da tecnologia figura entre as principais preocupações para os próximos anos.
Esse cenário reforça a necessidade de que as empresas do setor industrial estabeleçam uma governança robusta para o uso da Inteligência Artificial, porém não com o objetivo de restringir a inovação, mas garantir que ela aconteça de forma responsável e alinhada aos objetivos estratégicos da companhia.
Importância da gestão da IA
Empresas com uma estratégia clara para gestão de ferramentas de IA apresentam resultados significativamente superiores às organizações que apenas disponibilizam o recurso aos colaboradores, segundo a pesquisa. Nesse sentido, companhias que possuem direcionamento estratégico bem definido conseguem capturar mais valor dos investimentos realizados e obter maior impacto nos resultados do negócio.
Na indústria, isso significa compreender quais processos realmente podem se beneficiar da IA, quais informações podem ser compartilhadas com segurança e quais atividades exigem controles mais rigorosos. Dessa maneira, a definição de ferramentas homologadas, políticas de uso, critérios para tratamento de dados e mecanismos de monitoramento passa a ocupar o mesmo patamar de importância que a própria adoção tecnológica.
A criação de comitês multidisciplinares, envolvendo áreas como tecnologia, engenharia, jurídico, compliance, segurança da informação e recursos humanos, contribui para que essas diretrizes sejam construídas de forma consistente e alinhadas às necessidades de cada operação.
O papel da alta gestão
Compete aos gestores definir o apetite ao risco relacionado ao uso da Inteligência Artificial, assegurar que exista uma política corporativa de IA aprovada e acompanhar periodicamente indicadores que demonstrem o grau de adoção, conformidade e exposição aos riscos decorrentes do uso da tecnologia é de extrema importância.
Ao contrário do que possa parecer, estes limites não impedem o uso da IA e sim colocam regras claras o que pode acelerar o bom uso pois reduzem a insegurança dos colaboradores e permitem que a inovação aconteça dentro de limites previamente definidos.
Capacitação como elemento de proteção
A governança corporativa sobre a IA também precisa contemplar a capacitação das equipes, partindo da premissa que a segurança não depende apenas da tecnologia ou das políticas internas, mas é um processo que também envolve o conhecimento dos colaboradores. Profissionais que compreendem os limites, riscos e responsabilidades associados ao uso da Inteligência Artificial estão mais preparados para utilizar essas ferramentas de forma consciente e segura.
Este recurso tem potencial para aumentar a produtividade, acelerar análises e apoiar decisões importantes nas empresas, entretanto ele não substitui o julgamento humano nem elimina a necessidade de validação crítica das informações geradas. Quando utilizada sem critérios, pode produzir respostas incorretas, interpretações imprecisas ou recomendações inadequadas para o contexto do negócio.
Por isso, o futuro da IA na indústria dependerá da capacidade das organizações estabelecerem estratégias claras de governança corporativa, que protejam seus ativos intelectuais e preparem suas equipes para utilizar a tecnologia de forma responsável. Uma gestão estruturada, além de prevenir o fenômeno do Shadow AI, proporciona ganhos em eficiência operacional e, de modo geral, na sustentabilidade do negócio a longo prazo.
Diretor de Tecnologia da Informação e Planejamento da Termomecanica, empresa líder na transformação de Cobre e suas ligas.

A Termomecanica, líder no setor de transformação de Cobre e suas ligas, participa da Fenasucro & Agrocana 2026, principal evento da cadeia bioenergética da América Latina, realizado entre os dias 11 e 14 de agosto, em Sertãozinho (SP). A companhia reforça seu compromisso com o setor sucroenergético e apresenta no evento seu portfólio de produtos e soluções para aplicações no segmento, além dos serviços oferecidos pelo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Ensaios (CPDE) da companhia.
A participação ocorre em um momento de crescimento da produção brasileira de cana-de-açúcar. Segundo estimativa da Safras & Mercado, a safra 2026/27 deverá alcançar 677,7 milhões de toneladas, alta de 3,15% em relação ao ciclo anterior. O país conta ainda com aproximadamente 400 usinas sucroenergéticas em operação, o que mantém uma demanda relevante por componentes utilizados na manutenção e no funcionamento dos equipamentos industriais.
