Com vagas limitadas, o curso terá como ministrantes as professoras doutoras e fonoaudiólogas Maria Aparecida Cormedi e Elaive Silva Bezerra, referências na área do neurodesenvolvimento, linguagem e intervenção terapêutica. A programação foi estruturada para oferecer aos participantes uma experiência técnica aprofundada, com estratégias práticas aplicáveis desde o primeiro atendimento.
Ao longo do dia, serão discutidos temas como avaliação do processamento visual, dificuldades funcionais relacionadas ao autismo, comunicação alternativa, intervenções terapêuticas e uso de tecnologias voltadas ao desenvolvimento e aprendizagem.
De acordo com a professora e fonoaudióloga Elaive Silva Bezerra, a proposta do curso é ampliar o olhar dos profissionais sobre aspectos que impactam diretamente o desenvolvimento de pessoas autistas.
“O processamento visual influencia comportamento, aprendizagem, comunicação e interação. Nosso objetivo é oferecer conhecimento técnico, mas também ferramentas práticas que possam transformar a atuação dos profissionais no dia a dia clínico e educacional”, destacou.
Já a professora doutora Maria Aparecida Cormedi ressalta a importância da formação continuada diante do crescimento das demandas relacionadas ao TEA.
“Existe uma urgência em qualificar profissionais para compreenderem, de forma mais ampla, como o cérebro processa as informações visuais no autismo. É um tema extremamente atual e necessário para a construção de intervenções mais assertivas e humanizadas”, afirmou.
De acordo com a superintendente da AAPPE, Iraê Cardoso, a iniciativa também busca ampliar o acesso ao conhecimento especializado e incentivar a participação de estudantes e profissionais da região Nordeste.
“Pensamos em um curso acessível, atual e necessário, justamente para democratizar o conhecimento e permitir que mais profissionais e estudantes tenham acesso a conteúdos de alto nível técnico. Queremos fortalecer a atuação clínica e educacional no Nordeste diante da crescente demanda relacionada ao autismo”, ressaltou.
Como forma de incentivo, estudantes terão desconto de 50% no valor da inscrição, enquanto grupos de até três profissionais contarão com desconto de 30%. O investimento para participação é de R$ 200,00, e as inscrições já estão abertas por meio do link disponível na bio oficial da AAPPE no Instagram e da Visão para Aprender.
]]>Com atuação decisiva na consolidação de políticas de inclusão em Alagoas, a Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE) e o Instituto Bilíngue de Qualificação e Referência em Surdez (IRES) marcam o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), celebrado nesta sexta-feira,24 de abril, destacando o pioneirismo do estado na institucionalização da Libras no Brasil e apontando a permanência de desafios estruturais que ainda limitam o acesso de crianças surdas à linguagem e à educação na primeira infância.
Alagoas ocupa posição de destaque nesse processo. Antes mesmo da regulamentação nacional, o estado foi um dos primeiros do país a reconhecer oficialmente a Língua Brasileira de Sinais, por meio da Lei Estadual nº 6.060/1998 , uma conquista impulsionada pela AAPPE e lideranças como Iraê Cardoso, superintendente da entidade. O avanço antecipou diretrizes de inclusão, contribuiu para a formação de profissionais e ampliou o acesso à Libras no território alagoano, criando bases que hoje sustentam iniciativas como o IRES, primeiro instituto bilíngue do Norte e Nordeste voltado à educação de pessoas surdas,além da oferta de cursos de Libras e projetos educacionais de inclusão.
Apesar dos avanços históricos, os dados revelam um cenário que ainda exige atenção. Embora o Brasil tenha cerca de 2,6 milhões de pessoas surdas, o desafio começa na base: em Alagoas, estima-se que apenas 8% das crianças surdas estejam inseridas no ambiente escolar. Muitas chegam à escola sem uma língua estruturada, o que compromete o desenvolvimento linguístico, cognitivo e social. “A falta de profissionais capacitados em Libras, especialmente nas áreas da educação e da saúde, ainda é uma realidade, e a inclusão, em muitos casos, permanece restrita ao papel. A Libras, reconhecida como meio legal de comunicação da comunidade surda, é mais do que uma ferramenta, é o que garante acesso ao aprendizado, à autonomia e à cidadania. Sem ela, milhares de crianças crescem enfrentando barreiras que impactam toda a vida”, afirma Iraê Cardoso, superintendente da AAPPE.
