A leitura leva cerca de 5 minutos. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família e para a aula de domingo, assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças. Logo depois da história você encontra o versículo, a lição, perguntas para conversar, ideias de atividade para a EBD e a resposta para aquela dúvida que todo mundo tem: a túnica de José era mesmo colorida?
Era uma vez, numa terra distante chamada Canaã, um menino chamado José. Ele tinha onze irmãos, mas era o filho preferido de seu pai, Jacó. De tanto amor que sentia por ele, Jacó deu a José uma linda túnica cheia de cores.
Isso deixou seus irmãos muito ciumentos.
— Por que só ele ganhou uma túnica especial? — murmuravam entre si.
Além disso, Deus havia dado a José um dom especial: ele conseguia entender os significados dos sonhos.
Certo dia, José contou um sonho curioso aos irmãos:
— Sonhei que estávamos no campo, juntando feixes de trigo. O meu feixe ficou em pé, e os de vocês se curvaram ao redor dele!
Os irmãos não gostaram nada daquilo. Achavam que José queria se achar melhor do que todos. Depois de um segundo sonho parecido, eles ficaram ainda mais irritados. E então, decidiram fazer algo muito maldoso.
Um dia, quando estavam todos no campo, jogaram José dentro de um buraco fundo.
— Vamos deixá-lo aí! — disseram.
Mas logo passaram por ali alguns comerciantes viajantes, e os irmãos mudaram de ideia:
— Vamos vender José como escravo! Pelo menos ganhamos alguma coisa.
Depois que a caravana sumiu na estrada, os irmãos ainda inventaram uma história para contar em casa. Pegaram a túnica colorida, sujaram o pano todo com sangue de um bode e levaram para o pai.
— Achamos isto no campo — disseram. — Será que é a túnica do seu filho?
Jacó reconheceu na mesma hora. Ele achou que um animal selvagem tinha levado José para sempre, e chorou pelo filho durante muitos e muitos anos.
José foi levado para bem longe de casa, até o Egito. Lá, foi vendido como escravo para um homem chamado Potifar. Mesmo sendo escravo, José fazia tudo com dedicação e honestidade. Deus estava com ele, e tudo que ele fazia dava certo.
Potifar percebeu isso e colocou José como responsável por toda a sua casa.
Mas a esposa de Potifar contou uma mentira sobre José, e mesmo ele sendo inocente, foi mandado para a prisão.
Mesmo preso, José continuou confiando em Deus. E ali também usou seu dom para ajudar. Dois homens que trabalhavam para o rei do Egito, o copeiro e o padeiro, também estavam presos e tiveram sonhos estranhos.
— Me contem os sonhos — disse José. — Deus pode me ajudar a entender.
Ele explicou que o copeiro voltaria ao trabalho em três dias, mas que o padeiro seria punido. Tudo aconteceu exatamente como José disse.
— Por favor, não se esqueça de mim quando sair daqui — pediu José ao copeiro.
Mas o copeiro esqueceu.
Dois anos depois, quem começou a ter sonhos estranhos foi o próprio Faraó, o rei do Egito.
Numa noite, ele sonhou com sete vacas gordas e bonitas pastando na beira do rio. De repente saíram da água sete vacas magras e feias, que comeram as sete gordas inteirinhas.
Depois ele sonhou de novo. Dessa vez eram sete espigas de trigo douradas e cheias, e sete espigas secas e murchas que engoliram as outras.
O Faraó acordou assustado. Chamou todos os sábios do Egito, mas ninguém conseguia explicar o que aqueles sonhos queriam dizer.
Foi aí que o copeiro finalmente se lembrou de José.
— Faraó, conheço um homem na prisão que pode te ajudar! — disse.
José foi chamado, e depois de ouvir os sonhos do Faraó, disse:
— Haverá sete anos com muita comida no Egito, e depois sete anos de fome. O senhor deve guardar alimento nos anos bons para não passar necessidade nos anos ruins.
O Faraó ficou tão impressionado que fez de José o segundo homem mais importante do Egito!
E foi assim que, muitos anos depois, os irmãos de José chegaram ao Egito procurando comida, sem saber que aquele homem poderoso era seu irmão.
José os reconheceu, mas eles não o reconheceram. Ele poderia ter se vingado, mas escolheu algo muito mais bonito.
— Eu sou José, seu irmão! — disse ele com lágrimas nos olhos. — Não tenham medo. Eu perdoo vocês.
Os irmãos ficaram sem palavras, com medo e com vergonha ao mesmo tempo.
— Corram e tragam o nosso pai — pediu José. — Eu quero ver o rosto dele outra vez.
Eles voltaram para Canaã com a notícia mais linda do mundo. Quando Jacó soube que José estava vivo, quase não acreditou. Arrumou tudo o que tinha e seguiu viagem para o Egito.
Assim que os dois se encontraram, José correu e abraçou o pai bem apertado. Ficaram um tempão chorando juntos, sem conseguir dizer nada.
— Agora eu posso ficar em paz — disse Jacó. — Eu vi o seu rosto de novo.
Então toda a família de José foi morar no Egito, e ele se tornou um grande líder. Sua história nos ensina que Deus nunca nos abandona, que devemos usar nossos dons para ajudar os outros e, acima de tudo, que o perdão é mais forte que qualquer mágoa.
Fim.
A história de José está no Antigo Testamento, no livro de Gênesis, e ocupa os capítulos 37 a 50. É a história mais longa de todo o livro.
Gênesis 37 conta os sonhos e a venda. Os capítulos 39 e 40 falam da casa de Potifar e da prisão. O capítulo 41 traz os sonhos do Faraó. Do 42 ao 45 acontece o reencontro com os irmãos, e do 46 ao 50, a família toda indo morar no Egito.
O fim dessa história é o começo de outra. Séculos depois, aquele mesmo povo virou escravo no Egito, e foi ali que começou a jornada de Moisés.
Guarde a referência: Gênesis, capítulos 37 a 50. A túnica está em Gênesis 37:3, os sonhos do Faraó em Gênesis 41 e o perdão aos irmãos em Gênesis 45.
Depende da tradução que você tem em casa, e essa é a parte curiosa.
A Bíblia de Almeida fala em uma túnica de várias cores. A NVI diz que era uma túnica longa. A Bíblia de Jerusalém traz uma túnica adornada. Todas estão traduzindo a mesma palavra hebraica, que ninguém sabe ao certo o que significa.
O que os estudiosos concordam é que a túnica era uma roupa cara, comprida, de gente importante. Não era a roupa de quem ia trabalhar no campo com o rebanho. Era isso que deixava os irmãos com tanta raiva: aquela peça anunciava para todo mundo quem era o preferido.
Então contar “a túnica colorida” está errado? Não. Com crianças pequenas, a imagem colorida funciona muito bem e é a que aparece em todos os desenhos. A partir dos 8 anos, vale contar que a Bíblia não descreve as cores e deixar a criança imaginar do jeito dela.
São três ensinamentos que essa história deixa para as crianças:
Deus não fica para trás quando a gente sai de casa. José foi parar num poço, numa caravana, na casa de um estranho e numa prisão. Em todos esses lugares Deus continuou perto dele, mesmo quando nada parecia dar certo.
O que começou como maldade pode terminar em bem. Os irmãos venderam José por ciúme. Anos depois, foi justamente ele quem salvou a família da fome. José entendeu isso e disse com todas as letras que Deus tinha transformado aquela história.
Perdoar dentro de casa é a parte mais difícil. Brigar com irmão é fácil, perdoar é que custa. José tinha todo o poder do Egito na mão e escolheu abraçar em vez de se vingar, do mesmo jeito que o pai da parábola do filho pródigo recebeu o filho de volta.
Escolha três ou quatro, de acordo com a idade da criança e o tempo que você tem:
A história é longa, então funciona melhor dividida em duas partes: do poço até a prisão, e da prisão até o reencontro. Depois de contar, vale juntar com as nossas atividades bíblicas.
Você vai precisar de uma folha com o desenho de uma túnica simples, papel colorido ou revista velha e cola.
Cada criança rasga pedacinhos coloridos e cola dentro do desenho até a túnica ficar cheia de cores. Enquanto elas colam, você conta a primeira parte da história.
No fim, pergunte por que uma roupa tão bonita acabou causando tanto problema.
Você vai precisar de catorze fichas de papel: sete com uma vaca gorda desenhada e sete com uma vaca magra.
Esconda as fichas pela sala e peça que a turma encontre todas. Depois separem em dois montinhos, os sete anos de fartura e os sete anos de fome.
É a hora perfeita para explicar o conselho que José deu ao Faraó: guardar na época boa para ter na época difícil.
Se sobrar tempo, entregue papel e lápis de cor e peça que cada criança desenhe um sonho que gostaria de ver acontecer.
Guarde os desenhos numa caixa e combine de abrir todos juntos no fim do ano. José esperou anos até o sonho dele se cumprir, e essa espera faz parte da história.
Para orar junto com as crianças:
Querido Deus, obrigado por ficar perto do José mesmo quando tudo deu errado. Me ajuda a esperar com paciência e a perdoar quem me machucou, principalmente lá dentro de casa. Amém.
Versículo para memorizar: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem.” (Gênesis 50:20, NVI)
Se quiser continuar esse momento com a criança, temos outros devocionais para crianças curtinhos para o fim do dia.
Quantos irmãos José tinha? Onze irmãos e uma irmã, chamada Diná. José era o penúltimo filho de Jacó, e o irmão mais novo dele era Benjamim.
Por que os irmãos venderam José? Por ciúme. O pai tratava José como preferido e ainda deu a ele uma túnica especial. Os sonhos que José contou, em que os irmãos se curvavam diante dele, aumentaram a raiva.
Qual é a lição principal da história de José? Que Deus consegue transformar em bem aquilo que começou como maldade. O próprio José diz isso aos irmãos em Gênesis 50:20, e é por isso que ele escolhe perdoar em vez de se vingar.
A partir de que idade dá para contar a história de José? A partir dos 4 anos, com foco na túnica colorida e no reencontro feliz. Dos 6 aos 8 anos, ela funciona bem para falar de ciúme e perdão. Dos 9 aos 12, dá para conversar sobre injustiça e sobre esperar o tempo de Deus.
]]>A leitura leva cerca de 3 minutos. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família e para a aula de domingo, assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças. Logo depois da história você encontra o versículo, a lição, perguntas para conversar, ideias de atividade para a EBD e a resposta para aquela dúvida que todo mundo tem: qual era o tamanho de Golias?
Era uma vez, na terra de Israel, um jovem pastor chamado Davi. Ele era o caçula entre os filhos de Jessé, um menino de coração bondoso que passava os dias cuidando das ovelhas de sua família. Enquanto guiava o rebanho pelos campos verdejantes, gostava de tocar harpa e cantar canções para Deus.