Entre esses componentes estão os casquilhos, aplicados em equipamentos rotativos e submetidos a elevados esforços mecânicos, como moendas, ternos de moagem e sistemas de transmissão. A Termomecanica produz esta solução em diferentes ligas, incluindo o Bronze TM23, desenvolvido e patenteado pela própria empresa.
Soluções para aplicações de alta exigência
Os casquilhos são responsáveis por reduzir o atrito entre componentes, suportar cargas elevadas e auxiliar no alinhamento dos conjuntos mecânicos. Por isso, características como resistência ao desgaste, à corrosão e a esforços mecânicos são importantes para equipamentos que operam continuamente durante a safra.
Além deste produto, a Termomecanica apresentará na feira barras, tubos e perfis produzidos em Cobre, Bronze TM23 e outras ligas, destinados a diferentes aplicações da indústria sucroenergética. O portfólio reúne materiais desenvolvidos para operações que exigem resistência mecânica e ao desgaste, além de propriedades adequadas às condições de trabalho encontradas nas usinas.
O Gerente Comercial da Termomecanica, Felipe Guerini, explica que o crescimento do setor reforça a importância de soluções que contribuam para aumentar a disponibilidade dos equipamentos. “As usinas trabalham com janelas operacionais cada vez mais exigentes, e qualquer interrupção durante a safra representa impactos significativos na produtividade. Por isso, a companhia segue investindo continuamente em inovação, tecnologia e expansão de suas operações, com iniciativas voltadas à modernização de processos e ao desenvolvimento de produtos para diferentes mercados”, detalha.
CPDE apresenta serviços para o setor
Além da exposição do portfólio de produtos, o estande da Termomecanica contará com a participação do CPDE, que apresentará os serviços oferecidos à indústria em sua estrutura de laboratórios. No evento, os visitantes poderão conversar com especialistas da companhia e conhecer de perto as soluções laboratoriais oferecidas pelo CPDE.
O laboratório realiza, além dos ensaios mecânicos, químicos, metalográficos e dimensionais utilizados no desenvolvimento de materiais, a validação de componentes e a investigação de falhas, contribuindo para que equipamentos e peças destinados ao setor sucroenergético apresentem maior confiabilidade durante toda a operação.
Entre as avaliações mais demandadas por este segmento estão análises de composição química, ensaios mecânicos e avaliações microestruturais, fundamentais para verificar conformidade com especificações técnicas e identificar oportunidades de melhoria no desempenho dos metais.
Reconhecida como o principal evento da cadeia bioenergética latino-americana, a Fenasucro & Agrocana deverá reunir milhares de profissionais, especialistas e tomadores de decisão do Brasil e do exterior e, para Guerini, esta participação representa uma oportunidade de apresentar soluções desenvolvidas para um setor em constante evolução, consolidando a atuação da companhia junto ao agronegócio brasileiro e fortalecendo o relacionamento com parceiros afim de ampliar oportunidades de negócios.
“A Fenasucro é o ambiente ideal para solidificar o diálogo com o mercado e reforçar o compromisso da Termomecanica com a evolução do setor sucroenergético. Acreditamos que inovação, tecnologia e proximidade com os clientes são fatores essenciais para apoiar o crescimento sustentável das usinas e da indústria brasileira”, conclui o Gerente Comercial.
Sobre a Termomecanica
A Termomecanica é líder no setor de transformação de Cobre e suas ligas, em produtos semielaborados e acabados, e atua, desde 2016, na fabricação de produtos em Alumínio. Fundada em 1942 pelo engenheiro Salvador Arena, é altamente capitalizada, com um patrimônio líquido superior a R$ 3,2 bilhões. Comprometida com o desenvolvimento sustentável, mantém programas de modernização e expansão que definem sua tradicional estratégia de reinvestimento de lucros e geração de empregos. A Termomecanica destaca-se no cenário brasileiro, pois parte de seus resultados são direcionados para transformação social por meio da sua controladora, Fundação Salvador Arena.
