O post Fantasia International Film Festival 2026: minhas apostas para a edição deste ano apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>No ano passado eu tive a oportunidade de cobrir o festival, e foi lá que eu assisti, em primeira mão, ao filme Undertone, que rapidamente se tornou um dos meus filmes preferidos do ano. E, ao que tudo indica, a edição deste ano também vem carregada de títulos que devem dar o que falar.
Teremos o novo filme de Nicolas Winding Refn (diretor de Demônio de Neon), o novo filme de Jane Schoenbrun (do ótimo I Saw the TV Glow) e também o novo filme do brasileiro c (Pazucus: A Ilha Do Desarrego), entre muitos outros.
Como de costume, a programação é extensa e reúne dezenas de longas vindos dos mais diferentes países. Por isso, fiz uma seleção de alguns filmes que parecem especialmente promissores, seja pelos nomes envolvidos, pelas propostas apresentadas ou simplesmente pelo potencial de surpreender o público. Confira:

O novo filme de Nicolas Winding Refn, Her Private Hell se em uma cidade futurista coberta por uma névoa constante, e acompanha uma jovem cercada por relações familiares conturbadas enquanto uma série de assassinatos começa a assombrar o local.
Com Sophie Thatcher, Charles Melton e Havana Rose Liu no elenco, o filme promete combinar o estilo visual característico de Refn com influências do giallo, do neo-noir e do surrealismo. Her Private Hell será o filme de abertura do evento.

Edwin é um professor de música que tenta manter a ordem na escola, mas acaba se tornando alvo constante de alunos, colegas e da própria direção.
Depois de perder o controle durante uma discussão gravada em vídeo, sua vida começa a sair completamente dos trilhos. After School é uma holandesa qe promete equilibrar humor ácido, constrangimento e comentários sobre autoridade e masculinidade.

Na véspera de Natal, uma tradicional reunião familiar italiana é interrompida pela inesperada visita da avó falecida — e ela não volta sozinha.
Escrito e dirigido por Michael Gabriele, Unholy Night mistura comédia, terror sobrenatural e caos familiar, e pode ser um dos filmes mais divertidos do festival.

Durante uma viagem de acampamento para comemorar oito anos de relacionamento, Alex vê sua vida mudar completamente após se perder em uma floresta. Resgatada por um casal que vive de forma isolada, ela logo percebe que seus novos anfitriões podem estar envolvidos em uma série de crimes.
Misturando suspense psicológico e thriller criminal, A Safe Distance explora a atração pelo perigo e os conflitos entre desejo, liberdade e estabilidade. Dirigido por Gloria Mercer, o filme foi bem recebida em sua estreia no festival SXSW.

Após perder um dos filhos em um acidente bizarro, uma organizadora de eventos tenta reconstruir sua vida enquanto lida com uma estranha série de acontecimentos sobrenaturais em seu prédio. Aos poucos, mortes grotescas começam a acontecer envolvendo algo que ninguém imaginaria transformar em fonte de horror.
Dirigido por Gurcius Gewdner e Gustavo Vinagre, Privadas de Suas Vidas aposta em um humor escatológico sem qualquer pudor. Ainda assim, por trás dos exageros, o filme promete discutir relações familiares e luto, transformando uma premissa completamente absurda em uma mistura de comédia, horror e sátira social.

Em um universo onde humanos convivem com animais falantes, um homem descobre que sua noiva está o traindo. Desesperado para recuperar o relacionamento, ele aceita o estranho conselho de uma raposa que promete resolver todos os seus problemas.
Dirigido por Dario Russo, cocriador da série Danger 5, The Fox mistura fantasia, humor absurdo e conto de fadas adulto. O elenco conta com Jay Courtney e Emily Browning, e vozes de Olivia Colman e Sam Neill,

Sadie leva uma vida marcada pela solidão e pela dificuldade de se conectar com as pessoas ao seu redor. Ao mesmo tempo, desenvolve uma estranha fascinação por insetos, fazendo com que fantasia e realidade passem a se confundir de maneiras cada vez mais inquietantes.
Com roteiro e direção de Angus Silver, Insectasy é descrito como uma combinação entre horror, erotismo e humor ácido, Promete ser uma experiência bastante singular, ao construir um retrato perturbador do desejo e do isolamento da sua protagonista.

Um grupo de amigos decide explorar uma antiga plantação abandonada utilizando óculos inteligentes capazes de registrar tudo em primeira pessoa. O que começa como uma aventura rapidamente se transforma em um pesadelo quando estranhas lendas locais parecem ganhar vida.
Produzido em Myanmar, The Last Footage promote inovar o subgênero de found footage. Além da proposta técnica, o longa de Arkar Soe Oo representa uma rara oportunidade de conhecer um cinema pouco presente no circuito internacional.

Airi trabalha como médium, ajudando espíritos a encontrarem descanso. Durante a investigação de um antigo hotel recém-adquirido por seus empregadores, ela se depara com uma entidade extremamente violenta, capaz de colocar em risco tudo o que conhece sobre o mundo sobrenatural.
Dirigido por Dave Boyle, Never After Dark aposta em uma narrativa repleta de mistérios e em uma atmosfera opressiva. A produção foi bastante elogiada em sua estreia e desponta como uma das apostas mais interessantes para os fãs do gênero.

Depois de testemunhar um acontecimento inexplicável, Ricky começa a perceber que a realidade ao seu redor está mudando de maneira cada vez mais estranha. Memórias deixam de fazer sentido, pessoas passam a agir de forma incomum e uma misteriosa entidade parece manipular tudo à sua volta.
Com elementos de ficção científica, surrealismo e humor, Sour Minnows é dirigido por Harrison Atkins, mesmo diretor de Lace Crater, um filme que eu gostei bastante.

Depois de se mudarem para uma casa isolada na floresta, Saga e Jon finalmente realizam o sonho de formar uma família. Porém, o nascimento do bebê traz consigo acontecimentos cada vez mais perturbadores, levando o casal a suspeitar que algo sobrenatural esteja por trás da criança.
Após o sucesso de Hatching, a diretora Hanna Bergholm retorna ao horror explorando novamente os medos ligados à maternidade. Nightborn parece ser uma combinação entre horror corporal, folclore nórdico e drama psicológico.

No verão australiano de 1986, Penny e suas amigas planejam passar alguns dias em uma casa de praia para comemorar sua entrada na universidade. A festa, no entanto, sai completamente do controle quando parentes indesejados aparecem e transformam o encontro em uma luta desesperada pela sobrevivência.
Com uma direção de Mia Kate Russell que explora as influências do cinema de exploitation australiano, Penny Lane Is Dead mistura humor, violência e muito sangue.

Depois de adotar um bebê, uma renomada colecionadora de arte vê sua vida mudar completamente após sofrer uma tragédia. Consumida pelo luto, ela passa a desenvolver impulsos violentos que acabam chamando a atenção de uma misteriosa traficante de animais exóticos.
Dirigido por Andrea Corsini, com base em um curta-metragem de mesmo nome, Ferine conta ainda com uma trilha sonora composta por Pino Donaggio, conhecido por seus trabalhos com Brian De Palma.

Após a morte da mãe em uma antiga fábrica de perucas, duas irmãs retornam ao local em busca de respostas. Lá descobrem que precisarão quitar uma enorme dívida enquanto testemunham acidentes brutais e acontecimentos que sugerem a presença de uma força sobrenatural.
Dirigido por Edwin, Sleep No More utiliza o horror corporal para discutir exploração do trabalho e abuso de poder.

Anos depois de defender um homem acusado de estupro, uma advogada é sequestrada junto com seu antigo cliente pelo pai da suposta vítima. Perdidos em uma região isolada, ambos precisam sobreviver enquanto antigos acontecimentos voltam à tona.
Dirigido por Wiebke von Carolsfeld, Someone’s Daughter discute justiça, culpa e moralidade, numa mistura de drama e thriller de sobrevivência.

Uma jovem diretora obcecada por uma antiga franquia de filmes slasher decide produzir um novo capítulo da série. Aos poucos, porém, sua admiração pela protagonista original ultrapassa os limites da simples cinefilia e passa a confundir desejo, identidade e ficção.
Jane Schoenbrun, diretora de I Saw the TV Glow, retorna com uma abordagem metalinguística sobre o cinema de horror. Teenage Sex and Death at Camp Miasma foi premiado no Festival de Cannes e é um dos filmes mais aguardados do ano entre os fãs de terror.
O post Fantasia International Film Festival 2026: minhas apostas para a edição deste ano apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>O post Fantasia Festival 2025: os filmes de terror mais esperados (e mais algumas apostas) apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>Reconhecido como um dos maiores festivais de cinema fantástico do mundo, o Fantasia também funciona como uma vitrine essencial para o gênero. É lá que muitos dos filmes mais comentados e aguardados pelo público fazem suas estreias, conquistando destaque internacional.
Foi o caso de Red Rooms, que figurou na minha lista de melhores filmes do ano passado após estrear no festival. E, ao que tudo indica, a edição deste ano também vem carregada de títulos que devem dar o que falar.
Com uma seleção que passeia por terrores íntimos, críticas sociais afiadas, zumbis em drag shows e até invasões alienígenas em bairros populares, a 29ª edição do Fantasia International Film Festival mostra por que segue sendo uma vitrine essencial para o cinema de gênero no mundo todo.
Entre estreias de cineastas consagrados, como Ari Aster e Takashi Miike, e apostas ousadas de novos nomes, o festival promete provocar, assustar e emocionar, refletindo medos contemporâneos e temas universais com criatividade e ousadia.
Pensando nisso, preparei uma lista com alguns dos filmes mais esperados do Fantasia 2025 — além de algumas apostas pessoais que acredito que vão surpreender. Confira:

O Fantasia Festival 2025 abre com Eddington, novo filme de Ari Aster, conhecido por Hereditário e Midsommar. A trama se passa em maio de 2020 e mostra um conflito tenso entre um xerife (Joaquin Phoenix) e um prefeito (Pedro Pascal) em uma pequena cidade do Novo México.
O elenco conta ainda com Emma Stone, Austin Butler e outros nomes de peso. Eddington foi exibido em Cannes e recebeu elogios da crítica, confirmando a força do cineasta.
Esse é o quarto longa de Aster, que mistura terror e drama psicológico. Sua estreia no Fantasia reforça a importância do festival para os fãs do gênero e do cinema autoral.

Após ser diagnosticada com câncer, a jovem Mickey (Zelda Adams) recorre à necromancia para tentar se curar. Seu pai, mesmo cético, decide apoiá-la nessa jornada sombria.
Juntos, eles viajam até uma floresta para encontrar Solveig (Toby Poser), uma bruxa que promete ajudá-los. Durante três dias, Mickey passa por rituais intensos de sangue e descoberta.
A magia oferecida por Solveig não tem custo financeiro, mas cobra seu preço de outras formas. Mother of Flies é o novo trabalho da Adams Family (diretores de The Deeper You Dig e Hellbender).

Na Páscoa em Bushwick, Brooklyn, Dre (Katy O’Brian) organiza um show drag enquanto enfrenta uma crise: zumbis tomam conta do bairro. Sua esposa Lizzy (Riki Lindhome) tenta atravessar a cidade para salvá-la.
Presos no galpão, artistas precisam superar desavenças, incluindo o retorno inesperado de Samoncé (Jaquel Spivey). Tudo isso em meio ao caos de mortos-vivos viciados em celular.
Dirigido por Tina Romero, filha de George A. Romero, o filme equilibra humor, crítica social e representatividade, transformando o apocalipse zumbi em palco de empatia e resistência.

