O bispo da Diocese de Jardim (MS), Dom Pedro Cesário Palma, OFMCap, participa, em Roma, na Itália, de um encontro destinado a bispos de recente nomeação. A iniciativa reúne 143 bispos de diferentes países do mundo, proporcionando um momento de convivência, formação e partilha da experiência episcopal nestes primeiros ano de missão. Em mensagem enviada […]]]>
O bispo da Diocese de Jardim (MS), Dom Pedro Cesário Palma, OFMCap, participa, em Roma, na Itália, de um encontro destinado a bispos de recente nomeação. A iniciativa reúne 143 bispos de diferentes países do mundo, proporcionando um momento de convivência, formação e partilha da experiência episcopal nestes primeiros ano de missão.
Em mensagem enviada durante o encontro, Dom Pedro relatou que a programação segue até esta quinta-feira (10/09). Ainda na quinta-feira, o bispo seguirá para Assis, Itália, onde participará de um encontro de bispos capuchinhos, com programação prevista até o dia 13 de setembro.
“Aqui está indo tudo bem, o encontro de bispos novos. Somos 143 bispos de diversos países do mundo”, partilhou Dom Pedro, destacando a dimensão internacional da experiência.
Durante a programação em Roma, os participantes também vivenciam momentos de oração. Nesta segunda-feira (07), a celebração eucarística foi realizada na Basílica de Santa Maria Maior.
Dom Pedro também registrou a presença dos bispos brasileiros que participam do encontro, destacando a comunhão entre os membros do episcopado do país com irmãos bispos de diferentes partes do mundo. Após a participação no encontro de bispos capuchinhos, em Assis, Dom Pedro tem retorno ao Brasil previsto para o dia 14 de setembro, levando consigo a experiência de uma caminhada de comunhão com bispos de diferentes realidades e Igrejas particulares.
]]>
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem de esperança por ocasião do Dia da Independência, celebrado neste 7 de setembro. No texto os bispos propõem “renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno”. A reflexão apresentada na mensagem considera a necessidade de paz e diálogo; […]]]>
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem de esperança por ocasião do Dia da Independência, celebrado neste 7 de setembro. No texto os bispos propõem “renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno”.
A reflexão apresentada na mensagem considera a necessidade de paz e diálogo; democracia e responsabilidade; e cuidado com o povo.
A Presidência da CNBB motiva não perder a esperança no Brasil.
“Somos maiores que nossas divisões. Podemos transformar diferenças em diálogo, dificuldades em compromisso e esperança em responsabilidade”.
Confira a mensagem na íntegra:
]]>Brasil: nossa pátria, nossa responsabilidade
“Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).
Neste 7 de setembro, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil dirige uma palavra de esperança ao povo brasileiro.
Celebrar o Dia da Independência é renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno. Em um momento marcado por polarizações políticas, tensões institucionais e internacionais, por uma grave crise na mais alta corte do país e dificuldades que pesam sobre a vida das famílias, somos chamados a recordar aquilo que nos une e a colocar o bem comum acima dos interesses particulares.
O Brasil precisa de paz e diálogo. As diferenças políticas são próprias da democracia, mas não podem nos transformar em inimigos. A violência, a mentira, a desinformação e os discursos de ódio ferem nossa convivência. Precisamos reaprender a discordar sem romper os vínculos que nos fazem um só povo.
O Brasil precisa de democracia e responsabilidade. Às vésperas das eleições, reafirmamos o respeito à Constituição, às instituições republicanas e à soberania nacional. O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé.
O Brasil precisa cuidar de seu povo. Não há verdadeira independência enquanto tantos sofrem com a pobreza, o endividamento, as desigualdades e condições de trabalho que comprometem o descanso e a convivência familiar. A economia, a política e as instituições somente encontram sua razão de ser quando estão a serviço da dignidade humana e do bem comum. Essa preocupação com trabalho digno, repouso e qualidade de vida já foi explicitamente assumida pelos bispos na Mensagem ao Povo Brasileiro de abril passado.
Neste 7 de setembro, queremos dizer sobretudo: não percamos a esperança no Brasil. Somos maiores que nossas divisões. Podemos transformar diferenças em diálogo, dificuldades em compromisso e esperança em responsabilidade.
Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno.
Brasília, 7 de setembro de 2026.
Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB
Um dia de graça e alegria marcou a caminhada da Igreja na Diocese de Naviraí-MS. No último domingo, 30 de agosto, 96 catequistas viveram um momento especial de sua missão: a instituição do Ministério do Catequista. A celebração é fruto de um caminho de formação, espiritualidade e vivência comunitária, que preparou cada catequista para viverem […]]]>
Um dia de graça e alegria marcou a caminhada da Igreja na Diocese de Naviraí-MS. No último domingo, 30 de agosto, 96 catequistas viveram um momento especial de sua missão: a instituição do Ministério do Catequista.
A celebração é fruto de um caminho de formação, espiritualidade e vivência comunitária, que preparou cada catequista para viverem com ainda mais amor, dedicação e responsabilidade a missão de anunciar o Evangelho e conduzir crianças, jovens e adultos no caminho da fé.
A instituição aconteceu na Catedral de Naviraí, durante a Santa Missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Ettore Dotti, concelebrada por padres da Diocese e a participação de um grande número de fiéis.
Para a Diocese de Naviraí, que recentemente celebrou 15 anos de sua fundação, a instituição dos 96 catequistas representa um presente especial e um importante passo na caminhada evangelizadora. Cada um retorna agora à sua comunidade renovado no ardor missionário, fortalecido pela formação recebida e consciente da beleza e da responsabilidade de servir à Igreja.
Mais do que uma celebração, este foi um momento de ação de graças e de renovação do compromisso com a missão de anunciar Jesus Cristo e ajudar a formar discípulos na fé.
A Diocese de Naviraí sempre grata a Deus, agradece também pela vida e pela vocação de cada catequista e celebra, com esperança, aqueles que hoje ajudam a escrever uma nova página na história da nossa Igreja particular.
Com informações: Diocese de Naviraí
]]>
O Padre André Márcio Nogueira de Souza, secretário-executivo do Regional Oeste 1 (CNBB), participou como entrevistado do documentário: “Masculinidades que Atravessam o Homem Sul-Mato-Grossense”, projeto desenvolvido pelas acadêmicas Giovana de Souza Meirinho e Jordana Souza Pereira, estudantes do terceiro ano do curso de Psicologia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). A produção […]]]>
O Padre André Márcio Nogueira de Souza, secretário-executivo do Regional Oeste 1 (CNBB), participou como entrevistado do documentário: “Masculinidades que Atravessam o Homem Sul-Mato-Grossense”, projeto desenvolvido pelas acadêmicas Giovana de Souza Meirinho e Jordana Souza Pereira, estudantes do terceiro ano do curso de Psicologia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).
A produção integra as atividades da disciplina Integração Ensino, Serviço e Comunidade – IESC II, sob supervisão do Prof. Dr. Vicente Sarubbi Jr., e propõe uma reflexão sobre as diferentes formas de ser homem no contexto sul-mato-grossense.
A partir de relatos, experiências e diferentes perspectivas, o projeto busca compreender como as masculinidades são construídas, vivenciadas e manifestadas nas relações sociais, familiares e comunitárias. A participação do Pe. André contribui para ampliar esse diálogo a partir de sua experiência pastoral e de sua atuação junto às comunidades.
Com previsão de lançamento para novembro de 2026, o documentário será disponibilizado pelo YouTube e também deverá contar com uma sessão presencial de exibição, ampliando o espaço de diálogo e reflexão sobre a temática junto à comunidade.
A iniciativa representa também uma oportunidade de aproximação entre a universidade e a sociedade, promovendo a escuta de diferentes experiências e contribuindo para uma compreensão mais ampla das realidades que atravessam a vida dos homens em Mato Grosso do Sul.
]]>
Nesta quarta-feira, 02 de setembro de 2026, Dom Pedro Cesário Palma, OFMCap, bispo da Diocese de Jardim-MS, viveu um momento de profunda comunhão, alegria e fraternidade ao se encontrar com o Papa Leão XIV, no Vaticano. O encontro aconteceu logo após a Audiência Geral, na Praça São Pedro. Dom Pedro foi nomeado bispo de Jardim […]]]>
Nesta quarta-feira, 02 de setembro de 2026, Dom Pedro Cesário Palma, OFMCap, bispo da Diocese de Jardim-MS, viveu um momento de profunda comunhão, alegria e fraternidade ao se encontrar com o Papa Leão XIV, no Vaticano. O encontro aconteceu logo após a Audiência Geral, na Praça São Pedro.