Uma das maiores indústrias privadas brasileiras, desde 1974 está entre as “Maiores e Melhores” da Revista Exame e, por dois anos (2017 e 2018), em primeiro lugar no ranking “As Melhores da Dinheiro”, no setor Mineração, Siderurgia e Metalurgia.
| Dia | Cotação Dólar (R$) Ptax venda |
Cotações LME (US$) Cash Settlement |
|
| 01 | Qua | 5,1950 | 13170,00 |
| 02 | Qui | 5,1945 | 13202,00 |
| 03 | Sex | 5,1717 | 13298,50 |
| 06 | Seg | 5,1670 | 13310,00 |
| 07 | Ter | 5,1458 | 13309,00 |
| 08 | Qua | 5,1552 | 13090,00 |
| 09 | Qui | 5,1329 | 13356,50 |
| 10 | Sex | 5,1088 | 13408,50 |
| 13 | Seg | 5,1183 | 13460,50 |
| 14 | Ter | 5,0742 | 13541,00 |
| 15 | Qua | 5,0727 | 13537,00 |
| 16 | Qui | 5,0975 | 13565,00 |
| 17 | Sex | 5,1176 | 13373,50 |
| 20 | Seg | 5,0894 | 13629,00 |
| 21 | Ter | 5,0780 | 13856,00 |
| 22 | Qua | 5,0638 | 13895,00 |
| 23 | Qui | 5,0807 | 13745,00 |
| 24 | Sex | 5,0666 | 13617,00 |
| 27 | Seg | 5,1005 | 13810,00 |
| 28 | Ter | 5,1177 | 13643,50 |
| 29 | Qua | 5,1217 | 13633,00 |
| 30 | Qui | 5,0739 | 13795,00 |
| 31 | Sex | 5,0773 | 13834,00 |
| Média Mensal | 5,1139 | 13525,17 | |
| Média mensal (LME x US$) - R$/kg (sem impostos) | R$ 69,17 |
| "A" - VALORES DEVIDOS EM OPERAÇÕES INTERNAS (*) |
| 70% LME Cu x US$ (sem impostos) | R$ 48,42 |
| "B" - VALORES DEVIDOS EM OPERAÇÕES INTERESTADUAIS (*) |
| 70% LME Cu x US$ (com 12%) | R$ 55,02 |
| 70% LME Cu x US$ (com 7%) | R$ 52,06 |
Nos dias 18, 19 e 20 de agosto de 2026, profissionais de toda a cadeia de valor dos metais se reúnem no Espaço ABM, em São Paulo, para o seminário “Introduction to the LME and Hedging“, realizado pela London Metal Exchange em parceria com a Teach4life.
São três dias de programa 100% prático, com preços ao vivo do LME, análise de volatilidade real e construção de coberturas passo a passo. Nada de teoria solta: os participantes podem trazer seus próprios casos empresariais para trabalhar em sala.
No programa:
Com conferencistas internacionais de CESCO (Chile), Electa Trading (Uruguai), Impulsa (Argentina), Andean Bridge (Reino Unido) e StoneX. Certificado de participação emitido pela própria LME.
Tarifa preferencial de US$ 1.500 por participante, pelo link exclusivo:
– TM Soluções diversificou perfil de clientes e comercializou mais de 550 itens distintos para mais de 600 clientes de 23 estados brasileiros

A TM Soluções, loja de fábrica da Termomecanica, líder na transformação de cobre e suas ligas, anuncia um novo ciclo de expansão com o lançamento de uma linha de laminados em cobre, latão e bronze voltada a aplicações elétricas, eletrônicas e automotivas. A iniciativa recebeu investimento de R$ 800 mil e reforça a estratégia da companhia de ampliar sua presença no mercado brasileiro, atendendo novos segmentos industriais com maior agilidade e flexibilidade.
De acordo com o Gerente Comercial da Termomecanica, Felipe Guerini, o primeiro ano de atividades superou as expectativas da companhia e confirmou o potencial do modelo de negócios adotado. “Neste primeiro ano, fortalecemos nossa presença no mercado, ampliamos o relacionamento com clientes e consolidamos a proposta da TM Soluções como uma opção estratégica e flexível para diferentes segmentos industriais. Também alcançamos públicos que não faziam parte da nossa atuação tradicional, ampliando nosso reconhecimento e abrindo novas oportunidades de crescimento”, destaca.
Uma das principais conquistas do período, segundo Guerini, foi o aumento do portfólio de produtos comercializados, totalizando mais de 550 itens diferentes para mais de 600 clientes de 23 estados do Brasil. “Com a loja de fábrica, passamos a oferecer soluções que até então não estavam no portifólio da Termomecanica, como conexões, equipamentos e acessórios em geral para refrigeração. Outro resultado que merece reconhecimento é o crescimento da base de clientes atendendo o público B2C, de consumidores finais, além da expansão geográfica das vendas e o lançamento da linha de laminados com mais flexibilidade e rapidez no fornecimento visando atendimento a diferentes nichos de mercado com a qualidade Termomecanica, o que representa um importante avanço para a empresa”, reforça.