O famoso cineasta japonês Takashi Miike retorna em grande forma com Sham, um thriller jurídico intenso baseado em fatos reais. Um professor dedicado é falsamente acusado de maltratar um aluno.
A pressão da opinião pública, alimentada por jornalistas sensacionalistas, destrói sua carreira antes mesmo do julgamento.
Miike mostra como a condenação social pode ser mais cruel que a própria justiça. Este promete ser um filme angustiante que também presta homenagem ao fardo enfrentado pelos professores.

Amin e Mitchell cuidam do bairro de Schijndrecht, ameaçado por planos de demolição e… por uma invasão alienígena! Quando moradores começam a ser possuídos, eles precisam lutar.
Dirigido por Michael Middelkoop, o filme mistura comédia, ação, ficção científica e horror de forma divertida. A trama surpreende com reviravoltas e humor inteligente.
Com um elenco carismático, Straight Outta Space promete ser um dos grandes momentos do festival: um delírio urbano cheio de gosma e espírito comunitário.

Em um mix grotesco e punk, Candy é violentada por um sorveteiro e engravida de um feto mutante. Seu corpo começa a se transformar em sorvete, numa espiral de horror e crítica social.
Dirigido por Becca Kozak, o filme carrega humor negro, gore e rebeldia feminista. É explícito, provocador e faz referência a nomes como John Waters e Troma.
Com estética chocante e tons de sátira, Sugar Rot questiona autonomia, capitalismo e violência, transformando o corpo da protagonista em palco de resistência.

Millie (Alison Brie) e Tim (Dave Franco) se mudam para uma casa isolada, tentando salvar um relacionamento desgastado. Mas uma força misteriosa na floresta os une de forma literal.
A simbiose sobrenatural vira terror corporal, refletindo as tensões e dependências do casal. O filme mescla metáfora de relacionamento e horror físico.
Juntos estreia no Canadá após passar por Sundance, trazendo química real entre Brie e Franco e cenas tão bizarras quanto emocionantes.

Matthew trabalha numa loja e conquista a atenção do astro pop Oliver, entrando em seu círculo de amigos famosos. Aos poucos, revela um lado sombrio para manter sua posição.
Dirigido por Alex Russell, o filme mistura crítica social, suspense e humor ácido, explorando fama, redes sociais e obsessão por status.
Com atuações intensas e visual impactante, Lurker promete ser um dos thrillers mais comentados do ano, desconfortável e fascinante.

Três mulheres, separadas pelo tempo e pelo espaço, são perseguidas pelo mesmo lamento fantasmagórico. O terror conecta Madri e La Plata em décadas diferentes.
Dirigido por Pedro Martín-Calero, o filme traz atuações marcantes de Ester Expósito, Mathilde Ollivier e Malena Villa. É uma estreia impactante que mistura horror visceral e crítica social.
The Wailing cria imagens e sons que grudam na mente, narrando violências que atravessam gerações.

Joey (Olivia Taylor Dudley) reencontra o ex, Brian, um alienígena que libera toxinas ao toque. Ao lado do amigo Craig, ela mergulha em dependência, violência e segredos cósmicos.
Dirigido por Addison Heimann, o filme mistura romance tóxico, tentáculos e humor sombrio. É estranho, caótico e carregado de metáforas sobre trauma e vício.
Após impressionar no Sundance, Touch Me promete chocar e emocionar, equilibrando gore prático, crítica social e momentos surpreendentemente sensíveis.

Conor prefere a solidão com seu cachorro Sandy, videogames e fitas VHS. Mas ao conhecer o jogo OBEX, entra num mundo de fadas, cavaleiros e monstros.
Quando Sandy é sequestrado, Conor embarca numa jornada para enfrentar seus próprios medos. É fantasia melancólica que reflete sobre memórias e conexões.
Dirigido por Albert Birney, OBEX une humor, estranheza e reflexão, lembrando Adventure Time e Eraserhead, mas com toque pessoal e nostálgico.

Quatro amigos online resolvem aplicar um golpe para mudar suas vidas e chamar a atenção de um bilionário. O plano cresce e sai do controle rapidamente.
Filmado no formato screenlife, LifeHack critica a cultura digital e os riscos da fama na internet. É tenso, atual e lembra a nostalgia das madrugadas online.
Dirigido por Ronan Corrigan, mistura suspense e humor ácido, mostrando como a ambição pode ser perigosa — tudo visto pela tela do computador.

Cinco amigas partem para um fim de semana de festas, mas a viagem vira pesadelo após um caso de abuso e encontros cada vez mais violentos.
Entre glitter, drogas e música, traumas emergem, abalando laços de amizade e liberdade. O deserto se torna palco de segredos, raiva e violência.
Dirigido por Izabel Pakzad, Find Your Friends critica expectativas femininas e mostra como diversão pode esconder feridas profundas.
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]]>O post 8ª Mostra de Cinema CINE HORROR começa nessa semana apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>Para a programação da oitava edição, haverá uma extensa mostra de filmes nacionais e internacionais, debates e bate-papo com o público, além de outras novidades que estão sendo programadas, como o Desfile cosplay.
Nesse ano, eu tive a honra de participar como um dos jurados da mostra e posso adiantar que a programação está excelente. Acesse o site oficial da Mostra CINE HORROR e não perca!

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]]>O post 10 ótimas comédias de terror apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>A lista tem um pouco de tudo. Tem filme de terror com toques de humor, e tem filme de comédia com toques de terror. Ou seja, tem filmes para todos os gostos.
Confira a lista abaixo.
E, caso esteja interessado em algum filme em específico, clique no título na tabela de conteúdos a seguir.
O importante é que você se divirta (e se assuste) com a nossa lista de 10 ótimas comédias de terror!

Tucker e Dale Contra o Mal é um dos filmes mais engraçados que eu já assisti. O filme acompanha os dois personagens-título, interpretados por Tyler Labine e Alan Tudyk, dois caipiras que compram uma cabana isolada e caindo aos pedaços, com o intuito de reformá-la e transformá-la em um local de descanso para eles.
Porém, o caminho dos dois acaba se cruzando com um grupo de estudantes que estão acampando num local ali perto. O problema é que esse grupo de estudante pensa que os dois são assassinos, e começam a se defender, mas acabam se matando no processo. E as cenas deles tentando se defender são simplesmente hilárias.
Dirigido por Eli Craig, Tucker e Dale Contra o Mal é uma obra metalinguística que reconhece e subverte um dos clichês mais explorados no gênero de terror: a vilanização da figura do caipira norte-americano (também conhecido como red neck). É um filme sensacional, que me fez chorar de tanto rir.

Anna e o Apocalipse (2017) é uma comédia musical de zumbis dirigida por John McPhail . O filme acompanha Anna (Ella Hunt), uma adolescente que vive em uma pequena cidade da Escócia e que, junto com seus amigos, precisa sobreviver a um apocalipse zumbi na véspera do Natal.
E eu sei que a palavra “musical” pode afastar muita gente, mas acredite que este é um filme que merece ser visto. As músicas são ótimas, as coreografias são bem executadas e tanto o humor quanto o terror funcionam muito bem. Isso sem falar que a protagonista Ella Hunt esbanja carisma.
Então, mesmo se você não goste de musicais (ou até mesmo de filmes de zumbis), Anna e o Apocalipse é uma boa indicação, porque o equilíbrio entre os diferentes gêneros torna a obra atrativa para os fãs, ao mesmo tempo que não é uma experiência enfadonha para quem não gosta desse tipo de produção.

Muito Além do Ordinário é um filme irlandês dirigido por Mike Ahern e Enda Loughman que conta a história de Rose (Maeve Higgins), uma ex-paranormal que agora vive uma vida solitária trabalhando como instrutora de direção em uma pequena cidade irlandesa.
Porém, ela é forçada a sair da aposentadoria quando um homem procura seus serviços para ajudar a salvar sua filha, antes de ela ser sacrificada em um ritual satânico. Rose concorda em ajudar, mas para isso precisa enfrentar seus próprios demônios internos.
Uma das maiores qualidades de Muito Além do Ordinário é o fato de o filme conseguir equilibrar bem os momentos de terror e de comédia. Ele vai a fundo no terror, ao mesmo tempo que apresenta um estilo de humor bastante característico.
Além disso, a obra ainda conta com uma participação hilária do comediante Will Forte.
Caso você tenha interesse em conhecer melhor o filme, assista abaixo ao vídeo que eu fiz.

Quem só conhece o cinema de Peter Jackson após O Senhor dos Anéis vai ter uma surpresa com esse filme aqui. Bizarrice sem tamanho, Fome Animal é um terror neozelandês com altas doses de violência e nonsense.
O filme conta a história de Lionel, um jovem tímido que vive com sua mãe superprotetora em uma pequena cidade da Nova Zelândia. Quando sua mãe é mordida por um macaco-rato e se transforma em um zumbi, Lionel precisa enfrentar uma horda de mortos-vivos famintos por carne humana.
Assim como é comum no cinema de Peter Jackson, aqui a câmera está em constante movimento. O cineasta é inventivo na maneira como conduz a sua narrativa e cria situações bizarras (como aquela em que o protagonista leva uma criança zumbi para o parque).
Há também um exagero no uso da violência que chega a se tornar cômico – como numa sequência envolvendo um cortador de grama.

Popcorn – O Pesadelo Está De Volta acompanha uma jovem estudante de cinema que é atormentada por pesadelos recorrentes. Ela e sua turma resolvem montar um festival de cinema de terror, usando adereços para tornar a experiência mais imersiva.
Durante a organização do festival, eles encontram um filme experimental considerado perdido, realizado por um infame cineasta alternativo. A lenda em torno desse filme envolve um assassinato e um incêndio que destruiu o cinema onde foi exibido, mas o corpo do tal cineasta nunca foi encontrado.
E não demora muito para que a protagonista comece a suspeitar que algo estranho está assombrando o festival.
Curiosamente, o filme passou por algumas mudanças durante a sua produção. O diretor original, Alan Ormsby, foi substituído por Mark Herrier. E a protagonista Amy O’Neill foi substituída por Jill Schoelen.
Além de ser um filme extremamente divertido, Popcorn – O Pesadelo Está De Volta remete a uma época em que se usava adereços para ampliar a sensação de medo nas salas de cinema. É uma ótima comédia de terror da década de 1990.

Salve-se Quem Puder! é um filme que mistura comédia, terror e ficção científica para falar sobre a nossa dependência tecnológica – mais especificamente, a nossa dependência da internet.
O filme é dirigido por Alex Huston Fischer e Eleanor Wilson, e conta a história de Jack e Su, interpretados por John Reynolds e Sunita Mani. Os dois são viciados em redes sociais, mas decidem passar uma semana isolados em uma cabana na floresta para desconectar do mundo.
O problema é que, nesse meio tempo, o mundo começa a ser invadido por alienígenas, e eles não percebem o que está acontecendo porque estão desconectados da internet.
Com isso, Salve-se Quem Puder! trabalha muito bem o conceito de F.O.M.O, ou Fear of Missing Out (medo de ficar de fora), que é a ideia de que você precisa ficar conectado o tempo todo ou vai acabar perdendo algum coisa importante – como uma invasão alienígena.
Confira abaixo o vídeo que eu fiz falando mais sobre esse filme.

Atenção, não confunda esse filme aqui com a série recente da Apple TV+. Apesar de terem o mesmo nome em inglês, “Severance”, e de também tratarem de relações entre colegas de trabalho, o tom das duas obras é bastante distinto.
O filme Severance (2006), lançado aqui no Brasil com o título de Mutilados, é dirigido por Christopher Smith, mesmo diretor do ótimo Triângulo do Medo, e tem no elenco nomes como Danny Dyer (da série EastEnders), Laura Harris (The Privileged) e Tim McInnerny (Um Lugar Chamado Notting Hill).
A trama acompanha um grupo de funcionários de uma empresa armamentista que vão para um retiro de fim de semana em uma floresta remota, mas acabam sendo atacados por um grupo de assassinos.
O diretor Christopher Smith explora bem a mistura de gêneros, criando sequências genuinamente assustadoras e hilárias. E, como é comum no humor inglês, os personagens parecem se orgulhar de serem odiosos e não fazem qualquer tentativa de causar empatia no público – o que serve para tornar a situação ainda mais engraçada.

