Os nomes já dizem bastante. Um aponta para a criação, para a técnica, para o fazer. O outro, para a circulação da arte, para a visibilidade e para o encontro entre obra e público. Juntos, os dois espaços ampliam a atuação da instituição em uma frente que vai muito além do assistencialismo raso: formação, cultura, oportunidade e futuro.
A estreia da galeria acontece com a exposição “Mórulas, Girafas & Elefantes”, do artista cearense Marco Oriá, cuja produção passeia entre desenho, pintura e experimentação gráfica. É uma abertura simbólica: começa com um artista da terra e com uma obra que flerta com o imaginário, o humor e a linguagem contemporânea… sem pedir licença para ser estranha, inventiva ou livre.
Já o Estúdio Luz nasce grande. Literalmente. Com mais de 150 m² e pé-direito de 8 metros, o espaço foi pensado para receber produções audiovisuais de maior porte, de shows e espetáculos a programas de TV e registros artísticos. Mas o mais importante talvez não esteja só na estrutura, e sim no que ela permite: que adolescentes e jovens atendidos pela Casa tenham contato real com os bastidores de uma produção profissional, da captação à finalização.
Num tempo em que tanta gente fala de economia criativa como slogan bonito de seminário, a Casa de Vovó Dedé parece preferir a via mais difícil. E mais concreta. Desde 2015, seu curso de audiovisual já formou cerca de 255 alunos, e aproximadamente metade deles já chegou ao mercado de trabalho. Não é pouca coisa. É formação com consequência.
Há também um dado que merece atenção: segundo a instituição, mais de 200 shows foram gravados no último ano dentro da Casa, com estrutura oferecida gratuitamente a músicos e artistas de Fortaleza. É um trabalho que nem sempre vira manchete, mas ajuda a sustentar portfólios, trajetórias e possibilidades. Em silêncio, muita coisa importante é construída.
No fim das contas, a inauguração do Estúdio Luz e da #SOL não fala apenas sobre novos espaços. Fala sobre o que pode acontecer quando educação, arte, tecnologia e inclusão deixam de ser palavras bonitas no papel e passam a ocupar lugar físico, concreto, pulsante. Em vez de apenas abrir portas, a Casa de Vovó Dedé parece estar acendendo faróis.
]]>Ao percorrer capitais do Nordeste como Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife, o Levante Fest não apenas amplia a circulação de bandas, mas reposiciona a região como eixo ativo da música pesada nacional. Aqui, o peso não chega como exceção: encontra público, história e continuidade.

Dead Fish celebrará 25 anos do disco Afasia no Levante Fest. Foto: divulgação / Wilmore Oliveira
Um dos pilares simbólicos do festival é a presença do Dead Fish, que celebra os 25 anos de Afasia. Lançado em 2001, o álbum se consolidou como um marco do hardcore nacional não apenas pela sonoridade, mas pela densidade lírica e pelo compromisso ético da banda.
Revisitar Afasia em 2026 não soa como comemoração nostálgica. Pelo contrário: expõe a permanência de temas como desigualdade, alienação e violência estrutural. O desconforto que o disco provoca hoje é um sinal claro de que o país mudou pouco… e que o hardcore segue sendo uma linguagem eficaz para nomear essas tensões.
Se o Dead Fish representa a memória viva, o Matanza Ritual encarna o presente em combustão. Com o álbum A Vingança é Meu Motor, a banda reafirma uma postura direta, agressiva e sem concessões, afastando-se da ideia de revival e apostando em produção contínua.
No palco, o Matanza Ritual traduz esse momento em shows intensos e caóticos, onde a catarse coletiva funciona como válvula de escape. E também como espelho de um tempo marcado por tensão, ironia e desencanto.

Switch Stance promete um show com a já conhecida energia do HC cearense. Foto: divulgação
A presença do Switch Stance reforça um ponto central da proposta do festival: a cena local não entra como abertura protocolar, mas como parte estrutural do evento. O hardcore cearense ocupa o mesmo espaço simbólico das bandas nacionais, sem hierarquia artificial.
Essa escolha dialoga diretamente com a história do gênero, que sempre se construiu a partir de circuitos independentes, redes locais e conexão direta com o público.
Completando o lineup, a Malvina representa a face mais crua e urgente do hardcore punk. Canções curtas, letras diretas e postura DIY reforçam que o gênero ainda opera como ferramenta de expressão imediata; menos entretenimento, mais posicionamento.
