Advertise with Googlier.com MF Magazine https://blog.mfrural.com.br/ A revista digital do Agro Fri, 30 Oct 2026 11:55:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.11 Léo Gomes: da perda progressiva da visão à música como propósito de vida https://blog.mfrural.com.br/leo-gomes-musica-superacao-perda-visao/ Fri, 30 Oct 2026 11:55:03 +0000 https://blog.mfrural.com.br/?p=121915 Cantor relembra no MF Cast os desafios enfrentados desde a infância, o diagnóstico de uma doença genética rara, a revolta…

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Cantor relembra no MF Cast os desafios enfrentados desde a infância, o diagnóstico de uma doença genética rara, a revolta que o fez abandonar a música e o momento em que encontrou um novo sentido para sua trajetória

Léo Gomes transformou uma trajetória marcada pela perda progressiva da visão em uma história de música, fé e recomeços. Desde a infância, ele enfrentou consultas, exames e mudanças na rotina até descobrir uma doença genética rara.

No MF Cast, o cantor relembrou os desafios que enfrentou, o período em que abandonou a música e o momento em que encontrou um novo propósito para seguir em frente. Além disso, contou como o aprendizado musical ajudou a desenvolver sua memória, sua audição e sua independência.

A história, porém, não seguiu em linha reta. Aos 18 anos, depois de descobrir que não poderia dirigir, Léo abandonou a música e passou por um período de revolta e incerteza. Mais tarde, voltou a cantar e encontrou na fé uma nova maneira de interpretar a própria trajetória.

A dificuldade de enxergar começou ainda na infância

A infância de Léo parecia normal, mas seus pais perceberam que havia algo diferente quando ele ainda era pequeno. Para assistir televisão, ele precisava se aproximar muito da tela. Mesmo depois de usar óculos, continuava com dificuldade para enxergar.

Por isso, aos quatro ou cinco anos, Léo começou a passar por tratamentos e exames em São Paulo. Como os pais moravam no interior, ele chegou a viver durante alguns anos com a avó em São Roque para ficar mais próximo dos atendimentos.

Naquele período, os médicos ainda não conseguiam identificar exatamente o problema. A princípio, tratavam o caso como miopia e astigmatismo. No entanto, o grau continuava aumentando e os tratamentos não apresentavam o resultado esperado.

Além disso, a dificuldade visual começou a interferir diretamente na escola. Mesmo sentado na primeira carteira, Léo precisava ficar centralizado em relação à lousa para conseguir enxergar todo o conteúdo.

“Se eu ficasse um pouco mais para a esquerda, eu não conseguia enxergar o quadro lá do outro lado.”

Assim, pequenas adaptações passaram a fazer parte da rotina.

O diagnóstico trouxe uma nova realidade

A família continuou buscando respostas. Depois de se mudar para Pompeia, Léo passou por uma nova avaliação em Rio Preto. Dessa vez, os exames indicaram, além da miopia e do astigmatismo, a retinose pigmentar, uma doença degenerativa da retina.

Na época, Léo tinha cerca de 12 anos. A médica explicou que a doença poderia provocar uma perda progressiva da visão. Por isso, recomendou que ele desenvolvesse outros sentidos e aprendesse um instrumento musical.

A partir dali, a música começaria a ocupar um espaço importante na vida de Léo.

Durante o retorno para casa, o patrão de sua mãe, que tinha uma banda de rock, ofereceu-se para ensiná-lo a tocar violão. Léo, entretanto, já tinha outro instrumento em mente: a viola.

O interesse pela música vinha de casa. Seu pai gostava de viola e acompanhava romarias e rodeios. Além disso, Léo cresceu em contato com o sítio, o gado e os cavalos. Por isso, insistiu que queria aprender viola, mesmo que começasse pelo violão.

Léo aprendeu violão sem ter um violão

O método escolhido pelo professor também fez diferença. Em vez de começar diretamente com o instrumento, Léo estudaria primeiro teoria musical.

A estratégia tinha um motivo: além de desenvolver a audição, o professor queria trabalhar a memória para que ele não dependesse de recursos visuais no futuro.

Durante meses, Léo estudou escalas, tons e teoria musical. No entanto, ainda não tinha um violão para colocar o conhecimento em prática.

Em vez de desistir, ele encontrou uma solução própria. Léo desenhava o braço de um violão no próprio braço e usava o desenho para estudar as escalas.

A ideia surgiu depois que ele viu professores utilizarem o próprio braço para demonstrar posições e notas. Então, passou a reproduzir o método no próprio corpo.

Durante seis meses, ele manteve a rotina de estudos. No início, queria provar que o método não funcionaria. Porém, quando finalmente recebeu um violão e precisou aplicar o que havia aprendido, percebeu que a estratégia tinha dado certo.

O professor entregou uma cifra simples e pediu que Léo aprendesse a música. Em poucos minutos, ele conseguiu tocar.

A partir daquele momento, ganhou o próprio violão para continuar estudando. Mais tarde, aplicou o mesmo conhecimento à viola e ampliou sua formação musical.

O violão se tornou parte de uma trajetória.

A música também fortaleceu a memória

O método desenvolvido durante a adolescência continuou influenciando a forma como Léo toca até hoje.

Segundo ele, a teoria musical permitiu que deixasse de depender de cifras e videoaulas. Ao ouvir uma música, consegue identificar a tonalidade e, a partir disso, encontrar as notas possíveis.

Além disso, o treinamento ajudou a desenvolver sua memória. Léo contou que consegue ouvir uma música algumas vezes e memorizar a letra.

Por isso, também passou a dar aulas de violão e tenta ensinar seus alunos utilizando parte do método que recebeu.

A teoria não ficou limitada ao violão. Como aprendeu fundamentos musicais, Léo conseguiu aplicar o conhecimento em outros instrumentos de corda, como a viola.

A perda de visão aumentou e mudou seus planos

Enquanto Léo avançava na música, sua visão continuava diminuindo.

A maior queda aconteceu por volta dos 17 e 18 anos. Ele conta que, mesmo sentado na primeira carteira, já não conseguia enxergar a lousa. Além disso, passou a precisar de adaptações no material escolar e de ajuda da mãe e dos primos.

A dificuldade também chegou ao trabalho. Léo precisava enxergar o ônibus que utilizava para se deslocar e, quando isso deixou de ser possível, precisou adaptar sua rotina.

Mesmo assim, encontrou pessoas dispostas a ajudá-lo. No supermercado onde trabalhou, por exemplo, a equipe adaptou etiquetas e materiais para facilitar sua rotina.

Entretanto, naquele mesmo período, uma nova busca por respostas mudaria novamente sua trajetória.

O mapeamento genético revelou uma doença que nem estava catalogada

Depois de anos de tratamento, a família decidiu buscar uma segunda opinião. Em Assis, Léo passou por uma nova avaliação médica com o Dr. Maurício e descobriu que ainda não era possível confirmar exatamente o que estava causando a perda das células da retina.

O médico então indicou um mapeamento genético para investigar melhor a doença.

A busca pelo exame levou a família até São Paulo, onde Léo passou por uma consulta com a Dra. Juliana Salun, que realizou o mapeamento genético. Na época, o exame custava R$ 16 mil, um valor que a família não tinha disponível.

Por isso, amigos e parentes de Pompeia se mobilizaram para ajudar. Eles organizaram ações, venderam alimentos e fizeram uma rifa para conseguir o dinheiro necessário.

Uma parente também decidiu pagar o exame antecipadamente, com a condição de que Léo devolvesse o valor depois. Assim, o procedimento foi realizado e o material seguiu para os Estados Unidos para análise genética.

Seis meses depois, chegou o resultado.

A médica explicou que Léo não tinha nenhuma das três possibilidades consideradas anteriormente. O resultado apontava para uma alteração relacionada ao gene PRO1 e, segundo o relato feito no episódio, a doença ainda não estava catalogada devido à sua raridade.

Naquele momento, Léo tinha 18 anos e cerca de 30% de visão. A médica explicou que não havia tratamento para interromper a degeneração. A alternativa seria ajustar o grau dos óculos para tentar melhorar sua qualidade visual.

A notícia de que não poderia dirigir tirou o chão de Léo

O diagnóstico já havia mudado sua vida. Contudo, outra informação atingiu Léo de maneira ainda mais direta: ele não poderia dirigir.

Aos 18 anos, já tinha comprado um carro, guardado dinheiro para tirar a habilitação e estudava para as provas do Detran. Além disso, já dirigia em algumas situações.

O sonho de dirigir fazia parte dos planos de Léo.

De repente, um dos principais objetivos que havia perseguido deixou de ser possível.

Durante a viagem de São Paulo para São Roque, Léo ficou em silêncio. Naquele momento, não sabia qual caminho seguir. Até então, tinha trabalhado em diferentes lugares e direcionado parte de seus esforços para conquistar o carro e a habilitação.

A música, naquele período, ainda não representava uma carreira para ele.

Por isso, a notícia provocou uma grande revolta. Léo vendeu o violão, a viola, a caixa de som, a mesa e os demais equipamentos que tinha adquirido para começar a fazer apresentações.

Ele abandonou a música e ficou cerca de dois anos sem cantar.

A música voltou para a vida de Léo

A música voltou à vida de Léo.

Depois de dois anos afastado, Léo voltou a ter contato com a música de uma maneira inesperada.

Seu pai trabalhava dirigindo um caminhão de amendoim. Em determinado momento, Léo voltou a tocar com o patrão do pai. Os dois sentaram à sombra do caminhão e começaram a tocar.

A partir daquele encontro, surgiu o convite para formar uma dupla.

Léo aceitou e voltou aos palcos. Inicialmente, participou de uma dupla que começou a vender shows pouco antes da pandemia. Depois, passou por outras experiências até consolidar sua trajetória como cantor.

Mais tarde, Léo passou a seguir carreira solo e continuou estudando música. A experiência acumulada também ajudou a desenvolver uma característica que chama atenção durante seus shows: ele consegue receber pedidos de músicas e, muitas vezes, tocar canções que não fazem parte do repertório previamente preparado.

A família se tornou parte fundamental da trajetória

Ao longo dessa caminhada, Léo também contou com o apoio constante da família.

O pai e a mãe participaram de diferentes momentos de sua adaptação. Hoje, o pai continua acompanhando Léo em apresentações e deslocamentos. Além disso, os dois desenvolveram sinais corporais que ajudam na comunicação durante os shows.

Léo explicou que aprendeu a interpretar pequenos movimentos do pai. Com a mão apoiada no ombro dele, consegue entender para onde precisa ir durante os eventos.

Assim, a música não representa apenas uma atividade profissional. Ela também envolve uma rede de apoio construída ao longo dos anos.

Da revolta à pergunta: “para que você?”

A relação de Léo com a fé também passou por momentos difíceis.

Depois do diagnóstico, ele se revoltou com Deus e se afastou da igreja. Durante um acampamento, entretanto, decidiu contar para outras pessoas tudo o que havia vivido, incluindo sua revolta e seu afastamento.

Foi então que recebeu uma pergunta que mudou sua maneira de interpretar a própria história.

Uma monitora disse que ele estava fazendo a pergunta errada. Em vez de perguntar “por que eu?”, deveria perguntar “para que eu?”.

A mudança parece pequena, mas representou uma virada para Léo.

Ele começou a olhar para a própria trajetória de outra maneira. Afinal, se não tivesse passado pela doença, talvez não tivesse entrado na música. E, sem a música, não saberia onde estaria naquele momento.

Assim, a pergunta deixou de buscar uma explicação para a doença e passou a procurar um propósito para tudo aquilo que havia vivido.

A fé ajudou Léo a transformar a revolta em uma nova perspectiva sobre a vida.

Hoje, Deus ocupa o centro de tudo

Depois dessa experiência, Léo passou a enxergar a fé de uma maneira diferente.

Ao ser questionado sobre o que Deus representa atualmente em sua vida, respondeu que Ele é “o centro de tudo”. Além disso, afirmou que procura colocar Deus à frente das coisas que pretende realizar.