No IRES, a inclusão é tratada como prática cotidiana. A instituição atua com ensino bilíngue, formação de intérpretes e oferta de cursos de Libras voltados à comunidade, além de profissionais da educação e da saúde. Um dos diferenciais é o fortalecimento do protagonismo de pessoas surdas em espaços de formação e atuação profissional.
Entre os destaques estão a pedagoga surda Isabel Alvim e a professora de Educação Física Larissa Oliveira, que representam uma geração que rompe barreiras e ocupa espaços com autonomia e qualificação. “A Libras é a nossa voz, nossa identidade. Quando temos acesso à nossa língua desde cedo, conseguimos aprender, nos desenvolver e ocupar nosso lugar no mundo”, afirma Isabel.
Creche Bilíngue
Diante dos desafios na primeira infância, o IRES já desenvolveu um projeto estruturado de creche bilíngue (Libras e português), voltado ao atendimento de crianças surdas desde os primeiros anos de vida — etapa decisiva para o desenvolvimento. A proposta, construída com base na experiência técnica da instituição, apresenta uma solução concreta para enfrentar a exclusão educacional precoce. Hoje, o principal entrave para sua implementação é a falta de incentivo e de recursos para viabilizar a iniciativa em escala.
“Quando a criança surda não tem acesso à Libras no início da vida, ela perde oportunidades fundamentais de desenvolvimento. A creche bilíngue é sobre garantir futuro, autonomia e dignidade”, reforça Isabel Alvim.
Para a superintendente da AAPPE, Iraê Cardoso, o momento é de transformar conhecimento acumulado em política pública efetiva. “Alagoas teve coragem de dar passos importantes antes mesmo da legislação nacional, e isso só foi possível com mobilização e compromisso. Hoje, temos experiência, temos metodologia e temos soluções construídas. O que precisamos é garantir as condições para que essas iniciativas avancem e alcancem quem mais precisa”, destaca.
Mais do que uma data simbólica, o Dia Nacional da Libras evidencia uma agenda que ainda exige prioridade: garantir o direito à linguagem desde a primeira infância como base para qualquer política de inclusão. Em um estado que foi pioneiro no reconhecimento da Libras, o desafio agora é transformar esse legado em acesso universal, assegurando que nenhuma criança surda seja privada do direito de se comunicar, aprender e se desenvolver plenamente.“Falar de Libras é falar de direito à comunicação. E sem comunicação, não existe inclusão de verdade”, pontua Larissa Oliveira, professora do IRES.
Na próxima sexta-feira, dia 24 de abril, quando o país marca o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), uma realidade ainda pouco visível ganha força em Alagoas: o acesso limitado de crianças surdas à educação e à comunicação desde os primeiros anos de vida.
Embora o Brasil tenha cerca de 2,6 milhões de pessoas surdas, o desafio começa na base. No estado, estima-se que apenas 8% das crianças surdas estejam inseridas no ambiente escolar, um dado que evidencia um cenário de exclusão e atraso no desenvolvimento educacional e social.
A Libras, reconhecida por lei como meio oficial de comunicação da comunidade surda, é mais do que uma ferramenta: é o que garante acesso ao aprendizado, à autonomia e à cidadania. Sem ela, milhares de crianças crescem com barreiras que impactam toda a vida.
É nesse contexto que o Instituto Bilíngue de Qualificação e Referência em Surdez (IRES), mantido pela Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE), se consolida como referência em inclusão, atuando diretamente na educação e no desenvolvimento de pessoas com deficiência em Alagoas.
Um dos principais diferenciais da instituição é valorizar o protagonismo de quem vive essa realidade.
Entre os destaques estão profissionais que transformam a educação a partir da própria experiência, como a pedagoga surda Isabel Alvim e a professora de Educação Física Larissa Oliveira. Profissionais Reconhecidas, elas representam uma geração que rompe barreiras e ocupa espaços com autonomia, conhecimento e atuação ativa na sociedade.