Um dia, um grande perigo ameaçou seu povo. Um guerreiro gigante chamado Golias desafiou os exércitos de Israel, dizendo que ninguém era forte o bastante para derrotá-lo. Todos os dias, de manhã e de tarde, ele se plantava diante do exército israelita e gritava o mesmo desafio. Os soldados tremiam de medo, pois Golias era enorme e poderoso, e ninguém se atrevia a enfrentá-lo.
Três dos irmãos mais velhos de Davi estavam lutando naquela guerra. Um dia, Jessé pediu que Davi levasse pão, queijo e notícias até o acampamento. Assim que chegou lá, Davi ouviu Golias gritando seu desafio de novo e ficou indignado.
— Quem esse gigante pensa que é, para desafiar o exército do Deus vivo? — perguntou Davi aos soldados ao redor.
Eliabe, o irmão mais velho, ficou irritado com a pergunta.
— Volte para suas ovelhas, menino atrevido! Você só veio aqui para ver a batalha — disse ele, zangado.
Mas Davi não desistiu. Suas palavras chegaram até o rei Saul, e Davi foi chamado diante dele.
— Eu enfrentarei o gigante! — disse Davi, com firmeza. — Quando eu cuidava das ovelhas, um leão e um urso vieram atacar o rebanho. Deus me deu forças para vencer os dois. Ele também vai me ajudar contra Golias.
O rei Saul ficou surpreso com a coragem do jovem pastor, mas permitiu que ele tentasse. Ofereceu-lhe uma armadura pesada e uma grande espada, mas Davi recusou. Ele preferiu confiar em sua rapidez e habilidade. Pegou apenas seu estilingue e escolheu cinco pedras lisas de um riacho.
Com coragem, Davi caminhou até o campo de batalha. Golias riu ao ver um menino em sua frente.
— Você acha que pode me vencer com um pedaço de pau e algumas pedrinhas? — zombou o gigante. — Venha aqui, que darei sua carne aos pássaros e aos animais selvagens!
Mas Davi não se abalou.
— Você vem contra mim com espada e lança, mas eu venho em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, a quem você desafiou! — respondeu Davi, sem hesitar. — Hoje todos vão saber que existe um Deus em Israel!
Golias avançou furioso. Davi correu ao encontro dele, colocou uma pedra no estilingue, girou-o no ar e, com toda a sua força, lançou a pedra. Ela voou rapidamente pelo ar e acertou Golias bem na testa. O gigante tombou no chão, derrotado!
Quando os filisteus viram seu maior guerreiro caído, ficaram apavorados e fugiram correndo. O exército de Israel gritou de alegria e saiu em perseguição, e o povo comemorou a grande vitória por todo o caminho.
Davi, o pequeno pastor, tornou-se um grande herói aos olhos de todo o povo.
Com o tempo, Davi cresceu e se tornou um rei sábio e justo. Mas ele nunca esqueceu a lição daquele dia: a verdadeira força não vem do tamanho ou das armas, mas da fé e da coragem para enfrentar os desafios.
E assim, sua história nos ensina que, mesmo pequenos, podemos realizar grandes feitos quando acreditamos e confiamos em Deus.
Fim.
A história de Davi e Golias está no Antigo Testamento, no livro de 1 Samuel, capítulo 17. É um dos relatos mais lidos de toda a Bíblia.
O capítulo conta o duelo entre o jovem pastor e o gigante filisteu, e os capítulos seguintes de 1 Samuel mostram como Davi, depois desse dia, se tornou general do exército e, mais tarde, rei de Israel.
Guarde a referência: 1 Samuel 17. O momento da pedrada está em 1 Samuel 17:49, e a declaração de fé de Davi está em 1 Samuel 17:45.
A Bíblia diz que Golias tinha seis côvados e um palmo de altura, em 1 Samuel 17:4. Um côvado era mais ou menos a distância do cotovelo até a ponta dos dedos, o que dá uma altura perto de três metros.
Isso quer dizer que Golias era um gigante mesmo? Provavelmente ele era bem mais alto que um homem comum da época, mas as medidas antigas variavam de região para região, e existem versões um pouco diferentes do texto bíblico que apontam uma altura menor.
De um jeito ou de outro, o que a história quer mostrar não muda: Golias era grande e assustador demais para qualquer soldado enfrentar sozinho, e foi exatamente por isso que a vitória de Davi impressionou tanto.
São dois ensinamentos que essa história deixa para as crianças:
O tamanho do problema não é maior que o tamanho de Deus. Golias era gigante e experiente, e Davi era só um pastor. Ainda assim, a fé de Davi foi maior que o medo de todo um exército.
Coragem não é não sentir medo, é confiar mesmo com medo. Davi era jovem e sem experiência em batalhas, mas escolheu confiar no que já tinha vivido com Deus antes. É a mesma coragem que aparece na história de Daniel a confiar em Deus mesmo cercado pelos leões, que também precisou enfrentar um perigo enorme.
Escolha três ou quatro, de acordo com a idade da criança e o tempo que você tem:
Se você prepara a aula de domingo, vale juntar esta história com as nossas atividades bíblicas no momento seguinte. Mas comece por aqui.
Você vai precisar de cinco pedrinhas pequenas, ou bolinhas de papel amassado, e uma caneta.
Escreva em cada pedra uma palavra: fé, coragem, confiança, força e vitória. Mostre uma pedra de cada vez no momento em que Davi escolhe suas cinco pedras no riacho. No final, deixe as crianças segurarem as pedras e repetirem as palavras em voz alta.
Funciona bem de 4 a 9 anos e ajuda a fixar a lição de um jeito concreto.
Amasse folhas de jornal ou papel para formar uma silhueta grande de “gigante” no chão ou na parede, bem maior que as crianças.
Na hora do clímax da história, convide uma criança para “derrubar” o gigante de papel com uma bolinha de papel amassado, fazendo de conta que é o estilingue de Davi.
Se sobrar tempo, deixe as crianças desenharem seu próprio gigante: aquele medo ou desafio que elas querem enfrentar com a ajuda de Deus.
Para orar junto com as crianças:
Querido Deus, obrigado por estar comigo assim como esteve com Davi. Me ajuda a ter coragem quando eu sentir medo, e a lembrar que nenhum problema é grande demais para o Senhor. Amém.
Versículo para memorizar: 1 Samuel 17:45, em que Davi diz que vai contra Golias em nome do Senhor dos Exércitos.
Quantos anos Davi tinha quando enfrentou Golias? A Bíblia não diz a idade exata, mas descreve Davi como um jovem ainda sem experiência em batalhas, provavelmente um adolescente.
Quantas pedras Davi usou para vencer Golias? Ele escolheu cinco pedras lisas do riacho, mas usou apenas uma para derrubar o gigante, segundo 1 Samuel 17:49.
O que aconteceu com Golias depois da pedrada? Ele caiu ao chão, derrotado. Davi correu até ele, e os filisteus, ao verem seu guerreiro caído, fugiram apavorados.
A partir de que idade dá para contar a história de Davi e Golias? A partir dos 4 anos, com foco na coragem e no estilingue. Dos 7 aos 9, dá para explorar a fé de Davi. Dos 9 aos 12, vale conversar sobre enfrentar os próprios “gigantes”.
]]>A leitura leva cerca de 4 minutos. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família e para a aula de domingo, assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças. Logo depois da história você encontra o versículo, a lição, perguntas para conversar, ideias de atividade para a EBD e a resposta para aquela dúvida que todo mundo tem: o Mar Vermelho realmente se abriu?
Era uma vez um bebê hebreu que nasceu no Egito, em um tempo muito difícil.
O rei do Egito, chamado Faraó, estava com medo de que o povo hebreu ficasse mais forte do que os egípcios. Então ele fez uma lei muito cruel: todo bebê menino hebreu deveria ser jogado no rio.
Mas a mamãe de Moisés amava muito seu bebê e não queria perdê-lo. Por isso, ela escondeu Moisés por três meses. Cuidou dele em silêncio, com muito amor, e pediu a Deus que o protegesse.
Quando não dava mais para escondê-lo, ela fez um pequeno cesto com muito cuidado. Preparou tudo para que ele boiasse na água sem afundar, colocou um pano macio dentro e deitou Moisés ali.
Depois, levou o cestinho até o rio Nilo e o deixou boiando devagar entre as plantas altas, onde ninguém poderia vê-lo com facilidade.
O coração da mamãe estava apertado, mas Moisés não estava sozinho.
Sua irmã, Miriã, ficou por perto, escondida, olhando tudo de longe. Ela não foi embora. Ela ficou ali em silêncio, quietinha e corajosa, até que algo muito importante aconteceu.
Enquanto o cesto flutuava, a filha do Faraó apareceu para tomar banho no rio. Ela viu o bebê e ficou com pena.
— Que bebê lindo! — disse a princesa. — Vou chamá-lo de Moisés, porque o tirei da água.
E assim, Moisés foi criado no palácio como um príncipe egípcio.
Mas quando cresceu, ele descobriu que era hebreu, como o povo que estava sendo tratado com crueldade pelos egípcios. Um dia, viu um soldado maltratando um hebreu e, tentando ajudar, Moisés acabou ferindo o soldado. Com medo, ele fugiu para o deserto.
No deserto, Moisés virou pastor de ovelhas.
Um dia, algo incrível aconteceu. Ele viu uma árvore pegando fogo, mas ela não se queimava!
— Moisés — disse uma voz que vinha do fogo. — Eu sou Deus. Quero que você volte ao Egito e ajude meu povo a sair da escravidão.
Moisés ficou assustado, mas obedeceu.
Ele voltou ao Egito e foi falar com o Faraó:
— Deus quer que você deixe o povo hebreu ir embora.
Mas o Faraó respondeu:
— Não!
Então Deus mandou dez pragas ao Egito. A primeira foi transformar a água do rio em sangue. Depois vieram sapos, piolhos, moscas, doenças nos animais, feridas, granizo, gafanhotos, escuridão e, por fim, a mais triste de todas.
Depois disso, o Faraó finalmente disse:
— Podem ir!
Moisés então guiou o povo pelo deserto, mas logo chegaram ao Mar Vermelho. E agora? O exército do Faraó vinha atrás deles!
— Deus, o que fazemos? — perguntou Moisés.
Deus respondeu:
— Estenda sua mão sobre o mar.
Moisés obedeceu. Ele esticou o braço sobre a água, e o mar começou a se mexer. Aos poucos, formaram-se duas paredes enormes de água, uma de cada lado, e no meio surgiu um caminho de terra seca, lá no fundo do mar.
O povo atravessou correndo, levando as crianças no colo e as ovelhas pela mão. Quando o último hebreu pisou do outro lado, Moisés estendeu a mão de novo, e o mar se fechou, impedindo o exército do Faraó de alcançá-los.
— Estamos livres! — gritaram todos.
Mas a viagem continuava. No deserto, o povo ficou com fome e sede.