Dom Pedro foi nomeado bispo de Jardim pelo próprio Santo Padre em agosto de 2025 e está em Roma participando de importantes atividades de formação e comunhão episcopal voltadas para bispos brasileiros de nomeação recente.
Durante a catequese de hoje, o Papa Leão XIV nos trouxe uma reflexão essencial sobre a Gaudium et spes. O Pontífice foi firme ao lembrar que a Igreja não pode ser uma “espectadora indiferente” diante das injustiças e das rápidas mudanças do mundo. Ele denunciou as contradições modernas, a má distribuição de riquezas e a falsa ilusão de que a guerra constrói a paz. Um verdadeiro chamado à ação para todos nós cristãos!
Segundo a Diocese de Jardim, “o momento renova nos corações dos fiéis desta Igreja Particular a gratidão e a missão de anunciar o Evangelho com coragem.”
A Diocese convida a todos a se unirem em oração por seu bispo, Dom Pedro, e pelo Papa Leão XIV, para que sejam sempre fortalecidos e guiados pelo Espírito Santo no serviço e na condução da nossa Igreja. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Regional Oeste 1, se alegra por mais um de nossos bispos do Regional que já tiveram a oportunidade de se encontrar com o sucessor de Pedro.
Assista ao momento do Encontro:
]]>
No início do IV Encontro da Rede Latino-americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado, o bispo de Cristalândia (TO), dom Wellington de Queiroz Vieira, presidente da Comissão para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aprofundou os obstáculos e desafios para a prevenção dos abusos contra […]]]>
No início do IV Encontro da Rede Latino-americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado, o bispo de Cristalândia (TO), dom Wellington de Queiroz Vieira, presidente da Comissão para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aprofundou os obstáculos e desafios para a prevenção dos abusos contra menores e pessoas vulneráveis nas Igreja locais da América Latina e Caribe.
Sua apresentação baseou-se no valor da integridade da pessoa humana cujo cuidado foi refletido pelo Papa Leão XIV na encíclica Magnifica Humanitas. O bispo conectou a ação da Igreja neste tema desde a consciência global até a proposta de proteção incorporada na estrutura eclesial.
“A imagem que deve permanecer conosco é simples e exigente: a dignidade de uma criança ou de uma pessoa vulnerável, na comunidade mais distante do nosso continente, vale mais do que a reputação da nossa destruição”, exortou o bispo, num convite ao testemunho que esta temática convoca toda a Igreja.
“Se a Igreja quer testemunhar a beleza da comunidade habitada por Deus, essa beleza precisa ser visível no modo como tratam os pequenos, os frágeis e os feridos e silenciados.
– Uma Igreja segura não é uma Igreja sem conflitos, é uma Igreja que não tem medo da verdade.
– Uma Igreja segura, não é uma Igreja perfeita, é uma igreja que aprende, corrige, repara previne.
– Uma Igreja segura não é uma Igreja centrada em sua imagem, é uma Igreja centrada nas vítimas, nos pequenos e no Evangelho.Que cada igreja local da América Latina e do Caribe possa assumir esse compromisso com coragem: proteger antes que o abuso aconteça; escutar quando a dor aparece; agir com a justiça quando há denúncias; reparar quando houver falha; formar continuamente; prestar contas e colocar os vulneráveis no centro. Porque onde uma criança é protegida, aí o Evangelho se torna concreto. Onde uma criança se sente protegida, é protegida, o Evangelho se torna concreto.
Falando não como especialista, mas como alguém que teve de lidar com essa realidade como padre e agora como bispo, dom Wellington recordou a fala de dom Ricardo na acolhida dos participantes, de que a prevenção não é tarefa de pessoa isolada, mas “exige rede, responsabilidade, vigilância, humildade e conversão”. O tema que durante muito tempo foi tratado como pecado individual, passa agora a ser entendido como crime que causa ferida espiritual, trauma psicológico, falta de proteção e abuso de poder.