A presença da banda amplia o espectro estético do festival e reafirma que diversidade, dentro do peso, não é diluição: é força.
A decisão de estruturar o Levante Fest a partir do Nordeste é política, cultural e estratégica. A região concentra públicos engajados, histórico de resistência e uma relação orgânica com a música pesada. Ao passar por quatro capitais nordestinas, o festival não “descentraliza” o circuito nacional, ele corrige uma distorção histórica.
Nesse contexto, o Levante Fest se consolida como um espaço onde passado, presente e futuro coexistem sem hierarquia. Um festival que não trata o hardcore como peça de acervo, mas como linguagem viva, capaz de atravessar gerações e continuar dizendo algo relevante sobre o mundo ao redor.
Mais do que uma sequência de shows, o Levante Fest funciona como declaração: o peso brasileiro segue em movimento, e o Nordeste está no centro dessa rota.
SERVIÇO
Levante Fest – Fortaleza
Data: 19 de março de 2026
Local: Pirata Bar – R. dos Tabajaras, 325 – Praia de Iracema
Atrações: Dead Fish, Matanza Ritual, Switch Stance, Malvina, Roger Capone e os Planárias, Bull Control e Just Noise
Ingressos: à venda pela plataforma 101tickets
Classificação: 18 anos
O festival, que acontece no feriado e São José (padroeiro do Ceará), reúne Dead Fish, Matanza Ritual, Switch Stance, Malvina, além de Roger Capone e os Planárias, Bull Control e Just Noise. Um lineup que não se organiza por fama, mas por coerência de cena.

Dead Fish celebrará 25 anos do disco Afasia no Levante Fest. Foto: divulgação / Wilmore Oliveira
A passagem do Dead Fish pelo Levante Fest acontece em um momento simbólico da carreira da banda: a celebração dos 25 anos do álbum Afasia, lançado em 2001 e considerado um dos discos mais importantes do hardcore brasileiro. O show revisita o repertório do álbum sem caráter nostálgico, reforçando a atualidade das letras, das reflexões e da postura do grupo.
Mais do que um marco discográfico, Afasia representa um ponto de virada na trajetória do Dead Fish, quando a banda consolidou uma linguagem própria, politizada e crítica, ampliando os limites do hardcore nacional. Duas décadas e meia depois, as músicas seguem dialogando com temas como desigualdade, alienação e conflito social, mantendo o show como espaço de catarse e reflexão coletiva… não como simples celebração de passado.
Com formação de peso, o Matanza Ritual apresenta o álbum A Vingança é Meu Motor. Foto: divulgação / Raony Correia.
O Matanza Ritual chega ao Levante Fest divulgando o álbum A Vingança é Meu Motor, trabalho que marca uma fase criativa intensa da banda liderada por Jimmy London. O disco reforça uma sonoridade agressiva e direta, combinando hardcore, metal e rock pesado, e ganha ainda mais força no palco, em apresentações marcadas pela catarse e pelo confronto direto com o público.
Além do repertório, a atual formação do Matanza Ritual chama atenção pelo peso e pela bagagem de seus integrantes. Ao lado de Jimmy (vocal), a banda conta com Antônio Araújo (guitarra, ex-Korzus), Felipe Andreoli (baixo, Angra) e Amilcar Christófaro (bateria, Torture Squad). A soma dessas trajetórias resulta em um som ainda mais coeso, pesado e técnico, reforçando o Matanza Ritual como um projeto ativo e relevante dentro do rock pesado brasileiro contemporâneo.

Switch Stance promete um show com a já conhecida energia do HC cearense. Foto: divulgação
Nome fundamental da cena local, o Switch Stance integra o lineup como representação direta do hardcore cearense em um festival de alcance nacional. Conhecida pela intensidade ao vivo e pela conexão imediata com o público, a banda ocupa o palco sem papel secundário, reforçando a importância das cenas regionais dentro do circuito da música pesada.
Completando o recorte mais cru do festival, a Malvina leva ao Levante Fest a urgência do hardcore punk. Músicas rápidas, letras diretas e postura DIY reforçam a ideia de som como expressão imediata, sem concessões e sem adornos; um contraste necessário dentro da diversidade estética do evento.