— Deus, temos fome! — disseram.
Deus mandou um pão especial chamado maná, e também fez sair água de uma rocha.
Depois, Moisés subiu no monte Sinai, onde Deus lhe deu as Dez Regras, os Dez Mandamentos, para ensinar o povo a viver com amor, respeito e bondade.
Eles estavam quase na Terra Prometida, mas ficaram com medo de entrar, e então Deus fez com que eles caminhassem no deserto por quarenta anos.
Durante todo esse tempo, Moisés cuidou do povo com fé e coragem. E quando chegou a hora, ele passou a missão para um novo líder, chamado Josué.
E assim termina a história de Moisés, o bebê salvo das águas, que se tornou um grande líder escolhido por Deus.
Fim.
A história de Moisés está no livro de Êxodo, o segundo livro do Antigo Testamento. Ele começa logo depois de onde a história de José do Egito termina, quando a família de Jacó já estava havia gerações morando no Egito.
Guarde a referência: o nascimento de Moisés está em Êxodo 2, a sarça ardente em Êxodo 3, as dez pragas em Êxodo 7 a 12, e a travessia do Mar Vermelho em Êxodo 14.
A Bíblia conta que sim, o mar se abriu de verdade, com paredes de água dos dois lados e um caminho seco no meio, em Êxodo 14.
Algumas pessoas tentam explicar o momento de um jeito mais científico, como um vento muito forte soprando por horas e empurrando a água para os lados. Outras preferem ler a cena exatamente como está escrita, como um milagre direto de Deus, sem precisar de uma explicação além dessa.
A Bíblia não entra em detalhes sobre o “como” aconteceu, só conta que aconteceu. Para a criança, o mais importante não é resolver esse mistério, e sim entender que Deus abriu um caminho bem no meio de uma situação que parecia impossível.
São duas lições que essa história deixa para as crianças:
Deus cuida da gente mesmo quando parece impossível. Um bebê sozinho, dentro de um cesto, no meio do rio, não tinha nenhuma chance de se salvar sozinho. Mas Deus tinha um plano, e usou até a filha do Faraó para cumpri-lo.
Coragem não é não sentir medo, é obedecer mesmo com medo. Moisés tremia na hora de falar com o Faraó e na hora de estender a mão sobre o mar. Mesmo assim, ele obedeceu. É a mesma coragem que aparece na história de Davi e Golias, quando um menino pequeno enfrenta um gigante enorme.
Escolha três ou quatro, de acordo com a idade da criança e o tempo que você tem:
Se você prepara a aula de domingo, vale juntar esta história com as nossas atividades bíblicas no momento seguinte. Mas comece por aqui.
Você vai precisar de uma caixinha pequena ou um cesto de vime, um pedaço de pano macio e um bonequinho de papel para representar o bebê.
Forre o cestinho com o pano antes da aula começar. Na hora certa da história, coloque o bonequinho dentro e faça ele “boiar” com a mão, balançando devagar. Quando a princesa encontra o bebê, tire o bonequinho e mostre para a turma.
Funciona bem de 3 a 8 anos.
Sem material nenhum, ou com uma fita crepe azul no chão dividindo a sala ao meio.
Combine com a turma: quando você disser “Moisés estendeu a mão”, todo mundo abre um caminho no meio e atravessa em fila, em silêncio, como se estivesse com pressa. Quando disser “o mar se fechou”, todos se abraçam do outro lado, aliviados.
É a mesma sensação de Jesus acalmando a tempestade, e as duas histórias combinam bem em aulas seguidas.
Diga o nome de uma praga (sapos, piolhos, gafanhotos) e deixe a turma imitar em silêncio, sem falar o nome. Quem adivinhar primeiro escolhe a próxima praga para mimicar.
Para orar junto com as crianças:
Querido Deus, obrigado por cuidar de mim assim como cuidou de Moisés desde bebê. Me ajuda a ter coragem para fazer o que é certo, mesmo quando eu estiver com medo. Amém.
Versículo para memorizar: Êxodo 14:14, que ensina que Deus luta pelo seu povo, e que por isso dá para ficar tranquilo até nos momentos mais assustadores. Vale a pena conhecer também os nossos outros devocionais para crianças para continuar essa conversa em casa.
Quanto tempo o povo de Israel ficou no deserto? Quarenta anos, segundo o livro de Êxodo e Números. Foi o tempo que levou até a geração que teve medo de entrar na Terra Prometida ser substituída por uma nova geração.
Quantas pragas Deus mandou ao Egito? Dez pragas ao todo, cada uma mostrando ao Faraó, aos poucos, que o Deus dos hebreus era mais poderoso do que os deuses egípcios.
Quem era Miriã? A irmã mais velha de Moisés. Foi ela quem ficou de olho no cesto boiando no rio, e quem teve a ideia de chamar a própria mãe de Moisés para cuidar dele depois que a princesa o encontrou.
A partir de que idade dá para contar a história de Moisés? A partir dos 3 anos, com foco no bebê no cesto e em Deus cuidando dele. Dos 6 aos 9 anos, ela funciona bem para ensinar coragem e obediência. Dos 9 aos 12, dá para explorar os Dez Mandamentos com mais profundidade.
]]>A leitura leva cerca de 3 minutos. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família e para a aula de domingo, assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças. Logo depois da história você encontra o versículo, a lição, perguntas para conversar, ideias de atividade para a EBD e a resposta para aquela dúvida que quase ninguém sabe: Daniel era um menino ou já era um velhinho?
Era uma vez um homem chamado Daniel. Ele era bondoso, corajoso e muito sábio. Amava seus amigos, sua família e, acima de tudo, amava a Deus. Todos os dias, sem falta, Daniel orava e seguia os ensinamentos do Senhor.
Daniel tinha vindo de muito longe. Quando ainda era menino, foi levado da sua terra, Israel, para viver em um reino estrangeiro. Cresceu ali, aprendeu a língua dali e trabalhou ali. Mas nunca esqueceu de casa.
Por isso, três vezes por dia, ele subia até um quartinho no alto da casa e abria a janela que dava para o lado de Jerusalém. Ajoelhava, agradecia a Deus e pedia ajuda.
Fazia isso de manhã, de tarde e de noite. Sem pressa e sem esconder de ninguém.
Naquela época, Daniel vivia em um grande reino governado pelo rei Dario. O rei gostava muito de Daniel porque ele era honesto e excelente em seu trabalho. Tanto que decidiu torná-lo um de seus conselheiros mais importantes.
No entanto, alguns dos outros conselheiros ficaram com inveja de Daniel e começaram a tramar um plano para prejudicá-lo.
Eles convenceram o rei a criar uma nova lei: por 30 dias, ninguém poderia orar a nenhum deus ou pessoa, somente ao rei. Quem desobedecesse essa lei seria jogado na cova dos leões famintos.
Os conselheiros conheciam muito bem um detalhe daquele reino. Quando o rei assinava uma lei, nem ele mesmo podia voltar atrás. Estava escrito, estava valendo.
Daniel soube do decreto, mas não deixou de orar. Três vezes ao dia, ele continuava a se ajoelhar e falar com Deus, assim como sempre fazia. Os invejosos logo o denunciaram ao rei.
— Ó rei, o Daniel não obedeceu à sua lei! — disseram eles. — Ele continua orando ao Deus dele, de janela aberta, três vezes por dia.
O rei Dario ficou muito triste ao ouvir isso, pois gostava de Daniel e sabia que ele era um homem bom. Passou o dia inteiro procurando um jeito de salvá-lo.
No entanto, ele não podia voltar atrás na sua própria lei. Assim, com o coração pesado, ordenou que Daniel fosse jogado na cova dos leões.
Antes que a pedra fosse colocada sobre a cova, o rei disse:
— Que o seu Deus, a quem você serve com tanta dedicação, o proteja!
Então uma pedra enorme foi rolada sobre a entrada. O rei marcou a pedra com o seu anel, para que ninguém pudesse mexer nela durante a noite.
Lá dentro estava tudo escuro. Daniel ouviu os leões se mexendo perto dele. Sentiu o cheiro quente do bafo deles e viu os olhos brilhando no escuro.
Mas nenhum leão chegou perto. Deus mandou um anjo, e o anjo fechou a boca de cada um deles.
Os leões deitaram no chão, quietinhos, como gatos enormes com muito sono. E foi bem ali, no meio deles, que Daniel passou uma das noites mais tranquilas da sua vida.
No palácio, o rei Dario não conseguiu dormir. Não quis jantar, não quis música e não quis conversa. Ficou andando de um lado para o outro, esperando o sol nascer.
Assim que o dia clareou, o rei correu até a cova e gritou:
— Daniel, servo do Deus vivo! O seu Deus foi capaz de salvá-lo dos leões?
Para sua surpresa e alegria, uma voz veio de dentro da cova:
— Sim, ó rei! Meu Deus enviou um anjo para fechar a boca dos leões, e eles não me machucaram!
O rei Dario ficou tão feliz que mandou tirar Daniel da cova imediatamente. Ele então decretou que, a partir daquele dia, todos no reino deveriam respeitar e adorar o Deus de Daniel, pois Ele era o verdadeiro Deus.
Quanto aos conselheiros invejosos, foram punidos por sua maldade e jogados na cova dos leões, onde não tiveram a mesma sorte de Daniel.
Daniel continuou fiel a Deus por toda a sua vida. Ele permaneceu como um sábio conselheiro do rei e ajudou a tornar o reino um lugar melhor. Sua coragem e fé foram lembradas por muitas gerações.
E assim termina a história de Daniel, o homem que confiou em Deus e foi salvo na cova dos leões.
Fim.
A história está no Antigo Testamento, no livro de Daniel, capítulo 6. O livro tem doze capítulos ao todo. Os seis primeiros contam episódios da vida de Daniel no palácio, e os outros seis contam sonhos e visões que ele teve.
Daniel viveu longe de casa, no mesmo império persa da história da coragem da rainha Ester, com aquela mesma regra curiosa: lei assinada por rei não podia mais ser mudada, nem pelo próprio rei.
Guarde a referência: Daniel, capítulo 6. O momento da cova está em Daniel 6:16, e a resposta de Daniel ao rei está em Daniel 6:22.
Quase toda ilustração mostra Daniel como um rapaz jovem e forte. A Bíblia sugere outra coisa.
Daniel foi levado de Israel ainda menino, no primeiro capítulo do livro. A cova acontece no capítulo 6, depois de vários reis terem passado pelo trono. Fazendo a conta desses anos todos, ele provavelmente já era um senhor de uns oitenta anos.
A Bíblia não diz a idade dele com todas as letras, então ninguém tem como afirmar isso com certeza. Mas a conta dos anos aponta para um homem bem mais velho do que os desenhos costumam mostrar.