Esse é um filme que fez parte da minha juventude. Sinceramente, não sei quantas vezes que o assisti, mas lembro de que sempre me divertia.
Dirigido por Rodman Flender, A Mão Assassina conta a história de Anton, um jovem preguiçoso que acaba possuído por uma mão demoníaca depois de matar seus pais acidentalmente. E uma vez que sua mão possuída está cometendo assassinatos por conta própria, Anton precisa encontrar uma maneira de se livrar da maldição antes que seja tarde demais.
Com um elenco formado por Devon Sawa (Premonição), Seth Green (Uma Saída de Mestre), Jessica Alba (Sin City), Elden Henson (Demolidor) e Vivica A. Fox (Independence Day), A Mão Assassina é um filme exagerado, violento e muito divertido. E merece ser (re)descoberto.

Esse aqui é, com certeza, um dos filmes mais divertidos que eu já vi. E isso não é exagero. Se você ainda não conhece Deadstream, faça um favor a si mesmo e corrija esse erro agora mesmo.
Escrito e dirigido por Joseph Winter e Vanessa Winter, o filme conta a história de um YouTuber (interpretado pelo próprio Joseph Winter) que recentemente foi cancelado e agora está planejando o seu retorno. E ele quer retornar em grande estilo, realizando um desafio bizarro e potencialmente perigoso.
O desafio consiste em ele passar uma noite em uma casa mal-assombrada fazendo uma live naquele local. E se alguma coisa estranha acontecer enquanto ele está lá dentro, ele tem a obrigação de investigar, correndo o risco de perder o patrocínio caso não faça.
E é claro que muitas coisas estranhas acontecem.
Eu não vou entrar em mais detalhes porque acho que esse é um filme que merece ser descoberto. Mas, se você ficou curioso e quer saber mais sobre Deadstream, assista ao vídeo que eu fiz sobre o filme.
No vídeo, eu detalho um pouco mais da história e dos elementos que mais me agradaram no filme. Confira!

Dirigido por Tyler MacIntyre, As Garotas da Tragédia (Tragedy Girls, (2017) acompanha das amigas (intepretadas por Alexandra Shipp e Brianna Hildebrand) obcecadas por mortes e por crimes reais.
As duas usam seu programa online sobre tragédias reais para deixar sua pequena cidade em frenesi, ao mesmo tempo em que buscam consolidar seu legado como lendas modernas do horror. E elas decidem fazer de tudo para atingir esse objetivo, até mesmo sequestrar um verdadeiro serial killer.
As Garotas da Tragédia é uma paródia do subgênero slasher que inclui um comentário bastante ácido a respeito da sociedade contemporânea. Mas fica aqui um aviso. Apesar da pegada mais leve e divertida do início, esse filme se torna extremamente sombrio no terceiro ato.
Inclusive, eu também fiz um vídeo falando sobre As Garotas da Tragédia. E nesse vídeo (abaixo) eu falo sobre o filme nos apresenta ao conceito de amizades perigosas. Confira:
Bom, por hoje é isso então. Espero que tenha gostado da lista.
E se você se interessa por comédias de terror, talvez goste dessa matéria especial que eu fiz sobre o filme Ready or Not.
Aproveito também para convidar você a acompanhar o 7 marte no Youtube. Eu estou toda semana por lá dando dicas de filmes de terror.
O post 10 ótimas comédias de terror apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>O post Os filmes que eu vi no Fantaspoa 2020 apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>Também foi a minha primeira oportunidade de participar do evento (algo que eu sempre quis fazer). E embora eu não tenha conseguido assistir a tantos filmes quanto eu gostaria, o saldo foi bastante positivo.
Eu vi um total de sete filmes, o que é pouco, eu sei. Mas na sua maioria, foram filmes muito bons. Com exceção de um, que foi realmente muito ruim.
Infelizmente, eu perdi os longas-metragens brasileiros.
Tentei ver o elogiado Cabrito, mas tive problema na internet nesse dia, e o filme não carregou. No caso de Skull, o longa saiu de cartaz depois do sucesso do seu primeiro dia de exibição. Também não tive tempo de ver a antologia rodada durante a quarentena.
E como eu estava priorizando os longas-metragens, acabei não vendo quase nenhum curta. Sendo assim, vou me focar apenas nos longas-metragens e tentar compartilhar a minha experiência com vocês.
Ao longo deste post, eu vou:
Mas isso não é tudo! Eu também gravei um episódio especial do nosso podcast dedicado ao Fanstapoa. Mais informações sobre o podcast estão disponíveis abaixo:
Caso você prefira me ouvir falar sobre os filmes de maneira mais espontânea sobre os filmes, escute o episódio especial do Podcast 7 Marte dedicado ao Fantaspoa.
Você pode escutar o programa clicando no player abaixo. Também estamos disponíveis no Spotify, Deezer, Breaker, Google Podcasts, RadioPublic, Pocket Casts, Overcast, Apple Podcast e Player FM.
Mas chega de enrolação. Vamos para a lista com:
Conforme mencionado antes, eu não consegui ver muita coisa. Mas a maioria dos que eu vi foram ótimos filmes. Alguns deles devem chegar ao Brasil em breve. Outros têm menos chances de aparecer por aqui.
Mas se você ficar interessado por algum dos títulos listados a seguir, sugiro que tente acompanhar os diretores ou as páginas do filmes nas redes sociais. Você não vai se arrepender.
O primeiro filme que eu assisti também foi o filme de abertura do festival. E foi um acerto tremendo.
Pornô é um filme muito divertido, que mistura comédia, terror, religião, violência e sexo. Parece apelativo, mas o diretor Keola Racela consegue equilibrar bem o tom.
A trama se passa na década de 1990 e acompanha cinco funcionários de um cinema de rua, localizado em uma pequena comunidade cristã. Toda sexta-feira à noite, eles escolhem um filme e fazem uma exibição particular.
Nessa noite, porém, um mendigo invade o cinema e acaba revelando uma parede falsa, que esconde uma porta para uma sala oculta. Nessa sala, eles encontram uma lata antiga de filme e resolvem exibi-la na sua sessão semanal.
Porém, o filme – uma obra experimental repleta de cenas de sexo e violência – acaba libertando um demônio sexual, cuja presença aflora os desejos que eles tentavam manter escondidos.

Além de divertir por meio da abordagem caricata do seus personagens (o projecionista que tenta manter todos na linha é hilário), Pornô acerta ao trabalhar com o tema do fanatismo religioso por meio do humor.
Sim, existe uma crítica à religião. Isso fica claro na maneira como a obra se posiciona diante daqueles que se consideram mentores da moralidade alheia. Porém, ao final, é a religiosidade que salva os personagens.
É claro que esta afirmativa acerca da religião se perde em um filme cujo título afasta o próprio público que poderia se sentir representado aqui. Mas se você der uma chance para Pornô, garanto que vai se divertir.
Além do mais, é uma chance de matar a saudade do interior de uma sala de cinema! Confira o trailer:
Mantendo a linha de obras que misturam terror e comédia, o segundo filme que eu vi foi o falso documentário O Guia VICE Para o Pé-Grande, dirigido por Zach Lamplugh. E mais uma vez, eu me diverti muito.
O filme acompanha um repórter do site Vice que é uma espécie de especialista em matérias clickbait. Ele cobre os conteúdos mais absurdos com o intuito de tornar as suas matérias virais.
Porém, ele não está satisfeito com a sua “fama” e deseja ser respeitado na profissão. Mas após descobrir que perdeu a promoção que tanto ansiava, ele aceita – mesmo a contragosto – fazer uma matéria sobre a lenda do Pé Grande.
Para isso, ele precisa passar alguns dias na companhia de um bizarro criptozoologista, alguém que dedicou boa parte da sua vida à cultura do Pé-Grande, por mais que essa busca tenha lhe custado o relacionamento com a namorada.

A interação do repórter ranzinza com os “caçadores” de Pé-Grande são hilárias. Além do criptozoologista, que é uma atração à parte, há também um “especialista em camuflagem”, que disfarça o seu odor consumindo urina!
Mesmo trabalhando com um tema absurdo, o filme consegue desenvolver bem os seus personagens: a busca pelo Pé-Grande se transforma na busca do protagonista pela sua auto-valorização, e pela valorização da sua profissão.
Vale lembrar que a lenda do Pé-Grande já rendeu diversos filmes de terror. Inclusive, eu falo sobre o excelente Willow Creek em um episódio do nosso podcast dedicado a filmes de terror found footage pouco conhecidos (confira-o aqui).
Mas ao contrário de muitos outros títulos, O Guia VICE Para o Pé-Grande aborda o tema com humor. E isso faz toda a diferença. Trata-se de um filme muito divertido! Confira o trailer abaixo:
Ainda falando de falsos documentários, eu vi o excelente Feral, terror mexicano dirigido por Andrés Kaiser. Trata-se de um filme que se utiliza da câmera diegética como forma de criar tensão. E consegue fazer isso muito bem!
Por meio de “imagens de arquivo” e entrevistas, o longa-metragem conta a história de um padre psicanalista que se isolou numa cabana com o intuito de civilizar uma criança que ele encontrou na floresta.
O filme já começa mostrando que o experimento do padre não deu certo e culminou em um incêndio que queimou a sua casa. Mas embora saibamos que o experimento está fadado ao fracasso e à tragédia, o filme ainda consegue nos surpreender.
Isso acontece por causa do roteiro muito bem escrito – cujas reviravoltas não são antecipadas pelo público – e pela direção certeira de Kaiser, que explora muito bem os “limites” do formato aqui adotado.

O cineasta usa o falso documentário como forma de ampliar a tensão das suas cenas. Por causa da ausência de cortes e da câmera diegética, somos obrigados a acompanhar aquela história de perto, partilhando dos segredos do protagonista.
Aliás, os segredos servem como combustível para movimentar toda a narrativa. Não apenas os segredos do padre, cujos métodos de civilização são bastante questionáveis, mas também os segredos da comunidade que o cerca.
Todos os entrevistados parecem ter segredos que desejam manter escondidos e o filme acerta ao não explicitá-lo. Em vez disso, a obra aponta numa direção e estimula o público formar as suas próprias teorias.
Feral é um estudo sobre a natureza humana. Porém, a ferocidade sugerida pelo título não é exclusivamente associada à criança que vivia na floresta. É também uma crítica àqueles que se dizem civilizados. Confira o trailer abaixo:
Mas nem tudo são flores. E se Feral foi o melhor filme que eu vi no festival, o longa-metragem seguinte, A Cor Rosa, com certeza foi o pior. Nada se salva nesse terror canadense dirigido por Courtney Paige. Nada mesmo.
A trama acompanha um grupo de garotas de uma escola de elite que inicia um culto secreto no qual cada uma representa um dos sete pecados capitais.
A princípio, o culto serve como crítica à religiosidade patente daquela comunidade. Mas não demora até o grupo adotar medidas violentas para preservar o seu status.
As ações delas têm consequências trágicas e logo, uma a uma, elas passam a ser ameaçadas por um assassino misterioso.
A história até pode parecer interessante mas, acredite, não é. A Cor Rosa é uma coleção de clichês, atuações ruins e uma direção sem foco. Mas todos esses problemas empalidecem diante da péssima construção do roteiro.

