Advertise with Googlier.com Bailux 3Biomas+ https://bailux.org Hospedagem, Mentoria Artística e Jogos de Tabuleiro Milenares Sun, 18 Oct 2026 23:27:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.4.24 Guerra Cognitiva,IAs e Terras Raras. https://bailux.org/2026/10/18/guerra-cognitivaias-e-terras-raras/ Sun, 18 Oct 2026 23:02:37 +0000 https://bailux.org/?p=5693 Leia mais...]]>

Abaixo está a lista consolidada dos minerais, metais e elementos químicos essenciais que compõem a cadeia de suprimentos física para a produção de inteligências artificiais (abrangendo desde a fabricação de chips e semicondutores até a infraestrutura de supercomputadores e data centers):

​1. A Base Semicondutora (O “Cérebro” do Hardware)

  • ​Silício (Grau Eletrônico): A matéria-prima fundamental para a construção dos wafers e transistores das GPUs, TPUs e processadores.
  • ​Gálio: Utilizado em semicondutores compostos (como o arseneto de gálio) para circuitos de alta velocidade e radiofrequência.
  • ​Germânio: Empregado em eletrônicos de alta performance, óptica e sistemas de fibra óptica.
  • ​Arsênio: Combinado com o gálio para formar compostos semicondutores específicos.
  • ​Háfnio: Utilizado em materiais de controle de portas lógicas avançadas nos chips de última geração.

​2. Terras Raras (Ímãs e Atuadores de Alta Potência)

​Utilizadas principalmente em hardware de robótica associada, drones autônomos militares e discos de armazenamento de alta densidade:

  • ​Neodímio e Praseodímio: Essenciais para ímãs permanentes de alta potência.
  • ​Disprósio e Térbio: Adicionados aos ímãs para garantir resistência a altas temperaturas e em componentes ópticos/lasers.
  • ​Ítrio e Escândio: Usados em ligas metálicas especiais, lasers e sistemas de orientação de sensores.

​3. Metais Valiosos, de Transição e Condutores

​Garantem a condução elétrica sem perdas, soldas, estabilidade térmica e proteção contra picos de energia nos servidores:

  • ​Cobre: O principal metal condutor de eletricidade para cabeamentos, placas e trilhas microscópicas.
  • ​Ouro: Utilizado nos fios de ligação (wire bonding) e revestimentos de conectores por não sofrer oxidação.
  • ​Prata: Aplicada em pastas térmicas e soldas de alta performance para dissipação de calor.
  • ​Tântalo: Fundamental na fabricação de capacitores de alta estabilidade para os circuitos integrados.
  • ​Paládio e Platina: Empregados em revestimentos anticorrosivos de contatos elétricos e regulação térmica.
  • ​Estanho e Níquel: Usados em soldas e ligas estruturais dos componentes eletrônicos.

​4. Gases e Insumos Críticos de Fabricação (Litografia)

​Embora não sejam metais extraídos no formato tradicional de minério sólido, são elementos químicos vitais extraídos do processamento industrial para gravar os chips:

  • ​Neônio e Criptônio: Gases nobres essenciais para alimentar os lasers das máquinas de litografia avançada (EUV), que esculpem os circuitos microscópicos nos chips de IA.

​A soberania tecnológica e geopolítica global gira em torno não apenas de quem possui a terra onde esses minérios jazem, mas de quem detém a capacidade industrial de refiná-los aos níveis de pureza exigidos pela microeletrônica moderna.

Fonte: IA Gemini

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3BIOMAS+ Ana Flavia Negro https://bailux.org/2026/10/11/3biomas-ana-flavia-negro/ Sun, 11 Oct 2026 10:32:14 +0000 https://bailux.org/?p=5686 Leia mais...]]>

Quando uma Mentoria Artística se torna 3BIOMAS de 5 . Vinte anos da Escultura Social Bailux até a Mentoria Artística e processo criativo do projeto da artista Ana Negro: Escultura de interações humanas e não humanas na Pitinga e Barreiras da Costa Pataxó. Uma jornada por sete lugares da Terra e a ativação dos Atores -Rede Conectores no Ponto Zero.3 Biomas+ Casa de Adobe e os viajantes contemporâneos, Mentoria Artística e Jogos de Tabuleiro Milenares

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O que é Escultura Relacional? https://bailux.org/2026/09/16/o-que-e-escultura-relacional/ Wed, 16 Sep 2026 03:39:12 +0000 https://bailux.org/?p=5681 Leia mais...]]>

@ananegro.zia

​ESCULTURA RELACIONAL

uma escultura feita de relações, presenças e territórios.

