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A ABN AGÊNCIA BRASILEIRA DE NOTÍCIAS S.A., fundada em 1924 por Américo Facó, Jaime Adour da Câmara e Raul Bopp, é uma empresa privada e independente e não aceita e nem recebe dinheiro público.
ABN mantém sucursais nas principais capitais brasileiras e em 29 países, além de correspondentes baseados em 380 localidades nos cinco continentes (América, Europa, África, Ásia e Oceania).
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A assessoria jurídica da Federação das Associações de Imprensa do Brasil (FAIBRA) — à qual a AMI é afiliada e que agora atende a entidade mineira — alerta que o abaixo-assinado “Resgate da AMI”, hospedado na plataforma Change.org, contém informações comprovadamente falsas.
Segundo o setor jurídico ouvido pela ABN, a subscrição, o compartilhamento ou a divulgação desse conteúdo podem configurar ilícito civil e/ou penal, dependendo do grau de participação e do conhecimento da falsidade. O órgão garantiu que todas as medidas cabíveis serão adotadas para proteger o bom nome da entidade e de seus dirigentes.
Leia a íntegra da Nota de Repúdio:
A Associação Mineira de Imprensa (AMI), entidade civil privada, vem a público, por meio de sua Diretoria, repudiar e denunciar como ilícita a reiterada divulgação de informações falsas praticada pelo sindicalista Washington Thadeu de Mello, funcionário público aposentado, o qual, sem qualquer vínculo associativo, funcional ou legitimidade para tanto, vem imputando à AMI e aos seus dirigentes informações inverídicas, com o objetivo de macular a imagem da entidade perante a opinião pública e parceiros institucionais, sempre visando à posse e ao controle do patrimônio da entidade.
Dos fatos
Nas últimas semanas, o sindicalista aposentado Washington Mello divulgou, para diversas mídias e plataformas de redes sociais, declarações segundo as quais a AMI estaria “abandonada desde 2015”, “fechada a cadeado e correntes”, “endividada em mais de R$ 350 mil” (em outras ocasiões, ele afirma que a suposta dívida alcançaria R$ 700 mil) e sem realizar atividades culturais “desde 2008”.
Tais afirmações são inverídicas e, em diversas ocasiões, vêm acompanhadas de fotografias e vídeos fraudulentos — inclusive produzidos com recursos de inteligência artificial — apresentados como se retratassem a entrada da AMI, quando, na realidade, não guardam qualquer relação com o real acesso à Associação.
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A AMI esclarece que:
> Sua sede nunca esteve fechada, abandonada ou inacessível. Os registros de eventos e atividades culturais realizados ao longo dos anos estão disponíveis para consulta pública em ami.org.br, assim como imagens reais de sua fachada e interior em ami.org.br/fotos-da-ami.
> As dívidas de IPTU incidentes sobre o imóvel foram objeto de parcelamento e pagamento regular: as gestões de Wilson Miranda e José Honorato quitaram mais de R$ 190 mil entre 2014 e 2024, o que resultou no arquivamento judicial de todas as ações de cobrança movidas pelo município, com reconhecimento judicial da quitação dos débitos. O saldo remanescente, referente aos exercícios de 2025 e 2026, não ultrapassa R$ 80 mil e está sendo pago em dia.
> A contabilidade da entidade é regular, devidamente registrada em cartório e arquivada nos órgãos competentes.
> A AMI não recebe nem utiliza recursos públicos, conforme vedação expressa em seu Estatuto Social.
> Seu quadro diretivo é composto por empresários de comunicação em atividade, à frente de veículos com mais de cinquenta anos de existência e alguns centenários, e nenhum de seus membros ocupa cargo público.
Da ausência de legitimidade e de vínculo do autor das acusações
O sindicalista Washington Mello não possui, atualmente, qualquer vínculo associativo, pessoal ou profissional com a AMI ou com sua atual Diretoria, tendo sido desligado do quadro social em 2014, em processo conduzido em estrita observância ao Estatuto da entidade, com convocação publicada em Diário Oficial e atas devidamente averbadas em cartório. É falsa, portanto, a alegação recorrente de que teria sido “expulso” por meios ilegais.