A precariedade no desenvolvimento dos personagens é tamanha que a solução do roteiro para ilustrar os “pecados” é mostrar uma personagem comendo o tempo todo (gula) e a outra sempre com sono (preguiça).
Não só isso, mas a estrutura do roteiro é completamente falha.
O desejo do xerife da cidade de ter filhos, por exemplo, serve apenas como desculpa para mostrar a sua esposa seminua. Em outro momento, dois policiais federais chegam para ajudar na investigação, mas não fazem nada.
Ainda assim, o pior é quando xerife, que já sabia a localização do assassino, ficou de conversa com outro oficial, enquanto as meninas corriam perigo. É tudo muito, muito ruim.
E se mesmo assim você ficou curioso em relação uma obra na qual pessoas são assassinadas de acordo com os sete pecados capitais, eu sugiro que você reveja Seven. Confira o trailer de A Cor Rosa abaixo:
Esse foi, sem dúvida, o filme mais bizarro que eu vi no festival. Barry Fritado é uma produção da África do Sul que mistura terror, comédia e ficção científica, numa trama envolvendo abduções alienígenas, sexo e violência.
Dirigido por Ryan Kruger, o filme acompanha Barry, um sujeito viciado em drogas que, certo dia, é abduzido por alienígenas. Não só isso, mas ele é “possuído” por essa criatura de outro planeta e enviado de volta para a Terra.
Agora, o alienígena no corpo de Barry circula pelas ruas da Cidade do Cabo, explorando esse mundo estranho. E ele se depara com uma situação bizarra atrás da outra.
Kruger adota um ritmo frenético à sua narrativa ao acompanhar o seu protagonista enquanto ele é levado de um lado para outro: alguém o convida para fazer sexo no banheiro, e ele vai, outra pessoa o oferece drogas, e ele aceita.

Mas o melhor momento é quando ele faz sexo com uma prostituta e, em questão de segundos, acontece a concepção, a gravidez e o nascimento da criança.
A atuação de Gary Green é um atrativo a parte. Ao aproximar a câmera do rosto do seu protagonista, o diretor explora as suas feições, seu olhar ávido e suas caretas exageradas.
Mas se o filme consegue encontrar o humor na interação do alienígena com a humidade, seu maior acerto é mostrar que Barry não é a figura mais estranha dentro daquela realidade.
Em sua jornada, ele se depara com prostitutas e cafetões, ladrões, sequestradores (possivelmente pedófilos) e pacientes de um hospício. A estranheza é tamanha que fica fácil para um alienígena passar despercebido.
Enfim, Barry Fritado é uma jornada bizarra e muito divertida. Confira o trailer abaixo e fique de olho nesse filme. Vale muito a pena.
Vindo da Grécia, o terror Entrelaçado acompanha Panos, um médico da cidade grande que se muda para uma vila remota para atender a comunidade. Ao chegar, ele encontra um pouco de resistência dos moradores que não o querem por lá.
Como seu consultório está quase sempre vazio, o médico tem tempo de passear pela cidade. Em um desses passeios, ele conhece Danae, uma jovem que vive isolada na floresta.
Danae sofre de uma estranha doença na pele e Panos, encantado pela mulher, parece determinado a curá-la. Mas há algo de muito estranho naquela situação. Os moradores da cidade têm medo daquela que habita a floresta.
E, explicitando o conflito entre razão e emoção, o médico ignora a crença da comunidade e procura a jovem.
Não demora muito para o protagonista descobrir que aquela não é a garota indefesa que ele imaginava ser. E antes que possa fazer alguma coisa, ele acaba preso naquela casa da floresta.

Sua prisão é tanto literal quanto metafórica. Panos até faz menção de ir embora, mas não consegue encontrar o caminho de volta. Depois de um tempo, porém, ele não parece mais ter vontade de sair.
O diretor Minos Nikolakakis é hábil ao explorar as metáforas da sua narrativa, principalmente uma envolvendo o fogo. Danae justifica que não pode sair de casa porque precisa manter o fogo aceso o tempo todo.
Assim, dentro da lógica metafórica apresentada pela narrativa, o fogo se mantém vivo exaurindo a madeira. E enquanto a madeira é reduzida a carvão e cinzas, o fogo se continua belo – desde que seja alimentado com frequência.
Adotando um ritmo mais lento, Entrelaçado desenvolve a sua situação aos poucos, cozinhando a tensão em fogo baixo. Mas quando finalmente entra em ebulição, o resultado é sensacional. Confira o trailer:
O último filme que eu vi no Fantaspoa foi o thriller espanhol O Bando. Trata-se de uma obra bastante contida, passada quase inteiramente em um único ambiente: o interior de um carro.
A trama acompanha quatro homens que acordam amarrados a um carro parado no meio da floresta. Eles não se conhecem e, aparentemente, não há nenhuma relação entre eles. Mas alguém está tentando matá-los.
Logo que acordam, eles percebem que alguém conectou uma mangueira ao escapamento do carro. Por pouco eles não morreram asfixiados. Mesmo assim, o perigo ainda os ronda.
Antes que possam salvar as suas vidas, o grupo precisa descobrir os motivos que os levaram a acordar naquele local.
O filme começa muito bem, mas o suspense e a tensão criados pela situação inicial esfriam um pouco depois de um tempo. Ainda assim, o obra nunca se torna enfadonha.

Isso se deve, em parte, à sua curta duração. Mas o maior mérito ainda é do diretor C. Martín Ferrera.
Colocando a câmera dentro do carro, o cineasta nos obriga a partilhar da experiência e da claustrofobia dos personagens. Estamos lá, junto deles, olhando de dentro para fora.
E isso é muito criativo. O problema é que, uma vez revelada a verdadeira motivação por trás daquele ato, o filme se assemelha muito a outro longa-metragem lançado alguns anos atrás.
Não vou falar qual filme porque isso poderia ser entendido como um spoiler. Mas é um pouco decepcionante quando você percebe que já viu essa história ser contada antes. Ainda mais quando, naquele caso, o resultado foi muito melhor.
Ainda assim, O Bando foi um bom filme de encerramento da minha participação no Fantaspoa 2020.
Conforme eu disse no começo: eu sempre quis participar do Fantaspoa. E, infelizmente, até esse momento eu nunca havia conseguido.
Então, eu fico feliz em ter participado dessa edição online. Embora eu também me sinta um pouco culpado por não tê-la aproveitado melhor.
Eu sei que tinha muita coisa boa que eu não vi. Mesmo assim, fico feliz de ter visto tantos filmes bons de países diferentes.
No geral, acredito que esta tenha sido uma experiência positiva. E espero que, no ano que vem, eu consiga participar presencialmente.
Já estou me programando para isso.
O post Os filmes que eu vi no Fantaspoa 2020 apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>O post Ready or Not | Crítica, curiosidades, referências e muito mais apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>Isso pode acontecer por vários motivos, como atraso na distribuição, data equivocada de lançamento, uma publicidade fraca/mal direcionada, entre outros fatores.
Ready or Not é um destes casos. Agendado para ser lançado nos cinemas brasileiros no ano passado, o filme acabou saindo da grade de programação sem explicação.
Depois de um tempo, apareceu em serviços de video on demand, sob diferentes títulos, como O Ritual e Casamento Sangrento.

Isso é uma pena, pois trata-se de um ótimo filme, que merece ser descoberto pelo público. E foi pensando nisso que eu preparei este especial.
Ao longo deste post, vou apresentar:
Meu propósito é fazer com que você crie interesse em ver esse filme. Ou, se já o assistiu, quem sabe queira revisitá-lo após ler esse texto.
Comecemos, então, pela crítica do filme.
Não é novidade que o cinema goste de retratar as discrepâncias sociais entre as classes menos e as mais favorecidas. No ano passado, uma grande leva de filmes abordou essa questão, de maneira direta ou indireta, como Parasita, Coringa e Nós.
A ressurgência dessa temática, é claro, tem uma razão política.
Desde a eleição de Donald Trump, muito se tem falado a respeito do 1% mais rico, ou seja, sobre empresários bilionários que enxergam o restante da população como meras engrenagens na máquina que produz a riqueza deles.
Assim como é comum no gênero de terror, Ready or Not utiliza-se de metáforas para falar sobre questões sociais pertinentes. E o faz não apenas de maneira eficaz, como extremamente divertida.

Escrito por Guy Busick (série Watch Over Me) e Ryan Murphy (Minutes Past Midnight), o roteiro acompanha Grace (Samara Weaving), uma jovem de família humilde prestes a se casar com o milionário Alex (Mark O’Brien).
Grace nunca se sentiu parte de uma família, e anseia que isso mude uma vez que ela adentre o clã da família Le Domas, donos de um império de jogos de tabuleiro. Seu desejo de ser abraçada pelo calor familiar a faz ignorar as estranhezas dos Le Domas.
Mas tudo muda na noite do casamento – realizado na mansão deles.
Em vez de aproveitar a sua lua de mel, Grace é convidada a participar de um jogo envolvendo toda a família. Trata-se, segundo eles explicam, de uma tradição, uma maneira de acolher novos membros.
A ideia é que ela retire uma carta de baralho e isso vai determinar o jogo daquela noite.
Porém, quando ela retira uma carta escrita “esconde-esconde”, é iniciado um jogo mortal, no qual os Le Domas precisam caçar e matar a noiva, antes do amanhecer do dia, numa cerimônia de sacrífico que garantirá a manutenção da fortuna deles.
A crítica social proposta pelo roteiro é explicitada ao longo de toda a narrativa. A figura demoníaca com a qual a família fez um pacto em troca de riqueza pode ser entendida como o próprio capitalismo.

Busick e Murphy insistem nessa sua crítica, optando por não desenvolver nenhum dos personagens, tornando-os, em vez disso, opacos e caricatos.
A família Le Domas é composta por pessoas desprovidas de emoção e incapazes de assumir responsabilidades pelas suas ações – como é o caso da cunhada de Grace que “acidentalmente” mata alguns dos empregados da casa.
O único a ganhar um pouco mais de atenção é Daniel (Adam Brody), visto como alguém preso às tradições da família, mesmo discordando delas.
Por mais que também não ganhe um grande desenvolvimento narrativo, a protagonista Grace compensa pelo carisma de Samara Weaving. A atriz, que já havia chamado atenção na comédia de terror A Babá, encarna a sua personagem com graça e determinação.
Vinda de lares adotivos, Grace acreditava que sua vida só estaria completa se ela participasse de uma família. Por isso, ela se “disfarça” como um futuro membro dos Le Domas, vestindo-se e portando-se do jeito que ela julgava ser digno da alta sociedade.
À medida que o filme avança, porém, seu comportamento muda. Tal mudança é acompanhada pelas alterações no figurino. Ao mesmo tempo, ela conhece os segredos sujos daquelas pessoas e estes segredos ficam impregnados na sua roupa.

Embora tenham começado a carreira na comédia (leia mais sobre isso abaixo), nos últimos tempos os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett vinham se dedicando a narrativas mais densas, como o terror O Herdeiro do Diabo.
Aqui, porém, eles pisam no freio para investir em uma trama um pouco mais leve e divertida. Mas isso não os impede de criarem sequências impactantes, como a cena envolvendo um prego faz qualquer um se revirar na poltrona.
A mistura de terror e comédia é eficaz. Ambos são gêneros que dependem de um timing muito específico para funcionarem, ambos provocam reações físicas no espectador (o riso e o susto) e ambos servem de metáforas para situações contemporâneas.
E Ready or Not é um ótimo exemplo disso.
Matt Bettinelli-Olpin começou a sua carreira em 1998, quando escreveu e dirigiu o documentário It Came from Hollywood.
Depois disso, ele fez alguns trabalhos como ator em curtas-metragens e projetos para a TV.
Bettinelli-Olpin voltou à cadeira de diretor apenas 9 anos depois da sua estreia, quando passou a comandar uma série de curtas-metragens de ficção.
Os curtas que ele dirigiu são Happy Halloween (2007), Prison Break (2008), The Danger Zone (2008), The Alibuys (2008), em que ele também atuou.
Tyler Gillett iniciou a carreira como operador de câmera e diretor de fotografia em curtas-metragens.
Seu primeiro trabalho como diretor foi na série The Midnight Show (2008).
Mesmo depois de começar a dirigir, Gillett manteve-se atuante nas funções de diretor de fotografia e operador de câmera.