Conexão da Termomecanica com o cliente final
A criação da TM Soluções, como explica o Gerente Comercial da Termomecanica, foi motivada pela tendência de estreitamento das relações com o cliente final cada vez mais presente na indústria, a fim de compreender com maior profundidade as demandas do mercado e definir estratégias mais assertivas de negócios.
“A TM Soluções surgiu como uma importante iniciativa para fortalecer essa conexão direta com o público. Além disso, possibilitou nossa participação em eventos estratégicos, ampliando a visibilidade da marca e consolidando a empresa como uma importante unidade de negócios para o grupo”, pontua.
Investimento em nova linha de laminados
Como consequência deste contato mais próximo com o mercado, a companhia identificou uma demanda crescente por fitas de Latão, Cobre e Bronze, produzidas de acordo com a necessidade de cada cliente. Para atender essa busca, a operação contou com investimento R$ 800 mil em pesquisa, desenvolvimento, testes e equipamentos destinados à produção da nova linha de laminados.
A expansão abre espaço para que a TM Soluções atenda indústrias de estampagem e repuxo profundo, segmentos que demandam materiais com elevada conformabilidade, resistência e qualidade superficial para aplicações de alto desempenho.
No caso dos laminados de Cobre, a elevada estabilidade dimensional e a excelente condutividade elétrica tornam o material especialmente relevante para aplicações críticas que exigem confiabilidade operacional e desempenho consistente mesmo sob variações de temperatura.
Guerini aponta, ainda, que essa linha de produtos desenvolvida pela Termomecanica também se destaca em qualidade e versatilidade. “O processo de produção dos laminados possui um controle rigoroso, conferindo às soluções alta qualidade, precisão dimensional, excelente acabamento superficial e versatilidade de aplicação em diferentes segmentos industriais, fatores que, consequentemente, elevam a confiabilidade dos produtos finais para o mercado”, explica.
Próximos passos
Para os próximos anos, o Gerente Comercial da Termomecanica indica que a TM Soluções pretende ampliar sua atuação nos segmentos de refrigeração, laminação e alumínio, expandindo gradualmente seu portfólio de produtos e serviços. “A estratégia busca fortalecer ainda mais a presença da operação em mercados relevantes para os negócios da companhia, oferecendo um mix de soluções cada vez mais completo e alinhado às necessidades dos clientes. Além da expansão de produtos, a empresa também estuda a incorporação de novos serviços, agregando valor ao atendimento e consolidando a proposta da TM Soluções de entregar soluções integradas ao mercado”, acrescenta.
Paralelamente, a TM Soluções avança no planejamento e estruturação de uma operação de aquisição de matérias-primas recicladas provenientes tanto dos produtos que comercializa quanto dos resíduos gerados durante a utilização dos clientes, de modo a tornar o empreendimento cada vez mais eficiente e sustentável.
“Queremos contribuir, cada vez mais, para uma cadeia produtiva sustentável ao incentivar o reaproveitamento e a destinação correta de materiais. Com essa iniciativa, a empresa ajuda a reduzir impactos ambientais, evita desperdícios e contribui para a geração de valor aos processos, garantindo benefícios para clientes, parceiros e a sociedade como um todo”, conclui Felipe Guerini.
Sobre a Termomecanica
A Termomecanica é líder no setor de transformação de Cobre e suas ligas, em produtos semielaborados e acabados, e atua, desde 2016, na fabricação de produtos em Alumínio. Fundada em 1942 pelo engenheiro Salvador Arena, é altamente capitalizada, com um patrimônio líquido superior a 3,2 bilhões de reais. Comprometida com o desenvolvimento sustentável, mantém programas de modernização e expansão que definem sua tradicional estratégia de reinvestimento de lucros e geração de empregos. A Termomecanica destaca-se no cenário brasileiro, pois parte de seus resultados são direcionados para transformação social por meio da sua controladora, Fundação Salvador Arena.
Uma das maiores indústrias privadas brasileiras, desde 1974 está entre as “Maiores e Melhores” da Revista Exame e, por dois anos (2017 e 2018), em primeiro lugar no ranking “As Melhores da Dinheiro”, no setor Mineração, Siderurgia e Metalurgia.