O Roger Capone e os Planárias adiciona ao lineup uma abordagem direta e descomplicada do punk rock, com canções curtas, refrões marcantes e atitude frontal. A banda amplia o diálogo entre diferentes vertentes do punk e do hardcore, reforçando o caráter plural do festival.
Fechando a programação, Bull Control e Just Noise reforçam o lado mais agressivo e contemporâneo do hardcore nacional. As bandas ampliam o espectro sonoro da noite e consolidam o Levante Fest como espaço de convergência entre diferentes linguagens do peso brasileiro.
A escolha do Nordeste como eixo da turnê reforça a força da região dentro do circuito da música pesada no Brasil. Com públicos historicamente engajados, as quatro capitais recebem o festival como parte de um movimento que amplia a circulação de artistas e fortalece a cena fora do eixo tradicional.
Os ingressos para o Levante Fest estão à venda pela plataforma 101tickets, com quantidades limitadas para cada data.
O Pirata Bar também não foi escolhido como local do evento é apenas logística. O espaço reforça a ideia do Levante Fest como experiência de cena: proximidade entre banda e público, intensidade sem distanciamento e uma relação direta com a história da música ao vivo em Fortaleza.
SERVIÇO
Levante Fest – Fortaleza
Data: 19 de março de 2026
Local: Pirata Bar – R. dos Tabajaras, 325 – Praia de Iracema
Atrações: Dead Fish, Matanza Ritual, Switch Stance, Malvina, Roger Capone e os Planárias, Bull Control e Just Noise
Ingressos: à venda pela plataforma 101tickets
Classificação: 18 anos
A multidão estava pronta para uma viagem no tempo. Eram mais do que apenas espectadores de um show tributo; eram fãs apaixonados, muitos deles revivendo memórias de adolescência e juventude. Entre camisetas antigas da banda original e do grupo que faz o maior cover do Linkin Park do planeta, ficou claro que aquela noite seria uma verdadeira celebração. Quando as luzes se apagaram e os primeiros acordes de “One Step Closer” ressoaram, o Complexo Armazém foi tomado por uma energia que só aumentaria com o passar do tempo.
O show começou de forma explosiva, e logo no início ficou difícil ouvir as vozes dos vocalistas diante do coro impressionante do público, que cantava com toda a força de seus pulmões. “One Step Closer” deu o pontapé inicial à noite de maneira alucinante, e o espetáculo seguiu com uma performance intensa de “No More Sorrow”, onde as palmas sincronizadas e o refrão cantado em coro pelo público criaram um dos primeiros grandes momentos da noite.

Hybrid Theory faz tributo grandioso e revive a essência de Linkin Park em Fortaleza | Foto: Ferris Jr.
A cada música, o vínculo entre banda e público se tornava mais forte. Quando “The Catalyst” começou, novamente as palmas da plateia preencheram o espaço, e o vocalista, sempre carismático, soube conduzir o ritmo de forma a fazer todos se sentirem parte do espetáculo. Um dos pontos mais emocionantes foi em “Burn It Down”, que teve seu início cantado à capela, criando uma atmosfera quase mágica.
Outro momento marcante foi “Lost In The Echo”. O refrão, entoado por todos com uma energia contagiante, fez o Complexo Armazém vibrar de maneira única. Em “Breaking The Habit”, a mágica se repetiu: o público cantava com tanta precisão e paixão que, em vários momentos, os vocais pareciam vir diretamente da plateia, e não do palco. Era como se os fãs tivessem assumido o controle daquele show.
Outro ponto marcante da noite foi “Given Up”, onde a primeira roda punk da noite surgiu. Pequena, ainda tímida, mas já sinalizando que a intensidade estava só começando. O vocalista da Hybrid Theory mostrou uma presença de palco impressionante, com um drive vocal que arrancou aplausos do público, demonstrando que a banda cover realmente faz jus ao nome que carrega.
A sequência de clássicos continuou, e “What I’ve Done”, famosa por fazer parte da trilha sonora de Transformers, trouxe um toque especial à noite. O público respondeu com emoção, cantando junto e criando um momento bonito, mas foi em “One More Light” que a noite se transformou em algo mágico. Ao som dessa balada, as lanternas dos celulares iluminaram o espaço, transformando o local em um verdadeiro mar de luzes. Uma cena inesquecível.