Do histórico de litigância reiterada de má-fé
A AMI ressalta que este não é um episódio isolado, mas reiteração de um padrão já reconhecido pelo Poder Judiciário. Em 2015, sindicalistas vinculados ao Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais (SJPMG) — também municiados com informações falsas sobre a AMI — promoveram campanha difamatória semelhante contra a entidade e seu então presidente, o jornalista e radialista Wilson Miranda. O Ministério Público de Minas Gerais arquivou as denúncias por absoluta ausência de fundamento (Procedimento MPMG 0024.13.007965-0), e a 33ª Vara Cível de Belo Horizonte, na Ação Cível nº 6028574-94.2015.8.13.0024, determinou a paralisação da campanha então movida por sindicalistas contra a AMI — que tinha por objetivo destituir o presidente Wilson Miranda e demais diretores de seus mandatos —, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais), além da retirada das publicações ofensivas contra o presidente e a AMI.
Atualmente, tramita nova demanda na 1ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, já com Contestação e Manifestação apresentadas pela AMI, na qual se demonstrará, mais uma vez, a improcedência das alegações e o padrão de litigância reiterada contra a entidade, comprovando documentalmente a improcedência integral das declarações de Washington Mello. A AMI requereu, entre outros pontos, o reconhecimento da ilegitimidade ativa dos sindicalistas e sua condenação por litigância de má-fé (art. 80, incisos II e III, do CPC), em razão da apresentação de fotografia de área de loja destinada a locação como se fosse a entrada da AMI, além da divulgação, nas redes sociais, de vídeos comprovadamente fraudados com a intenção de caracterizar o falso “abandono da sede da AMI” — inclusive para angariar recursos por meio de uma lista de apoio a um suposto “resgate da AMI”, que circula nas redes sociais.
Diante do exposto, a AMI repudia a utilização de informações falsas, imagens fraudulentas e alegações infundadas como instrumento de pressão e desgaste institucional.
A AMI reafirma sua solidariedade à memória de seu ex-presidente, o jornalista e radialista Wilson Miranda (1936–2021), que, mesmo já falecido, continua sendo alvo das declarações reprováveis do sindicalista Washington Mello.
A AMI, por meio de seu Conselho Superior, reafirma também sua solidariedade à atual Diretoria, presidida por José Honorato, que seguirá empregando todos os meios legais para a defesa da honra da entidade, de seus dirigentes e associados, adotando as medidas judiciais cabíveis para a responsabilização civil e a reparação dos danos causados por essas manifestações.
Belo Horizonte, 28 de agosto de 2026.
Diretoria e Conselho Superior da
Associação Mineira de Imprensa – AMI”
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BELO HORIZONTE [ ABN ] — Os escritores marianenses Andréia Donadon e J.B. Donadon-Leal conquistaram um novo espaço na cena literária nacional com a publicação de “Abecedário de Frutas” pela Editora Paulinas, uma das mais respeitadas do Brasil. Essa obra introduz a aldravia, uma forma poética originária de Mariana, reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais, no ambiente educacional.
Voltado ao público infantil, o livro apresenta as frutas por meio de poemas minimalistas, convidando as crianças a explorar letras, palavras, cores, aromas, formas e sabores. A proposta une literatura e aprendizado, transformando a poesia em uma ferramenta poderosa para alfabetização, criatividade e inclusão.
O livro toca a memória afetiva alimentar e apresenta as frutas sob a forma de Aldravia – primeira forma de poesia tipicamente brasileira -, proporcionando a união das palavras com aspectos sensoriais.
A forma, o cheiro, as cores e os sabores das frutas servem de ponto de partida para exercícios de conhecimento e para o desenvolvimento criativo de práticas Pedagógicas de alfabetização.
Além de ter se tornado uma potente ferramenta literária pedagógica e ampliação do repertório linguístico, a poesia marianense já originou mais de dez dissertações de mestrado e três doutorados, em diferentes universidades brasileiras, nas áreas de Educação, Linguística e Literatura. Diversas iniciativas de professores alfabetizadores foram desenvolvidas por meio de projetos de incremento de ensino de leitura e letramento, sendo alguns premiados pelo MEC/MINC e pela UNICEF, além de um que promove a alfabetização bilíngue Português/Terena, em Anastácio, Mato Grosso do Sul. Internacionalmente, a Aldravia já obteve reconhecimento das Academias de Letras da França, Espanha, de Portugal e Chile.