​Escultura Relacional é uma prática artística que toma as relações como matéria da obra. Pessoas, território, natureza, memória, objetos, ancestralidade e acontecimentos tornam-se agentes de uma escultura que não está pronta: ela acontece.

O conceito de “Escultura Relacional” não tem um único criador universalmente reconhecido. Na arte contemporânea, ele pode ser relacionado principalmente a Joseph Beuys, com sua ideia de “Escultura Social”, e posteriormente a Nicolas Bourriaud, com a “Estética Relacional”.
Joseph Beuys (1921–1986) — formulou a ideia de Escultura Social (Soziale Plastik): a sociedade inteira pode ser moldada pela ação criativa das pessoas. Sua frase “Todo ser humano é um artista” é central nesse pensamento.
Nicolas Bourriaud — publicou Esthétique relationnelle (Estética Relacional) em 1998. Analisa obras em que relações humanas, encontros e situações sociais tornam-se matéria da prática artística.
“Escultura Relacional” pode ser usada como uma formulação própria, articulando esses dois campos: a escultura como algo que não é apenas objeto, mas relação, encontro, presença e transformação coletiva

​@a.b.regis

​Mentoria Artística os Processos Criativos e a Arte Ampliada

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O que é um Ator Rede? https://bailux.org/2026/09/15/o-que-e-um-ator-rede/ Wed, 16 Sep 2026 01:45:20 +0000 https://bailux.org/?p=5677 Leia mais...]]>

O que é um Ator-Rede?
Para Latour, um ator não é apenas uma pessoa. Qualquer entidade capaz de produzir diferença, transformar uma situação ou fazer outra coisa acontecer pode participar de uma rede.
Assim, podem ser atores:
uma pessoa ou comunidade;
um rio;
uma pedra;
uma obra de arte;
um objeto tecnológico;
um animal;
uma instituição;
um território;
um documento;
uma estrada;
um jogo de tabuleiro;
uma paisagem

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Escultura Relacional https://bailux.org/2026/08/30/escultura-relacional/ Mon, 31 Aug 2026 02:06:22 +0000 https://bailux.org/?p=5673 Leia mais...]]>

Artistas fundamentais cuja práxis centraliza a Escultura Relacional, utilizando encontros, dinâmicas de espaço-tempo e a participação ativa como matéria-prima tridimensional:

  • ​Rirkrit Tiravanija: Expoente máximo da Estética Relacional teorizada por Nicolas Bourriaud. Em obras como Untitled (Free) (1992), o artista transforma a estrutura da galeria ou museu em uma cozinha comunitária, oferecendo refeições gratuitas (como curries e pad thai). A “escultura” não é o espaço ou a comida, mas a situação de convivência, o diálogo e o tecido interpessoal gerado durante a partilha.
  • ​Felix Gonzalez-Torres: Utiliza objetos do cotidiano dispostos de forma escultórica para criar gestos de generosidade, perda e participação. Em obras como Untitled (Portrait of Ross in L.A.) (1991), uma pilha de doces é deixada no canto da sala com o peso correspondente ao do seu companheiro debilitado pela AIDS. O público é convidado a pegar e comer os doces, fazendo com que a escultura mude de forma e peso com a ação coletiva, ativando a memória e a cumplicidade.
  • ​Lygia Clark: Matriz neoconcreta brasileira e pioneira da transição do objeto estático para a experiência sensorial e relacional. Em suas obras da fase dos Objetos Sensoriais e da proposição Caminhando (1963) até A Casa do Poeta e Estrutura Viva, o objeto tridimensional só existe quando manipulado, vestido ou ativado pelo corpo do participante, culminando na dissolução da arte em prática terapêutica e de conexão corporal
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Escultura Relacional: Conceito https://bailux.org/2026/08/30/escultura-relacional-conceito/ Sun, 30 Aug 2026 13:18:16 +0000 https://bailux.org/?p=5658 Leia mais...]]>

A Escultura Relacional é a expansão da prática tridimensional clássica para o campo das interações humanas, da coabitação e dos sistemas sociais. Em vez de moldar matérias tradicionais (como bronze, pedra ou madeira) sobre um pedestal, o artista esculpe situações, encontros, diálogos, rituais comunitários e dinâmicas de espaço-tempo. A obra deixa de ser um objeto passivo de contemplação e passa a existir no tecido relacional e na participação ativa do público.