O uso do Cobre como agente antimicrobiano tem uma longa história e ganhou ainda mais tração no contexto da pandemia de COVID-19. Neste cenário, a parceria entre o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Ensaios (CPDE) da Termomecanica e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) culminou num estudo que fortalece a comprovação da capacidade microbicida de ligas de Cobre, promovendo a eliminação de mais de 99 % dos vírus e bactérias aos quais são expostas.
As ligas utilizadas pelo estudo, que mobilizou especialistas do CPDE e o Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas da Unifesp, Campus Diadema, foram fornecidas pela Termomecanica, e a pesquisa também contou com o apoio do programa MAI-DAI, do CNPq, via a atribuição de bolsas em níveis de mestrado, doutorado e iniciação científica, além da unidade CIM-EMBRAPII Unifesp.
A premissa para a execução dos testes foi de que íons de cobre podem interferir nas membranas celulares dos microrganismos, ocasionando, em última instância, a eliminação dos mesmos. Um dos frutos desse projeto foi o artigo científico intitulado “Micro-Addition of Silver to Copper: One Small Step in Composition, a Change for a Giant Leap in Biocidal Activity“, publicado na revista internacional Antibiotics, que se baseia em resultados obtidos após avaliação de ligas de cobre acrescidas por prata.
De acordo com o Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do CPDE, Márcio Rodrigues, diferentes ligas ricas em Cobre foram avaliadas em relação ao potencial microbicida, ou seja, de eliminação de microrganismos. “Durante a pandemia, buscamos opções de materiais que poderiam diminuir ou eliminar carga viral a partir de diferentes compartimentos, incluindo ambientes urbanos, clínicos, industriais e domiciliares. O princípio básico dos estudos foi a condução de um teste de desafio, no qual a liga metálica foi colocada em contato com suspensões microbianas de diferentes patógenos. A partir disso, foi realizada a análise do momento em que ocorre a diminuição ou eliminação da carga dos vetores”, detalha.
Ao longo da pesquisa, foram analisadas bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, além de fungos, representativos de patógenos promotores de doenças a partir do consumo de água ou alimentos contaminados, bem como pela falta de práticas de higiene no preparo e manipulação de materiais. Ainda, avaliou-se a efetividades das ligas sobre vírus, incluindo Influenza e SARS-CoV-2, com o objetivo de mensurar o potencial de diminuição da carga viral em um momento de pandemia.
Como resultado, todas as amostras testadas apresentaram capacidade biocida e eliminaram valores superiores a 99% das bactérias, fungos e vírus após período de exposição de 2 horas.
Recentemente, com o intuito de dar continuidade ao estudo e divulgar o conhecimento desenvolvido durante a pesquisa, foram instalados tubos da liga alpaca composta por cobre, zinco e níquel, nos corrimãos de um ônibus de transporte universitário da Unifesp, no Campus Diadema. A escolha da liga foi baseada na sua capacidade biocida, comprovada em testes laboratoriais e aliada à sua excelente resistência à corrosão, evitando o aparecimento de manchas causadas pela oxidação da superfície do material.
Estes resultados foram obtidos a partir de pesquisas realizados sob co-financiamento UNIFESP, CIM-EMBRAPII e Termomecanica. Segundo Rodrigues, eventuais variações não impactam a função biocida do material “É valido ressaltar que mudanças das características físicas das peças, incluindo alterações de cor, não afetam o desempenho da liga metálica na diminuição ou eliminação da carga microbiana do material”, reforça.
Cobre como agente antimicrobiano
O reconhecimento moderno e formal da ação antimicrobiana do Cobre ganhou força no século XXI. Em 2008, a Environmental Protection Agency (EPA), dos Estados Unidos, registrou oficialmente ligas de Cobre como materiais antimicrobianos capazes de eliminar bactérias em superfícies, um marco relevante para aplicações em hospitais e espaços públicos, por exemplo.
Entretanto, o especialista do CPDE explica que essa capacidade era comumente associada à composição química da liga e não à sua microestrutura, o que foi explorado pela pesquisa. “Neste estudo, o foco foi a alteração da microestrutura do material sem a mudança da composição química para a verificação do comportamento frente ao combate de microrganismos. Os resultados foram muito promissores, indicando que a microestrutura afeta de maneira significativa este comportamento e que esta característica pode ser potencializada com o processamento e tratamento térmico adequado”, reforça.