Mesmo assim, Léo reconhece que a fé ainda passou por momentos de dúvida.

Um deles aconteceu durante a gravação do DVD Léo Gomes no Quintal de Casa.

A equipe montou toda a estrutura para a gravação, incluindo cenário, iluminação e som. Entretanto, enquanto Léo estava a caminho de Pompeia, seu pai avisou que uma nuvem escura estava sobre a cidade.

Quando chegou perto de casa, a chuva começou a atingir justamente o local da gravação. Por isso, a equipe precisou desmontar a estrutura que já estava pronta.

Mais uma vez, Léo se perguntou se Deus estaria colocando outro obstáculo em seu caminho. Porém, depois das sete horas, a chuva parou e todos voltaram a montar os equipamentos.

Então, antes de retomar a gravação, Léo voltou a conversar com Deus. Dessa vez, retomou a pergunta que havia aprendido a fazer: “Para que você está fazendo isso?”

Uma história de superação que continua sendo escrita

A trajetória de Léo Gomes reúne momentos de perda, adaptação, música, família e fé. Desde a infância, ele precisou aprender a conviver com uma condição visual que avançou progressivamente.

No caminho, recebeu um diagnóstico raro, precisou abandonar planos pessoais e chegou a se afastar completamente da música. Entretanto, também encontrou no aprendizado musical uma ferramenta para desenvolver sua audição, sua memória e sua independência.

Depois de retornar aos palcos, Léo transformou a música em profissão. Além disso, passou a compartilhar o conhecimento que recebeu como professor de violão.

Mais do que superar cada obstáculo isoladamente, Léo encontrou uma nova maneira de interpretar sua própria história. A pergunta “por que eu?” deu lugar ao “para que eu?”. A partir dessa mudança, a música passou a ocupar um espaço ainda maior em sua vida.

Hoje, Léo segue cantando, dando aulas e construindo sua trajetória ao lado da família. Para ele, a fé também ganhou um novo significado: Deus está no centro de tudo.

Assista ao episódio completo do MF Cast com Léo Gomes e conheça essa história de música, superação e fé.

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Valor da terra rural: quantos anos de produção são necessários para pagar uma propriedade? https://blog.mfrural.com.br/valor-da-terra-rural/ Fri, 23 Oct 2026 17:43:15 +0000 https://blog.mfrural.com.br/?p=121878 Comprar uma propriedade rural exige um investimento alto. Por isso, além de avaliar a qualidade da terra, o produtor precisa…

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Comprar uma propriedade rural exige um investimento alto. Por isso, além de avaliar a qualidade da terra, o produtor precisa entender quanto a atividade desenvolvida na área pode gerar de retorno.

A pergunta parece simples, mas envolve várias contas. Quanto custa a terra? Quanto a propriedade produz? Quais são os custos da atividade? Quanto sobra ao final de cada ciclo?

Uma conta apresentada em um episódio da MF TV ajuda a ilustrar esse desafio. No exemplo, uma terra custaria o equivalente a 800 sacas de um produto agrícola por hectare. Se a atividade gerasse 10 sacas líquidas por hectare ao ano, seriam necessários 80 anos para recuperar o valor investido.

A conta é simples:

800 sacas ÷ 10 sacas líquidas por ano = 80 anos.

No entanto, essa não é uma regra para o mercado de terras brasileiro. O valor de uma propriedade rural varia conforme a localização, a qualidade do solo, a infraestrutura, a aptidão agrícola e as características do mercado regional.

Por isso, a conta serve principalmente para mostrar como o valor da terra pode afetar o retorno de uma atividade rural.

O valor da terra varia de acordo com a região

Não existe um único preço para a terra rural no Brasil.

Uma propriedade agrícola próxima a grandes centros consumidores pode apresentar um valor diferente de uma área localizada em uma região de fronteira agrícola. Da mesma forma, terras com boa fertilidade, infraestrutura, disponibilidade de água e acesso à logística apresentam características de mercado diferentes de áreas com limitações produtivas.

O Incra acompanha esse cenário por meio do Sistema de Mercado de Terras (SIMET). A ferramenta reúne dados sobre valores e tendências do mercado de terras rurais e organiza as informações em Mercados Regionais de Terras.

Além disso, o Atlas do Mercado de Terras reúne informações sobre diferentes regiões e tipos de uso da terra. Dessa forma, o produtor precisa analisar o valor do hectare dentro do contexto de cada mercado.

Portanto, não basta perguntar quanto custa um hectare. Também é necessário entender o potencial produtivo e econômico daquela área.

Produção por hectare não é o mesmo que rentabilidade

Outro ponto importante aparece quando o produtor compara o valor da terra com a produção obtida em cada hectare.

Uma lavoura pode apresentar uma produtividade elevada. Porém, isso não significa que todo o valor gerado pela produção ficará disponível para pagar o investimento na propriedade.

Antes de chegar ao resultado final, o produtor precisa pagar diversos custos.

Entre eles estão:

  • sementes ou mudas;
  • fertilizantes;
  • defensivos;
  • combustível;
  • mão de obra;
  • máquinas e equipamentos;
  • manutenção;
  • operações agrícolas;
  • transporte;
  • armazenagem;
  • custos financeiros;
  • depreciação.

A Conab utiliza diferentes componentes para calcular os custos de produção agrícola. A metodologia considera as operações necessárias para o desenvolvimento das culturas e permite acompanhar a evolução dos gastos ao longo do tempo.

Assim, produzir mais não significa necessariamente ganhar mais.

Infográfico explicativo que diferencia Produtividade (produção por hectare = volume produzido) de Rentabilidade (produção menos custos = resultado líquido), destacando os custos agrícolas envolvidos no processo.
Produtividade gera volume. Rentabilidade gera futuro.

O produtor precisa observar quanto permanece depois de descontar os custos da atividade.

Quanto da produção pode realmente pagar a terra?

Imagine uma propriedade cujo valor corresponda a 800 unidades de produção por hectare.

Se o produtor obtiver um resultado líquido equivalente a 10 unidades por hectare a cada ano, a conta simples aponta para 80 anos.

No entanto, se o resultado líquido subir para 20 unidades, o prazo cai pela metade.

Tabela ilustrada sobre a estimativa de retorno do investimento em terra.
Tabela de estimativa de retorno do investimento em terra 

A tabela mostra um ponto fundamental: o valor da terra não pode ser analisado isoladamente.

Quanto maior for a margem líquida gerada pela propriedade, menor será o tempo necessário para recuperar, em uma conta simplificada, o capital investido.

Por outro lado, uma terra cara exige uma atividade capaz de gerar retorno compatível com o investimento.

Soja, milho, café e cana: cada atividade tem uma conta diferente

A relação entre produção e valor da terra muda de acordo com a atividade.

Uma lavoura de soja possui uma estrutura de custos e um ciclo produtivo diferentes dos encontrados em uma lavoura de café. O mesmo ocorre com milho, algodão, cana-de-açúcar, frutas e outras culturas.

A Conab acompanha os custos de produção de diversas culturas agrícolas. Entre elas estão soja, milho, algodão, café, cana-de-açúcar, arroz, feijão, mandioca, amendoim, banana e laranja.

O IBGE também mostra como o perfil produtivo varia entre as regiões brasileiras. Em 2025, por exemplo, a soja apresentou o maior valor de produção agrícola no país. Já em São Paulo, a cana-de-açúcar liderou o ranking estadual, seguida por laranja, café e soja.

Isso reforça uma conclusão importante: não existe uma única fórmula de rentabilidade para todas as propriedades rurais.

O produtor precisa analisar a atividade escolhida, o potencial da área e os custos envolvidos.

Comprar terra é diferente de pagar a terra com a produção

Também é importante separar duas ideias.

A primeira é o valor patrimonial da propriedade. A terra pode se valorizar ao longo do tempo e continuar pertencendo ao produtor.

A segunda é o retorno gerado pela atividade rural.

Quando alguém calcula quantos anos seriam necessários para a produção recuperar o valor pago pela terra, está fazendo uma análise simplificada do retorno do investimento.

Essa conta não significa que o produtor ficará décadas sem obter patrimônio. A propriedade continua sendo um ativo.

Além disso, o valor da terra pode mudar ao longo dos anos. O mercado rural apresenta diferenças entre regiões e também sofre influência de fatores econômicos e produtivos.

Por isso, uma análise financeira completa precisa considerar outros fatores, como valorização do imóvel, custo de oportunidade do capital, financiamento, juros e inflação.

Comprar ou arrendar: qual opção oferece melhor retorno?

Diante de um valor elevado da terra, o produtor também pode comparar a compra com o arrendamento.

Na compra, o produtor imobiliza capital em um ativo. Em contrapartida, passa a ter a propriedade e pode se beneficiar de uma eventual valorização do imóvel.

No arrendamento, o produtor reduz o capital necessário para entrar na atividade. Entretanto, assume o compromisso de pagar pelo uso da área.

A melhor escolha depende das condições de cada negócio.

Infográfico comparativo entre "Comprar" e "Arrendar" terras agrícolas numa paisagem rural dividida por uma estrada. Do lado esquerdo (Comprar), destaca-se: Alto capital inicial, Possível valorização e Património próprio. Do lado direito (Arrendar), destaca-se: Menor capital imobilizado, Pagamento de renda e Capital disponível para operação.
Comprar ou arrendar? A escolha certa depende da fase do seu negócio e da sua estratégia financeira.

Por isso, antes de comprar uma propriedade, o produtor precisa responder algumas perguntas:

  • Quanto custa o hectare?
  • Quanto a área consegue produzir?
  • Qual é o custo de produção?
  • Quanto sobra por hectare?
  • Qual é o retorno sobre o capital investido?
  • Quanto custa financiar a compra?
  • Quanto custaria arrendar uma área semelhante?
  • Qual é o potencial de valorização da terra?

Essas respostas ajudam a transformar o preço do hectare em uma decisão de investimento.

O produtor precisa olhar para o retorno, não apenas para a produtividade

A produtividade continua sendo um dos principais indicadores da atividade agrícola. Entretanto, ela representa apenas uma parte da equação.

O produtor pode colher mais por hectare e, ainda assim, enfrentar uma margem apertada se os custos crescerem na mesma proporção.

Da mesma forma, uma propriedade com produtividade menor pode apresentar um resultado interessante quando trabalha com uma estrutura de custos adequada e um produto de maior valor.

Por isso, a análise precisa combinar produção, preço, custos e valor da terra.

A Conab mantém séries de custos para diferentes culturas e sistemas produtivos. Esses dados ajudam a acompanhar como os gastos da produção mudam ao longo do tempo e podem apoiar decisões de gestão.

Quanto tempo a produção leva para pagar a terra?

A resposta depende da relação entre o valor investido e o resultado líquido gerado pela propriedade.

A simulação das 800 sacas mostra como pequenas mudanças na margem podem alterar significativamente o prazo de retorno. Por isso, antes de comprar uma área, o produtor precisa colocar na ponta do lápis não apenas o preço do hectare, mas também o potencial de geração de receita e os custos necessários para produzir.

Afinal, uma terra produtiva também precisa fazer sentido como investimento.

A discussão sobre esse cálculo foi levantada por Allan Gorgen em um corte da MF TV. No vídeo, ele explica como o valor da terra, os custos da produção e a margem líquida podem mudar a conta de retorno de uma propriedade.

Quer entender essa conta na prática? Assista ao corte completo de Allan Gorgen e confira a análise.

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Marcos Abud: da entrega de esporas à presidência da Liga Nacional do Rodeio https://blog.mfrural.com.br/marcos-abud-da-entrega-de-esporas-a-presidencia-da-liga-nacional-do-rodeio/ Thu, 22 Oct 2026 20:06:33 +0000 https://blog.mfrural.com.br/?p=121773 Marcos Abud construiu sua trajetória no rodeio desde a juventude, passou pela direção das provas em Barretos e hoje preside…

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Marcos Abud construiu sua trajetória no rodeio desde a juventude, passou pela direção das provas em Barretos e hoje preside a Liga Nacional do Rodeio. Em entrevista ao MF Cast, ele relembrou momentos que ajudaram a transformar o rodeio brasileiro e falou sobre os próximos passos do setor.