​Características Fundamentais

  • ​O Tecido Social como Matéria-Prima: A convivência, a troca interpessoal, a presença do outro e o tempo compartilhado funcionam como os elementos plásticos da obra.
  • ​Do Objeto à Situação: A escultura se desloca do objeto tridimensional estático para a criação de contextos, microutopias temporárias e dispositivos de convivência.
  • ​Participação Ativa: O público deixa de ser espectador para se tornar coautor, ativando a experiência através do toque, do diálogo, da habitabilidade ou da ação coletiva.
  • ​Precursor Histórico (Escultura Social): Origina-se conceitualmente na Soziale Plastik (Escultura Social) de Joseph Beuys, que defendia a capacidade da arte de moldar o pensamento, as estruturas políticas e as relações comunitárias.

​Referências Bibliográficas Fundamentais

​Teoria Principal e Conceituação (Estética Relacional)

  • ​BOURRIAUD, Nicolas. Estética Relacional. São Paulo: Martins Fontes, 2009. (Obra seminal que define o campo da arte relacional e as microutopias de sociabilidade dos anos 1990).

​Crítica e Antagonismo Social

  • ​BISHOP, Claire. Artificial Hells: Participatory Art and the Politics of Spectatorship. Londres/Nova York: Verso, 2012. (Análise crítica sobre as contradições, o conflito e o impacto político nas práticas participativas e relacionais).
  • ​BISHOP, Claire. Antagonism and Relational Aesthetics. October, vol. 110, p. 51-79, 2004.

​O Campo Ampliado e a Matriz da Escultura

  • ​KRAUSS, Rosalind. A Escultura no Campo Ampliado. Gavea, Rio de Janeiro, n. 1, p. 87-93, 1984. (Ensaio de 1979 que analisa a ruptura da escultura com o monumento clássico e sua expansão para a paisagem e o espaço situacional).

​Precursores e Práticas Sociais

  • ​BEUYS, Joseph. What is Art? Conversation with Volker Harlan. Londres: Clairview Books, 2004. (Fundamentação da Escultura Social / Soziale Plastik).
  • ​JACKSON, Shannon. Social Works: Performing Art, Supporting Publics. Nova York: Routledge, 2011. (Estudo sobre como as práticas artísticas relacionais dependem e revelam infraestruturas sociais e redes de apoio mútuo).

​Matriz Brasileira e Neoconcretismo (Ancestralidade Relacional no Brasil)

  • ​CLARK, Lygia. Lygia Clark. Catálogo de Exposição. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. (Sobre os Objetos Sensoriais e o abandono do objeto estético em prol da experiência relacional e terapêutica).
  • ​OITICICA, Hélio. Aspirção à Prensa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. (Reflexões sobre os Parangolés, a vivência comunitária da Mangueira e a arte como habitação e corpo).
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Ponto Zero: O Olhar e a Escuta https://bailux.org/2026/08/30/ponto-zero-o-olhar-e-a-escuta/ Sun, 30 Aug 2026 10:43:19 +0000 https://bailux.org/?p=5655 Leia mais...]]>
Artista fotógrafa e pesquisadora Ana Negro.Zia

Ana Negro.Zia : Ponto Zero, Escultura Relacional no Arraial de Nossa Senhora dAjuda esculpindo interações humanas com Arte, Natureza, Ancestralidade e Espiritualidade, através de uma Cartógrafia do Olhar e da Escuta.
O projeto tem a Mentoria Artística e Processo Criativo de A.B.Regis

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Artista Ana Negro https://bailux.org/2026/08/27/mentoria-artisticaana-negro/ Fri, 28 Aug 2026 02:23:04 +0000 https://bailux.org/?p=5651 Leia mais...]]>

​Cartógrafia da Escuta e do Olhar : Projeto de Arte Expandida
​Título PONTO ZERO
​Subtítulo: Das Barreiras da Costa Pataxó e Pitinga aos 7 Lugares Energéticos da Terra
​Eixos Temáticos: Escultura Relacional • Arte , Natureza Ancestralidade e Espiritualidade