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Para Luciano Guimarães
Andreia Donadon Leal
Mariana, MG [ ABN ] — Há pessoas que chegaram ao universo para ser fonte de inspiração, cura e paz. Nestes tempos de asperezas e desapontamentos das relações sociais, quem tem saúde mental ou faz terapia, para modelar pontas e arestas da personalidade, consegue sobreviver com qualidade de vida.
Dizem os tradicionalistas que quem faz terapia é doido. Será? Dizem os tradicionalistas que quem faz tratamento com psiquiatra é doido. Será? Evidentemente há os que defendem o tratamento para comorbidades do humor com pseudoterapias ou pseudoconselhos. “Não tem fé; é preguiçoso. Choraminga à toa. Reclama demais. Vive encarcerado no quarto…” E o caminho? O caminho é a terapia. O caminho é conversar com sua sombra e aceitá-la. Afinal quem não tem sombra? Quem não tem lado sombrio na alma? Ainda não encontrei um ser divino, a perambular por aí despido de pecado.
O caminho se faz ao caminhar. Quem arisca um pequeno passo para colocar um ponto final num conflito, deve ser apedrejado? Não, caríssimos leitores. As relações, por mais que sejam harmônicas, não são lineares. Às vezes, os conflitos são necessários, para dar um basta em relações que desrespeitam laços e até mesmo hierarquias. Como disse o Arcanjo: “lugar onde todo mundo manda, ninguém obedece ninguém”.
Mas este adminículo vem para prestar uma singela homenagem a uma pessoa ética e amorosa. É fácil amar as pessoas, quando elas merecem. No entanto, o que me toca profundamente é este provérbio chinês: Ame-me quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso.” Esta frase reverbera a essência mais profunda e vulnerável do amor. Nesse acolhimento afetivo há mais de um ano, converso com um espelho que reflete minhas agruras e amarguras. No acolhimento escutatório afetivo, eu aprendi a encontrar respostas para minhas divagações.
Nesse acolhimento afetivo escutatório passei a aceitar, com mais clareza, a morte do meu filho Tiago. Nesse acolhimento afetivo escutatório, aprendi a acolher o meu próprio choro como extravasamento e desabafo. Nesse acolhimento afetivo escutatório aprendi que falar sobre dores profundas, às vezes, é fugir do tema andando em círculos. Nesse acolhimento afetivo escutatório aprendi que entrar em contradição é não saber mensurar o que está sentindo.
Nesse acolhimento escutatório sei que eu falo, que eu encontro a resposta, que eu aprendo a conviver com minha sombra. Nesse acolhimento sei que o quintal é meu quarto, lugar seguro, de acolhimento, de fazeres múltiplos, de aquecimento, de resfriamento das ideias e pensamentos acelerados. Nesse acolhimento aprendi que tenho que fechar a porta do meu quintal, e sair aos poucos para a grande floresta urbana. Nesse acolhimento a Gestalt me faz ir aos poucos, aos pouquinhos, na consciência plena de que sou capaz de processar meu tempo, ritmo, ansiedade e limites.
Saindo para a grande floresta urbana, sei que meu quintal de casa estará sempre aberto para me acolher a todo e qualquer momento de minha vida!
Andreia Donadon Leal – Deia Leal
Doutora em Educação (Saúde)
Mestre em Literatura
Especialista em Artes Visuais e Arteterapia
Sonho V
Imagens são sonhos afetos
colam nas telas
nas fotografias
e lembram alguma coisa
de esculturação natural
imagens são sonhos afetos
a beijar uma superfície
MARIANA MG [ ABN NEWS ] — Estando para completar 64 anos funcionando no mesmo endereço, a Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras – corre o risco de perder o seu espaço.
Fundada em dezembro de 1962, por iniciativa dos marianenses Waldemar de Moura Santos, Pedro Aleixo, Wilson Chaves e outras personalidades de renome, a Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras – foi instalada, desde então, em um imóvel pertencente ao Estado de Minas Gerais, situado na rua Frei Durão, ao lado da igreja da Sé.
O local foi reconhecido como Ponto de Cultura, pelo Ministério da Cultura em 2024, dada a importânciade suas atividades literárias no cenário cultural de Mariana e região.
Ocorre que no dia 26 de maio de 2026 a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais decidiu que o prédio histórico será passado à Prefeitura de Mariana e “destina-se à prestação de serviços culturais, artísticos e educacionais”.
O Projeto de Lei nº 4.543/2025, de autoria do Deputado marianense Thiago Cota, revoga a lei estadual 15.378 de 29 de setembro de 2004 que havia assegurado a transferência do imóvel para a Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras Ciências e Artes, com propósito de manter a instituição naquele endereço.