O show seguiu com uma sequência de hits, incluindo um medley com “Leave Out All The Rest”, “Shadow of the Day” e “Iridescent”, que trouxe um ritmo mais calmo, mas igualmente envolvente. Logo em seguida, veio o impacto de músicas como “New Divide” e “Somewhere I Belong”, que trouxe uma explosão de nostalgia para aqueles que viveram o auge da banda na época da TV União.
Quando o show chegou em seu último ato, com músicas como “In The End”, “Papercut” e a épica “Numb”, a sensação era de que ninguém queria que a noite terminasse. “In The End” foi um dos momentos mais surreais da noite.
O público, a essa altura já em completa sintonia com a banda, tomou para si o início da música, cantando cada palavra com uma força que deixou o Complexo Armazém quase pequeno demais para tanta emoção. O vocalista apenas sorriu e deixou que os fãs tomassem conta. Quando chegamos ao final da canção, era como se todo o público estivesse completamente imerso naquele momento, criando uma lembrança que vai permanecer para sempre.
Momento marcante, aliás, veio em Bleed It Out, quando a banda aproveitou para se despedir, agradecendo a recepção e convidando o público para participar, ainda mais, do show. Inicialmente, com palmas e pedindo para que os fãs se abaixem para, em seguida, levantar e pular muito. Foi realmente incrível. A essa altura, a energia estava em seu ápice, e a roda punk que começou tímida em “Given Up” se concretizou de forma explosiva em “Faint”, fechando o show com chave de ouro.
Ao fim, com um último agradecimento ao público cearense, a banda se despediu sob intensos aplausos, deixando a sensação de que todos ali tinham vivido uma noite única. A Hybrid Theory não apenas reviveu a memória do Linkin Park; trouxe ao público de Fortaleza a emoção crua e autêntica que só um show de rock pode proporcionar. Para aqueles que estiveram lá, essa noite certamente será lembrada por muito tempo.
Disasterpieces: quem saiu para ver um grande show de tributo, acabou vendo dois e se surpreendeu positivamente.
Outra atração que roubou a cena foi a banda cearense Disasterpieces, que entregou um impressionante cover de Slipknot. Com uma performance intensa, o grupo não apenas replicou a sonoridade da banda estadunidense, mas também trouxe toda a estética que os fãs de Slipknot esperavam. A presença de palco, os macacões, as máscaras e a energia desenfreada fizeram o público mergulhar de cabeça na apresentação.

Disasterpieces: saí para ver um grande show de tributo, mas acabei vendo dois | Foto: Ferris Jr.
Com músicas como “Duality”, “Before I Forget” e “Psychosocial”, a Disasterpieces criou uma atmosfera eletrizante, gerando rodas de pogo e mosh pits que tomaram conta da pista. O show foi visceral e se destacou como um verdadeiro espetáculo à parte, agradando a todos que puderam apreciar a apresentação.
Antes das principais atrações, quem abriu a noite foi a banda cearense Hey Ho All Stars, que trouxe o melhor do Punk Rock ao palco. Com versões enérgicas de clássicos, a banda aqueceu o público com muita atitude e deixou todos prontos para o que viria a seguir.
]]>No repertório, os grandes sucessos do Linkin Park estão garantidos. Músicas como “Numb“, “In The End“, “Faint” e “What I’ve Done” prometem trazer à tona as emoções e a energia dos clássicos que marcaram gerações. Além de Fortaleza, a banda cover passará por cidades como Recife, Belém, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.
Formada em 2019, a Hybrid Theory rapidamente conquistou o público com sua qualidade nas apresentações ao vivo, reproduzindo com fidelidade a experiência de um show do Linkin Park. Uma prova de sua popularidade é a confirmação da banda como uma das atrações do Rock In Rio Lisboa 2024, evento no qual devem se apresentar diante de milhares de fãs.
Os ingressos para o show estão disponíveis para venda no site Bilheto, já em seu sexto lote, com valores a partir de R$ 200. O público tem à disposição opções para pista e camarote, com preços diferenciados para meia-entrada e ingresso social (com doação de 1 kg de alimento). Confira os detalhes:

Não perca a oportunidade de reviver os maiores hits do Linkin Park em um show que promete lotar as arenas, assim como as apresentações da banda cover pelo mundo.
]]>A noite foi aberta pelas bandas Doze Nove Cinco, Quando O Oceano Nos Engoliu e finalizada por Bull Control representando a cena underground da capital cearense.