O bispo situa a prevenção aos abusos nos ambientes da Igreja como parte da missão evangelizadora: “Não há evangelização autêntica sem ambientes seguros”, reforçou.
Em sua apresentação, dom Wellington fez uma fundamentação teológico-pastoral sobre o tema, olhou para a realidade do continente e indicou caminhos possíveis para a promoção da cultura do cuidado.
Ao fundamentar a reflexão na encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, dom Wellington destacou a reflexão do pontífice sobre a dignidade inviolável da pessoa humana, especialmente diante das novas formas de poder, manipulação e vulnerabilidade do mundo contemporâneo.
Ao contemplar a realidade da América Latina e do Caribe, reconheceu ser uma região rica, diversa e profundamente católica, “mas marcada por desigualdades, distâncias, cultura de silêncio, machismo, clericalismo, fragilidades institucionais”.
Em relação aos caminhos que levam a efetivação da cultura do cuidado, dom Welligton destacou: cultura de proteção, protocolos aplicados, canais de escuta, formação permanente, prevenção digital, governança, participação de leigos e mulheres, escuta das vítimas e trabalho em rede.
O encontro seguiu com rodas de conversa por regiões e partilhas de experiências. Agora à tarde, a programação segue com uma exposição com o tema “Abusos em ambientes digitais”. No final do dia, nova rodada de partilha de experiências de sub-regiões do continente.
Luiz Lopes Jr | Fotos: Fiama Tonhá]]>
A Igreja na América Latina tem amadurecido na implementação de ações e estruturas para prevenção e enfrentamento dos abusos de menores e vulneráveis em seus ambientes, mas ainda há muito o que avançar neste compromisso pastoral. Essa percepção marcou a mesa de abertura e a primeira conferência do IV Encontro da Rede Latino-Americana e Caribenha […]]]>
A Igreja na América Latina tem amadurecido na implementação de ações e estruturas para prevenção e enfrentamento dos abusos de menores e vulneráveis em seus ambientes, mas ainda há muito o que avançar neste compromisso pastoral. Essa percepção marcou a mesa de abertura e a primeira conferência do IV Encontro da Rede Latino-Americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado, realizado nesta semana na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília (DF).
Com representantes de 18 países da América Latina e do Caribe, o encontro foi iniciado na noite de segunda-feira, 31 de agosto. Na manhã desta terça-feira, 1º, a mesa de abertura contou com os pronunciamentos dos representantes das instituições que compõem a Rede. Na primeira conferência do encontro, o presidente da Comissão para a Tutela de Menores e Pessoas Vulneráveis da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Wellington de Queiroz Vieira, apresentou caminhos para que a ação da Igreja na proteção de menores e vulneráveis seja incorporada na ação pastoral de forma efetiva.
O arcebispo de Porto Alegre (RS), cardeal Jaime Spengler, presidente da CNBB e do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), deu as boas-vindas aos participantes, manifestando ser “motivo de honra e profundo senso eclesial” acolher os responsáveis nacionais das comissões de proteção de menores e adultos vulneráveis.
Para o presidente da CNBB e do Celam, o tema da proteção “nos desafia a todos e precisamos de vigilância, cuidado e respeito”.
Ele fez votos que o encontro “possa nos ajudar a compreender mais e melhor a dignidade e a necessidade de promovermos essa cultura do cuidado, estando atentos à tutela dos menores e das pessoas vulneráveis, mas, ao mesmo tempo, precisamos nos abrir ainda mais”.
“Se o momento nos desafia, é um privilégio podermos participar desta obra, porque o futuro harmonioso, bonito, belo depende das nossas escolhas”, motivou.
A presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Irmã Maria do Disterro Rocha Sousa, enfatizou que o encontro sinaliza o compromisso e especial atenção para o tema do cuidado e para a urgência de continuar avançando na reflexão e nos mecanismos necessários “para construirmos juntos e juntas uma cultura que proteja todas as pessoas em situação de vulnerabilidade”.
Para ela, quando a Igreja toca a vulnerabilidade do outro – seja a criança, o migrante, o idoso, o jovem consagrado, a religiosa, o seminarista ou o fiel na confissão – “ela não está exercendo simplesmente uma função assistencial, ela está tocando o lugar exato onde Cristo mora”.