A história de Marcos Abud se mistura com a história do rodeio em Barretos. Nascido na cidade, ele acompanhou a Festa do Peão desde a infância e, ainda jovem, começou a frequentar os bastidores do evento por influência do tio, que fazia parte de Os Independentes.

O contato com o rodeio, que inicialmente acontecia entre a família e as atividades da festa, acabou se transformando em uma trajetória profissional. Primeiro, Marcos ajudou na organização das provas. Depois, tornou-se diretor de rodeio. Anos mais tarde, chegou à presidência de Os Independentes e, atualmente, está à frente da Liga Nacional do Rodeio.

No MF Cast, ele contou detalhes dessa trajetória e também falou sobre a evolução do rodeio brasileiro, a internacionalização das competições e os desafios para manter o esporte conectado com o público.

A infância em Barretos e o primeiro contato com o rodeio

Antes de assumir funções dentro do rodeio, Marcos Abud viveu uma infância ligada ao campo e à família. Seu pai tinha um sítio e trabalhava com laranja. Ao mesmo tempo, o tio, diretor financeiro de Os Independentes, aproximou Marcos e o irmão da Festa do Peão de Barretos.

Ainda com 12 ou 13 anos, Marcos já frequentava o evento. Na época, ele se interessava pelo movimento da festa, pelos brinquedos e por tudo o que acontecia no Parque do Peão. O rodeio, porém, acabaria ganhando cada vez mais espaço em sua vida.

Aos 18 ou 19 anos, Marcos entrou oficialmente para Os Independentes com o irmão. Pouco depois, recebeu uma função que mudaria sua trajetória.

De responsável pelas esporas a diretor de rodeio

A entrada de Marcos no rodeio aconteceu de maneira quase casual.

Em determinado momento, ele recebeu a missão de cuidar das cadeiras numeradas. A experiência não agradou. Por isso, Marcos preferiu acompanhar um amigo que trabalhava no rodeio.

Foi então que ele chegou ao brete 6.

Naquele período, o rodeio era disputado na modalidade cutiano. Marcos recebeu uma tarefa simples: chamar os peões e entregar as esporas que seriam utilizadas na competição.

Ele permaneceu nessa função durante três ou quatro anos. Depois, recebeu o convite para assumir a direção do rodeio.

Por volta dos 23 anos, Marcos Abud tornou-se diretor de rodeio. Aos 28, chegou à presidência.

A trajetória mostra como a experiência prática dentro das arenas contribuiu para sua formação.

A mudança de Os Independentes e a transformação da Festa do Peão

Marcos também acompanhou uma das grandes transformações da Festa do Peão de Barretos: a mudança do antigo recinto para a área onde o Parque do Peão está instalado atualmente.

Segundo ele, a decisão envolveu riscos. O primeiro ano no novo espaço foi marcado por poeira, lama e falta de estrutura. Ainda assim, o grupo decidiu seguir em frente.

A mudança abriu espaço para uma expansão que alteraria a dimensão da festa. Pouco tempo depois, o estádio começou a ser construído. A estrutura foi levantada em apenas 90 dias, de acordo com o relato de Marcos.

Vista aérea da construção da arena de Barretos em 1985
Construção da nova arena da Festa do Peão de Barretos, em 1985.

A própria Festa do Peão também passou por mudanças na programação. Inicialmente, o evento tinha quatro dias de duração, com o rodeio como principal atração. Na década de 1990, os shows ganharam espaço e a festa ampliou sua programação, chegando a dez dias de evento.

Essa transformação ajudou a criar o modelo de grande evento que o público conhece atualmente.

Como o rodeio de touros ganhou força em Barretos

Outra mudança importante aconteceu dentro da arena. Até então, o rodeio em Barretos era disputado apenas na modalidade cutiano, com montarias em cavalos.

Marcos acompanhou o período em que o rodeio de touros começou a conquistar cada vez mais espaço. Segundo ele, o público demonstrava uma adesão maior às montarias em touros.

Na década de 1990, essa mudança ficou ainda mais evidente. Foi nesse contexto que surgiu a ideia de aproximar Barretos dos grandes competidores norte-americanos.

A estratégia começou com uma conversa que parecia improvável.

Marcos sugeriu que seu irmão, então presidente de Os Independentes, procurasse Tuff Hedeman, campeão mundial nos Estados Unidos. A ideia era trazer competidores norte-americanos para Barretos.

O plano deu certo. Um empresário ajudou a levar cinco competidores para Barretos, incluindo Tuff. No ano seguinte, a competição recebeu 12 dos principais competidores norte-americanos.

A iniciativa marcou uma nova fase do rodeio em Barretos.

A internacionalização do rodeio brasileiro

A chegada dos norte-americanos também aproximou o Brasil do cenário internacional do rodeio.

Marcos contou que os competidores brasileiros passaram a buscar espaço fora do país. Ao mesmo tempo, os norte-americanos passaram a conhecer melhor a estrutura brasileira e as boiadas utilizadas nas competições.

Pódio do 1° Rodeio Internacional de Barretos, com os 5 campeões.
Pódio do 1° Rodeio Internacional de Barretos

A experiência também teria relação com a formação da Professional Bull Riders, a PBR. Marcos reproduziu no podcast uma história segundo a qual alguns dos competidores que participaram do evento em Barretos teriam conversado durante a viagem de volta aos Estados Unidos sobre a criação de uma organização voltada exclusivamente ao rodeio de touros.

Ele, no entanto, deixou claro que não sabe se a organização foi realmente criada durante aquele voo ou se a conversa aconteceu em outro momento.

Esse episódio mostra a dimensão que o rodeio de Barretos começou a alcançar naquele período.

Liga Nacional do Rodeio reúne competidores de diferentes regiões do Brasil

Hoje, Marcos Abud está à frente da Liga Nacional do Rodeio. A organização trabalha com uma estrutura que leva competidores de diferentes cidades e estados até Barretos.

Durante a entrevista, Marcos explicou que a Liga reúne 137 rodeios. Os campeões de cada cidade conquistam o direito de disputar a etapa em Barretos.

Logo da Liga Nacional de Rodeio (LNR).
Logo da Liga Nacional do Rodeio (LNR).

A estrutura também cria oportunidades para competidores de regiões distantes. A Liga passa por diferentes estados brasileiros e reúne campeões que, muitas vezes, não teriam acesso a uma competição desse porte sem esse sistema.

Para Marcos, esse modelo tem um papel importante na descoberta e na valorização de novos talentos.

Porém, estar presente em 137 rodeios não significa que Marcos precise acompanhar pessoalmente cada evento. A Liga trabalha com um sistema de chancela, no qual os eventos parceiros recebem a estrutura da competição, enquanto a organização envia competidores e juízes e coordena a transmissão.

Esse modelo permite ampliar a atuação da Liga sem concentrar toda a operação em uma única equipe. Para Marcos, esse trabalho também depende diretamente do apoio da família. Ele afirma que não seria possível manter essa rotina sem essa estrutura familiar.

MF TV mostra que transmitir rodeio também é explicar o esporte

Para Marcos Abud, ampliar as transmissões é positivo para o rodeio. No entanto, ele destacou que simplesmente colocar uma câmera na arena não é suficiente para conquistar novos espectadores.

Durante a entrevista, Marcos elogiou o trabalho da MF TV em Barretos e ressaltou a importância de explicar a dinâmica das provas.

Foto da bancada responsável por explicar as provas de montaria em touros durante a transmissão do rodeio de Barretos pela MF TV. Na bancada estão  Almir Cambra, Rogério Paitl e Rodrigo Lidon
Bancada da MF TV responsável por explicar as provas de montaria em touros durante a transmissão de Barretos, com Almir Cambra, Rogério Paitl e Rodrigo Lidon.

Segundo ele, muitas modalidades possuem regras e critérios que não são fáceis de compreender para quem não acompanha o esporte. Uma bancada que contextualiza o que acontece na arena ajuda o público a entender, por exemplo, por que um competidor recebeu determinada nota ou por que uma disputa terminou de determinada maneira.

Na avaliação do presidente da Liga, esse formato torna o rodeio mais acessível e pode aproximar o esporte de quem ainda não o conhece. A transmissão deixa de apenas mostrar a competição e passa a ajudar o espectador a acompanhar as regras e o desempenho dos competidores.

Por isso, Marcos defende que quanto mais emissoras transmitirem o rodeio, maior será a exposição do esporte e a possibilidade de alcançar novos públicos.

O futuro do rodeio passa pelo público feminino

Na visão de Marcos Abud, o crescimento do rodeio também depende da ampliação das modalidades e da participação feminina.

Durante a entrevista, ele destacou o Breakaway e o tambor, provas que têm a participação de competidoras mulheres e que, na avaliação do dirigente, podem aproximar ainda mais o público feminino e as famílias do universo do rodeio.

São duas imagens com tela dividida. Na esquerda tem uma competidora de três tambores e na esquerda uma competidora de breakaway.
Provas de Três Tambores e Breakaway.

Marcos contou que já observava o crescimento da participação feminina e defendeu o fortalecimento de um circuito para incentivar novas competidoras. Para ele, esse movimento também movimenta outros segmentos ligados ao cavalo e ao esporte.

Além da competição, ele vê nessas modalidades uma oportunidade para aproximar pais, filhos e outros familiares das arenas. A presença das mulheres também amplia as possibilidades de participação dentro do rodeio e ajuda a transformar o evento em um programa para toda a família.

Essa relação com o público feminino aparece, principalmente, nas modalidades equestres. Para Marcos, provas como o Breakaway e o tambor contribuem para diversificar o rodeio e atrair novas competidoras e espectadores.

Uma nova arena para o rodeio em Barretos

Outro ponto discutido no MF Cast foi a estrutura da Festa do Peão de Barretos.

Para Marcos, a arena atual poderia ganhar uma estrutura específica para o rodeio. A proposta seria construir um espaço coberto, com capacidade para aproximadamente 18 mil a 20 mil pessoas, climatizado e voltado exclusivamente para as provas.

A ideia permitiria separar a experiência do rodeio da programação de shows.

Com isso, o público interessado apenas nas competições poderia ter acesso a ingressos mais acessíveis. Ao mesmo tempo, a estrutura atual poderia continuar recebendo grandes apresentações.

Marcos também destacou a importância de uma arena coberta para reduzir os impactos das condições climáticas e permitir uma utilização mais frequente do espaço.

Rodeio, entretenimento e sustentabilidade financeira

A relação entre rodeio e shows também apareceu na conversa.

Marcos avalia que os dois formatos podem coexistir. No entanto, ele chamou atenção para o aumento dos custos dos grandes shows e para o impacto desse cenário na organização de eventos.

Segundo ele, artistas que custavam valores menores passaram a representar investimentos muito maiores. Além do cachê, um evento envolve estrutura, som, iluminação, hospedagem e outros custos.

Por isso, Marcos considera que existem oportunidades para criar formatos de eventos mais concentrados no rodeio, no esporte e na música country.

A discussão mostra que o futuro do rodeio também envolve encontrar modelos capazes de manter o esporte competitivo e, ao mesmo tempo, aproximá-lo do público.

Rodeio, fé e os valores que acompanham Marcos Abud

A relação de Marcos com o rodeio também passa por valores pessoais.

Durante a entrevista, ele falou sobre sua fé e contou que é católico, participa da missa e costuma fazer suas orações diariamente. Para ele, esse momento traz tranquilidade e conforto antes das atividades.

A fé também se relaciona com a forma como Marcos enxerga o comportamento dentro da arena. Ao contar uma situação envolvendo competidores durante um momento religioso, ele reforçou sua visão sobre respeito ao público e às manifestações que fazem parte da Festa do Peão.

O episódio acrescenta uma dimensão pessoal à trajetória do dirigente. Além disso, Marcos associa sua atuação no rodeio a princípios que considera importantes dentro e fora da arena.