Liderada pela vocalista e compositora Nenê Altro, a Dance of Days tem sido uma das maiores referências do hardcore e do underground brasileiro desde 1997. A banda se destaca por suas letras profundas, abordando temas que vão da angústia juvenil às complexidades da vida adulta, sempre com um tom visceral e emocional que cativa o público.

Show em Fortaleza marca a estreia de “A Nova História” e celebra duas décadas de “A Valsa De Águas Vivas” | Fotos: Iago Barreto
Com uma setlist composta por 30 músicas, a Dance of Days fez um verdadeiro passeio por toda sua discografia, revisitando clássicos como “Balada do Corcel Verde Velho”, “Se Estas Paredes Falassem” e “Me Leve às Estrelas”.O momento mais nostálgico veio com a celebração dos 20 anos do álbum “A Valsa De Águas Vivas”, uma obra que marcou profundamente a carreira da banda e se consolidou como um marco na cena hardcore do Brasil.
Nenê Altro, que além de ser a voz principal da banda é também uma das suas maiores forças criativas, aproveitou o momento para reforçar a importância de se manter firme diante dos desafios da vida. Com suas falas sempre carregadas de significado, ela destacou a resiliência, não apenas da banda, mas também dos próprios fãs, que ao longo dos anos se mantêm fieis e apaixonados.
“Essa turnê não é só o retorno da Dance of Days, é o meu retorno. E eu estou aqui hoje para dizer que sempre vale a pena seguir em frente, ser quem você é de verdade e lutar por isso,” declarou Nenê Altro ao público.
A performance da Dance of Days foi mais que um show de rock; foi uma verdadeira experiência de conexão profunda entre banda e público. Ao final da apresentação, os fãs foram receberam autógrafos, abraços e um momento de agradecimento mútuo entre banda e público, selando a noite como um encontro inesquecível.
Dance of Days reforçou, mais uma vez, que o hardcore é muito mais do que um gênero musical – é uma expressão de resistência, de luta, e de verdade. A trajetória de Nenê Altro e da banda mostra que essa resistência é sobre nunca desistir, sobre ser verdadeiro consigo mesmo e persistir, mesmo quando os ventos sopram contra. Como ela mesma entoou em “Adeus Sofia”, música emblemática da banda: Eu estou indo embora, mas levarei comigo o que me fez ficar.
]]>A informação foi confirmada pela produtora D MUSIC, no início da noite desta sexta-feira, 5. A apresentação acotece no dia 07 de junho, no Colosso; e os ingressos, que já estão à venda no site Bilheteria Virtual, têm valores a partir de R$ 145. Confira abaixo os valores com detalhes:
Pista Meia: R$ 145
Pista Social: R$ 149
Pista Inteira: R$ 290
Front Meia: R$ 254
Front Social: R$ 259
Front Inteira: R$ 508
Voucher Alimento: R$ 12
Boyce Avenue é uma banda formada em Sarasota, Flórida pelos irmãos Alejandro, Daniel, Fabian Manzano. O nome da banda surgiu de uma combinação de duas ruas em que os irmãos viviam quando eram crianças e é famosa por lançar músicas originais e principalmente covers de canções clássicas e modernas no YouTube. Boyce Avenue também colaborou com vários outros artistas como Fifth Harmony, Bea Miller, Diamond White, Carly Rose Sonenclar, Kina Grannis e Alex Goot.
Esta turnê especial acontecerá em algumas capitais do Brasil e em Fortaleza no dia 07 de junho com um repertório que traz a trajetória da banda nesses anos de carreira.
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A banda LS Jack participa do projeto “Rock na Praça” do RioMar Fortaleza (Foto: Divulgação)
O shopping RioMar Fortaleza realiza, nesta sexta-feira, 22, mais uma edição do projeto “Rock na Praça”. O evento promete ser especial principalmente para quem que viveu bem a música brasileira no início dos anos 2000.
A banda LS Jack, que hoje é formada por Vitor Queiroz no vocal e baixo, Serginho Ferreira na guitarra e Bicudo na bateria, promete desbloquear as memórias dos fortalezenses com sucessos históricos como “Carla”, “Amanhã Não se Sabe”, “Uma Carta” e “Sem Radar”. Essa última, inclusive, atinge diretamente esse que vos escreve.
A programação, que é gratuita, acontece a partir das 19h30, na Praça de Alimentação, no Piso L3.