Ao final de sua fala, ratificou que a Conferência dos Religiosos do Brasil “segue comprometida com a construção e o fortalecimento de redes de cuidado e proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade”. E desejou que o encontro “fortaleça ainda mais o compromisso e ajude a transformar a reflexão e a escuta desses dias em ações práticas de cuidado e proteção”.
O frei João Ferreira Júnior, frade capuchinho delegado da Confederação Latino Americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR), destacou em sua fala que a entidade continental tem integrado a Rede para a Cultura do Cuidado desde a sua fundação. Essa escolha se deve por convicção de que o tema da proteção toca diretamente a vida religiosa consagrada, “por ser um tema nasce do Evangelho”.
“Toca a nossa consagração, o nosso modo, o nosso papel, a nossa vocação na Igreja, toca aquilo que como missão como religiosos e religiosas carregamos”.
Outra convicção que baseia a participação da Confederação, segundo frie João, nasce da tarefa de “compreender que há abusos na vida religiosas e que muitas vezes são silenciados, naturalizados, normalizados e que é preciso que, como comunidades, entidades e congreções religiosas, nos coloquemos à disposição para este diálogo”.
O religioso reconheceu o último encontro da Rede, realizado em Santo Domingo, como ocasião importante para a articulação, uma vez que as redes nacionais de religiosos que atuam na proteção de menores e pessoas vulneráveis foram incluídas na articulação.
“O que nós desejamos desde a CLAR é que este encontro possa marcar a história do tema da proteção aqui no Brasil. O que a gente espera é que seja um encontro que nos ajude, desde o Brasil, a ter respostas institucionais ainda mais alicerçadas, relações eclesiais ainda mais transparentes e convicções e confianças eclesiais ainda mais fortalecidas para que desde esse nosso lugar singular da vocação religiosa possamos contribuir com a caminhada da Igreja para o amadurecimento ainda maior dessa nossa opção evangélica da proteção e do cuidado”, destacou
A representante da Cáritas América Latina, Ana Mercedes Árias Pimentel, assessora de fortalecimento organizacional da Cáritas no continente, destacou a compreensão da entidade sobre a cultura do cuidado na qual a dignidade da pessoa humana está no centro. Mercedes destacou o histórico e as ações relacionadas ao tema da proteção, especialmente no que diz respeito à prevenção e à formação nos territórios, no sentido de “viver o cuidado e senti-lo dentro da Igreja”.
“Para a Cáritas, ser parte desta Rede tem um sentido profundo de sinodalidade, porque permite que, como Igreja, estejamos juntas e juntos trabalhemos em torno da cultura do bom tratamento e façamos ações concretas em torno do cuidado”.
O coordenador da Rede Latino-americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado, padre Pedro Brassesco, motivou os participantes a aproveitarem o evento como realmente um espaço de encontro com “a confiança suficiente para contar as riquezas, as fragilidades, apresentar as dúvudas”. Assim, continuou, “podemos fazer juntos um caminho com liberdade para perguntar, pedir ajuda, compartilhar o caminho feito”.
Ele recordou as primeiras articulações em vista da efetivação da rede, ocorrida em 2023, além dos momentos de fortalecimento e consolidação do trabalho. Desde então, a iniciativa continental busca promover espaços seguros para crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis, sob o apoio e articulação das Comissões episcopais de cultura do cuidado.
A Rede Latino-americana para a Cultura do Cuidado tem articulado esforços de diversas dioceses e organismos eclesiais para prevenir abusos e proteger as populações vulneráveis em toda a região. O trabalho da rede abrange a formação permanente e a troca de experiências institucionais entre países.
Padre Pedro Brassesco compartilhou que no ano passado, em Santo Domingo, na República Dominicana, foi preparada uma série de propostas para “consolidar as estruturas eclesiais, aprofundar a transparência, integração eclesial, fortalecer a articulação regional”.