“A Libras é a nossa voz, nossa identidade. Quando temos acesso à nossa língua desde cedo, conseguimos aprender, nos desenvolver e ocupar nosso lugar no mundo”, afirma Isabel.
Além da atuação cotidiana, o IRES também desenvolve um projeto estruturante que pode mudar esse cenário: a implantação de uma creche bilíngue (Libras e português), voltada para o atendimento de crianças surdas na primeira infância.
A proposta busca garantir acesso precoce à linguagem, estímulo cognitivo adequado e inclusão educacional desde os primeiros anos, etapa considerada decisiva para o desenvolvimento. Hoje, a ausência desse suporte é um dos principais fatores que contribuem para a exclusão escolar.
“Quando a criança surda não tem acesso à Libras no início da vida, ela perde oportunidades fundamentais de desenvolvimento. A creche bilíngue é sobre garantir futuro, autonomia e dignidade”, reforça a professora Isabel Alvim.
Mais do que uma pauta de conscientização, a data acende um alerta sobre a urgência de políticas públicas e iniciativas que ampliem o acesso à educação inclusiva. Ao mesmo tempo, evidencia que já existem caminhos possíveis — e que precisam de apoio para avançar.
“Em Alagoas, experiências como a do IRES mostram que inclusão de verdade não é discurso, mas prática diária. E que dar visibilidade a essas iniciativas é um passo essencial para transformar realidades”, reforçou Isabel.
]]>A Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE) participa do SISCONTEC TA, realizado em Uberlândia (MG), a convite da organização do evento. Reconhecido como um dos principais fóruns nacionais voltados ao avanço da tecnologia assistiva, o encontro reúne pesquisadores, universidades, instituições e representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Representando a instituição, a superintendente da AAPPE, Iraê Cardoso — que também integra o Comitê Nacional de Tecnologia Assistiva — participa das discussões estratégicas e dos espaços de construção coletiva, contribuindo com a experiência da instituição no atendimento e na promoção da inclusão de pessoas com deficiência.
A programação do SISCONTEC TA é voltada à articulação entre ciência, políticas públicas e práticas institucionais, com foco no desenvolvimento de soluções inovadoras que ampliem a autonomia, a acessibilidade e a qualidade de vida.
Para Iraê Cardoso, a presença da AAPPE no evento reafirma o compromisso da instituição com a inovação e a qualificação contínua dos serviços. “Participar do SISCONTEC TA nos permite integrar uma rede nacional de construção do conhecimento, acompanhar de perto as inovações e, sobretudo, fortalecer parcerias que impactam diretamente na qualidade dos atendimentos ofertados. A tecnologia assistiva tem um papel fundamental na promoção da autonomia e na garantia de direitos das pessoas com deficiência”, destacou.
A participação da AAPPE reforça seu protagonismo na pauta da inclusão em Alagoas, evidenciando o alinhamento com iniciativas que promovem o desenvolvimento tecnológico com impacto social e humano.
]]>Programa consolidado oferece ensino gratuito e bilíngue para pessoas com e sem deficiência
A Associação de Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE), por meio do Instituto Bilíngue de Qualificação e Referência em Surdez (IRES), está com inscrições abertas para novas turmas da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI). O programa, já consolidado pela instituição, representa uma oportunidade única para quem deseja retomar os estudos, buscar qualificação e ampliar suas chances de inserção no mercado de trabalho.
O EJAI é gratuito e bilíngue, com ensino acessível em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e Língua Portuguesa, voltado para pessoas surdas e pessoas com ou sem deficiência. As aulas são realizadas de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã (8h às 12h) e tarde (13h às 17h), na sede do IRES, localizada na Avenida Dr. Antônio Gomes de Barros, nº 66, no bairro da Jatiúca, em Maceió.