SERVIÇO:
Rock na Praça com LS Jack
Data: 22 de março, sexta-feira
Horário: 19h30
Local: Praça de Alimentação, Piso L3, shopping RioMar Fortaleza – R. Des. Lauro Nogueira, 1500 – Papicu
Mais informações: @riomarfortaleza
Acesso gratuito

Vocalista Derrick Green (esq..) guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura, fazem show no Good Things Festival, em Melbourne, Austrália (1°.dez.2023/Divulgação)
Após 40 anos de uma trajetória vitoriosa, em que levou o nome do Brasil mundo afora e passou pelos palcos mais importantes do mundo, o Sepultura vai parar as suas atividades. Antes disso, no entanto, o grupo formado por Andreas Kisser, Derrick Green, Greyson Nekrutman e Paulo Jr. fará um uma turnê de despedida que vai rodar o globo e já tem Fortaleza em sua lista de datas.
A passagem da turnê Celebrating Life Through Death na capital cearense acontece no dia 6 de julho; e, por aqui, o grupo terá a companhia de outro grande nome do metal nacional: Angra, que está em turnê de divulgação do álbum Cycles Of Pain
Além disso, o evento contará com o death metal dos cearenses do Visceral Suffering, que estão fazendo bastante barulho com o debut “Sons of Evil”, lançado em maio do ano passado.
Ainda não foram divulgadas informações acerca de local ou venda de ingressos.
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Imagem: ilustração gerada por IA para o Ceará & Rock.
A música brasileira é uma caixinha de surpresas, recheada de ritmos e melodias que atravessam fronteiras e conquistam corações por todo o planeta. Dentro desse caldeirão musical, temos encontros de artistas que são verdadeiras explosões de criatividade. Hoje, vou te levar para dar uma volta por cinco dessas parcerias incríveis: Clube da Esquina, Novos Baianos, Tribalistas, Titãs e Os Mutantes. Cada um desses grupos é uma história à parte, deixando marcas profundas na música brasileira e inspirando gerações.
Clube da Esquina
Imagina um grupo de amigos se reunindo em Belo Horizonte nos anos 60, compondo músicas que misturam rock, jazz e ritmos brasileiros. Esse era o Clube da Esquina, liderado por Milton Nascimento, Lô Borges e Beto Guedes. Eles criaram um som único, que até hoje ressoa nos corações dos brasileiros. O álbum “Clube da Esquina” é uma obra-prima, com canções como “Tudo o Que Você Podia Ser” e “Cais” que são verdadeiras joias da nossa música.
Novos Baianos
Lá pelos anos 70, um grupo de jovens baianos resolveu misturar samba, rock e tudo o que tivesse vontade. Os Novos Baianos, com Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão, Baby Consuelo (a Baby do Brasil) e Pepeu Gomes, trouxeram uma energia contagiante para a música brasileira. O álbum “Acabou Chorare” é uma festa para os ouvidos, com músicas como “Brasil Pandeiro” e “Preta Pretinha” que são pura alegria.
Tribalistas
Quando Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown se juntaram para formar os Tribalistas, eles, com suas diferentes origens no mundo da música, criaram um som que é a cara do Brasil. O álbum “Tribalistas”, lançado em 2002, é um encontro de estilos que resultou em músicas como “Já Sei Namorar” e “Velha Infância”, que viraram hinos da nossa música.
Titãs
Nos anos 80, os Titãs surgiram como um furacão no rock brasileiro. Com letras provocativas e um som poderoso, Arnaldo Antunes, Branco Mello, Charles Gavin, Marcelo Fromer, Nando Reis, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto conquistaram uma legião de fãs. Álbuns como “Cabeça Dinossauro”, “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas” e “Acústico MTV” mostram a diversidade e a genialidade desse grupo que marcou época.
Os Mutantes
Nos anos 60, Os Mutantes trouxeram para a música brasileira uma mistura de rock psicodélico e experimentações que era pura inovação. Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias criaram um som que é referência até hoje, no mundo inteiro, com álbuns como “Os Mutantes” e “A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado”, que são verdadeiros clássicos.
Esses encontros de gênios da música brasileira são a prova de que quando artistas talentosos se juntam, o resultado é mágico. Clube da Esquina, Novos Baianos, Tribalistas, Titãs e Os Mutantes são tesouros da nossa música, que continuam encantando e inspirando pessoas por todo o mundo. É a magia da música brasileira, que sempre nos surpreende e emociona!
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