Caso aprovado pelos deputados estaduais o prédio da Casa da Cultura passará a integrar o acervo de bens do Município de Mariana, sob a administração da Secretaria Municipal de Cultura, para que seja usado de acordo com propósitos municipais.
Hoje a Casa de Cultura é presidida pelo Professor José Benedito Donadon Leal e no local, além da Academia Marianense de Letras funciona o Movimento Renovador de Mariana, o Coral Madrigal, a Escola de Violões Professor Waldemar de Moura Santos, o Departamento de Arte de Modelagem e o Grupo Musical Uns e Outros.
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Andreia Donadon Leal
Mestre em Literatura e doutora em Educação
MARIANA MG [ ABN NEWS ] — A lida diária de uma mulher no trânsito não é tarefa fácil; aliás, nunca foi, especialmente em atividades tradicionalmente executadas pelo sexo masculino. Não falo de empoderamento, mas de a mulher ocupar, com talento e brilhantismo, seu espaço na sociedade. Somos mais fortes! Esta assertiva sempre foi defendida por mãe. Nas dores, nos sentimentos, na viuvez, nas intempéries, nas dificuldades, na educação e na criação dos filhos, a mulher está há anos luz na frente dos homens. Ai deles se não fossem as mulheres…
Acredito que Adão foi tirado da costela de Eva e não ao contrário; sem blasfêmia, mas o livro do Gênesis errou na dose do uso das metáforas, pois é fantasia sem espelho em realidade possível. Claro que foram escritas por homens! Essa versão da criação do mundo faz parte da história da humanidade; dessa feita, Eva foi complemento de Adão, que não suportaria viver só no paraíso. E não suportaria, mesmo!
Hoje se vê mais independência nas relações; casais vivendo em moradias ou camas separadas; dias marcados para saírem com os amigos, dias reservados para olhar os filhos; lavar, passar, limpar, cozinhar. Mesmo com o advento da modernidade nas relações, há casais que ainda defendem costumes herdados de pais e avós. Cada casal que se harmonize com sua forma de escolher viver, respeitando as opções dos outros.
Aí, o discurso vira de cabeça pra baixo. Difícil viver sem julgar os outros; que infelicidade ficar criticando a forma de viver e conviver dos outros… Homens, ainda em largo número, usam discursos machistas para chamarem atenção de mulheres motoristas. Tive vontade de saltar na frente de um carro, outro dia. O trânsito ia de mal a pior. Ruas apertadas, carros enfileirados, quase nenhum lugar para estacionar; calor brabo, final de tarde. Crianças saíam das escolas, trabalhadores retornando para suas casas…
Um mau motorista fecha uma mulher, tira a cabeça pra fora do carro, mandando-a dirigir um fogão. Mal disse o impropério, bateu o pneu no degrau do passeio. Que alegria! Continuei minha caminhada de olho no tempo (podia chover ou não) e nos carros. Perdi a confiança de atravessar na faixa de pedestres. Vai que algum (a) estressado (a) não veja minha figura encolhida atravessar a rua? Não estou vendo guardas de trânsito por aqui.
Hoje está um furdunço. Lixo espalhado no jardim e nas calçadas. Acredito que as latas de lixo tenham sido insuficientes. (Ou o povo está desatento?) Também com tanta função a ser realizada no final de semana: responder os amigos virtuais, conversar com os presenciais, beber, comer, ouvir música, paquerar. Dois braços é pouco, talvez pudéssemos começar a pensar em criar tentáculos, para dar conta de tamanha demanda.
Tudo é para antes de ontem. Mal posso esperar, mal posso ter um dedo de prosa, mal posso tirar os olhos do aparelho. Se eu estiver desconectado, estou perdido no fundo do poço, não sou ninguém, vejo nada, estou deletado do mundo. Não vejo o rapaz ou a moça do meu lado, nem as mulheres com seus tentáculos à solta. Não vejo Eva, que dirigia sem estresse e sem pressa pela cidade.