E isso deixa a história ainda mais bonita. Daniel não foi corajoso uma vez só, quando era jovem. Ele passou a vida inteira orando de janela aberta, e continuou assim quando já tinha cabelo branco e podia perder tudo por causa disso.
São três ensinamentos que essa história deixa para as crianças:
Coragem não é deixar de sentir medo. Daniel sabia muito bem o que tinha dentro daquela cova, e continuou orando assim mesmo. É a mesma coragem de Davi enfrentando o gigante Golias com um estilingue na mão.
Fazer o certo continua sendo certo quando ninguém está olhando. Daniel podia ter fechado a janela e orado escondido por trinta dias. Ninguém ficaria sabendo. Ele não fechou.
Deus cuida da gente dentro do problema, não só tirando a gente dele. Daniel entrou na cova, passou a noite lá e saiu inteiro. Não ficou sozinho um minuto sequer.
Escolha três ou quatro, de acordo com a idade da criança e o tempo que você tem:
Se você prepara a aula de domingo, vale juntar esta história com as nossas atividades bíblicas no momento seguinte. Mas comece por aqui.
Você vai precisar de uma caixa de sapato com tampa, papel pardo, canetinha e um bonequinho de papel.
Forre o fundo da caixa e desenhe os leões deitados. Faça um Daniel de papel. Durante a história, coloque o boneco lá dentro e tampe a caixa na hora da pedra. Deixe fechado enquanto você conta a noite sem sono do rei, e abra só quando o sol nascer.
O momento de tirar a tampa é o que as crianças mais esperam. Funciona muito bem de 3 a 7 anos.
Você vai precisar de pratos de papel, tinta ou giz de cera amarelo e marrom, tesoura sem ponta e barbante.
Recorte o centro do prato antes da aula e peça que cada criança pinte a juba em volta. Enquanto elas pintam, converse sobre o que os leões fizeram quando Daniel desceu na cova.
No fim, cada criança leva a máscara para casa e conta a história para a família. Vira lembrancinha e revisão ao mesmo tempo.
Se sobrar tempo no fim da aula. Não precisa de material nenhum.
Combine com a turma um gesto simples para manhã, tarde e noite. Você fala a hora do dia em ordem trocada e todos fazem o gesto e dizem uma frase curta de agradecimento.
Em dois minutos as crianças entendem, com o próprio corpo, o que era orar três vezes por dia sem falhar nenhuma.
Para orar junto com as crianças, no mesmo espírito dos nossos devocionais para crianças:
Querido Deus, obrigado por ficar com o Daniel a noite inteira. Me ajuda a fazer o certo mesmo quando bate medo, e a lembrar que você está comigo até dentro do problema. Amém.
Versículo para memorizar: “O meu Deus enviou o seu anjo, que fechou a boca dos leões.” (Daniel 6:22, NVI)
Por que Daniel foi jogado na cova dos leões? Porque continuou orando a Deus depois que o rei assinou uma lei proibindo isso por trinta dias. A lei foi armada por conselheiros invejosos, que sabiam que Daniel jamais deixaria de orar.
Quanto tempo Daniel ficou na cova dos leões? Uma noite inteira. Ele desceu no fim da tarde e foi retirado logo depois do nascer do sol, quando o rei correu até a cova para chamá-lo.
Por que os leões não atacaram Daniel? Segundo o que o próprio Daniel respondeu ao rei, Deus enviou um anjo que fechou a boca dos leões. A Bíblia não diz quantos leões havia na cova, só que nenhum encostou nele.
A partir de que idade dá para contar a história de Daniel? A partir dos 3 anos, com foco nos leões quietinhos e em Deus cuidando de Daniel. Dos 6 aos 9 anos, ela funciona bem para falar de coragem. Dos 10 aos 12, dá para conversar sobre a pressão de fazer o que todo mundo está fazendo.
]]>A leitura leva cerca de 5 minutos. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família e para a aula de domingo, assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças. Logo depois da história você encontra o versículo, a lição, perguntas para conversar, ideias de atividade para a EBD e a resposta para aquela dúvida que todo mundo tem: por que o nome de Deus não aparece nessa história?
Era uma vez, no Reino da Pérsia, um rei chamado Assuero.
O rei Assuero adorava fazer festas grandiosas e convidava muitos de seus súditos para celebrar com ele. Um dia, ele decidiu fazer a maior festa de todas. A celebração durou vários dias e pessoas de todo o reino vieram para se juntar à festa.
O rei chamou sua esposa, a rainha Vasti, para vir à festa, mas ela se recusou. Isso deixou o rei muito envergonhado diante de todos os seus súditos.
— Vasti, venha até a minha festa! — ordenou o rei Assuero.
— Não irei, não posso — respondeu a rainha.
O rei ficou triste e irritado, e decidiu procurar uma nova rainha para o palácio.
No reino de Assuero, morava um homem sábio e bondoso chamado Mardoqueu, que cuidava de sua jovem prima, Ester, pois ela não tinha pais. Ester era uma jovem linda e muito gentil, com um sorriso que iluminava qualquer ambiente. Sua beleza e bondade chamaram a atenção do rei, e com o tempo, ela se tornou a nova rainha.
— Ester, você é a mais especial de todas as mulheres do reino! — disse o rei Assuero com um sorriso ao vê-la pela primeira vez.
Mas Ester guardava um segredo. Ela era judia, e o seu povo tinha vindo de muito longe para viver na Pérsia. Mardoqueu pediu que ela não contasse isso a ninguém do palácio, e Ester obedeceu.
No palácio, havia um homem perverso chamado Hamã, que trabalhava para o rei. Hamã odiava o primo de Ester, Mardoqueu, porque ele se recusava a se curvar diante dele.
— Você não vai se curvar diante de mim? — perguntou Hamã, furioso.
— Não me curvo diante de ninguém, a não ser diante de Deus — respondeu Mardoqueu, calmamente.
Isso deixou Hamã ainda mais furioso, e ele planejou se livrar de todos os judeus do reino, incluindo Mardoqueu e Ester.
Hamã conseguiu enganar o rei e fazer com que ele assinasse uma lei que prejudicaria o povo judeu. Quando Mardoqueu soube dessa lei, ele contou a Ester sobre o plano e pediu que ela fosse até o rei para tentar salvar seu povo.
— Ester, você precisa ir ao rei! Ele pode nos salvar! — disse Mardoqueu, preocupado.
— Mas eu tenho medo. Ninguém pode falar com o rei sem ser chamado — respondeu Ester.
Então Mardoqueu mandou o recado mais importante de toda essa história:
— Quem sabe você não se tornou rainha exatamente para um momento como este?
Ester ficou um tempo pensando naquelas palavras. Ela sabia que ir até o rei sem ser chamada era muito perigoso, mas sabia também que precisava ser corajosa pelo bem do seu povo.
— Se for necessário, vou até o rei — disse Ester, decidida.
Ela pediu para que todos os judeus orassem e jejuassem por três dias, e Ester fez o mesmo.
— Vamos orar juntos. Que Deus nos proteja! — pediu Ester a todos.
Após três dias, Ester se vestiu com suas roupas mais bonitas e foi até o rei. Quando o rei Assuero a viu, sorriu e estendeu seu cetro dourado. Isso significava que ela estava bem-vinda.
— Ester, o que você deseja? — perguntou o rei Assuero.
— Eu gostaria de convidar você e Hamã para um banquete, ó rei — respondeu Ester, com um sorriso suave.
Durante o banquete, o rei perguntou novamente o que ela queria.
— Ester, qual é o seu pedido? — perguntou Assuero, curioso.
— Eu gostaria de convidar o senhor e Hamã para outro banquete amanhã, ó rei — respondeu Ester, com sabedoria.
Naquela noite, Hamã armou um plano para se livrar de Mardoqueu de uma vez por todas. Enquanto isso, dentro do palácio, o rei não conseguia dormir e pediu que lessem para ele os registros do reino.
— Leiam os registros para mim, por favor — pediu o rei.
Foi então que ele descobriu que Mardoqueu já havia salvado sua vida no passado, ao impedir uma conspiração contra ele.
— Mardoqueu me salvou! Como nunca o recompensamos? — exclamou o rei Assuero, surpreso.
Na manhã seguinte, antes do segundo banquete, o rei chamou Hamã e perguntou o que deveria ser feito para honrar alguém que tivesse agradado o rei.
— O que deve ser feito a um homem que agradou ao rei? — perguntou Assuero.
— Ele deve ser coroado e receber uma grande celebração! — sugeriu Hamã, pensando que o rei falava dele.
Quando o rei revelou que queria honrar Mardoqueu, Hamã ficou horrorizado.
— Não pode ser! — disse Hamã, atônito.
Durante o segundo banquete, a rainha Ester finalmente contou ao rei quem ela era e o que Hamã estava planejando.
— Ó rei, Hamã quer destruir os judeus, incluindo a mim e ao meu povo! — disse Ester, com coragem.
O rei ficou furioso ao descobrir a maldade de Hamã. O plano acabou se voltando contra quem o armou, e Hamã perdeu tudo o que tinha no palácio.
— Hamã não fará mal a ninguém! — declarou o rei Assuero com firmeza.
O rei então criou uma nova lei para proteger os judeus e honrou Mardoqueu por sua bravura.
— Mardoqueu, você será honrado por sua coragem! — anunciou o rei Assuero.
Os judeus de todo o reino comemoraram por dias e dias. E até hoje eles lembram daquela vitória com uma festa cheia de barulho, comida e alegria.
E Ester, a menina órfã que se tornou rainha, ficou conhecida para sempre como a mulher que teve coragem na hora certa.
Fim.
A história de Ester está no Antigo Testamento, no livro que leva o nome dela. São dez capítulos, e dá para ler tudo com calma em cerca de meia hora.
Tudo acontece na Pérsia, longe de Israel. O povo judeu vivia ali havia anos, depois de ter sido levado para longe de casa. É o mesmo império de Daniel, que enfrentou a cova dos leões.
Guarde a referência: Ester, capítulos 1 a 10. O momento mais importante está em Ester 4:14.
Porque o livro de Ester é o único da Bíblia que não escreve o nome de Deus nenhuma vez. Nem uma. Isso costuma surpreender quem vai conferir.
Mas repare no que acontece. Ester chega ao palácio bem antes de o perigo aparecer. O rei não consegue dormir justo na noite certa. O plano de Hamã se volta contra quem o armou. Nada disso tem cara de coincidência.
Os estudiosos explicam de jeitos diferentes. Uns dizem que foi de propósito, para mostrar que Deus cuida do seu povo mesmo quando ninguém está vendo. Outros lembram que os judeus viviam em um país estrangeiro e precisavam ter cuidado com o que escreviam.
Para a criança, a ideia mais simples é essa: às vezes Deus age sem aparecer, como quem prepara tudo por trás da cortina.
São três ensinamentos que essa história deixa para as crianças:
Ter medo não é o contrário de ter coragem. Ester estava com medo e foi mesmo assim. Coragem é fazer o certo com o coração batendo forte, a mesma que Davi teve diante de Golias.