Por volta de 2010, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett se uniram ao cineasta Chad Villella para formar a trupe conhecida como Radio Silence.
Eles trabalharam juntos em uma série de curtas chamada Chad, Matt & Rob. Seus curtas normalmente misturavam terror e comédia.
A Radio Silence também assina a direção de dois segmentos de duas antologias de terror: V/H/S (2012) e Southbound (2015), esta última também produzida por eles.
Chad Villella acabou deixando a função de diretor para se dedicar à produção.
Em 2014, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett dirigiram o seu primeiro longa-metragem: O Herdeiro do Diabo (2014).
Ready or Not (2019) é o segundo longa-metragem da dupla. Recentemente foi anunciado que eles vão comandar o próximo filme da franquia Pânico.
A proposta inicial de Ready or Not, de centrar a sua narrativa em torno de uma uma família dona de um império de jogos de tabuleiro tem o seu pé na realidade.
A grande inspiração para os realizadores foram a Milton Bradley Company e a Parker Brothers, duas empresas pioneiras no ramo de jogos de tabuleiro, que fizeram fortuna.
A primeira criação de Milton Bradley nessa área foi o jogo The Checkered Game of Life, que em 1861 vendeu mais 45 mil cópias.
A fabricante continuou produzindo jogos mesmo depois da morte do seu criador, quando o comando da empresa foi passado para o seu filho (assim como é visto no filme).

Já a Parker Brothers foi criada em 1883 por George Parker. A empresa ficou conhecida por ter criado o jogo Monopoly, tornando-se uma referência nessa área.
A Parker Brothers havia sido extinta em 2009, mas foi revivida em 2017, quando foi adquirida pela Hasbro.
A relação dos jogos de tabuleiro com o filme é ainda mais próxima.
Seis dos métodos de assassinato disponíveis no jogo Detetive são utilizados ao longo do filme. São eles:
Fonte das curiosidades: IMDB.
Nos últimos anos, diversas produções abordaram o tema das disparidades sociais. Isso se deve, em parte, à ascensão de Trump ao poder. Porém, a temática é muito mais antiga do que isso.
Recentemente, o podcast Nightmare University fez um especial sobre esse tema. Segue abaixo alguns dos filmes que eles citaram e outros que eu acredito que também merecem seu lugar na lista.
Clássico do cinema mudo, Metrópolis mostra uma sociedade geograficamente dividida entre aqueles que vivem na superfície e aqueles que vivem no subterrâneo.
Dirigido por Fritz Lang, esta ficção científica se passa em uma cidade futurista que se divide entre a classe trabalhadora e os planejadores da cidade.
É então que o filho do mestre da cidade se apaixona por uma profeta da classe trabalhadora, que prevê a vinda de um salvador para acabar com as disparidades entre as classes.
Mistura de ficção científica com terror, Eles Vivem conta a história de um homem desempregado quem encontra um óculos de sol capaz de fazê-lo enxergar a verdadeira realidade do mundo onde vive.
Dirigido por John Carpenter, o filme é uma crítica ácida à sociedade consumista. A invasão alienígena vista aqui serve como metáfora para o controle estabelecido pelo capitalismo.
E a divisão social não se dá apenas entre aqueles que vivem à margem e ao centro da sociedade, mas também entre os que querem e não querem enxergar a verdade.
Ficção científica dirigida por Terry Gilliam, Brazil – O filme se passa em um futuro indefinido e mostra uma sociedade ameaçada por uma espécie de distopia burocrática.
Na trama, um funcionário público sonhador investiga os erros por trás de uma cobrança indevida e se depara com uma realidade completamente diferente da sua.
Nesta realidade, alguns vivem no alto e outros no nível do chão. O distanciamento é tamanho que a alta sociedade parece sequer saber da existência das outras pessoas.
É fácil falar da questão social presente em Parasita, filme sul-coreado que fez história ao vencer o Oscar de Melhor Filme. Mas poucos se lembram que o diretor Bong Joon Ho já havia abordado temas similares antes.
É o caso, por exemplo, deste Expresso do Amanhã. Na trama, o mundo todo congelou e os únicos sobreviventes do apocalipse são os passageiros de um grandioso trem.

A divisão é clara: existe aqueles que vivem na parte de trás do trem (amontoados e passando necessidades) e aqueles que vivem na frente (com todo o conforto possível).
O cinema nacional também aborda os temas de disparidades sociais e conflitos de classes. Um dos mais exemplos mais significativos, e que chamou atenção internacional, é Que Horas Ela Volta?
O filme de Anna Muylaert conta a história de uma empregada doméstica que recebe sua filha para ficar algum dias na casa dos patrões. A obra expõe as divisões sociais que operam naquela microcosmo.
A filha da protagonista representa uma ameaça às “normas não ditas” daquela sociedade, justamente por questioná-las. A metáfora da piscina é um bom exemplo disso.
Ficção científica escrita e dirigida por Andrew Niccol, Gattaca – A Experiência Genética se passa em um futuro no qual é possível manipular geneticamente os bebês antes deles nascerem.
Isso permite aos pais escolherem as características físicas dos seus filhos (como a cor dos olhos e dos cabelos), além de corrigir qualquer propensão genética a alguma doença.
O protagonista é um sujeito que não foi manipulado durante a gestação e, portanto, é considerado geneticamente inferior. Ele precisa burlar o sistema para poder realizar seu sonho de ser um astronauta.
Praticamente todos os filmes do cineasta Neil Bloomkamp falam de problemas sociais e sobre divisão de classes, mas a ficção científica Elysium talvez seja o exemplo mais explícito.
Aqui, a sociedade é dividida entre aqueles que vivem na Terra (ou seja, na parte de baixo) e aqueles que vivem em órbita no espaço (em cima).
A trama acompanha um sujeito que tenta reverter essa realidade. Mas, para isso, ele precisa invadir a fortaleza espacial.
Segundo filme do cineasta Jordan Peele, Nós é uma obra que aborda de maneira metafórica as divisões sociais.
Na trama, uma família de classe média é aterrorizada pelas suas “sombras”, ou seja, por versões sombrias delas mesmas.
Estas sombras são manifestações dos privilégios de uma determinada classe social, em detrimento das outras.
Leia o especial que eu fiz sobre Nós para saber mais sobre o filme.
Entre Facas e Segredos coloca a questão social no centro da sua narrativa. Pois se nos livros de Agatha Christie (uma clara referência aqui) era comum que o mordomo fosse o culpado, aqui o trabalhador é vítima da ganância aristocrática.
A trama acompanha uma jovem enfermeira que se torna a principal suspeita no assassinato do seu patrão, um rico escrito de livros de mistério. O crime serve para revelar os segredos daquela família, cuja riqueza os torna totalmente deslocados da realidade.
Curiosamente, o diretor/roteirista Rian Johnson já havia abordado questões sociais em Star Wars – Os Últimos Jedi (leia a minha crítica aqui), mas as suas mudanças não agradaram muito aos fãs.
O post Ready or Not | Crítica, curiosidades, referências e muito mais apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>O post O que é slasher? – Um guia completo apareceu primeiro em 7 Marte.
]]>Slasher é um subgênero do terror no qual um grupo de adolescentes é perseguido por um assassino mascarado. Tratam-se de filmes extremamente populares, que geraram franquias longevas, como Halloween, Sexta-Feira 13, A Hora do Pesadelo e Pânico.
O slasher tem uma história muito rica, relacionando-se de maneira direta com a época na qual esses filmes foram produzidos. Foi pensando nisso que eu preparei esse artigo.
Ao longo deste texto, serão discutidos diferentes conceitos a respeito do subgênero slasher. Falaremos sobre:
A ideia é que você chegue ao final deste texto sabendo tudo sobre esse importante capítulo na história do cinema de terror. Começaremos, então, pela definição de slasher.
O finado crítico Roger Ebert tinha uma definição muito divertida para o slasher. Segundo ele, slashers são filmes estrelados por um assassino que persegue e mata todos os demais personagens.
“O assassino frequentemente usa uma máscara, não porque um ator sério ficaria com vergonha de ser visto nesse papel, mas porque não é preciso nenhum ator; as únicas habilidades necessárias são usar uma máscara e empunhar um machado”
É claro que Ebert estava brincando. Ele próprio era um grande admirador do primeiro Halloween. Mas a sua definição não é de todo errada. Muitas das principais características do slasher estão bem definidas ali.
Mas, pessoalmente, eu prefiro a definição feita por Sotiris Petridis em seu artigo A Historical Approach to the Slasher Film (que pode ser lido aqui e que serve de base para este texto). Para Petridis, o slasher pode ser definido como um filme:

“sobre um serial killer que espalha medo em uma comunidade de classe média matando pessoas inocentes. No final, o assassino é derrotado e o personagem principal (ou, em alguns casos, mais de um) sobrevive”.
Com base nesta definição, fica mais fácil apontar as principais características do slasher. Vejamos quais são elas:
Algumas características do slasher são comuns ao gênero de terror como um todo.
Estes filmes são, em sua maioria, produções de baixo orçamento, voltadas para o público jovens. Também são filmes que exploram as imagens de sexo e violência.
Porém, uma análise mais aprofundada revela características específicas para estes filmes.
Vera Dika, autora do artigo The Stalker Film, 1978-81 (disponível neste livro), coloca como principais características do slasher a separação e conexão entre os eventos ocorridos no passado e no presente.
Para ela, o assassino sempre tem uma relação com o passado da cidade ou local onde a história se passa. É algo que lhe causou perda (como em Sexta-Feira 13) ou algo que lhe causou dor (como em A Hora do Pesadelo)
Uma vez que fica estabelecida essa relação com o passado, o assassino volta para se vingar da comunidade, podendo direcionar a sua vingança aos filhos daqueles que lhe fizeram mal.
O tempo presente é o local da vingança motivada pelo tempo passado.
Já para Clover J. Clover, autora do livro Men, Women, and Chain Saws (precursor nos estudos sobre slashers), estes filmes se caracterizam pela combinação destes elementos:
Pense num filme como Halloween, por exemplo, e veja como ele está atrelado:
Destes elementos listados por Clover, cabe uma explicação mais detalhada a respeito do primeiro e da última. Começaremos, portanto, pela figura do vilão.
Clover explica que o assassino do slasher se parece com um humano, e normalmente é um homem. É o caso do já citado Michael Myers, de Halloween.
Mas o vilão também pode ser sobrenatural: Freddy Krueger (da franquia A Hora do Pesadelo) e Jason (franquia Sexta-Feira 13) são dois bons exemplos disso.