De acordo com a superintendente da AAPPE, Iraê Cardoso, o EJAI reafirma o compromisso da instituição com o direito à educação e a inclusão social. “Acreditamos que nunca é tarde para aprender. O EJAI tem transformado histórias, devolvendo aos alunos a autoestima e a esperança de um futuro melhor. É uma oportunidade de recomeço para quem deseja crescer pessoal e profissionalmente”, destacou Iraê.
Para ingressar no programa, o candidato deve ter idade mínima de 15 anos, sendo aceitos estudantes com ou sem histórico escolar. Caso o aluno já tenha estudado ou esteja matriculado em outra unidade, é necessário apresentar uma declaração da escola que frequentou.
As inscrições são realizadas presencialmente na sede do IRES. Mais informações: (82) 99331-0048
Documentos necessários para matrícula:
Número do NIS
]]>A Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE) realizou, na última sexta-feira, 24 , uma importante ação de inclusão e cidadania em sua unidade do Sertão, a AAPPE Centro Especializado em Reabilitação (CER II) Santana do Ipanema, com a entrega e dispensação gratuita de dispositivos de mobilidade e aparelhos auditivos para pessoas com deficiência atendidas pela instituição e residentes em diversos municípios.
Ao todo, foram mais de 30 cadeiras de rodas — entre elas motorizadas e de banho — e diversos aparelhos auditivos, beneficiando diretamente usuários de Santana do Ipanema e de cidades vizinhas como Canapi, Olivença, Dois Riachos, Inhapi, Monteirópolis, Pão de Açúcar, Olho D’Água das Flores, Palestina e Poço das Trincheiras.
A iniciativa reforça o compromisso da AAPPE com a reabilitação, autonomia e qualidade de vida das pessoas com deficiência, especialmente nas regiões mais distantes do Estado.
O evento contou com a presença superintendente da AAPPE, Iraê Cardoso, e da secretária municipal de Governo e Mulher, Renilde Bulhões, que visitou a estrutura da unidade e destacou o papel da AAPPE como parceira estratégica da gestão municipal na promoção da inclusão e do acesso à saúde no Sertão. Também participaram a secretária municipal de Saúde, Fabiana Xavier, e profissionais do Centro de Reabilitação.
Durante a cerimônia, a superintendente da AAPPE, Iraê Cardoso, ressaltou o impacto das ações da instituição na região. “Nosso compromisso é garantir que cada pessoa com deficiência tenha acesso à reabilitação de qualidade, tecnologia assistiva e oportunidades de autonomia. A AAPPE está presente no Sertão com dedicação e resultados concretos, levando dignidade a quem mais precisa”, afirmou.
A unidade da AAPPE em Santana do Ipanema, referência em reabilitação multiprofissional, oferece atendimentos nas áreas de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, enfermagem, psicopedagogia, serviço social e equipe médica, além de exames audiológicos e ações de formação e defesa de direitos. Somente em 2024, a instituição já realizou mais de 64 mil procedimentos na região.
A secretária Renilde Bulhões também destacou o papel transformador da AAPPE no fortalecimento das políticas públicas de inclusão em Santana do Ipanema:
“A AAPPE tem sido uma parceira essencial do município, com um trabalho técnico e humanizado que faz toda diferença na vida das pessoas com deficiência e de suas famílias. É gratificante ver uma instituição com tamanha estrutura e compromisso atuando aqui no Sertão”, pontuou.
A superintendente da Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE), Iraê Cardoso, recebeu nesta segunda-feira (27) o Chef Wanderson Medeiros, do restaurante Picuí, para firmar uma parceria que une sabor, aprendizado e inclusão. A iniciativa tem como foco a capacitação de pessoas com deficiência na área da gastronomia, ampliando oportunidades de qualificação e inserção profissional.
Durante a visita, o chef conheceu a cozinha da AAPPE, o trailer Café com Libras, a lanchonete e as áreas de apoio, onde serão realizadas oficinas práticas. As atividades vão abordar técnicas de cozinha, gestão e organização de preparo, além de receitas simples e acessíveis que poderão ser replicadas nas refeições e eventos da instituição.