Você pode estar exatamente onde precisa estar. Mardoqueu ensinou a Ester que o lugar dela tinha um propósito. O lugar de cada criança também tem.
Quem tem voz precisa falar por quem não tem. Ester estava segura dentro do palácio e poderia ter ficado calada. Ela escolheu falar. Para uma criança, isso é defender o colega que está sendo deixado de lado.
Escolha três ou quatro, de acordo com a idade da criança:
Essa história rende muito na aula de domingo porque tem fantasia, barulho e reviravolta. Vale juntar com as nossas atividades bíblicas no momento seguinte.
Você vai precisar de cartolina amarela, papel laminado dourado, tesoura sem ponta e um tubo de papel toalha.
Faça a coroa para quem vai ser a Ester e o cetro enrolando o laminado no tubo. Sente outra criança na cadeira do rei, com o cetro na mão. As demais se aproximam uma de cada vez e só podem chegar perto quando o cetro é estendido.
Funciona bem de 5 a 9 anos e explica sozinha o risco que Ester correu.
Você vai precisar de copinhos de plástico, um punhado de feijão e fita adesiva.
Ponha o feijão em um copo, tampe com outro virado de boca para baixo e feche com fita. Combine a regra antes de começar: toda vez que o nome de Hamã aparecer na história, todo mundo chacoalha e faz barulho.
É o que as crianças judias fazem até hoje na festa de Purim. Depois disso, ninguém esquece quem era o Hamã.
Se sobrar tempo, peça um convite de banquete, escrito ou desenhado, para alguém que precisa de coragem nesta semana.
Para orar junto com as crianças:
Querido Deus, obrigado por cuidar de mim mesmo quando eu não estou vendo. Me dá a coragem da Ester para fazer o que é certo, e me ajuda a defender quem precisa. Amém.
Versículo para memorizar: Ester 4:14, quando Mardoqueu diz que talvez Ester tenha se tornado rainha “para um momento como este” (Ester 4:14, NVI).
Para mais momentos assim em casa, veja os nossos devocionais para crianças.
Quem foi a rainha Ester? Ester foi uma jovem judia que se tornou rainha da Pérsia e salvou o seu povo. Ela era órfã, foi criada pelo primo Mardoqueu, e o nome dela em hebraico era Hadassa.
Por que Ester escondia que era judia? Porque Mardoqueu pediu que ela guardasse segredo ao entrar no palácio. Os judeus viviam longe da terra deles e nem sempre eram bem-vistos, então contar poderia ser perigoso.
O que é a festa de Purim? É a festa que os judeus celebram até hoje para lembrar o dia em que foram salvos na história de Ester. Tem comida, fantasia e muito barulho, e o livro de Ester é lido em voz alta.
A partir de que idade dá para contar a história de Ester? A partir dos 4 anos, com foco no palácio, na coroa e na coragem. Dos 6 aos 9 anos, ela funciona bem para falar de fazer o certo mesmo com medo. Dos 10 aos 12, dá para conversar sobre o nome de Deus não aparecer no livro.
]]>A leitura leva cerca de 4 minutos. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família e para a aula de domingo, assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças. Logo depois da história você encontra o versículo, a lição, perguntas para conversar, ideias de atividade para a EBD e a resposta para aquela dúvida que todo mundo tem: como é que todos aqueles animais couberam lá dentro?
Era uma vez um homem chamado Noé. Ele era um homem bom e justo, sempre fazendo o que era certo, e isso agradava a Deus.
Mas nem todo mundo no mundo era como Noé. As pessoas estavam agindo de maneira muito má e não cuidavam da Terra. Então, Deus decidiu fazer algo a respeito.
— Noé, quero que construa uma grande arca — disse Deus. — Ela vai ser uma espécie de barco enorme, onde você, sua família e dois de cada tipo de animal estarão seguros. Pois vou enviar uma grande chuva para limpar a Terra e, assim, o mundo ficará melhor.
Noé ouviu com atenção e começou a trabalhar. Ele e sua família passaram muitos anos construindo a arca, com muito esforço e dedicação.
Eles fizeram a arca bem forte, do jeitinho que Deus pediu. Também guardaram bastante comida, para que todos tivessem o que comer durante a grande chuva.
Enquanto isso, os vizinhos passavam por ali e davam risada.
— Um barco desse tamanho, tão longe do mar? — gritavam eles. — Você perdeu o juízo, Noé!
Noé não respondia. Ele só pegava outra tábua e continuava martelando.
Quando a arca ficou pronta, os animais começaram a chegar. Vinham de dois em dois, numa fila que parecia não ter fim.
Elefantes pisando pesado, girafas abaixando o pescoço para caber na porta, formiguinhas quase invisíveis no meio da rampa. Cada um foi entrando e encontrando o seu lugar.
Noé e sua família entraram por último. E então Deus fechou a porta da arca.
Logo depois, começou a chover. E choveu, choveu e choveu por quarenta dias e quarenta noites.
A água subiu e cobriu o mundo inteiro, mas a arca flutuava nas águas e mantinha todos secos e seguros.
Lá dentro era barulhento. Chuva batendo no teto, macaco gritando, leão roncando, e o chão balançando o tempo todo.
— Pai, quando isso vai parar? — perguntou um dos filhos de Noé.
— Eu não sei — respondeu Noé. — Mas Deus sabe. E Ele não esqueceu da gente.
Dentro da arca, Noé e sua família cuidavam bem dos animais e confiavam que Deus os protegeria. E esperavam pacientemente que a chuva parasse.
Um dia, o barulho da chuva sumiu. Depois de muito tempo boiando, a arca parou em cima de uma montanha bem alta, chamada Ararate.
Noé abriu a janelinha e soltou um corvo. O corvo ficou voando de um lado para o outro e não trouxe notícia nenhuma.
Então Noé soltou uma pomba. Ela voltou rapidinho, porque não achou nem um pedacinho de terra seca para pousar.
Sete dias depois, Noé soltou a pomba de novo. Dessa vez ela voltou com uma folha de oliveira no bico, o que significava que havia terra seca por perto.
Noé e sua família ficaram muito felizes, sabendo que a espera estava quase no fim.
Mais sete dias, e Noé soltou a pomba pela última vez. Ela não voltou mais. Tinha achado um lugar para morar.
Quando Deus disse que já era hora de sair da arca, Noé e sua família abriram as portas e saíram para a terra seca, junto com os animais. Todos estavam muito felizes e agradecidos a Deus por terem sido salvos.
A primeira coisa que Noé fez, com os pés no chão firme, foi parar e agradecer.
— Obrigado por cuidar de nós — disse ele.
Deus então fez uma promessa a Noé, dizendo que nunca mais enviaria uma grande inundação como aquela. Como sinal dessa promessa, Deus colocou um lindo arco-íris no céu.
E desde então, sempre que chove e um arco-íris aparece, as pessoas lembram do amor e da fidelidade de Deus.
A história da arca está no Antigo Testamento, no livro de Gênesis, do capítulo 6 ao 9. Os quatro capítulos contam tudo em ordem: o pedido de Deus e a construção da arca, a entrada dos animais, a longa espera dentro do barco e a saída em terra seca.
Noé aparece bem no comecinho da Bíblia, poucas páginas depois do que aconteceu com Adão e Eva no jardim do Éden.
Guarde a referência: Gênesis, capítulos 6 a 9. A ordem de construir a arca está em Gênesis 6:14, e o arco-íris da promessa aparece em Gênesis 9:13.
A Bíblia dá o tamanho da arca em Gênesis 6:15, usando uma medida antiga chamada côvado. Convertendo para hoje, a arca teria mais ou menos 135 metros de comprimento. É bem maior que um campo de futebol.
Ela também tinha três andares, um em cima do outro. Isso dá muito espaço, mesmo para bichos grandes.
Outra coisa ajuda na conta. O texto fala em tipos de animais, e não em cada raça separada. Um casal de cachorros, por exemplo, já daria conta de todos os cachorros do mundo.
Ainda assim, tem gente que lê essa parte como um relato exato e gente que lê como uma história de fé sobre o cuidado de Deus. As duas leituras ensinam a mesma coisa para a criança: ninguém ficou de fora.
São três ensinamentos que essa história deixa para as crianças:
Obedecer vale a pena, mesmo quando ninguém entende. Noé passou anos construindo um barco enorme longe do mar, ouvindo risada dos vizinhos. Ele continuou porque confiava em quem tinha pedido. É bem o contrário do que fez Jonas, que tentou fugir de um pedido de Deus e acabou dentro de um peixe.
Esperar também é uma forma de confiar. A parte mais difícil não foi construir a arca. Foi ficar lá dentro, no escuro e no balanço, sem saber quando aquilo ia acabar.
Deus cumpre o que promete. O arco-íris não é enfeite do céu. É um lembrete de que a promessa continua de pé.
Escolha três ou quatro, de acordo com a idade da criança e o tempo que você tem:
Se você prepara a aula de domingo, vale juntar esta história com as nossas atividades bíblicas no momento seguinte. Mas comece por aqui.
Você vai precisar de uma caixa de papelão grande, canetinha e os bichinhos de brinquedo que as crianças trouxerem de casa.
Desenhe a rampa e a porta na lateral da caixa. Durante a história, cada criança coloca o seu bichinho dentro da arca na hora certa, sempre em dupla. Quando a chuva começar, feche a porta na frente de todo mundo.
Funciona muito bem de 3 a 6 anos, e o pedido de “de novo” é garantido.
Sem material nenhum. Combine com a turma: quando você disser que a chuva começou, todos batem os dedos na mesa devagar, depois mais rápido, depois com as mãos inteiras.
Deixe o barulho durar até virar quase incômodo. Aí você levanta a mão e todos param de uma vez. O silêncio explica sozinho o alívio de Noé.
Se sobrar tempo. Cada criança pinta uma tira de papel de uma cor e cola na parede, montando um arco-íris com a turma inteira. Enquanto colam, pergunte que promessa cada uma quer lembrar.
Para orar junto com as crianças, aqui ou em um dos nossos devocionais para crianças:
Querido Deus, obrigado por cuidar do Noé, dos bichos e de toda a família dele. Me ajuda a obedecer mesmo quando ninguém entende, e a esperar sem ficar com medo. E quando eu ver um arco-íris, me faz lembrar que você cumpre o que promete. Amém.
Versículo para memorizar: “Noé fez tudo exatamente como Deus lhe havia ordenado.” (Gênesis 6:22, NVI)
Quanto tempo durou o dilúvio? A chuva caiu por quarenta dias e quarenta noites, mas Noé ficou dentro da arca por mais de um ano. As águas levaram meses para baixar até a terra ficar seca de novo.