Humano e sobre-humano, o vilão é uma figura icônica neste subgênero. Tanto é, que caso um filme slasher venha a se tornar uma franquia, a franquia fica associada à figura do vilão, e não dos heróis.
Por serem figuras iconográficas, os assassinos são recordados e idolatrados pelo público, ao passo que suas vítimas são esquecidas.
Isso acontece devido a outra característica marcante do slasher: a falta de desenvolvimento dos personagens.
É comum que os personagens destes filmes sejam transformados em meros estereótipos: o atleta, a garota promíscua, o rebelde, etc.
Não há necessidade de um maior desenvolvimento deles porque eles servem apenas como presas para o assassino. A única exceção é a:
Final Girl é um termo criado por Carol J. Clover para se referir àquela personagem feminina capaz sobreviver aos ataques do vilão, eventualmente matando-o ao final do filme.
Alguns exemplos conhecidos de final girl são:
Segundo Clover, a final girl já é apresentada desde o início do filme como a protagonista. Além disso, o filme estabelece algumas características para diferenciá-la do restante dos personagens.
A primeira, e talvez maior diferença, é que a final girl é virgem. Isso estabelece uma relação muito clara do subgênero com a repressão sexual (algo que será explicado mais adiante).
Além disso, a final girl é vista como uma pessoa habilidosa e inteligente. Isso faz com que ela perceba o perigo muito antes dos demais. Em muitos casos, seus temores são descartados pelos colegas, que ignoram seus avisos de perigo.
É comum que ela tenha uma aparência andrógina. Além disso, seus nomes normalmente também não são necessariamente femininos. São nomes como Stevie, Marti, Terry, Laurie, Stretch, Will.
Para Clover, isso acontece porque a final girl não é totalmente feminina, da mesma maneira que o vilão não é totalmente masculino. O vilão empunha a sua arma fálica (facão, motosserra, etc.) como substituição pela sua própria castração simbólica.
Assim, quando ao final do filme, a final girl (antes vista como menor e mais frágil que o vilão), toma a arma do seu algoz em suas mãos, ela toma também a sua frágil masculinidade e a usa contra ele.
Conforme apontaremos adiante, a história do slasher tem início, oficialmente, na década de 1970. Mas isso não significa que antes disso já não havia outras demonstrações daquilo que viria a se tornar este subgênero.

Um dos exemplos mais significativos talvez seja Psicose, de Alfred Hitchcock. Trata-se de um filme que explora bem algumas das características que se tornariam marcantes no subgênero, como:
Não há, porém, a figura clássica da final girl. Em vez disso, o que o filme estabelece é uma punição pelo sexo: Marion Crane é vista logo no início do filme tendo relações sexuais com o namorado e é morta pouco tempo depois.
Aliás, esta questão sexual é central para a narrativa de Hitchcock: Norman Bates se sente castrado pela figura materna que o assombra e, como consequência, precisa matar as mulheres que o excitam sexualmente.
Não há, portanto, muita diferença entre as ações de Norman Bates e as ações de Michael Myers, por exemplo.
Vale destacar também que Psicose foi inspirado na real história do assassino Ed Gein, que também serviu de inspiração para O Massacre da Serra Elétrica, este, sim, um dos primeiros slashers.
Em seu artigo, Petridis aponta que o nascimento do slasher aconteceu no ano de 1974, com o lançamento de O Massacre da Serra Elétrica (1974) e Noite do Terror (1974).
Ambos os filmes têm semelhanças e diferenças, que os aproximam e os afastam do slasher. Nos dois casos há o grupo de adolescentes, por exemplo.
Em Noite do Terror, este grupo é atormentado pelo assassino, que os caça, um a um. Em O Massacre da Serra Elétrica, o grupo é rapidamente eliminado, sobrando apenas a final girl.
Da mesma maneira, em ambos existe a figura do assassino.
Em O Massacre da Serra Elétrica, Leatherface usa uma máscara feita com as peles das suas antigas vítimas. Já em Noite do Terror ele não usa uma máscara. O rosto do assassino é escondido pela câmera.
E o contexto político por trás destes filmes já começava a ser delimitado.
Embora tenha sido criado na década anterior, o slasher teve uma grande ascensão na década de 1980. E isso foi impulsionado pela situação política do país.
Trata-se de uma época de extremo conservadorismo, com o presidente Ronald Reagan lutando para manter (ou melhor, impor) a ideia de “moral e bons costumes” americanos.
Segundo Petridis, Reagan utilizava o escudo da defesa dos “valores familiares” como forma de fazer valer a sua agenda anti-gay e anti-feminista, mantendo o homem branco e heterossexual como centro da hierarquia cultural.

Assim, era comum que, nessa época, a recente crise da AIDS fosse vista como uma vingança divina contra a revolução sexual ocorrida nos anos anteriores.
O pânico e a desinformação em relação à doença causaram um retrocesso. Sexo passou a ser motivo de medo. Conforme aponta Petridis:
“As narrativas desses filmes são sobre jovens que fazem sexo desprotegido e depois morrem. Naquela época, a AIDS era equivalente à morte e essa equação tornou-se uma convenção do período clássico do subgênero”
O autor também explica que, naquela época, a AIDS era associada à homossexualidade. Portanto, era comum que o assassino normalmente fosse visto com características homossexuais ou mesmo transexuais.
“Portanto, a alteridade do período clássico não se baseia apenas na preocupação com a AIDS, mas também assume a forma do que a sociedade culpa por ela”.
A culpa e o medo marcaram essa primeira década do slasher, que o autor define como a “era de ouro”.
Com o medo enraizado na fábrica da sociedade americana, o final da década 1970 e toda a década de 1980 se mostraram um terreno fértil para o florescimento do slasher.
As franquias que se iniciaram antes, como as já mencionadas O Massacre da Serra Elétrica e Halloween, tiveram diversas continuações lançadas nos anos que se seguiram.
Além destes, novos exemplares do subgênero surgiram.
O primeiro Sexta-Feira 13 foi lançado no ano de 1980 e rendeu uma franquia com mais de 10 filmes. Em 1984, outra longeva franquia foi lançada: A Hora do Pesadelo.
Apostando mais no elemento sobrenatural (Freddy Krueger é um ser sobrenatural, em vez de um assassino mascarado). A franquia rendeu outros nove títulos, incluindo a junção Freddy vs Jason e um remake malsucedido.
Também é dessa época o filme Brinquedo Assassino, que embora não seja exatamente um slasher, traz alguns elementos que o assemelham ao subgênero.
Além disso, diversos outros títulos lançados nessa época tentaram repetir o sucesso dessas franquias, tais como:
Alguns destes filmes, como O Massacre e Natal Sangrento, chegaram a ganhar continuações, mas sem o mesmo sucesso dos principais exemplares do subgênero.
Com a exacerbação do slasher ao longo da década de 1980, o subgênero começou a se desgastar. As características que fizeram a sua fama foram repetidas à exaustão, até o ponto de se tornarem piada.
Em seu artigo, Petridis argumenta que a segunda era do slasher ocorreu na década de 1990 e se caracterizou pelo reconhecimento da sua predicabilidade.
O slasher se tornou pós-moderno e passou a brincar com a sua própria estrutura.
É claro que o exemplo mais significativo disso é a franquia Pânico, dirigida por Wes Craven.
Nela, os jovens perseguidos por assassinos mascarados são fãs de filmes em que… jovens são perseguidos por assassinos mascarados.
Lançado em 1996, o primeiro Pânico foi responsável por lecionar as regras do slasher a um grande público.
Todos os conceitos principais (como a figura do assassino e da final girl) são explicitados, quebrados e, de certa maneira, reforçados pelo filme.
A relação metalinguística do filme se expandiu ao longo das suas continuações, fazendo de Pânico uma referência nesta segunda era do slasher.
Porém, Pânico não foi o primeiro pioneiro nesta abordagem.

Conforme Petridis lembra, dois anos antes do lançamento de Pânico, outro filme já havia brincado com as convenções do gênero.
Trata-se de O Novo Pesadelo: O Retorno de Freddy Krueger, também dirigido por Wes Craven.
Neste filme, Craven brinca com a figura icônica de Freddy Krueger ao propor uma narrativa na qual o personagem não quer mais ficar preso dentro dos filmes e resolve aterrorizar o mundo real.
O filme trouxe de volta atores conhecidos da franquia interpretando a si mesmos, como Heather Langenkamp e Robert Englund. O próprio Craven, que também assina o roteiro, se transforma em um personagem do filme.
Embora tenha sido lançado antes, O Novo Pesadelo: O Retorno de Freddy Krueger não fez o mesmo sucesso de Pânico, e por isso é pouco lembrado nos estudos sobre o gênero slasher e sobre a metalinguagem no terror.
De fato, foi Pânico que fez história e catapultou o lançamento de dezenas de outros filmes. Os anos 1990 foram os anos do chamado “terror adolescente”, ressuscitado por Pânico.
Diversos filmes tentaram seguir o sucesso da obra de Craven, mas poucos conseguiram. São desta época produções como:
Além destes, diversas outras franquias que iniciaram na década de 1980 tiveram continuações lançadas nessa época, como O Massacre da Serra Elétrica, Brinquedo Assassino, Sexta-Feira 13 e muitas outras.
É impossível abordar o início do novo milênio sem levar em consideração os ataques terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001.
Tais ataques pegaram todos de surpresa, e instauraram um novo tipo de medo na população americana.
Assim como aconteceu com a AIDS na década de 1980, o medo do terrorismo se estendeu para o cinema de terror, e pudemos presenciar as diferentes maneiras como eles foram dispostos na tela.
O found footage, subgênero no qual os próprios personagens filmam a ação, é um exemplo disso.
É um subgênero que reflete a insegurança do povo americano perante uma ameaça inesperada, ao mesmo tempo em que mostra a constante vigilância a que foram submetidos.
O torture porn, subgênero caracterizado por extensas cenas de tortura e morte, é outro exemplo disso.
Trata-se de um reflexo das constantes notícias de tortura divulgadas na mídia, como resultado da chamada guerra ao terror.
Além disso, o medo do terrorismo também influenciou a criação de um novo tipo de slasher, que Petridis define como neoslashers.
São filmes que encontraram naquela época o terreno fértil que necessitavam para florescerem.
Petridis aproxima o medo da AIDS (na década de 1980) e o medo do terrorismo (nos anos 2000), apontando ambos servem como catalisadores para espalhar medo e impulsionar a sociedade em direção ao.
Apesar das semelhanças políticas, os filmes que surgiram nessa época foram bastante diferentes dos que vieram antes. Petridis separa os slashers do início do novo século em dois grandes grupos: os remakes e os originais.
No início dos anos 2000, uma onda de remakes começou a tomar conta de Hollywood.
Ao contrário dos anos anteriores, em que os estúdios simplesmente faziam continuações de franquias consagradas, a ideia aqui era outra: recomeçar tudo.