O futuro do rodeio está na aproximação com o público

A trajetória de Marcos Abud mostra como o rodeio passou por diferentes transformações. O esporte cresceu, ganhou novas modalidades, aproximou competidores brasileiros e estrangeiros e passou a ocupar novos espaços de transmissão.

Agora, na visão do dirigente, o próximo passo é tornar essa experiência cada vez mais acessível. Além disso, essa transformação envolve a explicação das regras, a presença de novas modalidades, a participação feminina, a tecnologia e estruturas que valorizem o público interessado nas provas

Nesse cenário, a transmissão também ganha um papel estratégico. Como destacou Marcos, não basta mostrar o que acontece na arena. É preciso explicar o esporte para que mais pessoas consigam acompanhar, entender e se interessar pelo rodeio.

É justamente nessa transformação que a história de Marcos se conecta ao momento atual do setor. Ele começou entregando esporas no brete 6 e chegou à presidência da Liga Nacional do Rodeio. Hoje participa de um movimento que busca levar o rodeio para além da arena e aproximá-lo de novos públicos.

Assista ao episódio completo do MF Cast com Marcos Abud e conheça os bastidores dessa trajetória e as mudanças que estão moldando o futuro do rodeio brasileiro.

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18º Congresso ABMRA discute os novos desafios do marketing e da comunicação no agro https://blog.mfrural.com.br/abmra-marketing-comunicacao-agro/ Wed, 21 Oct 2026 12:00:50 +0000 https://blog.mfrural.com.br/?p=121751 Associado à ABMRA, Grupo MF Rural estará presente no encontro, que acontece em novembro, em São Paulo, e reúne lideranças…

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Associado à ABMRA, Grupo MF Rural estará presente no encontro, que acontece em novembro, em São Paulo, e reúne lideranças e especialistas para discutir estratégia, inteligência, comunicação e as transformações do mercado

O marketing e a comunicação no agronegócio acompanham um mercado que muda cada vez mais rápido. Novas tecnologias, inteligência artificial, digitalização e novas formas de se relacionar com diferentes públicos já fazem parte da realidade de empresas e profissionais do setor.

É diante desse cenário que acontece, no dia 25 de novembro de 2026, em São Paulo (SP), o 18º Congresso de Marketing do Agro ABMRA. Com o tema “O Novo Ritmo do Marketing do Agro”, o encontro reunirá executivos, especialistas, lideranças empresariais e profissionais do setor para compartilhar experiências, conhecimento e diferentes perspectivas sobre os caminhos do marketing, da comunicação e da gestão no agronegócio.

O Grupo MF Rural, associado à Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), estará presente em mais uma edição do evento, fortalecendo sua participação nas discussões que envolvem o desenvolvimento e o futuro da comunicação no agro.

Os desafios de um mercado que muda cada vez mais rápido

A programação do Congresso será conduzida a partir de cinco grandes temas: Liderança, Inteligência, Estratégia, Compliance e Comunicação.

Ambiente que integra agronegócio, tecnologia e estratégia, com lavoura ao fundo, notebook e elementos digitais representando inovação e comunicação no agro
Tecnologia, estratégia e comunicação acompanham as transformações do marketing no agronegócio.

As discussões passam pelo desenvolvimento de equipes, gestão de marcas, tomada de decisão, uso estratégico da inteligência artificial, governança corporativa e construção de posicionamentos relevantes diante de um mercado cada vez mais competitivo.

A escolha dos assuntos acompanha desafios que já estão presentes no dia a dia de quem trabalha com marketing, comunicação e negócios em empresas do agronegócio, agências e veículos de mídia.

Segundo Wanderson Tosta, diretor do Congresso, a programação foi pensada a partir dessa realidade. A intenção é levar aos participantes não apenas tendências, mas também reflexões e estratégias que possam contribuir para a tomada de decisões diante da velocidade das mudanças, da inovação tecnológica e da crescente complexidade do mercado.

Conhecimento para transformar mudanças em estratégia

Para Ricardo Nicodemos, presidente da ABMRA, o Congresso representa uma oportunidade de reunir, em um único dia, diferentes conhecimentos e experiências capazes de contribuir para a atuação dos profissionais do setor.

Ao comparar o encontro a um “MBA em um único dia”, Nicodemos destaca a presença de especialistas que acompanham de perto as transformações do mercado e podem compartilhar conhecimentos aplicáveis à rotina dos profissionais.

Além de acompanhar o que já está mudando, a proposta é preparar profissionais e lideranças para os próximos movimentos do mercado, estimulando visão de longo prazo, capacidade de adaptação e decisões mais estratégicas.

Ao longo de sua trajetória, o Congresso de Marketing do Agro ABMRA se consolidou como um importante espaço de encontro entre empresas, agências, consultorias, instituições de pesquisa, veículos de mídia e profissionais envolvidos na construção de estratégias voltadas à competitividade do agronegócio.

Grupo MF Rural: o primeiro ecossistema do agro

Como associado da ABMRA, o Grupo MF Rural, primeiro ecossistema do agro, integra uma rede de empresas e profissionais que contribuem para o desenvolvimento da comunicação e do marketing no setor.

Ecossistema do Grupo MF Rural com suas diferentes frentes de atuação em negócios, informação, comunicação, educação, logística, finanças e outros serviços voltados ao agronegócio
Diferentes frentes, um mesmo propósito: ampliar as possibilidades para quem vive, trabalha e movimenta o agronegócio.

Ao longo de sua trajetória, o Grupo expandiu sua atuação e hoje reúne diferentes soluções voltadas às necessidades de quem vive e movimenta o agronegócio, aproximando pessoas, negócios, informação, conhecimento e oportunidades em um mesmo ecossistema.

A comunicação também ocupa um espaço importante nessa trajetória. Entre as iniciativas do Grupo está o MF Cast, criado para dar voz a quem faz o agro acontecer e transformar experiências, ideias e histórias em conteúdo capaz de informar e aproximar diferentes públicos do setor.

MF Cast dá voz a quem faz o agro acontecer

Criado em 2023 e apresentado por Roberto Lucas e Walter Celani, o MF Cast recebe produtores rurais, empresários, especialistas e diferentes personalidades ligadas ao setor para conversas que unem informação, conhecimento e experiência.

Roberto Lucas e Walter Celani, apresentadores do MF Cast, juntos em ambiente com elementos ligados ao agronegócio
Roberto Lucas e Walter Celani transformam experiências e histórias de quem vive o agro em conhecimento compartilhado.

Mercado, gestão, inovação, sucessão, família, desafios profissionais e histórias de vida estão entre os assuntos que já passaram pela mesa do programa.

Mais do que falar sobre produção agropecuária, o MF Cast busca mostrar as pessoas que existem por trás do agro, suas trajetórias, aprendizados, dificuldades e conquistas. O propósito é compartilhar conhecimento a partir de quem vive o setor na prática e, ao mesmo tempo, aproximar diferentes públicos da realidade do agronegócio brasileiro.

MF Cast já conquistou dois prêmios da ABMRA

A relação do Grupo MF Rural com a ABMRA também é marcada pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo MF Cast.

O projeto já conquistou dois prêmios no Festival ABMRA, premiação dedicada à comunicação e ao marketing do agronegócio.

A primeira conquista veio com um troféu de bronze. Posteriormente, o MF Cast recebeu também prata na categoria “Ações em Feiras, Eventos e Congressos presenciais ou virtuais”, pelo trabalho realizado durante a Agrovem.

Os reconhecimentos reforçam uma proposta que acompanha o projeto desde sua criação: utilizar a comunicação para valorizar pessoas, compartilhar conhecimento e mostrar diferentes histórias e perspectivas de quem participa do agronegócio brasileiro.

A presença do Grupo MF Rural no 18º Congresso de Marketing do Agro ABMRA dá continuidade a essa relação e aproxima novamente o Grupo das discussões sobre os caminhos que o marketing e a comunicação do setor deverão percorrer nos próximos anos.

18º Congresso de Marketing do Agro ABMRA

O evento será realizado no dia 25 de novembro de 2026, a partir das 8h, na Rua Verbo Divino, 1488, Granja Julieta, em São Paulo (SP).

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) atua há quase 50 anos exclusivamente nas áreas de marketing e comunicação do agro. A entidade reúne em seu quadro de associados indústrias, agências e veículos de mídia, congregando diferentes integrantes do ecossistema de comunicação do setor.

Posicionada como a “Casa do Marketing e da Comunicação do Agro”, a ABMRA trabalha na disseminação de boas práticas e contribui para que os diferentes integrantes da cadeia produtiva aprimorem sua comunicação.

Se você quer aprender como aproveitar o digital para vender no agro para clientes que nunca imaginou, assista aqui uma entrevista que vai revelar as melhores práticas.

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Nicoli Fittipaldi: dos cavalos ao empreendedorismo no universo western https://blog.mfrural.com.br/nicoli-fittipaldi-cavalos-empreendedorismo/ Fri, 16 Oct 2026 11:41:57 +0000 https://blog.mfrural.com.br/?p=121817 Influenciadora, competidora e empresária, Nicoli Fittipaldi conta no MF Cast como transformou sua paixão pelos cavalos em oportunidades de negócio…

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Influenciadora, competidora e empresária, Nicoli Fittipaldi conta no MF Cast como transformou sua paixão pelos cavalos em oportunidades de negócio e construiu sua trajetória nas redes sociais.

Crescer cercada por cavalos, participar de competições e viver a rotina do campo sempre fizeram parte da história de Nicoli Fittipaldi. No entanto, foi depois de seguir um caminho profissional diferente que ela encontrou novas oportunidades dentro do universo que conhecia desde a infância.

Convidada do episódio 190 do MF Cast, apresentado por Roberto Lucas e Walter Celani, Nicoli compartilhou sua trajetória no esporte, a formação em Biomedicina, o crescimento como influenciadora digital e os desafios de administrar uma empresa de moda western.

Ao longo da conversa, ela também falou sobre a importância da família, a relação com Ana Castela e o que aprendeu ao transformar sua presença na internet em um negócio.

Dos primeiros passos no esporte à formação em Biomedicina

A ligação de Nicoli com os cavalos começou cedo. Incentivada pela família, ela iniciou as aulas de Três Tambores por volta dos seis anos e cresceu participando de atividades e competições equestres.

Nicoli Fittipaldi montada em um cavalo durante uma prova de Três Tambores, contornando um tambor azul em uma pista de terra, com vegetação ao fundo
A paixão pelos cavalos começou ainda na infância e, anos depois, se tornaria parte fundamental das escolhas e conquistas de Nicoli.

Apesar dessa proximidade com o campo, a jovem também tinha outros planos profissionais. Durante a adolescência, pensou em cursar Medicina Veterinária, mas acabou escolhendo Biomedicina pelas possibilidades de atuação na área da saúde.

Assim, dedicou-se à faculdade e chegou a iniciar sua trajetória profissional na área. Entretanto, a pandemia trouxe uma mudança importante.

Com a interrupção de parte da rotina, Nicoli voltou a passar mais tempo com os cavalos. Além disso, começou a compartilhar vídeos de seus treinos e atividades no campo, inicialmente sem a intenção de se tornar influenciadora.

A resposta do público, porém, abriu um caminho que ela ainda não havia considerado.

Como Nicoli Fittipaldi conquistou espaço nas redes sociais

Os primeiros conteúdos de Nicoli mostravam situações comuns de sua rotina: preparar os cavalos, treinar, galopar e participar das atividades do universo equestre.

Nicoli de chapéu rosa e camiseta azul montada em um cavalo, percorrendo uma estrada de terra no campo durante o pôr do sol, cercada por árvores e vegetação
O que começou como simples registros de sua rotina com os cavalos acabou abrindo caminhos que Nicoli Fittipaldi jamais imaginou percorrer.

A naturalidade das publicações despertou o interesse de pessoas que gostavam de acompanhar os bastidores desse estilo de vida. Dessa forma, ela começou a construir uma comunidade nas redes sociais.