Quantos animais entraram na arca? A Bíblia não dá um número. Fala em pelo menos um casal de cada tipo de animal, e em sete pares de alguns deles, segundo Gênesis 7:2.
A arca de Noé existiu de verdade? Não existe até hoje nenhuma descoberta arqueológica aceita que comprove a arca. Histórias de uma grande inundação aparecem em vários povos antigos, e algumas expedições já procuraram vestígios na região do monte Ararate, sem resultado confirmado.
A partir de que idade dá para contar a história da arca de Noé? A partir dos 2 ou 3 anos, com foco nos animais, na chuva e no arco-íris. Dos 6 aos 8 anos, ela funciona bem para falar de obediência e de espera. Dos 9 aos 12, dá para conversar também sobre a parte triste da história e sobre o que a promessa de Deus significa.
]]>Tem também o sol e a lua acendendo pela primeira vez, bichos de todo tamanho e, no fim, as primeiras pessoas.
A leitura leva cerca de 4 minutos. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família e para a aula de domingo. Assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças.
Logo depois da história você encontra onde ela está na Bíblia, a lição e perguntas para conversar. Tem também ideias de atividade para a EBD e uma oração com versículo para memorizar. E a resposta para aquela dúvida que todo mundo tem: afinal, quantos dias Deus levou pra criar o mundo?
No começo de tudo, não havia terra, céu, mar ou nenhum bicho andando por aí. Só existia um silêncio enorme e uma escuridão que cobria tudo. Foi então que Deus falou, e Sua voz mudou o mundo para sempre:
— Que haja luz!
E, na mesma hora, a luz apareceu! Ela afastou a escuridão pra bem longe e mostrou um espaço imenso, cheio de possibilidades. Deus olhou pra aquilo e sorriu.
— Isso é muito bom! — disse Ele. — A partir de agora, quando estiver claro, vamos chamar de “dia”, e quando estiver escuro, vamos chamar de “noite”.
A noite chegou, depois o dia voltou, e assim terminou o primeiro dia.
No segundo dia, Deus olhou pro espaço vazio ao redor e decidiu organizar as águas. Separou as que ficavam lá em cima das que ficavam aqui embaixo, e no meio delas colocou um céu enorme e azul. Deu um passo para trás pra admirar o que tinha feito.
— Isso também é muito bom! — disse Deus, e o segundo dia chegou ao fim.
No terceiro dia, Deus olhou pra terra, que ainda estava toda molhada e sem forma, e pensou que era hora de dar um jeito nela. Juntou toda a água em um lugar só, formando os mares, e deixou a terra seca aparecer. Depois, fez nascer as primeiras plantas: dentes-de-leão amarelinhos, narcisos brancos, gramados verdes e árvores tão altas que pareciam tocar o céu. Cada planta trazia sua própria semente, pra que a vida continuasse se espalhando sozinha.
— Está ficando ótimo! — disse Deus, orgulhoso, e assim terminou o terceiro dia.
No quarto dia, Deus percebeu que faltava alguma coisa: o dia precisava de mais brilho, e a noite estava escura demais. Então Ele criou o sol, redondo e quente, pra iluminar o céu durante o dia. E criou a lua e milhares de estrelinhas para brilharem durante a noite. Colocou tudo isso no céu com cuidado, como quem pendura enfeites em uma árvore.
— Está indo muito bem — disse Deus, satisfeito com o resultado.
No quinto dia, Deus voltou Sua atenção pras águas que tinha separado.
— Quero que essas águas se encham de vida! — Ele disse.
E, assim que falou, milhões de peixinhos coloridos começaram a nadar nas águas rasas, enquanto peixes enormes deslizavam nas profundezas dos oceanos. No mesmo instante, os primeiros pássaros abriram as asas e voaram pelo céu pela primeira vez.
— Ah, isso é muito bom! — disse Deus, vendo o mundo ganhar tanto movimento e cor.
A noite caiu sobre as águas, e assim terminou o quinto dia.
O sexto dia foi o mais especial de todos. Deus criou os animais que viveriam na terra: leões de juba forte, tigres listrados, ursos peludos, coelhinhos saltitantes, ovelhas macias e vacas mansas. Fez de tudo um pouco — desde as formigas mais minúsculas até as zebras mais rápidas — e cada bicho ganhou seu próprio jeito de viver no mundo.
Mas Deus ainda sentia que faltava algo. Então, com todo o cuidado, Ele criou o ser humano: alguém à Sua própria imagem, feito para cuidar de tudo o que tinha sido criado até ali e para viver em amizade com Ele. Deus olhou ao redor — o céu, o mar, a terra, as plantas, os animais e agora as pessoas — e ficou muito feliz com tudo o que tinha feito.
Depois de seis dias de trabalho, o universo inteiro estava completo. E foi assim, com carinho e sabedoria, que aconteceu a criação do mundo.
No sétimo dia, Deus descansou. Ele não fez nada de novo — apenas parou, olhou pra tudo o que tinha criado e se maravilhou. E, até hoje, esse dia especial nos lembra que descansar também faz parte de uma vida boa.
A história da criação do mundo está no livro de Gênesis, o primeiro livro da Bíblia. Gênesis 1 conta os sete dias da criação, um por um, até o momento em que Deus descansa.
Já Gênesis 2 volta com mais detalhes sobre a criação do ser humano. Ele apresenta Adão e Eva no Jardim do Éden, o casal que Deus colocou para viver e cuidar daquele lugar.
A criação do mundo ensina que tudo o que existe tem um propósito. Da menor formiguinha até a estrela mais distante, nada foi feito por acaso.
Ela também mostra que Deus se importa com cada detalhe. Ele separa a luz da escuridão com cuidado, escolhe onde cada planta vai crescer e dá um lugar certo pra cada bicho. E, quando cria as pessoas, faz isso com um carinho especial. Entrega a elas a missão de cuidar de tudo o que foi criado.
Por isso, cuidar da natureza, dos animais e uns dos outros é uma forma bonita de cuidar do que Deus criou. Foi esse mesmo cuidado que, mais tarde, levou Noé a proteger os animais dentro da arca.
Depois de ler a história com a criança, aproveite o momento para conversar com essas perguntas:
Para tornar a aula ainda mais divertida, vale sair da história e colocar a turma pra participar. Aqui vão duas ideias fáceis de aplicar.
Divida a turma em grupos e peça que cada um desenhe ou recorte de revistas uma cena de um dos dias da criação. No final, montem juntos um painel na ordem certa, do primeiro ao sétimo dia, e deixem exposto na sala.
Reúna objetos com texturas diferentes, como uma pena, uma pedrinha, uma folha e um pedaço de algodão. Cada objeto pode representar uma parte da criação: pássaros, terra, plantas e nuvens. Deixe as crianças, de olhos fechados, tentarem adivinhar o que cada objeto representa.
Se sobrar tempo, encerrem com a brincadeira “Adivinhe o que Deus criou”. Uma criança imita um bicho ou elemento da natureza e as outras tentam adivinhar em qual dia ele foi feito. Para mais ideias assim, veja nossas outras atividades bíblicas para usar em sala.
Versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” (Gênesis 1:1)
Oração: Deus, obrigado por ter criado um mundo tão bonito pra gente viver. Obrigado pelo céu, pelo sol, pelos animais e pelas pessoas que eu amo. Me ajuda a cuidar de tudo isso com carinho, do jeitinho que o Senhor cuidou de cada detalhe quando criou o mundo. Amém.
Se a sua família gosta desse momento de oração, vale espiar também os nossos devocionais para crianças.
Quantos dias Deus levou para criar o mundo? Deus levou seis dias para criar tudo o que existe. A luz, o céu, a terra, os mares, as plantas, o sol, a lua, as estrelas, os animais e as pessoas. No sétimo dia, Ele descansou.
O que Deus criou em cada um dos 7 dias? No 1º dia, a luz. No 2º, o céu. No 3º, a terra, os mares e as plantas. No 4º, o sol, a lua e as estrelas. No 5º, os peixes e os pássaros. No 6º, os animais terrestres e as pessoas. No 7º, Deus descansou.
Os animais foram criados antes ou depois das pessoas? Os animais foram criados primeiro, ainda no sexto dia. As pessoas foram a última coisa que Deus criou, como o toque final de tudo o que Ele tinha feito.
Por que Deus descansou no sétimo dia? Não foi porque Deus estava cansado. Foi para mostrar que descansar e aproveitar o que foi feito também é importante, e para separar aquele dia como um dia especial.
]]>A leitura leva cerca de 5 minutos. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família, para a semana de Natal e para a aula de domingo, assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças. Logo depois da história você encontra onde ela está na Bíblia, a lição, perguntas para conversar, ideias de brincadeira para a EBD e a resposta para aquela dúvida que todo mundo tem: Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro?
Faz muito tempo, numa cidadezinha chamada Nazaré, morava uma moça chamada Maria. Ela era simples e tinha um coração bom.
Um dia, uma luz encheu o quarto dela. Era um anjo!
— Não tenha medo, Maria — disse o anjo. — Deus gosta muito de você. Você vai ter um bebê, e ele vai se chamar Jesus. Ele é o Filho de Deus.
Maria respirou fundo. Não entendia tudo, mas confiava em Deus.
— Que aconteça como Deus quiser — respondeu bem baixinho.
Maria ia se casar com José, um carpinteiro que fazia mesas e cadeiras de madeira. Ele também sonhou com um anjo naquela semana.
— Cuide bem de Maria — disse o anjo no sonho. — Esse menino veio de Deus.
José acordou com o coração leve.
— Vamos ficar juntos — ele disse. — Eu cuido de vocês dois.
Foi quando o rei mandou que todo mundo voltasse para a cidade da sua família, para escrever o nome numa lista bem comprida. A família de José era de Belém, e Belém ficava longe. Muito longe!
Eles foram andando devagarinho. José puxava o jumentinho, Maria ia montada, com a mãozinha na barriga.
— Está cansada? — perguntava José.
— Um pouquinho — dizia Maria. — Mas estou feliz.
Quando chegaram em Belém, a cidade estava cheia de gente. Cheia mesmo! José bateu numa porta, depois em outra, e em mais outra.
— Sinto muito, não tem lugar.
— Não tem lugar…
— Não tem lugar…
Até que um homem olhou para Maria e teve pena.
— Só tenho o lugar onde os animais dormem. Mas é quentinho.
— Nós queremos — disse José. — Muito obrigado.
E foi assim, num lugar simples, cheirando a feno, com uma vaquinha e umas ovelhinhas olhando curiosas, que o bebê nasceu naquela noite.
Maria enrolou ele num paninho e deitou ele na manjedoura, que é a caixinha de madeira onde os animais comem. O Rei do mundo inteiro nasceu ali: sem palácio, sem coroa, sem cama macia.
José chegou pertinho e falou baixinho, para não acordar o menino:
— Oi, Jesus. Bem-vindo.