Parou o carro ao ver meu pé querer encostar na faixa de pedestre, enquanto aquele machista imprudente quase bateu o carro em meu corpo. Os tempos mudaram, o machismo ainda ocupa largo espaço no interior e na capital; afinal, preconceito é sentimento que permanece vívido na cabeça dos que vivem a amargura de tempos idos…
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Prof. Dr. Helio Dias
SÃO PAULO [ ABN NEWS ] — O Instituto para Valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo (IVEPESP) considera que a incorporação da Inteligência Artificial (IA) nos sistemas educacionais deixou de ser uma agenda prospectiva para se tornar uma prioridade estrutural e imediata de política pública.
O estudo recente do Conselho Nacional de Educação (2026) de Portugal evidencia, com clareza, que a IA pode representar simultaneamente um vetor de transformação educacional e um fator de ampliação das desigualdades, dependendo das decisões institucionais adotadas.
1. A IA redefine o próprio conceito de sistema educacional
A principal conclusão do estudo é inequívoca:
a IA não deve ser tratada como ferramenta isolada, mas como ecossistema integrado, composto por cinco pilares estruturantes:
. Infraestrutura digital
. Aplicações pedagógicas e literacia em IA
. Formação docente
. Currículo e proficiência em IA
. Ética e governança
Essa abordagem sistêmica rompe com políticas fragmentadas e exige uma estratégia nacional coordenada, com forte articulação entre educação, ciência e inovação.
2. Infraestrutura digital: condição necessária, não suficiente
O estudo demonstra que a infraestrutura digital é o alicerce de todo o processo , incluindo:
. conectividade robusta (níveis mínimos elevados de banda)
. dispositivos adequados para alunos e professores
. plataformas integradas e interoperáveis
. sistemas nacionais de dados educacionais
Destaca-se ainda a necessidade estratégica de:
. adoção de software aberto e auditável
. de uma cloud nacional educacional
. uso de edge computing para reduzir latência e ampliar autonomia
Conclusão crítica do IVEPESP:
Sem soberania digital e controle sobre dados educacionais, países tornam-se dependentes de plataformas estrangeiras, comprometendo sua autonomia pedagógica e científica.
3. IA na aprendizagem: ganhos reais, mas riscos comprovados
A evidência empírica apresentada no estudo mostra um cenário equilibrado:
Benefícios:
. personalização do ensino
. aumento da motivação dos alunos
. apoio ao docente na preparação e avaliação
. desenvolvimento de competências como pensamento crítico e resolução de problemas
Riscos:
. dependência cognitiva
. superficialidade na aprendizagem
. perda de desempenho em avaliações sem uso de IA
. ampliação de desigualdades digitais
O relatório da OCDE citado indica que ganhos iniciais podem desaparecer em contextos de avaliação tradicional.
Posição do IVEPESP:
A IA deve atuar como instrumento de ampliação da inteligência humana, nunca como substituto do esforço cognitivo.
4. Literacia em IA: uma nova alfabetização
O estudo propõe que a literacia em IA seja estruturada em quatro dimensões fundamentais :
. Literacia digital
. Pensamento computacional
. Literacia crítica de dados
. Ética em IA
. Essa abordagem eleva a IA ao mesmo nível de importância de leitura e matemática.
Conclusão do IVEPESP:
Estamos diante de uma nova forma de alfabetização —
quem não compreender IA será funcionalmente excluído da sociedade contemporânea.
5. Formação docente: o maior gargalo do sistema
. Um dos dados mais preocupantes do estudo:
. Apenas cerca de 12% dos docentes possuem formação específica em IA
O documento aponta a necessidade de:
. formação contínua obrigatória
. microcredenciais em IA
. comunidades de prática
. integração com universidades e centros de pesquisa
Diagnóstico do IVEPESP:
A transformação educacional não será limitada pela tecnologia —
será limitada pela capacidade de formação dos professores.
6. Currículo: IA como competência estruturante
O estudo recomenda:
. introdução de IA desde o ensino básico
. disciplinas específicas no ensino médio
. diretrizes claras no ensino superior
. alinhamento com padrões internacionais (UE, OCDE, UNESCO)
Com ênfase central em:
. autonomia cognitiva
. pensamento crítico
. capacidade de interpretação
Alerta do IVEPESP:
A maior ameaça da IA não é tecnológica —
é a atrofia da capacidade de pensar.
7. Ética, governança e soberania educacional
O estudo destaca riscos centrais:
. indevido de dados
. enviesamento algorítmico
. opacidade dos modelos
. substituição indevida do papel docente
E recomenda:
. transparência algorítmica
. supervisão humana obrigatória
. políticas nacionais de ética em IA
. mecanismos de auditoria e rastreabilidade
Posicionamento do IVEPESP:
Não existe política de IA na educação sem política de soberania digital.