Com o crescimento do público, surgiram oportunidades de parcerias e trabalhos com marcas. Ao mesmo tempo, Nicoli percebeu que poderia transformar sua experiência no meio rural em uma atividade profissional.

A influenciadora também destacou que construir uma audiência exige constância, planejamento e responsabilidade. Afinal, a rotina de quem produz conteúdo envolve muito mais do que aparecer diante das câmeras.

Durante o episódio, ela comentou sobre as mudanças nos algoritmos, as exigências das campanhas publicitárias e a dificuldade de conciliar a exposição nas redes com a vida pessoal.

Team Roping e Breakaway: a paixão pelas competições

Além da atuação digital, Nicoli Fittipaldi mantém uma forte ligação com o esporte equestre.

Depois de sua experiência nos Três Tambores, ela encontrou novos desafios no Team Roping, modalidade de laço em dupla, e no Breakaway, prova em que o competidor precisa laçar o bezerro no menor tempo possível, com a corda se desprendendo da sela.

No MF Cast, Nicoli explicou como funcionam as competições, a evolução dos atletas e a importância da técnica para conquistar bons resultados.

Ela também destacou o apoio do irmão, que teve participação importante em sua entrada no Team Roping.

Para Nicoli, o ambiente das competições vai além das disputas. A convivência entre famílias, as amizades e as experiências compartilhadas são parte importante de sua ligação com o mundo dos cavalos.

Da influência digital à criação da 7West

Com uma comunidade cada vez mais conectada ao universo country, Nicoli identificou uma oportunidade no mercado de moda western feminina.

A ideia surgiu da própria experiência com roupas e acessórios, já que suas seguidoras demonstravam interesse pelas peças que ela utilizava.

Entretanto, a influenciadora percebeu que popularidade não significa, necessariamente, retorno financeiro.

Durante a entrevista, ela resumiu esse aprendizado em uma frase:

“Ter engajamento, ter seguidores e números na internet não dá dinheiro, gente.”

A partir dessa percepção, Nicoli decidiu empreender. Inicialmente, criou uma loja virtual de moda western em sociedade. Com o crescimento da operação, o negócio passou por mudanças e ganhou uma estrutura maior.

Atualmente, ela está à frente da 7West, que atua no comércio de moda western e conta com e-commerce e showroom em Ourinhos, no interior paulista.

Além disso, desenvolveu a 7W Custom, voltada à personalização de produtos como bolsas, mochilas e coolers.

Os desafios de administrar o próprio negócio

Embora a experiência nas redes sociais tenha ajudado a divulgar a marca, Nicoli precisou aprender outras habilidades para administrar sua empresa.

Depois do encerramento da sociedade inicial, assumiu diretamente diferentes responsabilidades da operação. Entre elas estavam a gestão dos pedidos, o atendimento aos clientes e o planejamento das atividades.

Com o tempo, conseguiu estruturar uma equipe e organizar melhor as demandas do negócio.

No episódio, ela explicou que empreender também trouxe mudanças para sua vida pessoal, principalmente na maneira de administrar o tempo e conciliar compromissos.

Sua experiência mostra como o empreendedorismo exige adaptação constante, especialmente quando a mesma pessoa precisa cuidar de uma empresa, produzir conteúdo e manter uma rotina de competições.

Ana Castela, família e os valores que acompanham Nicoli

Outro assunto abordado durante a conversa foi a convivência de Nicoli com a cantora Ana Castela.

A influenciadora falou sobre a amizade e destacou a simplicidade da artista, mesmo diante do reconhecimento que conquistou.

Nicoli Fittipaldi e a cantora Ana Castela sorrindo juntas em um evento do universo country, segurando uma corda de laço, com pessoas usando chapéus ao fundo
Mais do que a visibilidade, são as amizades verdadeiras e os valores compartilhados que tornam uma trajetória especial.

Além disso, Nicoli ressaltou a importância da família em suas decisões. Segundo ela, o incentivo recebido ao longo da vida foi fundamental para enfrentar desafios e buscar novas oportunidades.

A fé também ocupa um espaço importante em sua trajetória e aparece como uma das bases que orientam suas escolhas.

Assista à entrevista de Nicoli Fittipaldi no MF Cast

Da infância cercada por cavalos à criação de uma marca própria, Nicoli Fittipaldi construiu uma trajetória que reúne esporte, comunicação e empreendedorismo.

No MF Cast 190, ela compartilha experiências sobre competições equestres, influência digital, moda western e os desafios de transformar uma paixão em negócio.

Quer conhecer os bastidores dessa história e descobrir o que Nicoli aprendeu ao longo do caminho?

Assista ao episódio completo no canal do MF Cast no YouTube e acompanhe outras histórias de quem movimenta o agronegócio brasileiro.

Fonte: MF TV.

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Preço do boi gordo sobe em outubro: o que esperar da arroba nos próximos meses? https://blog.mfrural.com.br/preco-do-boi-gordo-proximos-meses/ Tue, 13 Oct 2026 17:14:33 +0000 https://blog.mfrural.com.br/?p=121803 O preço do boi gordo avançou no início de outubro de 2026, com a arroba alcançando R$ 377,80 no indicador…

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O preço do boi gordo avançou no início de outubro de 2026, com a arroba alcançando R$ 377,80 no indicador Cepea/Esalq à vista em 9 de outubro. No mercado futuro, os contratos negociados na B3 também permaneceram próximos de R$ 400 por arroba para os vencimentos de outubro, novembro e dezembro.

Esse cenário coloca em evidência a oferta de animais para abate, a demanda por carne bovina e as condições de comercialização, fatores que influenciam as cotações.

Mas será que a arroba continuará subindo até o fim do ano? Para avaliar esse cenário, é importante entender o comportamento das cotações, os fatores que influenciam o mercado e os cuidados necessários para planejar a venda do rebanho.

Preço do boi gordo registra recorde em outubro

O mercado físico do boi gordo alcançou um novo recorde nominal em São Paulo no início de outubro. Segundo informações do Cepea divulgadas pela Reuters, a arroba chegou a R$ 372,95 em 5 de outubro, com valorização de 7,8% em relação ao início de setembro. Na ocasião, a oferta reduzida de animais para abate e a firmeza da demanda interna contribuíram para a alta.

A valorização continuou nos dias seguintes. Em 9 de outubro, o indicador Cepea/Esalq à vista registrou R$ 377,80 por arroba, uma alta diária de 0,40%. Na mesma data, a média paulista a prazo chegou a R$ 382,02.

Esses valores representam referências distintas. O indicador Cepea/Esalq acompanha o mercado físico, enquanto os contratos futuros negociados na B3 refletem preços negociados para vencimentos específicos.

Além disso, os preços futuros não representam uma garantia de quanto o pecuarista receberá pela arroba no momento da venda. As cotações podem oscilar até o vencimento e variam conforme as condições de cada negociação.

O que explica a alta do preço da arroba?

A valorização do boi gordo está relacionada principalmente ao equilíbrio entre a oferta de animais prontos para o abate e a demanda dos frigoríficos.

Quando a disponibilidade de bovinos terminados diminui, os compradores precisam disputar os lotes disponíveis para manter o ritmo de abate. Esse movimento pode elevar os preços pagos aos pecuaristas, especialmente quando a demanda por carne permanece firme.

No início de outubro, a menor oferta de animais e a demanda interna sustentaram as cotações em São Paulo, de acordo com a análise divulgada pela Reuters com base em informações do Cepea.

Entretanto, outros fatores também influenciam o mercado, como o planejamento do confinamento, o ciclo pecuário e o desempenho das exportações.

Oferta de animais.

Oferta de animais para abate

A disponibilidade de bovinos terminados é um dos principais fatores para acompanhar a evolução da arroba.

O planejamento da engorda começa meses antes da comercialização. Por isso, decisões sobre compra de animais, alimentação, confinamento e terminação interferem na quantidade de bovinos que chega aos frigoríficos em determinado período.

O ciclo pecuário também merece atenção. A retenção de fêmeas para reprodução ou o aumento do abate de matrizes podem alterar a oferta de animais no curto e no longo prazo.

Quando há menos bovinos prontos para o abate, os frigoríficos podem encontrar maior dificuldade para completar as escalas. Se essa condição persistir e a demanda continuar firme, os preços tendem a encontrar sustentação.

Por outro lado, uma oferta maior de animais terminados pode reduzir a disputa entre os compradores e limitar a valorização da arroba.

Demanda interna e exportações de carne bovina

A demanda por carne bovina influencia diretamente o mercado do boi gordo. No Brasil, o consumo interno afeta o ritmo de compra dos frigoríficos, enquanto as exportações ampliam as possibilidades de comercialização da carne.

A China está entre os principais destinos da carne bovina brasileira. Por isso, mudanças nas condições de acesso a esse mercado e no volume das compras internacionais podem afetar as estratégias dos frigoríficos e dos pecuaristas.

Além disso, o desempenho do mercado interno continua relevante para a formação dos preços. Mesmo com exportações aquecidas, o consumo doméstico influencia a demanda da indústria e o ritmo de comercialização da carne.

Dessa forma, a combinação entre oferta restrita de animais e demanda firme pode favorecer a valorização da arroba. Por outro lado, uma redução nas compras ou o aumento da disponibilidade de bovinos pode alterar esse cenário.

O preço do boi gordo vai continuar subindo nos próximos meses?

As cotações do mercado físico e os contratos futuros indicam que a arroba alcançou patamares elevados em outubro. Entretanto, os dados disponíveis não permitem afirmar que a valorização continuará no mesmo ritmo até o fim de 2026.

No fechamento de 12 de outubro, os contratos da B3 para novembro e dezembro estavam cotados a R$ 396,80 e R$ 394,90 por arroba, respectivamente. Os valores mostram que o mercado negociava preços próximos de R$ 400 para esses vencimentos, mas também apresentava diferenças entre os meses.

Para acompanhar as perspectivas do mercado pecuário, o produtor deve observar três fatores principais:

  • Oferta de animais: a disponibilidade de bovinos terminados pode influenciar a disputa entre frigoríficos e, consequentemente, os preços pagos pela arroba.
  • Demanda por carne bovina: o consumo interno e as compras internacionais podem contribuir para sustentar as cotações ou reduzir a pressão de alta.
  • Contratos futuros: os preços negociados na B3 ajudam a acompanhar as expectativas do mercado, mas não garantem a cotação que prevalecerá na comercialização física.

Portanto, a manutenção de preços elevados dependerá das condições de oferta e demanda ao longo dos próximos meses. O pecuarista deve acompanhar os indicadores e evitar decisões baseadas exclusivamente na expectativa de novas altas.

Como proteger a rentabilidade da pecuária diante das oscilações de preço?

Em períodos de valorização, o planejamento financeiro ajuda o produtor a avaliar as oportunidades de venda e a preservar a rentabilidade da atividade.

O primeiro passo é conhecer o custo de produção. Despesas com alimentação, mão de obra, sanidade, reprodução, instalações e manutenção da propriedade influenciam diretamente o resultado de cada lote.

Em seguida, vale comparar os preços oferecidos pelos frigoríficos com a margem esperada da operação. Uma cotação elevada não significa necessariamente maior lucro quando os custos de produção também aumentam.

Outro cuidado é acompanhar o mercado físico e os contratos futuros. Essa comparação ajuda a entender as diferenças entre os preços praticados no momento e as expectativas para os vencimentos seguintes.

O planejamento da reposição do rebanho também merece atenção. Quando o boi gordo se valoriza, o produtor precisa avaliar quanto custará comprar bezerros ou outros animais para manter o sistema produtivo.

Dessa forma, decisões de venda e reposição devem considerar não apenas o preço da arroba, mas também os custos de produção, o planejamento do rebanho e a capacidade financeira da propriedade.

Leilões de bovinos: oportunidades para a compra e venda de animais

Além de acompanhar o preço do boi gordo, o pecuarista precisa observar o mercado de compra e venda de animais para reposição, reprodução e melhoramento genético.