De acordo com Iraê Cardoso, a proposta vai além da formação técnica.“Queremos preparar pessoas com deficiência para o mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, sensibilizar profissionais da gastronomia. É uma área rica em oportunidades, e precisamos romper barreiras. Deixo um alerta a bares, restaurantes, hotéis e empresas: é hora de abrir espaço, de incluir de verdade”, afirmou a superintendente.
O Chef Wanderson Medeiros destacou o caráter transformador da experiência e a troca que nasce dessa parceria. “As oficinas serão momentos de aprendizado mútuo. Vamos compartilhar técnicas, organização e receitas práticas que fortalecem a rotina da AAPPE e inspiram autonomia. É uma forma de ensinar, aprender e incluir”, disse o chef.
A iniciativa reforça o compromisso da AAPPE com a formação e a empregabilidade de pessoas com deficiência, conectando a instituição ao setor produtivo e à realidade do mercado.
]]>Ascom AAPPE
O Setor de Empregabilidade da Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE) está com vagas abertas para o Programa AAPPE Aprendiz, iniciativa que vai além da capacitação e oferece aprendizagem prática em empresas parceiras, com oportunidades de networking e desenvolvimento profissional, fortalecendo a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho em Alagoas.
Com duração de 24 meses, o programa oferece cursos em administração, logística, varejo, serviços gerais, turismo, hospitalidade, auxiliar de produção e serviços bancários. A rotina semanal combina um dia de aprendizagem teórica, abordando conhecimentos gerais, língua portuguesa e matemática, com quatro dias de prática em empresas contratantes, em regime de contrato CLT, com remuneração de meio salário mínimo, férias e 13º salário.
Segundo a coordenadora de aprendizagem da AAPPE, Rubiane Sousa, as pessoas com deficiência não precisam comprovar escolaridade, mas são estimuladas a buscar a inclusão em unidades da rede de ensino. O programa também atende ao público assistido pelo Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC/LOAS), sem que isso acarrete qualquer suspensão do benefício.
“A participação no programa de aprendizagem não afeta quem é assistido pelo BPC/LOAS. A lei permite a inserção no mercado de trabalho, e fazemos um apelo para que esses segurados aproveitem essa oportunidade de qualificação e experiência profissional”, reforça Rubiane Sousa.
O Setor de Empregabilidade da AAPPE atua de forma ampla, oferecendo emprego apoiado e suporte à inclusão de pessoas com deficiência nas empresas, ajudando companhias a cumprir a Lei de Cotas e a implementar práticas corporativas inclusivas.
A Associação, que conta com 38 anos de história, já encaminhou mais de 5 mil pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, consolidando a AAPPE como referência em inclusão, empregabilidade e desenvolvimento profissional em Alagoas.
Inscrições e informações: Setor de Empregabilidade da AAPPE – Avenida Dr. Antônio Gomes de Barros, 96, Jatiúca, Maceió/AL. Contato pelo telefone/WhatsApp: (82) 99602-0710.
]]>O evento, que acontece das 13h às 17h, terá palestras e rodas de conversa temáticas sobre inclusão, valorização da pessoa surda, cidadania e o protagonismo de mulheres surdas.
Entre os destaques da programação está a participação de Valdo Nóbrega, chefe da Divisão de Acessibilidade do Ministério da Cultura, e de Sergio da Silva, representante da Central de Intérpretes da Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (SECDEF/AL). O evento também receberá a influenciadora surda Maria Rita Alcanfor.
Para a professora surda, ativista e liderança do movimento de mulheres surdas, Larissa Oliveira, o encontro é um momento decisivo para ampliar a pauta da comunidade surda na vida econômica, social e política de Alagoas. “Queremos cada vez mais falar sobre a importância da formação em Libras, da empregabilidade da pessoa surda, de sua formação acadêmica, profissional e cultural. Teremos um amplo debate sobre experiências, casos de sucesso e histórias de superação, além da contribuição do Ministério da Cultura por meio do setor de acessibilidade”, destacou.
O Setembro Surdo é uma iniciativa promovida pela AAPPE e pelo IRES, duas instituições de referência na defesa de direitos, inclusão e reabilitação da pessoa com deficiência e surdez. Neste ano, além do encontro, será realizado um ato público em celebração à data no próximo domingo (21), na orla de Maceió (Rua Fechada), com apresentações culturais, capoeira, dança, panfletagem e interação com a comunidade em geral.