O filme que catapultou essa nova onda foi O Massacre da Serra Elétrica (2003), dirigido por Marcus Nispel.
Apesar de não ter agradado a crítica e nem o público na época do seu lançamento, o longa arrecadou alguns defensores com o passar dos anos.
Depois deste, foram diversos os remakes de slashers consagrados, como:
O autor Kevin J. Wetmore destaca que estas produções combinavam a noção de nostalgia de uma época em que os Estados Unidos eram mais fortes, com o niilismo e o medo característicos do período pós-11 de setembro.
Além dos remakes, o slasher pós-11 de setembrotambém se caracterizou por uma nova onda de produções originais, ou seja, de filmes que não tinham relação com franquias pré-estabelecidas.
Curiosamente, em seu artigo Petridis coloca o filme Freddy vs. Jason como um exemplo de slasher original, mas eu tenho um pouco de dificuldade em enxergá-lo como tal, uma vez que se utiliza de personagens e situações já consagradas.
Os outros exemplos que ele cita, porém, se encaixam perfeitamente na sua definição de neoslasher original. São eles:
Independente se é um remake ou um original, o grande questionamento levantado pelo autor é como estes filmes se diferem dos slashers clássicos da era de ouro e da intertextualidade proposta pela segunda era do subgênero.
Visando responder a este questionamento, o autor faz um longo estudo a respeito das características do slasher do novo milênio.
A primeira era do slasher foi caracterizada pelo medo e punição em relação ao sexo. Personagens que eram vistos fazendo sexo logo encontravam um destino trágico.
Isso tinha relação com o conservadorismo e com o medo da AIDS, algo característico daquela época.
Na terceira época do slasher, o conservadorismo ainda imperava, em parte por causa do governo de George W. Bush. Porém, esta equivalência entre sexo e morte já não era o principal temor da população.
As características mudaram.
No período clássico, todos os personagens que apareciam fazendo sexo acabavam mortos e somente a final girl sobrevivia. Além disso, as vítimas e o sobrevivente eram, na maioria das vezes, adolescentes.
Nos neoslashers, a seleção das vítimas é diferente. Algumas vítimas são conectadas ao assassino de alguma maneira, propondo uma justificativa realista para os assassinatos.
Em outros casos, muitas das vítimas não fizeram nada de errado e não “mereciam” ser punidas. As mortes aconteciam porque alguém estava no lugar errado na hora errada.
Também não há uma regra para seleção das vítimas e elas não precisam ser jovens.
Para Petridis, estas mudanças estão ligadas aos eventos de 11 de setembro.
As pessoas que morreram no World Trade Center não tinham conexão com os motivos que causaram o ataque terrorista e não conheciam os seus assassinos. Elas apenas estavam no lugar errado na hora errada.
E é a ansiedade social causada pelo medo de uma morte não anunciada e sem sentido que movimenta o neoslasher. Esta é a principal característica destes filmes.
Ao longo da sua história, o slasher passou por diversas transformações e gerou diferentes interpretações.
Duas características, porém, se mantiveram firmes. E não por acaso, são características comuns ao gênero de terror como um todo.
A primeira é o conservadorismo, presente em boa parte da produção de terror, mas que no slasher ganhou força.
A montagem sequencial do sexo seguido pela morte explicitou algo que antes ficava implícito.
A segunda característica é a relação dos filmes com a sua época de produção.
Em épocas de medos muitos claros (como a década de 1980, com a crise da AIDS, e os anos 2000, com a guerra ao terror), o terror encontra um terreno fértil e criativo.
Em época em que esse medo não é tão presente (como a década de 1990), o terror se volta para a si mesmo.
Toda essa violência, sexo e mortes pode não agradar a todos os públicos. E não há nada de errado com isso.
Se tem algo que eu adoro em relação ao terror, é que é um gênero democrático. Tem para todo mundo.
Mas mesmo que você não goste do slasher, é notável como o subgênero serviu para reafirmar a iconografia do gênero.
Personagens como Jason, Freddy Krueger e Ghostface (assassino de Pânico) são conhecidos além dos fãs do gênero.
Eles fazem parte do imaginário popular.
É inegável, portanto, a importância que o slasher tem não apenas para o gênero de terror, mas para o cinema de maneira geral.
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]]>Fiz uma lista caprichada contendo 12 curtas-metragens de terror simplesmente assustadores, para você conferir.
São filmes de diferentes nacionalidades e de diferentes estilos, que comprovam que é possível criar uma boa narrativa do gênero com poucos recursos e muito talento.
Não por acaso, alguns dos cineastas que aparecem aqui nessa lista tornaram-se referência no gênero.
É o caso, por exemplo, do argentino Andy Muschetti (diretor de It – A Coisa) e do sueco David F. Sandberg (responsável por Annabelle 2 – A Criação do Mal).
A lista também nos permite um olhar em um dos canais mais criativos no Youtube para fãs de terror, o Crypt TV.
Mas, mais do que isso, é uma lista que tem o intuito de apresentar obras de qualidade e assustadoras. Confira, portanto, a nossa seleção, começando por:
Partindo de um conceito simples, porém bem explorado, esse pequeno filme espanhol mostra uma menina acordando a sua irmã para falar que a mãe delas voltou para casa.
O que se segue, porém, não é um reencontro amoroso, mas uma cena assustadora.
Mama chamou tanta atenção que acabou virando um longa-metragem, também é dirigido por Andy Muschietti.
Confira o curta abaixo, com direito a uma introdução do cineasta Guillermo Del Toro, que produziu o longa-metragem baseado nesse curta.
Adaptação de um conto do escritor britânico Roald Dahl, este curta In the Ruins é uma produção de 2016, dirigida por Florian Frerichs.
Na trama, quando Ayden chega a uma igreja deserta na floresta, ele encontra o estranho Dr. Faber que lhe oferece comida, com a condição de que Ayden forneça a próxima refeição.
Enquanto ambos os homens estão comendo, uma jovem entra na igreja procurando por sua irmã.
Dr. Faber faz a mesma proposta que fez para Ayden: ele oferece-lhe alimento, mas com a condição de que ela forneça a próxima refeição.
É então que ela descobre exatamente o que o Dr. quer dizer com isso.
Apesar de ser um filme da Alemanha, o curta é todo falado em inglês. Infelizmente, não o achei legendado em português, mas o filme ainda merece ser conferido, pelo impacto daquilo que é mostrado.
Produção do canal Crypt TV, o curta Stereoscope mostra uma mãe que está sozinha em casa com o filho pequeno. É então que alguém deixa um pacote à sua porta.
Ela abre e encontra um antigo estereoscópio, um instrumento que, através das suas duas lentes, produz uma sensação de relevo na imagem, como se ela fosse em 3D.
Porém, aqui o equipamento permite que a protagonista veja figuras horrendas. E não se trata apenas de ilusão de ótica.
Uma vez que ela usa o aparelho, aquelas “pessoas” passam a habitar o seu mundo, e o estereoscópio é a única maneira de vê-los, além de ser, aparentemente, a única forma de detê-los.
Escrito, dirigido e montado por Alexander Babaev, Stereoscope consegue manter o espectador tenso durante seus três minutos de duração.
Um Estranho na Porta é um curta-metragem nacional dirigido por Dante Vescio e Rodrigo Gasparini (diretores do ótimo O Diabo Mora Aqui).
O filme foi produzido para concorrer a uma vaga na antologia The ABCs of Death, mas acabou não sendo selecionado.
A trama acompanha uma família que recebe a visita de uma estranha criança na noite de Halloween. Fãs de Drácula vão reconhecer a referência no filme do filme.
O curta foi exibido em festivais como o Fantaspoa, e chama a atenção pela produção apurada e extenso uso de violência.
Com menos de cinco minutos de duração, After Hours é um curta que criar um clima de tensão, embora apele para uma conclusão um pouco óbvia.
O filme acompanha uma mulher que trabalha como editora de vídeo e precisa fica até mais tarde no trabalho, sozinha, terminando uma edição.
Mas no meio da madrugada, uma estranha criatura entra no prédio, e passa a ameaçar a protagonista.
O diretor Kasey LaRose é hábil ao investir no suspense e na sugestão. O clima que ele cria é muito mais eficiente do que os sustos (ou melhor, o susto) que tenta causar.
After Hours foi exibido no Demonchaser Horror Fest, de 2016, de onde saiu premiado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Som e Melhor Susto.
A. Friend é um curta-metragem francês de 2015 escrito por Erwann Kerroc’h, que também o dirigiu ao lado de Amaury Dequé.
O curta tem início com uma mulher sozinha em casa escrevendo um artigo no seu computador. Distraída e descontente com o resultado do seu texto, ela resolve matar um pouco de tempo no Facebook.
Uma amiga vem falar com ela, e pelo diálogo (o único do filme) percebemos que a protagonista acabou de passar por um evento traumático.
É então que um estranho, cujo perfil diz apenas A. Friend a adiciona como amigo na rede social.
Apesar de não conhecer a “pessoa” que a adicionou, ela resolve aceitar a amizade. Fuçando pelo perfil do sujeito, ela percebe diversas pastas com fotos de mulheres.
O mais estranho é que as fotos parecem ter sido tiradas sem o consentimento e, principalmente, sem o conhecimento dessas mulheres.
Vou parar a descrição por aqui para não estragar nenhuma surpresa, mas fica aqui a minha dica: veja o filme no escuro e com fones de ouvido.
Antes de alcançar fama internacional em Hollywood, o cineasta sueco David F. Sandberg já chamava atenção na internet produzindo e dirigindo pequenos filmes de terror.
Sua produção de maior sucesso foi este Lights Out, curta lançado em 2013 que viralizou mundialmente e, eventualmente, virou um longa-metragem também dirigido por Sandberg.
Na trama, uma mulher é atormentada por uma assombração que só se manifesta quando as luzes estão apagadas.
Em menos de 3 minutos, Sandberg consegue criar toda uma atmosfera de suspense e tensão, mesmo trabalhando com recursos bastante limitados, algo que se repetirá em outros curtas dele.
O curta-metragem espanhol Tuck Me In talvez seja o melhor exemplo de um filme simples e extremamente eficiente.
Com apenas um minuto de duração, o filme dirigido por Ignacio Rodó consegue causar tensão e surpresa, sem precisar explicitar nada daquilo que é mostrado.
Na trama, um pai vai dar boa noite para o seu filho. O filho diz que o pai precisa olhar embaixo da cama. Mas nada o preparava para a sua surpresa.
O curta tem como base uma história de terror de duas frases criada para a internet. Desde que se popularizou, diversas adaptações da mesma história foram filmadas.
O resultado é sempre assustador.
Elogiei antes a capacidade de David F. Sandberg em criar suspense de maneira eficiente, em filmes curtos e sem diálogos. E esta qualidade também se repete neste Pictured.
Novamente estrelado pela atriz Lotta Losten – parceira constante em todos os seus curtas e esposa do diretor -, o pequeno filme mostra uma mulher assustada com uma bizarra fotografia que parece ganhar vida.
Mas talvez exista uma ligação entre a imagem e a mulher que tenta desvendar o segredo por trás do vidro.
Dirigido por Danny Donahue, The Moonlight Man acompanha uma mulher caminhando pela rua à noite em direção ao seu carro.
É então que ela se depara com uma estranha criatura.
O curta se beneficia da atmosfera de tensão, mas sofre com algumas das escolhas feitas pela protagonista.
Afinal, quem iria abandonar a sua segurança e se colocar em perigo diante de tal situação?
Mas, se você conseguir ignorar isso, talvez se divirta com esse pequeno filme, que até ganhou uma continuação.
Existe uma semelhança entre os curtas de David F. Sandberg que eu postei aqui. Todos apresentam uma construção lenta, recheada de suspense e culminam em um ótimo susto.
E não é diferente com este Cam Closer. Porém, acredito que seja seguro dizer que este é o mais assustador dentre os curtas do diretor
Se não acredita em mim, então confira!
O filme mostra uma mulher (Lotta Losten) que descobre uma função muito estranha da câmera do seu celular. E o resultado é incrível!
Depois de tanta tensão e sustos, nada melhor do que terminar essa lista com um curta um pouco mais leve e divertido. E Long Story Short é a melhor escolha para.
Dirigido por Trevor Stevens (Rock Steady Row), este curta-metragem apresenta um estilo simular ao cinema de Guy Ritchie, contanto com diálogos rápidos, repetição e muito humor.
O filme acompanha um sujeito que fica em casa sozinho na noite de Halloween e logo vê a sua rotina se transformando em algo diferente. Confira!
Se você gostou dessa lista até aqui, então provavelmente vai gostar do vídeo que eu lancei no meu canal no qual eu falo sobre três curtas-metragens que mexeram comigo.
Confira:
Então é isso. Essa foi a nossa lista com os 12 curtas-metragens assustadores com menos de cinco minutos. Espero que tenham gostado.
É claro que esta é apenas a primeira edição da nossa lista. E se você sentiu falta de algum filme, deixe-o nos comentários abaixo. Quem sabe ele entra na próxima!
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]]>É claro que também tivemos vários filmes ruins ou medianos, como O Manicômio, A Sereia – Lago dos Mortos, A Morte Lhe Dá Parabéns 2 (que abandonou o terror para se tornar uma comédia de ficção científica), A Maldição da Chorona e Maligno.
Mas, ao que tudo indica, o melhor ainda está por vir. E foi pensando nisso que bolei esta lista com os sete filmes de terror mais aguardados para o segundo semestre de 2019.
A confecção desta lista levou em consideração os seguintes itens:
Então, uma vez que já foram definidos os parâmetros para a nossa lista, fica mais fácil de saber os motivos pelos quais alguns filmes entraram e outros não. É chegada então a hora de conhecermos os filmes.
Mas antes um último recado, igualmente importante. E é em relação ao “por quê?” destacado acima. Esse “por quê?” pode incluir diferentes razões, que vão desde as possíveis qualidades dos filmes até um simples guilty pleasure.
Afinal, o título desta lista é: “os filmes mais aguardados”, e não necessariamente os “melhores filmes”. Os motivos por anteciparmos um filme podem variar.
Eu, por exemplo, quero muito ver o novo Brinquedo Assassino (que abrirá esta lista), embora toda a publicidade em cima dele aponte um possível desastre.
Por fim, é importante mencionar que a lista está separada por ordem de lançamento, com um lugar ao final para filmes ainda sem data determinada, mas que quase certamente serão lançados ainda este ano.
Dito isso, vamos então para a lista. Fique com a gente para se informar sobre os próximos lançamentos do gênero. Caso queira, esboce a sua própria lista. E se o fizer, não esqueça de deixá-la no campo de comentários abaixo.