Nesse contexto, os leilões de bovinos oferecem oportunidades para encontrar animais de diferentes categorias e objetivos produtivos. Entretanto, a escolha exige atenção à genética, às condições sanitárias, à categoria dos animais e aos custos de transporte.

O MF Leilões reúne oportunidades de comercialização de bovinos e conecta compradores e vendedores do setor.

MF Leilões.

Antes de participar de um leilão, o produtor deve definir o objetivo da compra, estabelecer um orçamento e calcular os custos envolvidos na negociação. Dessa forma, consegue avaliar os lotes de acordo com as necessidades do rebanho e o planejamento financeiro da fazenda.

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Pastejo rotacionado: como preparar o solo e adubar a pastagem https://blog.mfrural.com.br/pastejo-rotacionado-adubacao-pastagem/ Tue, 13 Oct 2026 13:10:50 +0000 https://blog.mfrural.com.br/?p=121794 A adubação e o pastejo rotacionado são estratégias que ajudam a aumentar a produtividade da pecuária. Entretanto, antes de investir…

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A adubação e o pastejo rotacionado são estratégias que ajudam a aumentar a produtividade da pecuária. Entretanto, antes de investir em fertilizantes, o produtor rural precisa conhecer as condições do solo e avaliar o estado da pastagem.

A análise do solo permite identificar as necessidades de correção e adubação. Além disso, a avaliação da vegetação ajuda a detectar problemas que podem comprometer o desenvolvimento do pasto.

Por isso, o planejamento deve começar pelo solo e avançar para as demais etapas do manejo. Entenda como funciona esse processo e quais cuidados o especialista destaca para melhorar a produtividade da pastagem.

Por que fazer a análise do solo antes de adubar o pasto?

O primeiro passo para melhorar a produtividade da pastagem é conhecer as características do solo da propriedade. Para isso, o produtor deve realizar análises químicas e físicas.

A análise química identifica as necessidades de correção e adubação. Já a análise física ajuda a determinar a composição do solo, considerando as proporções de areia, silte e argila.

Além disso, uma mesma propriedade pode apresentar diferenças entre áreas de baixada, meia-encosta e partes mais altas. Por esse motivo, o especialista recomenda avaliar esses locais separadamente.

Durante a coleta, o produtor pode reunir de 10 a 20 amostras simples de uma mesma área para formar uma amostra composta e encaminhá-la ao laboratório. Dependendo das características da propriedade, também pode ser necessário coletar amostras de diferentes áreas.

Dessa forma, o produtor conhece melhor as condições de cada local e evita aplicar fertilizantes sem considerar as necessidades específicas do solo.

Como a falta de correção do solo prejudica a pastagem?

Degradação de pastagem.

A falta de cuidados com o solo pode favorecer a degradação da pastagem ao longo do tempo.

Segundo o especialista, uma área que inicialmente apresentava capim-colonião pode passar a ter outras gramíneas, como braquiárias, até chegar a vegetações mais adaptadas a condições de baixa fertilidade.

Isso acontece porque algumas gramíneas conseguem se desenvolver em solos menos férteis. Entretanto, essa adaptação não significa que a pastagem mantém uma boa produtividade.

Consequentemente, a área pode perder capacidade produtiva e reduzir a lotação de animais.

O especialista também explica que, quando o pasto chega a um estágio muito degradado, apenas aplicar adubo não resolve o problema. Portanto, o produtor precisa avaliar as condições da vegetação antes de definir as medidas de recuperação.

Por que não se deve copiar a adubação de outra propriedade?

Cada área apresenta características próprias. Por isso, utilizar a mesma adubação de uma propriedade vizinha pode comprometer os resultados.

O especialista alerta que o produtor não deve escolher um fertilizante apenas porque viu outra fazenda aplicá-lo e obter uma pastagem visualmente bonita.

Antes de definir os produtos, é necessário conhecer o solo e identificar suas necessidades. Essa avaliação orienta a escolha dos corretivos e fertilizantes mais adequados para cada área.

Além disso, mesmo dentro de uma única fazenda, diferentes áreas podem exigir avaliações distintas. Uma recomendação que funciona em determinado local pode não atender às necessidades de outro.

Assim, a análise do solo é o ponto de partida para planejar a correção e a adubação da pastagem de acordo com as condições da propriedade.

Análise do solo

Como avaliar a pastagem antes de iniciar a adubação?

Depois de analisar o solo, o produtor precisa verificar as condições da pastagem. O especialista destaca três aspectos importantes nessa etapa:

  • Tipo de gramínea: cada módulo de pastejo deve ter apenas um tipo de gramínea, conforme a orientação apresentada na entrevista.
  • Densidade de plantas: o produtor deve observar a quantidade de plantas por metro quadrado.
  • Presença de plantas daninhas: é necessário verificar a infestação e avaliar a necessidade de controle antes de adubar.

A composição da pastagem merece atenção especial. Quando existem duas gramíneas diferentes no mesmo piquete, os animais podem preferir uma delas e consumi-la em excesso, enquanto deixam a outra menos utilizada.

Com isso, a gramínea mais consumida pode sofrer sobrepastejo, enquanto a menos preferida permanece na área. Segundo o especialista, esse desequilíbrio contribui para a degradação da pastagem.

Além disso, as plantas daninhas podem competir com as gramíneas por água, luz e nutrientes. Por esse motivo, o especialista orienta avaliar a necessidade de controle dessas plantas antes de avançar com a adubação.

Como corrigir o solo e fazer a adubação do pasto?

Após analisar o solo e avaliar a pastagem, o produtor pode definir as medidas necessárias para corrigir a fertilidade e favorecer o desenvolvimento das gramíneas.

O especialista explica que essa etapa pode envolver a correção da acidez e o fornecimento dos nutrientes necessários ao crescimento do pasto.

Conforme os resultados da análise, o planejamento pode incluir calcário, gesso e outros produtos utilizados na correção do solo. A escolha depende das condições identificadas na área e das recomendações técnicas.

Em seguida, o produtor deve planejar a adubação com NPK, sigla que representa nitrogênio, fósforo e potássio. Esses nutrientes desempenham funções importantes no desenvolvimento das plantas.

Além dos macronutrientes, o especialista destaca a importância dos micronutrientes e cita boro, zinco e ferro entre os exemplos mencionados na entrevista.

Portanto, o produtor deve escolher os produtos conforme as necessidades identificadas na análise do solo, evitando aplicações sem uma recomendação adequada para a área.

Quando a irrigação entra no sistema de pastejo?

A irrigação é uma etapa posterior à organização do manejo da pastagem. Durante a entrevista, o especialista explica que o produtor deve começar pela análise do solo, realizar as correções necessárias, fazer a adubação e organizar o pastejo rotacionado. Depois dessas etapas, pode avaliar a necessidade de irrigação.

Essa tecnologia também exige um investimento maior. Por isso, o produtor precisa considerar as condições da propriedade e os objetivos do sistema antes de decidir pela sua implantação.

Além disso, a disponibilidade de água não garante o crescimento intenso do pasto durante todo o ano. No outono e no inverno, a redução da luminosidade e as temperaturas mais baixas podem limitar o desenvolvimento das gramíneas.

Como alternativa para essas condições, o especialista menciona o uso de pastagens de inverno, como aveia-preta e azevém, além da sobre-semeadura e da irrigação.

A escolha dessas estratégias depende da região, das condições climáticas e das características do sistema de produção.

O que considerar antes de adubar a pastagem?

Para implantar um sistema de pastejo rotacionado adubado, o produtor precisa conhecer o solo e avaliar as condições da pastagem. Antes de aplicar fertilizantes, deve identificar as necessidades de correção, verificar a presença de plantas daninhas e observar a composição da vegetação.

Em seguida, é necessário planejar a correção da fertilidade, a adubação e a organização do pastejo. A irrigação pode complementar o sistema, conforme as condições da propriedade e os objetivos de produção.

Dessa maneira, o produtor consegue planejar o manejo com base nas necessidades da área, em vez de investir em fertilizantes e tecnologias sem avaliar os fatores que limitam o desenvolvimento do pasto.

Quer entender melhor como colocar essas etapas em prática? Assista ao corte completo na MF TV e confira as orientações do especialista sobre adubação e manejo de pastagens!

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Berranteiro das Américas: uma jornada de Barretos aos Estados Unidos https://blog.mfrural.com.br/berranteiro-das-americas-16-paises-eua/ Fri, 09 Oct 2026 11:35:42 +0000 https://blog.mfrural.com.br/?p=121743 Pedro Henrique, conhecido como Berranteiro das Américas, transformou uma viagem de Barretos aos Estados Unidos em uma aventura que envolveu…

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Pedro Henrique, conhecido como Berranteiro das Américas, transformou uma viagem de Barretos aos Estados Unidos em uma aventura que envolveu estrada, mulas, cultura e fé.

Depois de sair do Brasil de caminhonete, atravessar 16 países e chegar aos EUA, Pedro iniciou uma nova etapa da jornada: voltar ao Brasil acompanhado por duas mulas e pelo cachorro Bastião.

De Barretos aos Estados Unidos: onde tudo começou

A escolha de Barretos como ponto de partida não aconteceu por acaso.

Pedro tem uma relação antiga com a cidade. Além de ser tetracampeão de berrante em Barretos, frequenta a Festa do Peão desde os 19 anos e também participou da construção de estruturas do Parque do Peão como engenheiro civil.

Por isso, Barretos representava muito mais do que um ponto no mapa. Era o lugar que fazia parte da própria história do Berranteiro.

Do outro lado da jornada estava Fort Worth, no Texas, cidade que Pedro considera uma espécie de capital do rodeio nos Estados Unidos. A ideia, portanto, era conectar dois importantes símbolos da cultura do rodeio: Barretos e Fort Worth.

A partida aconteceu em 28 de agosto de 2023, no Parque do Peão. Antes disso, porém, foram dois anos de planejamento.

Pedro precisou pensar nas rotas, nos custos, nos possíveis apoios e, principalmente, em como transformar uma ideia tão diferente em realidade.

Quando disseram que Pedro estava ficando doido

O projeto também precisou superar outro obstáculo: a opinião das pessoas.

A ideia de sair do Brasil de caminhonete já parecia difícil para muita gente. Quando Pedro explicou que pretendia voltar dos Estados Unidos montado em mulas, as reações ficaram ainda mais fortes.

Ele chegou a ouvir que estava ficando doido e, em determinado momento, começou até a questionar a própria decisão.

Foi então que chegou a uma conclusão que se tornou uma das frases mais marcantes de sua história:

“Não é loucura, é vontade de viver.”

A partir daí, Pedro decidiu trabalhar mais em silêncio. Quando o projeto já estava praticamente todo planejado, começou a divulgá-lo nas redes sociais para buscar apoio e patrocínio.

A estratégia também fazia parte da viagem. Afinal, ele sabia que precisaria construir uma comunidade capaz de acompanhar a jornada e ajudar a manter o projeto em movimento.

Por que Pedro foi de caminhonete e voltou de mula?

Pedro já planejava voltar de mula antes mesmo de deixar Barretos.

A ideia de voltar de mula já existia. No entanto, durante os estudos para a viagem, percebeu que seria mais viável fazer o trajeto de volta com animais adquiridos nos Estados Unidos.

Além das questões sanitárias envolvendo a circulação de animais entre diferentes países, havia outro fator importante: conhecer previamente as rotas que seriam utilizadas no retorno.

Assim, a caminhonete serviu como uma espécie de preparação para a segunda parte da aventura.

Durante aproximadamente sete meses, Pedro dirigiu até chegar à fronteira dos Estados Unidos. Nesse período, passou por 16 países, conheceu diferentes lugares e produziu conteúdo para a internet.

Ele dormia em uma barraca instalada sobre a caminhonete e, ao mesmo tempo, editava e publicava os próprios vídeos.

Além de conhecer as estradas, Pedro buscava pessoas que poderiam ajudá-lo futuramente. Essa estratégia acabaria sendo fundamental para encontrar as duas mulas que precisava para retornar ao Brasil.