Rodrigues aponta, ainda, que esta pesquisa pode beneficiar diversos setores da sociedade, especialmente quando aplicada a ambientes de saúde ou públicos com alta concentração de pessoas. “Projetos baseados em superfície com ligas de Cobre podem proporcionar benefícios a diferentes segmentos, principalmente àqueles com elevada circulação de pessoas, como transporte público e escolas, ou que estão mais suscetíveis ao contágio de doenças transmitidas por via aérea, como hospitais, postos de saúde e laboratórios de análises clínicas”, salienta.
Parceria entre Termomecanica e Unifesp
A parceria com a UNIFESP teve início em 2019, com foco na capacidade biocida do Cobre e suas ligas, aprofundando os estudos relacionados ao tema e entendendo os benefícios de utilização de ligas de Cobre em ambientes de alta exposição de microrganismos. Em seguida, outra linha de pesquisa foi desenvolvida, com o objetivo de reaproveitar subprodutos de processos de fabricação. Mais recentemente, em 2024, a parceria rendeu o registro de uma nova patente voltada à economia circular e sustentabilidade.
Para Rodrigues, a parceria entre CPDE, Termomecanica e Unifesp reforça a importância da colaboração entre empresas e academia para o progresso técnico no país. “Do ponto de vista industrial, a aproximação entre empresas e universidades é uma das engrenagens mais importantes para a inovação, pois permite às companhias acesso a conhecimentos de ponta, reduzindo o tempo entre descoberta científica e aplicação prática. Além disso, essa colaboração contribui para disseminar conhecimentos de qualidade, de modo que a sociedade como um todo possa usufruir dessa maior proteção contra microrganismos conferida pela liga de Alpaca”, encerra.
Sobre a Termomecanica
A Termomecanica é líder no setor de transformação de Cobre e suas ligas, em produtos semielaborados e acabados, e atua, desde 2016, na fabricação de produtos em Alumínio. Fundada em 1942 pelo engenheiro Salvador Arena, é altamente capitalizada, com um patrimônio líquido superior a 3,2 bilhões de reais. Comprometida com o desenvolvimento sustentável, mantém programas de modernização e expansão que definem sua tradicional estratégia de reinvestimento de lucros e geração de empregos. A Termomecanica destaca-se no cenário brasileiro, pois parte de seus resultados são direcionados para transformação social por meio da sua controladora, Fundação Salvador Arena.
Uma das maiores indústrias privadas brasileiras, desde 1974 está entre as “Maiores e Melhores” da Revista Exame e, por dois anos (2017 e 2018), em primeiro lugar no ranking “As Melhores da Dinheiro”, no setor Mineração, Siderurgia e Metalurgia.
Sobre a Unifesp
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) teve origem na Escola Paulista de Medicina, fundada em 1933 e federalizada em 1956. Em 1994, tornou-se universidade federal, inicialmente voltada às áreas da saúde. Ao longo dos anos, expandiu sua estrutura física, atividades de ensino, pesquisa e atendimento à população, destacando-se o Hospital São Paulo, referência nacional em procedimentos de alta complexidade e formação prática de estudantes. A partir de 2005, a Unifesp pôde expandir-se para novos campi em diferentes cidades da Grande São Paulo, Vale do Paraíba e Baixada Santista, incorporando outras áreas do conhecimento além da saúde. Atualmente, possui unidades especializadas em medicina, enfermagem, humanidades, ciências ambientais, engenharias, economia e políticas públicas.
A universidade também fortaleceu a pós-graduação, a pesquisa científica e a internacionalização, tornando-se referência nacional em produtividade acadêmica. O ingresso na maioria dos cursos ocorre pelo SiSU, com base na nota do Enem, aliado a políticas de inclusão social, como cotas e auxílio-permanência. Além da formação acadêmica, a Unifesp desenvolve projetos sociais e programas de extensão voltados à transformação social. Sua gestão é orientada por princípios de transparência, participação democrática, inclusão, sustentabilidade e compromisso com a educação pública, tendo como missão produzir conhecimento e formar profissionais para contribuir com uma sociedade mais justa e sustentável.