Luiz Lopes Jr. com fotos de Fiama Tonhá]]>
Goiânia será a sede do 19º Congresso Eucarístico Nacional (CEN), que reunirá a Igreja no Brasil de 3 a 7 de setembro de 2027 para celebrar a Eucaristia e fortalecer a comunhão e a missão dos cristãos. Com o tema “Hóstias vivas, no mundo, para a glória do Pai”, o Congresso será um grande momento […]]]>
Goiânia será a sede do 19º Congresso Eucarístico Nacional (CEN), que reunirá a Igreja no Brasil de 3 a 7 de setembro de 2027 para celebrar a Eucaristia e fortalecer a comunhão e a missão dos cristãos. Com o tema “Hóstias vivas, no mundo, para a glória do Pai”, o Congresso será um grande momento de celebração, formação, adoração e manifestação pública da fé em Jesus Eucarístico.
A preparação para esse grande encontro já começou. Na Arquidiocese de Goiânia, esse percurso ganhou um marco especial com o início do Ano Eucarístico Arquidiocesano, em 4 de junho de 2026, durante a celebração de Corpus Christi, em um ano que também é marcado pelas comemorações dos 70 anos da Arquidiocese de Goiânia.
O Ano Eucarístico se estenderá até a abertura do 19º Congresso, em setembro de 2027, e busca favorecer um tempo de aprofundamento da fé, de comunhão e de renovação da missão a partir da Eucaristia. Também integram esse caminho as Visitas Pastorais Missionárias, que aproximam os bispos das comunidades e fortalecem a comunhão eclesial.
Uma Igreja inteira a caminho de Goiânia
Embora o Congresso seja realizado em Goiânia, sua preparação envolve as diferentes Igrejas particulares do país. Como parte desse caminho, nos dias 5 e 6 de setembro de 2026, será realizada a Coleta Nacional em apoio ao 19º Congresso Eucarístico Nacional, convidando comunidades e fiéis de todo o país a contribuírem para a realização do Congresso.
A iniciativa foi definida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e tem como objetivo contribuir para as necessidades relacionadas à organização e à realização do 19º CEN.
Mais do que uma contribuição financeira, a coleta expressa comunhão e participação. Cada contribuição, independentemente do valor, representa a união de pessoas e comunidades em torno de um mesmo propósito: preparar e acolher a Igreja no Brasil para um grande encontro de fé eucarística.
Como participar da Coleta Nacional
A Coleta Nacional será realizada durante as celebrações dos dias 5 e 6 de setembro de 2026, nas comunidades católicas de todo o Brasil. A participação acontece por meio da contribuição espontânea dos fiéis durante as celebrações.
Os recursos arrecadados serão destinados às necessidades relacionadas à organização do 19º Congresso Eucarístico Nacional, que será realizado em Goiânia, de 3 a 7 de setembro de 2027.
A participação de cada fiel e de cada comunidade ajuda a construir esse momento de comunhão da Igreja no Brasil. É uma forma concreta de fazer parte da preparação para o Congresso e de colaborar para que Goiânia possa acolher os participantes que se reunirão para celebrar a Eucaristia.
Participe! Faça parte da preparação para o 19º Congresso Eucarístico Nacional.
Informações: Secretaria para a Comunicação da Arquidiocese de Goiânia (Secom)
]]>
Em 1° de setembro a Igreja Católica em todo o mundo celebra o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. E a Escola Municipal Clarice Bastos Rosa, localizada no Jardim Maracanã, em Dourados (MS), está desenvolvendo um projeto voltado à sustentabilidade, à educação ambiental e ao cuidado com a Casa Comum, com recursos do […]]]>
Em 1° de setembro a Igreja Católica em todo o mundo celebra o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. E a Escola Municipal Clarice Bastos Rosa, localizada no Jardim Maracanã, em Dourados (MS), está desenvolvendo um projeto voltado à sustentabilidade, à educação ambiental e ao cuidado com a Casa Comum, com recursos do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), provenientes das doações realizadas durante a Campanha da Fraternidade.
A iniciativa denominada “A importância de reciclar resíduos emergentes no espaço escolar” foi contemplada, em 2025, com R$ 13 mil, a partir de proposta apresentada pela escola ao edital do FNS. Os recursos possibilitaram a aquisição de equipamentos e o início das ações, que vêm sendo desenvolvidas ao longo de 2026 com a participação de alunos, professores e, gradualmente, das famílias.