​Autoria: Artista e Pesquisadora Ana Flávio

Mentoria artística Processos Criativos A.B.Regis

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Receitas https://bailux.org/2026/08/27/receitas/ Fri, 28 Aug 2026 00:50:24 +0000 https://bailux.org/?p=5646 Leia mais...]]>

RECEITAS:

​Bôlo-de-Ouriço – (para cinco pessoas) 1 litro de ouriço. “Coloca-se água na panela, até ferver. Com ela lava-se as ovas do ouriço, até enxugar. Faz-se um môlho, como o da muqueca. Depois de bem cosido, coloca-se a farinha de mandióca, até endurecer um pouco. Arruma-se folha de bananeira, donde se lhe envolve, aos bocados. Pronto, põe-se no forno pra assar, e é so servir!” – Receita de Tia Neusa, que diz ainda o acompanhamento: “o bôlo de ouriço ele é servido com arroz!”.

​Muqueca-de-Ouriço – (segundo receita de Lucília da Conceição). “Um litro de ouriço, dois tomates, uma cebola, uma cabeça de alho, os tempêros, todos juntos. Frita-se a seguir, com óleo. A muqueca do ouriço é sempre seca, não leva côco e é servido com ovos de galinha de capoeira”.

​Há outras receitas que eles aqui preparavam com as ovas do ouriço-gordo. Uma outra, era , o cuscús-de-ouriço. Assim como o famoso ouriço com farinha, ou pirão.

​A TEMPERADA

​É tradição secular que até hoje se repete, significando a homenagem que a família à comunidade quando alguém de sua prole “ganha nene”, oferecendo a todos os visitantes que vão ver o recemnascido, a temperada, a “temperada da Mulher Parida”. A receita é simples mistura de cachaça com algumas ervas e tempeiros caseiros. Arruda, Cebola, Cebolinha, Alho, Poeijo, Alevante, Cominho, Losna, etc. Um litro, dois ou mais, de acordo com as condições financeira de cada um. Basta alguem bater à porta em visitação ao novo rebento, logo lhe é oferecido esta saborosa bebida. É como chamam no Nordeste, o tradicional “cachimbo”. Pinheiro Pucu,1993

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A culinária do ouriço https://bailux.org/2026/08/24/a-culinaria-do-ourico/ Mon, 24 Aug 2026 10:34:46 +0000 https://bailux.org/?p=5643 Leia mais...]]>

A CULINÁRIA DO OURIÇO

​“Na maré que Deus secá

e as pedras ficá de fora,

é bom pra pegá ouriço!…”

(Lucília da Conceição)

​Por toda essa imensa costa do litoral brasileiro, pouco soube do hábito tradicional de se comer ouriços-do-mar, como aqui no Extremo Sul baiano, particularmente, na Ajua. Wied já registrava há 177 anos passados, quando por aqui viu que “havia gente procurando ouriços”.

​Esse precioso alimento que os nossos índios chamavam de pindaúna ou pinaúna, (termo esse conhecido de muitos caboclos remanescentes) de pindá (espinho, garra) e de una (escuro, preto) até hoje tradicionalmente se repete na culinária dos moradores mais antigos. Só não nos tempos de inverno, por ocasião do “vento leste”, que não os buscam, que é um período de ouriço magro e sem ovas. No mais, é impressionante e bonito de se ver, por sôbre as pedras descobertas pelo mar, a mãe, a avó, a tia, os filhos, os netinhos , todos, agachados, ajudando na pesca do ouriço. Quebrando os ovados ouriços com um facão, lavando alí mesmo, temperando com o sal do mar e que até alí mesmo comem, acompanhado da farinha de mandioca. Outros levam em litros na lata, para vender.

​Essa alimentação é tão significante pra o ajudense, que não perdeu até hoje o hábito. Lembro uma ocasião de aqui se organizar um time de futebol (nos anos de 84/85), isto é, a escolha de um nome que retratasse fielmente as coisas do lugar, do seu passado etc. de pronto os atletas do Arraial escolheram: “Água Azul Ouriço Clube”. Chamar o ajudense de “comedor-de-ouriço”, não é um apelido espinhoso, é uma alegre verdade e das graças de Deus…

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