Longe dali, uns pastores tomavam conta das ovelhas no escuro. De repente, o céu ficou todo iluminado e um anjo apareceu bem na frente deles. Os pastores levaram um susto enorme e se abraçaram, tremendo.
— Não tenham medo! — disse o anjo. — Eu trouxe uma notícia muito boa! Hoje, em Belém, nasceu o Salvador. Vocês vão encontrar ele deitadinho numa manjedoura.
Aí o céu se encheu de anjos cantando: “Glória a Deus! Paz na Terra!”
Quando tudo ficou quieto de novo, os pastores se olharam.
— Vamos lá ver?
— Vamos agora!
E saíram correndo pelo escuro, tropeçando e rindo, até chegarem em Belém. Entraram na pontinha do pé, tiraram os chapéus e ficaram olhando o bebê. Depois saíram contando para todo mundo que encontravam:
— Ele nasceu! Ele nasceu mesmo!
Bem longe, em outra terra, uns homens sábios estudavam o céu todas as noites. Eles viram uma estrela nova, diferente, brilhante.
— Essa estrela quer dizer que nasceu um Rei. Vamos encontrar ele!
Viajaram muitos dias seguindo a estrela, até ela parar bem em cima do lugar onde Jesus estava. Entraram, se ajoelharam no chão e abriram os presentes que tinham trazido: ouro, incenso e mirra, presentes que só se davam para reis.
Maria guardou tudo aquilo no coração.
E foi assim que Deus mostrou o quanto ele ama a gente. Ele não mandou um soldado nem um rei bravo. Mandou um bebê, num lugar simples, para ficar pertinho de todo mundo: dos pastores, dos sábios, dos grandes e dos pequenos.
Inclusive de você.
A história do nascimento de Jesus está em dois livros do Novo Testamento: Mateus 1 e 2 e Lucas 1 e 2. Cada um conta uma parte diferente, e é por isso que os dois juntos formam a história completa que a gente conhece.
Os versículos citados aqui são da Nova Tradução na Linguagem de Hoje, que costuma ser a mais fácil de ler junto com crianças pequenas.
Deus cumpre o que promete. Muito antes daquela noite, lá no comecinho de tudo, quando o mundo estava sendo criado, Deus já tinha um plano para salvar as pessoas. Elas esperaram anos e anos. E ele cumpriu, do jeito dele e na hora certa.
O maior presente veio no lugar mais simples. Jesus podia ter nascido num palácio, mas nasceu num lugar de animais. Isso ensina que o que importa de verdade não é ter as coisas mais bonitas, e sim ter amor por perto.
Deus escolhe gente comum. Maria era uma moça simples. José era um carpinteiro. Os pastores eram trabalhadores cansados no meio da noite. Nenhum deles era importante aos olhos do mundo, e foram justamente eles os primeiros a participar da história. Aconteceu a mesma coisa com Ester, a menina órfã que virou rainha.
Uma forma de viver isso hoje: pergunte ao seu filho quem, na escola ou na rua, costuma ficar de fora das brincadeiras. Essa é a pessoa que Deus escolheria primeiro. Para continuar a conversa durante a semana, o devocional sobre os frutos do Espírito ajuda a colocar isso em prática.
Conte devagar e use as falas a seu favor: faça voz grave para José, voz suave para o anjo e um sussurro na hora em que o bebê nasce. Combine com a turma que, quando você disser “e o bebê nasceu”, todo mundo bate palma. Isso segura a atenção até o fim.
Escolha duas crianças para serem Maria e José. As outras ficam espalhadas pela sala, cada uma sendo um morador de Belém. Maria e José vão de criança em criança “batendo na porta”. Cada uma responde bem alto: “Não tem lugar!”. A última combinada com você abre os braços e diz: “Pode entrar!”. Todo mundo comemora junto.
Materiais: uma estrela de cartolina, um presépio simples montado num canto da sala.
Esconda a estrela antes da aula. Explique que os homens sábios só encontraram Jesus porque seguiram uma estrela. Quem achar a estrela vira o guia e conduz o grupo, em fila, até o presépio. Chegando lá, cada criança fala uma coisa pela qual quer agradecer.
Querido Deus, obrigado por mandar Jesus para o mundo. Obrigado por me amar tanto assim. Me ajuda a ter um coração bom, como o de Maria. Amém.
E este é o versículo para decorar junto com as crianças, curtinho e fácil de repetir:
“Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês.” — Lucas 2:11
Repita três vezes com a turma, cada vez mais baixinho, até virar quase um sussurro. Eles aprendem rindo. E, se alguém perguntar que cidade é essa, a resposta rende: a “cidade de Davi” é a própria Belém, a mesma terra do menino pastor que um dia enfrentou o gigante Golias.
Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro? A Bíblia não diz o dia nem o mês em que Jesus nasceu. A data de 25 de dezembro foi escolhida pela igreja séculos depois, para ter um dia certo de comemorar. O que importa não é a data exata, e sim o que aconteceu naquela noite.
Onde Jesus nasceu? Na cidade de Belém, que fica na região onde hoje é Israel. Ele nasceu no lugar onde os animais ficavam, porque não havia espaço em nenhuma hospedaria da cidade, que estava lotada por causa da contagem de pessoas ordenada pelo rei.
Quantos reis magos visitaram Jesus? A Bíblia não diz o número. Ela conta que eles trouxeram três presentes (ouro, incenso e mirra), e com o tempo as pessoas passaram a imaginar que fossem três homens. O texto também não diz que eram reis, e sim homens sábios que estudavam as estrelas.
O que é uma manjedoura? É a caixa de madeira onde os animais comem, cheia de palha ou feno. Foi ali que Maria deitou o bebê para dormir, porque não havia berço. Para explicar a uma criança pequena, funciona bem dizer que era “a tigela grande da comida dos bichos”.
A partir de que idade posso contar essa história? A partir dos 2 ou 3 anos já dá, contando só a parte principal em poucas frases. Dos 4 anos em diante a criança acompanha a história completa e começa a fazer perguntas sozinha, que é justamente quando ela aprende mais.
]]>A leitura leva cerca de 3 minutos em voz alta. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família e para a aula de domingo, assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças. Depois da história você encontra o versículo, a lição, perguntas para conversar e uma brincadeira pronta para usar na EBD.
Era uma vez um homem chamado Zaqueu. Ele morava em uma cidade chamada Jericó e trabalhava cobrando impostos. Mas ele não era muito querido pelas pessoas, porque às vezes pegava mais dinheiro do que devia para ficar com uma parte só para ele.
Um dia, Jesus estava passando por Jericó. Muita gente queria vê-lo e escutar suas palavras. Zaqueu também queria muito ver Jesus, mas ele era bem baixinho e a multidão era grande demais.
De onde ele estava, só dava para ver costas, ombros e mais costas. Tinha gente empurrando, gente falando alto e poeira subindo da estrada. Zaqueu ficava na ponta dos pés, pulava, tentava espiar pelos lados. E nada.
— Preciso encontrar um jeito de vê-lo! — pensou Zaqueu.
Então ele teve uma ideia. Correu até uma árvore bem alta e subiu lá no alto, para conseguir enxergar Jesus passando.
Era um sicômoro, uma árvore de tronco largo e galhos bem baixinhos, daquelas em que até quem não é muito bom de escalar consegue subir. Zaqueu se acomodou em um galho, escondido entre as folhas, e ficou esperando.
Quando Jesus chegou perto da árvore, olhou para cima e viu Zaqueu lá no galho.
— Zaqueu, desça daí! — disse Jesus com um sorriso. — Hoje quero visitar a sua casa.
Zaqueu ficou muito feliz e desceu rapidinho. Mas algumas pessoas começaram a reclamar.
— Como assim Jesus vai visitar a casa de um homem que rouba dinheiro?
Zaqueu escutou aquilo e ficou triste. Então, ele olhou para Jesus e disse:
— Senhor, eu prometo que vou dar metade de tudo o que tenho para os pobres. E se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais!
Jesus ficou contente com o coração de Zaqueu e respondeu:
— Hoje a salvação chegou à sua casa, Zaqueu. Você mostrou que quer mudar e fazer o bem.
Desde aquele dia, Zaqueu se transformou em um homem generoso e bondoso. E tudo isso começou porque ele subiu numa árvore para ver Jesus passar.
Fim.
A história de Zaqueu está no Novo Testamento, no livro de Lucas, capítulo 19, versículos 1 a 10. Lucas é o único evangelho que conta esse encontro.
Zaqueu era um publicano. Esse era o nome de quem cobrava impostos para os romanos naquela época. As pessoas não gostavam dos publicanos por dois motivos: eles trabalhavam para quem mandava no povo e costumavam cobrar mais do que deviam, guardando a diferença. Zaqueu não era só mais um publicano. Ele era o chefe de todos eles em Jericó, e era rico por causa disso.
Lucas 19:10. Jesus explica ali por que veio ao mundo: para procurar e salvar quem estava perdido.
São três coisas que essa história ensina para as crianças:
Jesus enxerga quem ninguém enxerga. A cidade inteira estava ali, e Jesus parou bem embaixo da árvore do homem que todos evitavam. Ele chamou Zaqueu pelo nome. É o mesmo cuidado que aparece quando Jesus recebe as crianças que os adultos queriam afastar.
Não existe erro grande demais para ser perdoado. Zaqueu tinha fama de ladrão e mesmo assim recebeu um convite. É a mesma acolhida que o pai dá ao filho pródigo quando ele volta para casa. O passado não foi problema.
Arrependimento de verdade muda a atitude, não só a fala. Zaqueu não disse apenas “me desculpe”. Ele decidiu devolver, e devolver bem mais do que tinha tirado.
Escolha três ou quatro, de acordo com a idade da criança e o tempo que você tem:
Se você prepara a aula de domingo, vale juntar esta história com as nossas atividades bíblicas no momento seguinte. Mas comece por aqui.
Você vai precisar de fichas, tampinhas ou moedas de brinquedo, umas dez para cada criança.
Explique que existe uma regra: cada pessoa deve entregar uma moeda de imposto. Passe recolhendo. Só que, em vez de uma, pegue três de cada criança. Não dê ouvidos aos protestos e siga recolhendo.
Depois pare e pergunte: como vocês se sentiram? Deixe todo mundo falar. Só então conte que era isso que Zaqueu fazia todos os dias com a cidade inteira, e que agora eles entendem por que ninguém gostava dele.
Termine devolvendo tudo, e mais um pouco. Foi assim que Zaqueu terminou o dia dele.
Uma cadeira vira a árvore. Uma criança é o Zaqueu, outra é Jesus, e o resto da turma é a multidão. A multidão tem uma única instrução: não deixar o Zaqueu passar.
Deixe a criança tentar espiar por cima, pelos lados e por baixo. Quando ela desistir e subir na cadeira, a história se explica sozinha.