| Dia | Cotação Dólar (R$) Ptax venda |
Cotações LME (US$) Cash Settlement |
|
| 01 | Seg | 5,0303 | 13819,00 |
| 02 | Ter | 5,0160 | 13966,00 |
| 03 | Qua | 5,0415 | 13920,50 |
| 04 | Qui | Feriado | 13872,00 |
| 05 | Sex | 5,1244 | 13731,00 |
| 08 | Seg | 5,1695 | 13661,00 |
| 09 | Ter | 5,1693 | 13716,00 |
| 10 | Qua | 5,1763 | 13370,00 |
| 11 | Qui | 5,1478 | 13420,00 |
| 12 | Sex | 5,0827 | 13603,00 |
| 15 | Seg | 5,0430 | 13714,00 |
| 16 | Ter | 5,0780 | 13682,00 |
| 17 | Qua | 5,0641 | 13736,00 |
| 18 | Qui | 5,1613 | 13612,00 |
| 19 | Sex | 5,1442 | 13530,50 |
| 22 | Seg | 5,1395 | 13642,00 |
| 23 | Ter | 5,1743 | 13334,00 |
| 24 | Qua | 5,2098 | 13181,50 |
| 25 | Qui | 5,1892 | 13194,00 |
| 26 | Sex | 5,1695 | 13287,00 |
| 29 | Seg | 5,1717 | 13302,50 |
| 30 | Ter | 5,1766 | 13341,00 |
| Média Mensal | 5,1276 | 13574,32 | |
| Média mensal (LME x US$) - R$/kg (sem impostos) | R$ 69,60 |
| "A" - VALORES DEVIDOS EM OPERAÇÕES INTERNAS (*) |
| 70% LME Cu x US$ (sem impostos) | R$ 48,72 |
| "B" - VALORES DEVIDOS EM OPERAÇÕES INTERESTADUAIS (*) |
| 70% LME Cu x US$ (com 12%) | R$ 55,37 |
| 70% LME Cu x US$ (com 7%) | R$ 52,39 |

A cadeia do Cobre no Brasil opera hoje com uma carga tributária que pode chegar a cerca de 24,5% sobre o valor do produto na etapa de transformação do metal e de suas ligas em semielaborados e acabados, somando ICMS, PIS, Cofins e IPI. Essa tributação se acumula ao longo da cadeia, no chamado efeito cascata, e se reflete no preço final.
Com a Reforma Tributária, os cinco tributos atuais dão lugar à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que formam o IVA dual brasileiro. A mudança de fundo para o setor do Cobre está na não cumulatividade ampla, porque o imposto passa a incidir sobre o valor agregado em cada etapa e o crédito acompanha a operação de forma mais limpa. Para quem está acostumado ao acúmulo de resíduos tributários ao longo da cadeia, isso representa uma diferença relevante no custo final.
Em 2026, a cobrança ainda está em fase de teste, com as empresas já destacando CBS e IBS nos documentos fiscais as alíquotas de 0,9% e 0,1%, mas sem recolhimento efetivo. A cobrança da CBS começa em 2027, quando PIS e Cofins serão extintos e o IPI será reduzido a zero, exceto para a Zona Franca de Manaus. A arrecadação do IBS também tem início em 2027, porém com o encargo repartido entre estados e municípios (0,05%) nesta fase de transição até 2028, com a extinção total de ICMS e ISS prevista para 2033.
São sete anos em que o modelo antigo e o novo convivem, um período longo que costuma ser visto como dificuldade. No entanto, é importante enxergá-lo como uma janela de calibração, tanto para os contribuintes se ajustarem quanto para o governo refinar as regras.
O que muda para quem depende do Cobre
O ponto que mais afeta o dia a dia das empresas do segmento é o fim dos benefícios fiscais estaduais. Os incentivos concedidos hoje por alguns estados distorcem a concorrência, e um fabricante em São Paulo perde competitividade para concorrentes instalados em estados como Santa Catarina e Espírito Santo, por exemplo, por conta de uma vantagem que não vem da eficiência industrial, mas da engenharia fiscal. Em certos negócios, esses benefícios chegam a inviabilizar a venda de quem não os tem. Com a reforma, todos os contribuintes passam a operar sob a mesma carga, o que tende a equilibrar as alíquotas aplicadas em toda a cadeia.