De acordo com Sidiclei Roque Deparis, diretor adjunto da Escola Municipal Clarice Bastos Rosa, o projeto tem como uma de suas principais propostas promover a separação adequada dos resíduos produzidos no ambiente escolar. Entre as ações estão a coleta e destinação de papéis e papelões para reciclagem, além do aproveitamento de resíduos da cozinha e de folhas de árvores para a compostagem e produção de adubo, utilizado nas hortas e plantas da própria escola.
O projeto também contempla a coleta de pilhas e lâmpadas, materiais que anteriormente eram descartados junto ao lixo comum. Para ampliar essa ação, os estudantes são incentivados a levar esses materiais de suas próprias casas, contando com o apoio dos pais e responsáveis.
Mais do que promover a destinação correta dos resíduos, a iniciativa busca formar uma consciência de sustentabilidade e de responsabilidade coletiva entre as crianças e toda a comunidade escolar. “A gente está fazendo com os professores e nossas crianças procurando desenvolver essa consciência da sustentabilidade, do cuidado, com aquilo que é de todos nós”, destacou Sidiclei.
O diretor adjunto também expressou sua gratidão à Diocese de Dourados, especialmente a Dom Henrique Aparecido de Lima, C.Ss.R., bispo diocesano, que apoiou a iniciativa por meio de uma carta de recomendação. Agradeceu ainda à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e à equipe responsável pela análise dos projetos do Fundo Nacional de Solidariedade pela confiança e pelo incentivo à realização da proposta.
A escola também mantém as portas abertas para que pais, responsáveis, outras escolas e pessoas interessadas possam conhecer o projeto, acompanhar as ações e compartilhar experiências relacionadas à sustentabilidade e à educação ambiental.
“Qualquer pessoa, outra escola que quiser vir até nós conhecer, nós estamos dispostos aqui a mostrar, a colaborar e partilhar as ideias com quem achar por bem conhecer”, afirmou Sidiclei.
Sobre o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação
Celebrado em 1º de setembro, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação é uma iniciativa que busca chamar a atenção para o futuro do planeta e para a responsabilidade de cada pessoa em cuidar da Casa Comum.
A data convida famílias, comunidades e grupos a refletirem sobre atitudes concretas que podem contribuir para uma relação mais responsável e sustentável com toda a Criação.
A celebração teve origem na Igreja Ortodoxa, que passou a dedicar o dia à oração pelo cuidado da Criação em 1970. Na Igreja Católica, a iniciativa foi instituída em 2015 pelo Papa Francisco, como um convite à conversão ecológica, promovendo relações mais sustentáveis com o mundo que nos rodeia, a proteção de toda a Criação e o fortalecimento da comunhão com os irmãos ortodoxos.
Fotos, vídeos e colaboração: PASCOM Diocesana (Guilherme Ishy e Lucas Moura)
Texto: ASCOM Diocese de Dourados
]]>
A Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília (DF), recebeu, nesta segunda-feira, 31 de agosto, a abertura do IV Encontro da Rede Latino-Americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado. Até quinta-feira, 3 de setembro, o evento reúne 102 participantes de 18 países, entre responsáveis pela prevenção de abusos ligados às Conferências Episcopais, congregações […]]]>
A Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília (DF), recebeu, nesta segunda-feira, 31 de agosto, a abertura do IV Encontro da Rede Latino-Americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado. Até quinta-feira, 3 de setembro, o evento reúne 102 participantes de 18 países, entre responsáveis pela prevenção de abusos ligados às Conferências Episcopais, congregações religiosas e à Cáritas América Latina e Caribe.
O Brasil participa com uma delegação de 41 representantes indicados pela CNBB e pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). A presença brasileira foi ampliada nesta edição com o objetivo de favorecer a participação de representantes das diferentes regiões do país e fortalecer a articulação em torno da prevenção e da cultura do cuidado.
Neste ano, o encontro tem como tema “A cultura do cuidado na Igreja da América Latina e do Caribe: uma perspectiva a partir da Magnifica Humanitas”. Além da prevenção dos abusos sexuais, as reflexões abordam outras formas de abuso, especialmente os abusos de poder e de consciência, e as vulnerabilidades que surgem ou se ampliam nas redes sociais e no ambiente digital.