Para orar junto com as crianças:
Querido Jesus, obrigado por olhar para cima e me ver, do mesmo jeito que você viu o Zaqueu. Me ajuda a ser uma criança honesta, que devolve o que não é dela e conserta o que faz de errado. Amém.
Versículo para memorizar: Lucas 19:10. Jesus veio procurar e salvar quem estava perdido.
Para continuar esse assunto durante a semana, use o devocional dos frutos do Espírito, que fala de bondade e generosidade. Foi exatamente isso que nasceu no coração de Zaqueu depois daquele almoço.
Quantos anos tinha Zaqueu? A Bíblia não fala a idade dele. O texto de Lucas diz só que era um homem rico, chefe dos cobradores de impostos e de baixa estatura. Qualquer idade que digam por aí é suposição.
Que árvore Zaqueu subiu? Um sicômoro, também chamado de figueira brava. É uma árvore comum na região de Jericó, de tronco grosso e galhos baixos e espalhados. Por isso um homem baixinho conseguiu subir com pressa.
Zaqueu era rico ou pobre? Rico. E o dinheiro dele vinha justamente do que fazia as pessoas não gostarem dele: cobrar mais imposto do que a lei mandava. Por isso a decisão de devolver quatro vezes mais é tão forte.
A partir de que idade dá para contar a história de Zaqueu? A partir dos 3 anos, falando que Jesus chamou Zaqueu pelo nome. Dos 6 aos 8 anos, ela funciona bem para ensinar honestidade. Dos 9 aos 12, dá para falar de arrependimento e de consertar o que fizemos.
]]>A leitura leva cerca de 4 minutos. Serve bem para a hora de dormir, para o momento de fé em família e para a aula de domingo, assim como as nossas outras histórias bíblicas para crianças. Logo depois da história você encontra o versículo, a lição, perguntas para conversar, ideias de atividade para a EBD e a resposta para aquela dúvida que todo mundo tem: era uma baleia mesmo ou um peixe grande?
Era uma vez, em uma terra distante chamada Israel, um homem chamado Jonas. Deus gostava muito de Jonas, pois ele era uma boa pessoa, e tinha um plano especial para ele.
Um dia, Deus falou com Jonas e pediu que ele fosse até a cidade de Nínive para avisar o povo de lá que parasse de fazer coisas ruins.
Mas Jonas ficou com medo. Ele sabia que as pessoas de Nínive não eram nada gentis, e a ideia de ir até lá não lhe agradava nem um pouco. Em vez de obedecer a Deus, Jonas decidiu fugir. Ele pensou que poderia se esconder e escapar do plano de Deus.
Então, ao invés de ir para Nínive, Jonas foi para o porto e embarcou em um navio que ia na direção oposta, para uma cidade chamada Társis.
Enquanto o navio navegava pelo mar, um vento forte começou a soprar. As ondas cresceram e ficaram assustadoras, balançando o navio de um lado para o outro.
— Segurem-se! — gritavam os marinheiros.
Todos no barco ficaram apavorados e começaram a orar aos seus deuses pedindo ajuda. Mas nada fazia a tempestade parar, e o mar ficava cada vez mais bravo.
Os marinheiros perceberam que algo estranho estava acontecendo. Decidiram então lançar sortes para descobrir quem poderia ter causado aquela tempestade. E adivinhem? A sorte caiu sobre Jonas.
— O que você fez para deixar os deuses tão furiosos? — perguntaram os marinheiros.
Jonas suspirou e confessou:
— Estou fugindo do meu Deus. Ele me deu uma missão, mas eu não quis obedecer.
Os marinheiros ficaram ainda mais assustados. O que poderiam fazer para acalmar aquela tempestade?
Jonas então disse:
— A única maneira de o mar se acalmar é me jogarem na água.
Os marinheiros não queriam fazer isso, mas a tempestade estava tão forte que não viram outra opção. Com muito pesar, eles pegaram Jonas e o lançaram ao mar.
Assim que Jonas caiu na água, a tempestade parou. O mar ficou calmo de repente.
E então, do fundo do oceano, surgiu uma enorme baleia! Ela abriu sua boca gigantesca e engoliu Jonas inteiro!
Lá dentro era escuro, apertado e tinha um cheiro horrível. Jonas ficou ali por três dias e três noites. Durante esse tempo, ele pensou no que tinha feito e se arrependeu de não ter obedecido a Deus.
— Deus, me perdoe! Se me der uma segunda chance, eu farei o que me pediu! — Jonas orou com todo o coração.
Deus ouviu a oração de Jonas e mandou a grande baleia cuspir Jonas na praia. Jonas ficou tão aliviado por estar vivo que, sem perder tempo, foi direto para Nínive cumprir sua missão.
Ao chegar na cidade, Jonas caminhou por suas ruas e avisou a todos:
— Se não mudarem seus caminhos, Deus destruirá esta cidade!
Para sua surpresa, as pessoas ouviram e acreditaram nele. Elas pararam de fazer coisas ruins e começaram a agir com bondade e humildade.
Quando Deus viu que o povo de Nínive havia se arrependido, decidiu não castigá-los.
Jonas, no entanto, ficou chateado. Ele saiu da cidade, sentou-se em um lugar alto e ficou de mau humor, olhando para Nínive de longe.
— Mas, Deus, essas pessoas eram tão ruins! Por que não as puniu?
Enquanto Jonas estava ali sentado, Deus fez crescer uma plantinha bem ao lado dele. A planta cresceu rápido e fez uma sombra gostosa, que protegeu Jonas do sol quente. Jonas adorou aquela planta.
Mas no dia seguinte, a planta murchou e morreu. O sol voltou a bater com força na cabeça de Jonas, e ele ficou ainda mais irritado.
“Que pena! Eu gostava tanto daquela planta!”, reclamou Jonas.
“Jonas, você ficou triste por uma plantinha que viveu só um dia, que você nem plantou e nem cuidou. Então por que eu não posso ter pena de uma cidade inteira, cheia de gente e de animais?”
Jonas ficou em silêncio, pensando. E aprendeu uma grande lição: obedecer a Deus é sempre o melhor caminho, e Seu amor e perdão são para todos, até mesmo para aqueles que cometem erros.
E assim termina a história de Jonas, um homem que tentou fugir, mas descobriu que não há como escapar do amor e dos planos de Deus.
Fim.
A história de Jonas está no Antigo Testamento, no livro que leva o nome dele. São apenas quatro capítulos curtos, um dos livros mais curtinhos de toda a Bíblia. Dá para ler tudo em menos de dez minutos.
Jonas era um profeta. Profeta era a pessoa escolhida por Deus para levar um recado importante ao povo. E o recado dessa vez era para Nínive, uma cidade grande, poderosa e conhecida pela violência. Por isso Jonas teve tanto medo de ir.
Guarde a referência: Jonas, capítulos 1 a 4. O momento do peixe está em Jonas 1:17, e a oração de Jonas lá dentro está em Jonas 2.
A Bíblia fala em um grande peixe, não em baleia. Está escrito assim em Jonas 1:17, que conta que Deus preparou um peixe enorme para engolir Jonas.
A palavra “baleia” apareceu em traduções mais antigas e acabou pegando por causa das ilustrações infantis, que sempre desenham uma baleia bem gorda e simpática. Hoje a imagem já faz parte da cultura popular, e é por isso que quase todo mundo conhece a história com esse nome.
Isso quer dizer que contar “Jonas e a baleia” está errado? Não. Com crianças pequenas, de 3 a 6 anos, a palavra baleia funciona bem porque elas já sabem o que é. A partir dos 8 anos vale contar a diferença, que é uma ótima conversa sobre como a gente lê a Bíblia com atenção.
São três ensinamentos que essa história deixa para as crianças:
Não dá para fugir de Deus, e nem é preciso. Jonas pegou um navio para o lado contrário do mundo e mesmo assim Deus estava lá. Não porque Deus queria pegá-lo, mas porque não tinha desistido dele.
Todo mundo merece uma segunda chance. Jonas errou feio, desobedeceu e ainda por cima fugiu. Ainda assim Deus deu outra oportunidade a ele. É a mesma segunda chance que aparece na história de Zaqueu, o homem que todo mundo evitava e que Jesus procurou.
Perdoar quem a gente acha que não merece é a parte mais difícil. Jonas ficou bravo justamente porque Deus perdoou o povo de Nínive. Essa é a lição mais forte do livro, e a mesma que o pai ensina na parábola do filho pródigo.
Escolha três ou quatro, de acordo com a idade da criança e o tempo que você tem:
Se você prepara a aula de domingo, vale juntar esta história com as nossas atividades bíblicas no momento seguinte. Mas comece por aqui.
Você vai precisar de um saco de papel grande ou um envelope pardo, canetinha e um bonequinho de papel.
Desenhe o peixe no saco, com uma boca bem grande na abertura. Faça um bonequinho do Jonas em papel. Durante a história, coloque o Jonas dentro do peixe na hora certa e deixe ele lá enquanto você conta a parte da oração. Na hora de Deus responder, tire o boneco e “cuspa” ele na mesa.
Funciona muito bem de 3 a 6 anos. As crianças pedem para repetir.
Sem material nenhum. Combine com a turma: quando você disser “o vento começou a soprar”, todo mundo bate palma e pé, cada vez mais forte, fazendo barulho de tempestade.
Aí você conta que Jonas foi lançado ao mar e levanta a mão. Todos param de uma vez só. O silêncio repentino explica a cena sozinho, sem você precisar dizer mais nada.
É a mesma sensação de Jesus acalmando a tempestade, e as duas histórias combinam muito bem em aulas seguidas.
Para orar junto com as crianças:
Querido Deus, obrigado por não desistir do Jonas e por não desistir de mim. Me ajuda a obedecer mesmo quando eu ficar com medo, e a perdoar as pessoas do jeito que você perdoa. Amém.
Versículo para memorizar: Jonas 2:2, que conta que, de dentro do peixe, Jonas orou ao Senhor.
Quanto tempo Jonas ficou dentro do peixe? Três dias e três noites, segundo o livro de Jonas. Foi durante esse tempo que ele orou, se arrependeu e prometeu obedecer a Deus.
Era uma baleia ou um peixe? A Bíblia diz que era um grande peixe, em Jonas 1:17. A palavra “baleia” veio de traduções antigas e das ilustrações infantis. Usar “baleia” com crianças pequenas não é erro, é só uma escolha de linguagem.
Por que Jonas fugiu de Deus? Porque tinha medo do povo de Nínive, que era conhecido pela violência. Mais tarde ele revela outro motivo: não queria que aquelas pessoas fossem perdoadas.
A partir de que idade dá para contar a história de Jonas? A partir dos 3 anos, com foco no peixe e em Deus cuidando de Jonas. Dos 6 aos 8 anos, ela funciona bem para ensinar obediência. Dos 9 aos 12, dá para trabalhar o capítulo 4 e falar de perdão.
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