(O Quê?) Determinados a impedir que a boneca Annabelle crie ainda mais caos, os demonólogos Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) trazem a boneca possuída à sala de artefatos que fica trancada em sua casa, isolada em um local “seguro”, protegida por um vidro sagrado e com a benção de um padre. Porém, o que os espera é uma noite de horror, à medida que Annabelle desperta os espíritos malignos na sala, que voltam suas atenções a um novo alvo – a filha de 10 anos dos Warrens, Judy (McKenna Grace), e suas amigas.
(Por Quê?) As motivações aqui são parecidas com aquelas por trás de Brinquedo Assassino. Afinal, não há nenhum indício apontando para um futuro promissor nesse caso. Basta analisarmos os fatos: nenhum dos derivados de Invocação do Mal foram bons; os filmes mais recentes dessa franquia (A Freira e A Maldição da Chorona) foram os piores de todos; e o filme é comando por Gary Dauberman, que tem uma experiência irregular como roteirista, mas nunca dirigiu nada antes. Ainda assim, eu quero ver o filme. Nem que seja apenas para rever Patrick Wilson e Vera Farmiga nos papeis de Ed e Lorraine Warren.
(Quando?) Annabelle 3 – De Volta para Casa chega aos cinemas brasileiros dia 27 de junho, com distribuição da Warner.

(O quê?) Baseado em um dos livros da saga escrita por Alvin Schwartz e ilustrada por Brett Helquist, o filme se passa em 1968, no tranquilo povoado de Mill Valley. Na trama, durante gerações, o legado sombrio da família Bellows cresceu enormemente. Sara Bellows, uma jovem que oculta horríveis segredos, transformou sua tortuosa vida em uma série de histórias macabras escritas em um livro, cuja particularidade é que as mesmas se tornam reais para um grupo de adolescentes que o encontram.
(Por quê?) O nome de Guillermo del Toro (A Forma da Água) na produção deste longa já pode chamar atenção, mas o que mais me empolga nessa produção é o fato de ela ser dirigida por André Øvredal. Responsável por A Autópsia, um dos melhores filmes de terror dos últimos anos, Øvredal é extremamente criativo. E eu fico curioso em saber o que ele faria com um orçamento maior.
(Quando?) O filme tem lançamento agendado para 8 de agosto aqui no Brasil, com distribuição da Diamond Films.

(O quê?) Reboot da franquia que a assustou a infância de muita gente, o filme acompanha Andy (Gabriel Bateman) que, no dia do seu aniversário, ganha de presente de sua mãe, Karen (Audrey Plaza), o boneco mais aguardado dos últimos tempos. Altamente tecnológico, ele pode se conectar a qualquer dispositivo inteligente da Kaslan, empresa responsável por sua fabricação. No entanto, quando crimes estranhos começam a acontecer, eles passam a suspeitar que o brinquedo pode não ser tão inofensivo quanto parece. A direção é de Lars Klevberg (Morte Instantânea)
(Por quê?) A maior curiosidade em relação a este filme se dá por causa da minha memória afetiva com a franquia Brinquedo Assassino. Lembro-me de ver o filme na TV quando era criança e ficar com medo de dormir sozinho depois. Não que eu ache que este filme vá trazer de volta esse sentimento (ainda que, se trouxesse, eu não reclamaria), mas ainda assim ele precisava constar aqui. Também estou curioso para ouvir a dublagem de que Mark Hamill fez para o boneco Chucky.
(Quando?) Brinquedo Assassino tem estreia marcada para 22 de agosto nos cinemas brasileiros, com distribuição da PlayArte.

(O Quê?) Um grupo de quatro amigas viaja até a cidade de Recife, no nordeste brasileiro, para conhecer as ruínas de uma cidade submersa. No entanto, durante o passeio pelo fundo do mar, são atacadas por um grupo de tubarões famintos. O elenco é formado por Sistine Rose Stallone, Nia Long, John Corbett, Corinne Foxx, Brianne Tju e Sophie Nélisse.
(Por Quê?) Claustrofóbico e angustiantes, o primeiro Medo Profundo (47 Meters Down) é muito divertido. Esta continuação tem tudo para seguir pelo mesmo caminho, uma vez que reúne a mesma equipe criativa: o roteirista Ernest Riera e o diretor Johannes Roberts. Vale destacar também que desde que lançou o primeiro Medo Profundo, Johannes Roberts também dirigiu o ótimo Os Estranhos: Caçada Noturna. Ou seja, ele está vivendo um bom momento criativo. Tomara que continue assim.
(Quando?) Com distribuição da Paris Filmes, Medo Profundo 2 – O Segundo Ataque estreia marcada, a princípio, para 22 de agosto, mas essa data ainda pode mudar, visto que a divulgação do filme tem sido mínima até o momento.

(O Quê?) Continuação do sucesso It – A Coisa, que rendeu mais de US$ 700 milhões nas bilheterias mundiais, este novo capítulo vai mostrar os mesmos personagens do Clube dos Perdedores, agora adultos, retornando à cidade de Derry para enfrentar o palhaço Pennywise (Bill Skarsgård) uma última vez. O elenco é formado por James McAvoy no papel de Bill, Jessica Chastain como Beverly, Bill Hader como Richie, Isaiah Mustafa como Mike, Jay Ryan como Ben, James Ransone como Eddie, e Andy Bean como Stanley. A direção ficou mais uma vez à cargo de Andy Muschietti.
(Por quê?) Adorei o primeiro filme! Gostei muito do clima nostálgico que foi estabelecido ali. Gostei da interação dos personagens e do clima de tensão. Mas gostei, principalmente, de como buscaram se distanciar da minissérie estrelada por Tim Curry. Isso, para mim, foi o ponto alto. E a atuação de Bill Skarsgård teve um papel essencial nisso. Então agora quero ver como se dará a relação dele com o elenco adulto. Além do mais, estou finalmente finalizando a leitura do livro de Stephen King que inspirou os filmes. Então, minha percepção para este longa será um pouco diferente. Chegarei nele com mais bagagem do que no primeiro.
(Quando?) It – Capítulo 2 estreia em 5 de setembro nos cinemas brasileiros, com distribuição da Warner Bros.

(O Quê?) Na trama, Dani (Florence Pugh) e Christian (Jack Reynor) formam um jovem casal americano com um relacionamento prestes a desmoronar. Mas depois que uma tragédia familiar os mantém juntos, Dani, que está de luto, convida-se para se juntar a Christian e seus amigos em uma viagem para um festival de verão único em uma remota vila sueca. O que começa como férias despreocupadas de verão em uma terra de luz eterna toma um rumo sinistro quando os moradores do vilarejo convidam o grupo a participar de festividades que tornam o paraíso pastoral cada vez mais preocupante e visceralmente perturbador.
(Por quê?) Essa resposta é simples: Ari Aster. Responsável pelo excelente Hereditário, Aster é um nome que todos os fãs de terror precisam ficar de olho. Assim como Jordan Peele, qualquer coisa que ele fizer daqui para frente vai gerar curiosidade. E o fato deste filme ser produzido pela A24, mesmo estúdio responsável por Hereditário, também é um bom sinal.
(Quando?) Com distribuição da Paris Filmes, Midsommar – O mal não espera a noite chega aos cinemas brasileiros em 19 de setembro.

(O Quê?) Stênio (Daniel de Oliveira) é plantonista noturno no necrotério de uma grande e violenta cidade. Em suas madrugadas de trabalho, ele nunca está só, pois possui um dom paranormal de comunicação com os mortos. Mas, quando as confidências que ouve do além revelam segredos de sua própria vida, Stênio desencadeia uma maldição que traz perigo e morte para perto de si e de sua família.
(Por Quê?) O motivo é simples: Dennison Ramalho. E se você não sabe quem é Dennisson Ramalho, está na hora de saber. Ele é responsável por dois dos melhores curtas-metragens brasileiros de terror dos últimos anos: Amor Só de Mãe e Ninjas. Ele também foi roteirista de Encarnação do Demônio (dirigido por Zé do Caixão), participou da antologia The ABCs of Death 2 e da série Supermax. Morto Não Fala é o seu primeiro longa-metragem.
(Quando?) O filme estreia dia 19 de setembro nos cinemas brasileiros, com distribuição da Pagu Filmes.

(O Quê?) Quando um enorme furacão atinge sua cidade natal na Flórida, Haley (Kaya Scodelario) ignora as ordens das autoridades para deixar a cidade e vai em busca de seu pai desaparecido (Barry Pepper). Ao encontrá-lo gravemente ferido, os dois ficam presos na inundação. Enquanto o tempo passa, Haley e seu pai descobrem que o aumento do nível da água é o menor dos seus problemas.
(Por quê?) Assim como o recente Águas Rasas, este parece ser um filme que abraça o absurdo da situação, sem se preocupar com a verossimilhança (ao menos eu espero que seja esse o caso). Afinal, é um longa sobre um crocodilo dentro de uma casa. Precisa de mais alguma coisa? A produção fica por conta de Sam Raimi (do clássico A Morte do Demônio) e a direção é de Alexandre Aja, que já comandou alguns ótimos filmes, como Alta Tensão e Viagem Maldita, e outros péssimos, como Amaldiçoado. Espero que este seja um dos bons. Curiosamente, este não é o único terror aquático nessa lista.
(Quando?) Predadores Assassinos chega aos cinemas brasileiros em 26 de setembro, distribuído pela Paramount Pictures.

(O Quê?) Doutor Sono é nada menos do que a continuação de O Iluminado, escrita pelo próprio Stephen King. A trama se passa vários anos após os eventos mostrados no primeiro livro e acompanha Dan Torrence (Ewan McGregor), que se tornou um adulto alcoólatra e traumatizado. Mas quando ele conhece uma jovem com poderes similares ao seu. Ele passa, então, a protegê-la de um culto que caça pessoas como eles. O elenco ainda conta com Rebecca Ferguson, Bruce Greenwood e Jacob Tremblay.
(Por quê?) Dois motivos muitos simples: Stephen King e Mike Flanagan. O primeiro já é conhecido de todo mundo, mas o segundo está ganhando uma merecida notoriedade. Ele é a pessoa responsável pela série A Maldição na Residência Hill. Antes disso, porém, ele já tinha dirigido ótimos filmes de terror como O Espelho, Hush: A Morte Ouve, O Sono da Morte e Ouija: Origem do Mal. E mais, esta será a segunda adaptação de um livro de King que ele comanda. A primeira foi o excelente Jogo Perigoso. Ou seja, não tem como Doutor Sono não constar nessa lista.
(Quando?) A princípio o filme estava marcado para estrear apenas em 2020, mas a Warner resolveu adiantar para o final o dia 7 de novembro.
Toda lista é injusta, uma vez que deixa muita coisa de fora. Pensando nisso, resolvi fazer algumas menções honrosas. São elas:
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