8. Recomendações estratégicas do IVEPESP para o Brasil
Com base no estudo analisado, o IVEPESP propõe:
1. Criação de uma Infraestrutura Nacional de IA Educacional
. cloud educacional brasileira
. plataformas integradas
. dados educacionais estruturados
2. Programa Nacional de Formação em IA para Professores
microcredenciais
. formação contínua obrigatória
. parceria com universidades
3. Introdução da Literacia em IA desde o Ensino Básico
. currículo progressivo
. foco em pensamento crítico e ética
4. Desenvolvimento de Modelos de IA Educacionais Nacionais
. treinamento com dados brasileiros
. alinhamento ao currículo nacional
. proteção da língua portuguesa
5. Marco Regulatório de IA na Educação
. critérios éticos
. regras de uso
. vedação de decisões automatizadas sem supervisão humana
9. Conclusão
A IA inaugura uma nova fase da história da educação.
A questão central não é mais se ela será incorporada, mas como.
O estudo analisado demonstra que:
. a IA pode elevar a qualidade da aprendizagem
. pode reduzir desigualdades — ou ampliá-las
. pode fortalecer o papel do professor — ou enfraquecê-lo
Tudo dependerá da qualidade das políticas públicas adotadas.
O Brasil precisa decidir se será:
. usuário passivo de tecnologias externas, ou
. protagonista na construção de um novo modelo educacional baseado em IA.
Prof. Dr. Helio Dias
Presidente do IVEPESP
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Por ALACIB
MARIANA MG [ ABN NEWS ] — É com satisfação que publicamos este livro, contando a história do Movimento de Arte Aldravista, criado em outubro de 2000, em Mariana, MG, por iniciativa do poeta Gabriel Bicalho, que contou com o trabalho incansável de Lázaro Francisco da Silva, Andreia Donadon, J.B. Donadon-Leal, J.S. Ferreira, Luiz Tyller Pirola, Hebe Rôla, Elias Layon, Camaleão, José Luiz Foureaux de S. Júnior e outros que se somaram a esse grupo com colaborações valiosas que deram substância ao Jornal Aldrava Cultural.
Em 2002, com o lançamento do livro Aldravismo – a literatura do sujeito, o movimento se consolidou e os poetas marianenses passaram a circular pelas principais academias de letras do país sendo identificados como aldravistas.
Em 2010, por provocação de Andreia Donadon Leal, os quatro poetas aldravistas (Andreia Donadon, Gabriel Bicalho, J. B. Donadon-Leal e J. S. Ferreira) criaram uma forma de poesia, genuinamente brasileira, a Aldravia, que alçou o grupo para o reconhecimento internacional, por, de fato, democratizar a poesia. Com a Aldravia, a poesia passou a ser acessível a toda e qualquer pessoa, o que a tornou merecedora do título de “Relevante Interesse Cultural do Estado de Minas Gerais”, o título de “Poesia Inclusiva” pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, e tema de diversas monografias de conclusão de cursos de graduação, de dissertações de mestrados e teses de doutorado.
Nas artes Plásticas, o estilo metonímico desenvolvido por Andreia Donadon foi premiado na Espanha – 2008, foi convidada para exposições nacionais e internacionais, sendo merecedor de aplausos e reconhecimentos.
Além disso, a artista realizou exposições em galerias de arte do STJ, TJMG, Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Câmara Municipal de Belo Horizonte, Pinacoteca da UFV, Galeria Renato de Almeida, Memorial Affonso Penna, dentre outros.
No desenvolvimento de projetos, o aldravismo alcançou escolas de todos os níveis do Rio Grande do Sul a Pernambuco, e em Minas Gerais com o Lalia leva a produção de aldravias a todas as unidades prisionais do estado.
O legado para Mariana está na Semana da Arte Aldravista, já na 15ª edição no ano de 2026, a comemoração do dia da aldravia em toda a rede municipal de ensino e na criação da FLIMARI (Feira Literária de Mariana) já na sua 4ª edição para setembro de 2026.
Desde 2024, os escritores do movimento resgatam personalidades marianenses através de lendas, que numa nova roupagem estética impulsiona a produção escrita na valorização do seu patrimônio humano.
Merecedores aplausos aos 25 anos do Movimento de Arte Aldravista!
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