Bastião acompanhou Pedro desde o início

Se Pedro era o responsável pelo projeto, Bastião rapidamente ganhou um papel importante na história.

O cachorro acompanhou o Berranteiro durante a jornada e se tornou uma presença constante nos registros da viagem. Em determinado momento, inclusive, a preocupação com a segurança do animal fez Pedro mudar parte do planejamento.

Bastião foi muito mais do que um cachorro durante a travessia: foi companheiro de estrada. Fonte: Reprodução/Instagram (@berranteiro).

Inicialmente, a ideia era fazer o retorno apenas com as mulas e Bastião. Depois de enfrentar problemas com o cachorro durante a viagem, entretanto, Pedro decidiu contar com o apoio de uma caminhonete e de um médico-veterinário.

Gustavo Palone, médico veterinário, passou a acompanhá-lo a partir do México, oferecendo suporte durante o trajeto.

Mesmo com essa estrutura, Bastião ainda protagonizaria um dos momentos mais difíceis de toda a jornada.

A busca pelas duas mulas que levariam Pedro de volta ao Brasil

Depois de chegar aos Estados Unidos, Pedro começou a procurar os animais que utilizaria no retorno.

A busca, porém, foi muito mais complicada do que ele imaginava.

Pedro passou por diferentes regiões dos Estados Unidos, incluindo Nova York, Flórida, Califórnia e Idaho, antes de retornar ao Texas em busca das mulas.

Uma das cenas mais marcantes aconteceu na Times Square. Pedro parou a caminhonete, levou Bastião para o alto da estrutura da barraca, ergueu a bandeira do Brasil e tocou o berrante no coração de Nova York.

Depois disso, a procura pelos animais continuou.

Em um encontro de muladeiros na Califórnia, Pedro esperava encontrar alguém disposto a ajudá-lo. Entretanto, ninguém apareceu com uma solução imediata.

Os preços das mulas nos leilões também estavam muito acima do que ele poderia pagar. Uma das mais baratas que encontrou custava US$ 14 mil, enquanto Pedro havia conseguido reunir cerca de R$ 10 mil em uma rifa.

Comprar os animais daquela maneira, portanto, estava fora da realidade do projeto.

Um encontro nos Estados Unidos mudou os planos

Foi então que Pedro chegou até a propriedade de John Logsdon, em Oklahoma.

O encontro começou como uma simples amizade. John não prometeu as mulas imediatamente. Porém, depois de conhecer a história do brasileiro, decidiu ajudá-lo.

Uma das mulas já estava esperando por Pedro quando ele chegou ao rancho.

Havia apenas um detalhe: ela nunca tinha sido domada.

Pedro havia aprendido conceitos de doma durante o período em que esteve com Monty Roberts. Por isso, precisou colocar esse conhecimento em prática para preparar o animal para a jornada.

Durante aproximadamente dois meses, ficou acampado na propriedade de John e trabalhou na preparação das mulas.

A segunda também veio de John. O animal era menor e, justamente por isso, chamou a atenção de Pedro. A ideia era utilizá-la para transportar parte da carga durante a travessia.

Foi assim que o Berranteiro conseguiu as duas companheiras que fariam parte do retorno ao Brasil.

As duas mulas que acompanharam Pedro na travessia de volta ao Brasil. Fonte: Reprodução/Instagram (@berranteiro).

Mais do que uma viagem: levar a cultura do peão de boiadeiro

Desde o início, Pedro sabia que não queria fazer uma viagem qualquer.

Dentro da caminhonete, levou parte das tradições que pretendia apresentar pelo caminho: arreios, bruacas, cangaia, cutiano, tralhas de alpaca e outros elementos ligados à cultura do peão de boiadeiro.

Para ele, não faria sentido atravessar diferentes países sem mostrar aquilo que considerava parte da própria identidade.

O objetivo era divulgar o berrante, o mundo da mula e, principalmente, a cultura do peão de boiadeiro.

Dessa forma, a viagem também se transformou em uma maneira de apresentar parte da cultura brasileira para pessoas que nunca haviam tido contato com ela.

O retorno ao Brasil trouxe novos desafios

Depois de preparar as mulas, Pedro iniciou o retorno ao Brasil.

A volta, entretanto, trouxe desafios diferentes daqueles enfrentados na ida. As mulas ainda estavam em processo de adaptação e precisavam aprender a lidar com situações que nunca haviam enfrentado.

Um desses momentos aconteceu quando uma Harley Davidson passou rapidamente perto dos animais. O barulho assustou as mulas, que fugiram. Na confusão, Pedro acabou perdendo Bastião de vista.

A partir daí, o que já era uma viagem cheia de desafios ganhou uma preocupação ainda maior: encontrar o cachorro que o acompanhava desde o início da jornada.

A busca por Bastião e o momento de fé

Pedro procurou pelas proximidades, voltou até a propriedade onde estava hospedado e começou uma verdadeira operação para encontrar o cachorro.

Com a ajuda de Adriano Moraes, gravou um vídeo em inglês pedindo que quem tivesse encontrado Bastião entrasse em contato. Além disso, imprimiu cerca de 500 cartazes de cachorro perdido e os distribuiu pela região. A história também começou a circular nas mídias locais do Texas.

Mesmo assim, as horas passavam e nenhuma notícia aparecia.

Já sem saber mais o que fazer, Pedro decidiu recorrer à fé. Pegou uma Bíblia e abriu em uma página aleatória.

Enquanto tentava ler, recebeu uma ligação de uma mulher de Austin que se ofereceu para ajudar a encontrar Bastião.

Para Pedro, os acontecimentos que vieram depois começaram a ganhar um significado diferente. Ele conseguiu reencontrar o cachorro e, quando Bastião apareceu, a reação dos dois foi de emoção.

Pedro contou que chorou ao encontrar o companheiro, enquanto o cachorro simplesmente pegou um graveto para brincar, como se nada tivesse acontecido.

Depois do reencontro, Pedro se ajoelhou na grama e começou a agradecer a Deus.

Segundo ele, aquele episódio mudou sua maneira de enxergar a própria fé. O momento ficou ainda mais marcante quando, depois de dizer “amém”, uma estrela cadente apareceu no céu.

Para Pedro, aquilo foi uma “Jesusidência”.

A experiência fez com que ele passasse a enxergar a viagem também como uma oportunidade de fortalecer sua relação com Deus.

As pessoas que ajudaram Pedro pelo caminho

Apesar das dificuldades, a travessia também foi marcada por pessoas que apareceram para ajudar.

No Panamá, por exemplo, Pedro contou que recebeu apoio de desconhecidos durante o caminho. Pessoas paravam para tirar fotos, entregavam presentes e contribuíam financeiramente para que ele pudesse continuar.

Em determinado momento, ele relatou ter conseguido US$ 6 mil no país. No entanto, grande parte desse valor foi utilizada para custear a própria logística da viagem, incluindo o transporte da caminhonete e outras despesas.

Segundo Pedro, esses recursos apareciam justamente quando eram necessários para manter o projeto em movimento.

Outros companheiros também passaram a acompanhá-lo em diferentes trechos da jornada. No episódio, Pedro cita nomes como Zé da Bota, Negrão, Jeguim e Branco, além do médico-veterinário Gustavo Palone.

Cada pessoa ajudou em uma parte do caminho. Assim, embora o projeto tenha começado como um sonho individual, a travessia também foi construída pelas pessoas que acreditaram nele.

De volta a Barretos, com uma história para contar

A escolha de Barretos como ponto de partida também tinha outro significado: era ali que Pedro queria encerrar o ciclo.

A cidade fazia parte de sua história antes mesmo da viagem. Foi ali que construiu parte de sua trajetória como berranteiro, conquistou títulos e criou uma relação com o universo do rodeio.

Berranteiro das Américas, ao lado de Bastião durante uma apresentação na arena de Barretos. Fonte: Reprodução/Os Independentes.

Depois de atravessar países, encontrar as mulas, enfrentar dificuldades e seguir viagem acompanhado por Bastião, o retorno a Barretos representava muito mais do que chegar ao destino.

Era a conclusão de um projeto que havia começado dois anos antes, quando ainda existia apenas no planejamento.

Ao longo da jornada, algumas coisas não saíram como Pedro havia imaginado. Em contrapartida, ele também encontrou pessoas, animais e experiências que não estavam no roteiro original.

É justamente essa combinação entre planejamento e imprevistos que marca a história do Berranteiro das Américas.

Uma viagem que ainda não terminou

Mesmo depois de concluir a travessia, Pedro não trata a experiência como uma história encerrada.

No episódio do MF Cast, ele conta que uma próxima viagem já começa a aparecer nos planos e a China pode ser um dos próximos destinos do Berranteiro das Américas.

A primeira travessia chegou ao fim, mas a estrada continua fazendo parte dos planos de Pedro. Mais do que atravessar países, ele levou consigo o berrante, as mulas, Bastião e elementos da cultura do peão de boiadeiro.

No caminho, encontrou pessoas que acreditaram em seu projeto e viveu situações que transformaram sua própria percepção sobre a viagem. Agora, fica a expectativa sobre qual será o próximo destino dessa história.

Assista ao episódio completo do MF Cast com Pedro Henrique, o Berranteiro das Américas, no canal do MF Rural no YouTube.

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Sustentabilidade na cadeia do frango: como os resíduos são reaproveitados https://blog.mfrural.com.br/sustentabilidade-na-cadeia-do-frango-como-os-residuos-sao-reaproveitados/ Thu, 08 Oct 2026 21:22:48 +0000 https://blog.mfrural.com.br/?p=121784 A produção de frango vai muito além da carne que chega à mesa do consumidor. Além disso, o processamento das…

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A produção de frango vai muito além da carne que chega à mesa do consumidor. Além disso, o processamento das aves também gera diferentes materiais, que precisam receber um destino adequado.

Penas, sangue, vísceras, ossos, pele, cabeça e pescoço são alguns exemplos. Além disso, existem partes que não seguem para o consumo humano e materiais gerados durante o tratamento dos efluentes.

Mas o que acontece com tudo isso depois?

Na cadeia do frango, muitos desses materiais não são simplesmente descartados. Eles podem passar por processos de reaproveitamento e dar origem a novos produtos, como farinhas, óleos, ração, biodiesel e adubo orgânico.

Dessa forma, o reaproveitamento mostra como a sustentabilidade na cadeia do frango está presente em diferentes etapas da produção.

Quais são os resíduos gerados pela indústria de frango?

Para entender como funciona o reaproveitamento, primeiro é preciso conhecer os materiais gerados durante o processamento das aves.

No abate e na preparação do frango, a indústria separa as partes que serão destinadas ao consumo humano. O restante pode seguir para outras etapas de processamento, de acordo com suas características e com a finalidade de cada material.

Entre eles estão:

  • penas, sangue e vísceras;
  • pele, cabeça e pescoço;
  • ossos e partes que não vão para o consumo humano;
  • condenações, que são partes ou produtos que não podem seguir para a alimentação;
  • resíduos do tratamento de efluentes.

Ou seja, não se trata de um único material. É um conjunto de subprodutos gerados ao longo da cadeia.

É aí que entra o reaproveitamento.

Como os resíduos do frango viram ração?

Assim, um dos principais destinos dos produtos obtidos a partir dos resíduos da indústria é a alimentação animal.

As farinhas produzidas no processamento podem entrar na composição de rações. Elas podem retornar para a própria cadeia do frango ou seguir para outros segmentos.

Além da alimentação de aves, esses ingredientes também entram na composição de rações para animais de estimação e peixes.

Dessa forma, o reaproveitamento conecta diferentes atividades da produção animal. O que não foi destinado ao consumo humano pode voltar para a cadeia como matéria-prima para outro produto.

Ração peletizada produzida a partir do reaproveitamento de resíduos da cadeia produtiva do frango,

Óleo de frango pode virar biodiesel

O aproveitamento dos resíduos não termina na produção de farinha.

Durante o processamento, também é possível obter óleo. Esse produto pode ter diferentes aplicações, inclusive na produção de biodiesel.