Há um segundo efeito, menos visível e talvez mais relevante, tendo em vista que a reforma condiciona a tomada de crédito ao recolhimento do tributo na etapa anterior, de modo que o crédito vira moeda de negociação e só existe se o imposto foi efetivamente pago. Isso ataca diretamente a informalidade e a sonegação, que são hoje a principal concorrência desleal do setor. As empresas inidôneas, que vendem mais barato porque não recolhem, perdem espaço, e as indústrias que já fazem o recolhimento correto ganham competitividade sem precisar mudar o processo produtivo. Com a redução da sonegação, abre-se margem para que as alíquotas efetivas de IBS e CBS sejam menores ao longo do tempo, o que beneficia o mercado interno e a exportação.
Para o gestor, a consequência prática aparece logo nas estratégias de compra, venda e formação de preço, que precisam ser revistas. Mecanismos como o split payment, o crédito amplo e a apuração assistida, se implementados conforme a norma, tendem a integrar mais os elos da cadeia. O bom controle de caixa dentro das novas regras de compensação de créditos e débitos passa a ser uma competência relevante para quem transforma e comercializa Cobre.
A reforma encontra o Cobre em um momento raro
A discussão tributária ganha outro peso quando se olha o lugar do Cobre na economia que está sendo construída. O metal é insumo essencial da eletrificação e está nos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia, nos veículos elétricos e nos data centers que sustentam a evolução da inteligência artificial. São aplicações que exigem condução de energia e resistência mecânica, e o Cobre entrega as duas coisas.
No entanto, a UNCTAD, agência de comércio e desenvolvimento da ONU, projeta crescimento de mais de 40% no consumo global de Cobre até 2040 e estima que seriam necessárias 80 novas minas e US$ 250 bilhões em investimentos até 2030 para atender à eletrificação, às energias renováveis e à infraestrutura de inteligência artificial. Em contrapartida, a oferta não cresce no mesmo ritmo. O Grupo Internacional de Estudo sobre o Cobre (ICSG) projeta que o mercado de Cobre refinado passa de superávit a déficit em 2026.
O Brasil está posicionado para capturar parte desse movimento, e o IBRAM projeta que o segmento de Cobre receberá cerca de R$ 35 bilhões em novos investimentos até 2027. A produção nacional cresce e consolida o Cobre entre os metais mais relevantes da mineração brasileira. No entanto, as decisões de expansão de planta e adoção de novas tecnologias têm horizonte longo, e por isso a previsibilidade fiscal pesa na hora de investir.
Neste sentido, a reforma tributária e a transição energética avançam por caminhos próprios, mas se encontram nesse ponto. Um sistema fiscal mais simples e mais previsível, com menos informalidade, dá ao setor industrial brasileiro condições de acompanhar a aceleração da demanda por Cobre. As empresas que incorporam a reforma ao planejamento estratégico enxergam com mais clareza onde investir e como investir.
O que ainda falta resolver
Os regulamentos de IBS e CBS foram publicados ao fim de abril de 2026, mas ainda haverá ajustes de regras ao longo do ano e as alíquotas efetivas não estão definidas, o que mostra que a transição está longe de concluída. Pela leitura da Lei Complementar 214 e dos regulamentos, não há, por enquanto, tratamento específico para a transformação de sucata de metais não ferrosos no IBS, como existe hoje no ICMS. Há, também, lacunas em pontos sensíveis, como o regime de drawback suspensão, que não está contemplado da forma como o setor precisa. São temas em que as empresas e as entidades representativas estão dialogando com o governo para buscar ajustes.
Não avançar com a reforma tem um risco significativo, pois o país perde a oportunidade de combater a sonegação com um modelo que vincula o crédito ao pagamento do imposto, mantém o efeito cascata e preserva uma complexidade que já pesa sobre a indústria. Ficar parado tem um preço, e ele recai, nesse caso, sobre quem produz.
Desta forma, cabe às empresas do segmento acompanhar de perto cada publicação de norma, mapear os processos internos, manter todas as áreas de negócio envolvidas e atualizar ferramentas fiscais e tecnologias com olhar no presente e no futuro. Participar de capacitações sobre a reforma e testar nos próprios sistemas a emissão de notas fiscais com os novos campos de CBS e IBS são passos que reduzem risco e garantem um fluxo seguro de adequação. A transição vai até 2033 e cada ano traz uma camada nova. Quem se preparar a cada etapa atravessa esse período sem surpresas nem impactos financeiros inesperados.
Gerente de Planejamento Econômico e Financeiro da Termomecanica, empresa líder na transformação de Cobre e suas ligas.