A abertura foi conduzida pela irmã Neusa Santos, assessora de Comunicação da CRB, e pelo padre Fabiano Schwanck Colares, da arquidiocese de Porto Alegre e membro da Comissão Especial para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis da CNBB. Eles acolheram os participantes e convidaram para compor a mesa o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, e o bispo de Cristalândia (TO) e presidente da Comissão Especial para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis da CNBB, dom Wellington de Queiroz Vieira.
Ao dar as boas-vindas aos participantes, dom Ricardo destacou que a construção de ambientes seguros e a proteção das pessoas vulneráveis exigem uma atuação conjunta das diferentes instâncias e instituições eclesiais.
“Nossa presença aqui expressa algo muito importante: a cultura do cuidado só pode ser construída juntos. Nenhuma Conferência Episcopal, nenhuma diocese, nenhuma congregação religiosa, nenhuma instituição podem enfrentar isoladamente o desafio da prevenção e da proteção das pessoas mais vulneráveis”, afirmou.
Segundo o secretário-geral da CNBB, é necessário fortalecer uma rede marcada pela “escuta, aprendizagem, corresponsabilidade e de conversão”. Dom Ricardo ressaltou ainda que, durante os quatro dias de atividades, os participantes terão a oportunidade de aprofundar temas relacionados à prevenção, acolhida, atenção e reparação, além das novas situações de vulnerabilidade.
Ao relacionar as discussões do encontro com a Magnifica Humanitas, dom Ricardo chamou a atenção para a centralidade da dignidade da pessoa humana no trabalho de prevenção.
“Antes dos protocolos, estão as pessoas. Antes das estruturas, estão as pessoas. Antes das nossas instituições, estão as pessoas. Pessoas com uma história, uma dignidade e, muitas vezes, também com feridas que precisam ser escutadas e acolhidas”, disse.
Para o secretário-geral, a cultura do cuidado não deve ser compreendida somente como uma responsabilidade institucional, mas como parte da própria missão evangelizadora da Igreja.
“Queremos uma Igreja na qual cada criança, cada adolescente e cada pessoa vulnerável possa se sentir verdadeiramente segura, respeitada e amada. Queremos uma Igreja capaz de escutar com humildade, aprender com seus erros, reparar quando necessário e prevenir para que o mal não volte a se repetir”, reforçou.
Dom Ricardo também agradeceu o trabalho desenvolvido pelos participantes em seus respectivos países e instituições e manifestou o desejo de que o encontro contribua para fortalecer vínculos, promover a troca de experiências e renovar o compromisso com a prevenção.
Dom Wellington de Queiroz Vieira destacou a expressiva participação brasileira nesta edição. Segundo o bispo, a organização buscou ampliar a representação do país, considerando sua dimensão territorial e a organização da CNBB em 19 regionais.
Ao abordar o conceito de cultura do cuidado, dom Wellington ressaltou que a prevenção não pode ficar restrita às comissões especializadas ou a determinados grupos dentro das comunidades eclesiais. O desafio, segundo ele, é fazer com que o cuidado e a proteção das pessoas vulneráveis sejam assumidos como uma responsabilidade de toda a Igreja.
Para o presidente da Comissão Especial para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis, falar em “cultura” significa justamente fazer com que o cuidado se torne uma dimensão transversal, presente na vida, nas relações e nas práticas das comunidades.
“Nosso desafio em implementar essa cultura do cuidado é fazer com que o tema do cuidado seja um tema de todos, do interesse de todos”, afirmou.
Dom Wellington desejou ainda que os dias de encontro sejam oportunidade para fortalecer “laços, conhecimentos e projetos” e que as experiências compartilhadas em Brasília possam ser posteriormente levadas às diferentes comunidades e realidades dos países participantes.
A programação do primeiro dia também contou com a celebração do Ofício Divino das Comunidades. Na sequência, frei João Ferreira Junior, da Confederação Latino-Americana de Religiosos (CLAR), fez a acolhida das delegações.
Nos próximos dias, conferências, reflexões e momentos de partilha darão continuidade ao aprofundamento da cultura do cuidado na Igreja latino-americana e caribenha. Entre as atividades previstas está a participação do presidente da CNBB e do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), cardeal Jaime Spengler, que abordará o tema a partir da realidade e dos desafios da Igreja na América Latina e no Caribe.
Por Larissa Carvalho]]>