O Dia Nacional do Surdo é celebrado em todo o país em 26 de setembro, reforçando a importância da luta por direitos, acessibilidade e oportunidades iguais para as pessoas surdas.
Com 38 anos de atuação em Alagoas, a AAPPE tem papel fundamental na formação de profissionais intérpretes de Libras, na oferta de cursos e na democratização do ensino da língua de sinais em diversos espaços sociais. A entrada para o evento é gratuita.
Mais informações: compareça ao auditório do IRES nesta sexta-feira, das 13h às 17h, ou entre em contato pelo telefone da instituição (82) 99331-0048.
ASCOM AAPPE
A Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais (AAPPE) realizou, em sua sede em Maceió,na última terça-feira (26), um mutirão exclusivo de empregos para pessoas com deficiência (PcD). A iniciativa reuniu 12 empresas parceiras e disponibilizou quase 100 vagas de trabalho em diferentes funções, atraindo um grande público de candidatos e familiares.
Entre os parceiros, estiveram presentes Casa Vieira, Ultraplast, Grupo Cevar, Santa Casa de Misericórdia, Embalar, Sal e Brasa, Energy, Palato, Caetex e Acender Engenharia, além do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-19) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), reforçando o compromisso de ampliar oportunidades no mercado para PcD.
Apesar dos avanços, a AAPPE alerta que o acesso ao mercado de trabalho para PcD ainda é limitado e exige esforços coletivos. Iniciativas como o mutirão são fundamentais para mostrar que inclusão não é assistencialismo, mas sim a garantia de direitos e cidadania. A superintendente da AAPPE, Iraê Cardoso, destacou a relevância da iniciativa. “Esse mutirão é mais do que vagas. É a afirmação de que a pessoa com deficiência tem espaço, potencial e merece estar inserida em todos os segmentos da sociedade.”
A coordenadora do setor de empregabilidade da AAPPE, Rubiane Sousa, lembrou que a instituição conta com um setor específico voltado para a área, que atua com emprego apoiado e mantém o programa Jovem Aprendiz — o AAPPE Aprendiz. “Nosso papel é abrir caminhos. Hoje, vemos empresas e famílias unidas por um mesmo objetivo: garantir dignidade por meio do trabalho. Essa estrutura diferenciada é o que faz da AAPPE uma referência no Brasil”, afirma.
O representante da empresa Energy, Wilson Douglas, reforçou que inclusão não pode ser vista apenas como obrigação. “A inclusão no mercado de trabalho não é apenas uma exigência legal, mas um ganho humano e social para todos nós”, apontou.
As famílias também celebraram o momento. Maria do Rosário, mãe de um aprendiz da AAPPE, classificou como essencial a iniciativa. “Ver meu filho ter a chance de mostrar o que sabe fazer me enche de orgulho. Cada oportunidade é um sonho que se realiza não só para ele, mas para todos nós”, disse emocionada durante a atividade.
O mutirão realizado em Maceió reforça o compromisso histórico da AAPPE. Segundo a juíza do Trabalho Alda Barros, que representou a comissão voltada à inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, “iniciativas como esta evidenciam a necessidade de consolidar políticas públicas que garantam a inclusão no mercado de trabalho como prática permanente, e não apenas como exceção”.
Desde 1999, a AAPPE já encaminhou mais de 5 mil pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, sendo referência nacional em inclusão e empregabilidade. Com atuação pioneira, a entidade oferece uma atenção completa à pessoa com deficiência, passando por reabilitação, saúde, assistência social, desenvolvimento econômico, educação e empoderamento, sempre combatendo desigualdades e colocando a inclusão em prática.
Com quatro unidades em funcionamento — Maceió, Santana do Ipanema, Penedo e Barra de São Miguel —, a instituição exerce um papel fundamental na cidadania e emancipação da pessoa com deficiência, além de atuar na distribuição de dispositivos de mobilidade e em diversos projetos de impacto social.