Na prática, isso cria outro caminho para o reaproveitamento dos resíduos da indústria de frango.

Podemos resumir o processo da seguinte forma:

Resíduo da indústria → processamento → óleo → biodiesel

Com isso, a indústria aproveita materiais que não seguem diretamente à alimentação humana.

O tratamento de efluentes também gera materiais aproveitáveis 

A sustentabilidade na cadeia do frango também envolve o tratamento dos efluentes gerados pela indústria.

Depois de utilizada no processo industrial, a água passa por tratamento. Nessa etapa, a indústria obtém:

  • água tratada;
  • óleo;
  • material sólido.

A água tratada pode retornar ao meio ambiente dentro das condições estabelecidas para o processo. Além disso, os outros materiais podem receber novos destinos.

O material sólido, por exemplo, pode ser utilizado como composto para adubação orgânica.

O óleo também pode seguir para a produção de biodiesel.

Assim, o tratamento dos efluentes deixa de ser apenas uma etapa de controle ambiental e também participa do aproveitamento de recursos.

Da cama de frango ao adubo orgânico

O reaproveitamento não acontece somente dentro da indústria.

Além disso, a cadeia produtiva também gera resíduos nas etapas de produção animal. A cama de frango e o esterco são exemplos de materiais que podem ser utilizados na produção de adubo orgânico.

Além deles, outros resíduos podem entrar nesse processo. Entre os exemplos estão:

  • Cascas de ovos;
  • Resíduos provenientes da limpeza de grãos;
  • Cinzas de caldeiras 
  • Materiais sólidos obtidos no tratamento de efluentes.

Esses materiais são reunidos em áreas de compostagem e transformados em adubo.

O adubo orgânico pode voltar para a agricultura e as pastagens. Também pode ser vendido a outros produtores.

A compostagem liga a produção animal à agricultura. De um lado estão os resíduos. Do outro, a necessidade de nutrientes no campo.

Adubo orgânico produzido a partir da cama de frango

Por que o reaproveitamento é importante para a sustentabilidade da avicultura?

O aproveitamento dos resíduos reduz a quantidade de materiais que teriam como destino o descarte.

Além disso, transforma esses materiais em novas matérias-primas. Farinhas podem seguir para a produção de ração. Óleos podem ser utilizados na fabricação de biodiesel. Já os resíduos orgânicos podem entrar na produção de adubo.

Dessa forma, diferentes etapas da cadeia se conectam.

A sustentabilidade na cadeia do frango passa, portanto, pelo aproveitamento máximo dos recursos disponíveis. O objetivo não é apenas produzir a carne, mas também encontrar destinos para os materiais gerados durante o processo.

A cadeia do frango funciona como uma economia circular

Quando os resíduos ganham novos destinos, a cadeia produtiva passa a funcionar de maneira mais integrada.

Um exemplo é o fluxo entre indústria e produção de ração:

Frango → processamento → resíduos → farinha e óleo → ração

Outro caminho envolve a agricultura:

Produção animal → esterco e outros resíduos → compostagem → adubo orgânico → agricultura

Também existe o fluxo relacionado ao combustível:

Resíduos → óleo → biodiesel

Esses ciclos mostram que diferentes materiais podem continuar sendo utilizados mesmo depois de cumprirem sua primeira função dentro da cadeia.

Por isso, falar em sustentabilidade na avicultura também significa olhar para o que acontece com os produtos que não chegam diretamente ao consumidor.

O que o reaproveitamento dos resíduos mostra sobre a cadeia do frango

O aproveitamento dos resíduos revela uma característica importante da cadeia do frango: diferentes etapas da produção estão conectadas.

O que não segue para o consumo humano pode encontrar novos caminhos dentro do próprio agronegócio. Dessa forma, as farinhas podem retornar à produção de rações, as empresas podem destinar os óleos à produção de biodiesel e os materiais orgânicos podem se transformar em adubo para a agricultura.

Esse ciclo reduz o desperdício e transforma subprodutos em matérias-primas para outras atividades. Assim, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma etapa do processo e passa a fazer parte da própria dinâmica da cadeia produtiva.

No fim, o aproveitamento mostra que a produção de frango não termina quando a carne chega ao consumidor. Existe uma cadeia inteira trabalhando para dar destino aos diferentes materiais gerados durante a produção.

Quer entender como esse processo funciona na prática e conhecer outros exemplos de aproveitamento na cadeia do frango?

Assista ao corte completo no YouTube e descubra como a indústria transforma resíduos em novos produtos e conecta avicultura, agricultura, alimentação animal e produção de biodiesel.

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Do fogo de chão ao rolete: equipamentos ampliam as possibilidades do churrasco https://blog.mfrural.com.br/do-fogo-no-chao-ao-rolete-equipamentos-ampliam-as-possibilidades-do-churrasco/ Mon, 05 Oct 2026 21:16:08 +0000 https://blog.mfrural.com.br/?p=121732 As churrasqueiras Porco Belo atendem diferentes formas de preparo de carnes. O equipamento atende desde confraternizações em fazendas até eventos…

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As churrasqueiras Porco Belo atendem diferentes formas de preparo de carnes. O equipamento atende desde confraternizações em fazendas até eventos e operações de restaurantes.

Entre os equipamentos estão modelos para fogo no chão, porco no rolete e boi no rolete. A proposta é unir capacidade de produção, praticidade no manejo e estrutura para diferentes tipos de churrasco.

Churrasqueira fogo no chão combina capacidade e praticidade

Um dos destaques da linha é a churrasqueira fogo no chão, desenvolvida para reproduzir esse tradicional método de preparo sem exigir a montagem de uma estrutura diretamente no chão.

O equipamento utiliza um braseiro central e espetos giratórios que passam pelo fogo. No modelo padrão, são cinco espetos, com capacidade de até 50 quilos de carne por espeto, chegando a aproximadamente 250 quilos de carne simultaneamente.

A estrutura também foi pensada para ocupar pouco espaço. O equipamento utiliza uma área de aproximadamente quatro metros quadrados, com dois metros por dois metros, permitindo que o churrasqueiro circule ao redor para acompanhar o preparo.

Além disso, os espetos têm 1,20 metro, medida que permite preparar peças como costelão de boi, porco aberto e carneiro aberto.

Churrasqueira fogo no chão combina alta capacidade e praticidade no preparo do seu churrasco.

Economia de carvão é um dos diferenciais

A configuração do equipamento também influencia o consumo de carvão. Em vez de utilizar um braseiro separado para cada peça, a churrasqueira fogo no chão concentra o fogo em um único braseiro central, utilizado pelos diferentes espetos.

De acordo com as informações apresentadas na entrevista, essa configuração permite preparar até 250 quilos de carne utilizando um único conjunto de fogo. A estimativa apresentada é de aproximadamente meio quilo de carvão para cada quilo de carne na churrasqueira fogo no chão.

Na prática, isso amplia a capacidade de produção sem exigir uma estrutura proporcionalmente maior.

Estrutura em aço inox facilita limpeza e transporte

Outro ponto da churrasqueira fogo no chão é a construção modular em aço inoxidável.

A estrutura permite desmontar o equipamento para limpeza, armazenamento e transporte. As peças formam módulos independentes, unidos por parafusos, o que facilita a retirada de cada parte durante a manutenção.

O equipamento também conta com rodízios com freio, o que facilita a movimentação dentro do espaço de um restaurante, evento ou propriedade rural.

Churrasqueiras Porco Belo podem ser usadas em diferentes negócios

As churrasqueiras Porco Belo vão além do uso doméstico.

Profissionais que trabalham com eventos podem utilizar os equipamentos em casamentos, encontros corporativos, dias de campo e confraternizações. Por sua vez, o restaurantes podem incorporar as churrasqueiras à operação e também utilizá-las como parte da apresentação do estabelecimento.

Da mesma forma, quando instalada em uma área visível, a churrasqueira em funcionamento pode se transformar em uma espécie de vitrine do restaurante. O preparo da carne passa a fazer parte da experiência de quem chega ao local.

Para quem trabalha com eventos, a possibilidade de personalização também amplia as aplicações. O modelo padrão possui cinco espetos, mas há projetos adaptados para equipamentos maiores, de acordo com a capacidade desejada e o espaço disponível.

Churrasqueira de porco no rolete

A linha Porco Belo também inclui equipamentos para porco no rolete.

Além disso, o sistema atende eventos, propriedades rurais e estabelecimentos comerciais. O kit inicial comporta um animal e permite ampliar a capacidade com módulos adicionais. Assim, o usuário pode aumentar a quantidade de animais preparados simultaneamente.

A capacidade de produção torna esse tipo de equipamento uma alternativa para profissionais que trabalham com eventos de maior porte.

Em um dos exemplos apresentados, foram preparados 16 porcos no mesmo dia para um evento com aproximadamente 800 pessoas.

Um porco no rolete com a estrutura de alvenaria e a churrasqueira é de alumínio.
Churrasqueira para porco no rolete, prática para eventos e confraternizações.

Equipamento para boi no rolete

Outra opção da Porco Belo é a churrasqueira para boi no rolete.

De acordo com a experiência apresentada na entrevista, o equipamento possui força para trabalhar com bois de até 20 arrobas. Além disso, o preparo de um boi leva aproximadamente oito horas, segundo o relato da entrevista. No entanto, esse tempo pode variar conforme as condições do churrasco e o ritmo de preparo.

Esse modelo amplia as possibilidades para eventos rurais, festas e estabelecimentos que trabalham com grandes volumes de carne.

Um boi no rolete com a estrutura de alvenaria e a churrasqueira é de alumínio.
Boi no rolete em um equipamento pensado para grandes preparos.

Churrasqueiras para fazendas, eventos e restaurantes

A variedade de equipamentos permite atender diferentes perfis de consumidores.

Nas fazendas, a churrasqueira pode ser utilizada para receber familiares, amigos e convidados. Além disso, em eventos, pode se transformar em uma ferramenta de trabalho para profissionais que prestam serviços de churrasco. Já nos restaurantes, pode contribuir tanto para a produção quanto para a experiência visual do cliente.

A capacidade de preparar grandes quantidades de carne também permite trabalhar com eventos maiores. No caso da churrasqueira fogo no chão, por exemplo, a configuração padrão pode chegar a 250 quilos de carne simultaneamente.

Dessa forma, a escolha do equipamento depende do objetivo de uso, do volume de produção e do espaço disponível.

Onde encontrar as churrasqueiras Porco Belo?

As churrasqueiras Porco Belo já chegaram a diferentes regiões e estados do Brasil. Além da distribuição dos equipamentos, o ambiente digital tem um papel importante nesse processo, aproximando a marca de consumidores que buscam soluções para churrascos profissionais, eventos, restaurantes ou uso particular.

Nesse sentido, a escolha da churrasqueira depende da finalidade de uso. Quem procura uma churrasqueira fogo no chão, churrasqueira de porco no rolete ou churrasqueira de boi no rolete deve considerar fatores como capacidade, espaço disponível e volume de carne que pretende preparar.

Dessa forma, conhecer as características de cada modelo ajuda a encontrar a opção mais adequada para cada necessidade. Os equipamentos estão disponíveis na loja online da Porco Belo.

Churrasqueiras que ampliam as possibilidades do churrasco

Do fogo no chão ao rolete, as churrasqueiras Porco Belo apresentam diferentes alternativas para o preparo de carnes em eventos, restaurantes, propriedades rurais e confraternizações. Além disso, os equipamentos podem atender diferentes demandas, desde o uso particular até operações profissionais.

A praticidade no preparo, a facilidade de manutenção e a possibilidade de adaptar os equipamentos também ampliam suas aplicações. Assim, as churrasqueiras podem acompanhar diferentes formatos de churrasco e necessidades de produção.

Quer conhecer os modelos e entender como essas churrasqueiras funcionam na prática? Assista ao episódio completo do MF Rural Talk na MF TV e confira todos os detalhes sobre as churrasqueiras Porco Belo.

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