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]]>Palavras polissêmicas são palavras que têm múltiplos significados ou interpretações. Em todos os idiomas, sempre há uma ou mais palavras com vários significados. Isso acontece devido às mudanças semânticas, ao uso contextual e à evolução histórica do idioma.
Compreender as palavras polissêmicas é crucial no aprendizado de qualquer idioma, pois expande nosso vocabulário, nos permite pensar o idioma em um nível mais profundo, promove a comunicação matizada e potencializa a compreensão de diversos contextos e nuances culturais. Não há muitas regras quando se trata de palavras polissêmicas, exceto o fato de que a palavra deve ter mais de um significado. A seguir, alguns exemplos de palavras polissêmicas.
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Segundo a Real Academia Española (RAE), a palavra polissêmica mais importante do idioma espanhol é pasar, que conta com 64 significados diferentes.
Não necessariamente. Existe uma semelhança muito importante: tanto as palavras polissêmicas como as palavras homônimas são pronunciadas da mesma maneira, apesar de terem significados distintos. As palavras polissêmicas, porém, têm sempre a mesma grafia, independentemente do seu significado. Já as palavras homônimas podem ter grafias diferentes, desde que a pronúncia seja a mesma.
Além disso, as palavras polissêmicas têm a mesma origem, apesar da variedade de significados. As palavras homônimas, por sua vez, são de diferentes origens, de acordo com o significado. A seguir, alguns exemplos para distinguir a diferença entre palavras polissêmicas e homônimas:
| Tipo de palavra | Palavra | Significado contextualizado | Diferença/características |
| Polissêmica | Banco | Pode significar uma entidade financeira ou um assento para uma ou várias pessoas (em português: banco). | A escrita e a pronúncia são idênticas para ambas as acepções. O significado varia de acordo com a situação. |
| Homônima | Hola | Forma de saudação (em português: olá). | Não tem a mesma grafia que ola e também se refere a algo diferente, apesar de a pronúncia ser idêntica. |
| Homônima | Ola | Elevação da água (em português: onda). | Apesar de a pronúncia ser idêntica, não tem a mesma grafia nem o mesmo significado que ola. |
O idioma espanhol conta com diversas curiosidades, como as palavras polissêmicas. Clique aqui para descobrir alguns palíndromos em espanhol.
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]]>As palavras tradutor e intérprete frequentemente são usadas uma no lugar da outra, mas a verdade é que elas não têm o mesmo significado. Indo direto ao ponto: enquanto intérpretes trabalham com palavras faladas ou sinalizadas, tradutores trabalham com palavras escritas.
À primeira vista, pode-se ter a impressão de que se trata do mesmo trabalho, mas interpretar e traduzir exigem habilidades diferentes. A seguir, explicaremos quais são os tipos de intérpretes e tradutores e revelaremos o que torna o trabalho de cada um desses profissionais único.
De modo geral, o trabalho de um intérprete exige que passar informações de um idioma para outro o mais rápido possível. Sua ajuda é necessária sempre que há uma reunião entre pessoas que falam idiomas diferentes. Se você vive em um país predominantemente monolíngue, fica difícil imaginar a importância de ter intérpretes nos mais variados lugares, de consultórios médicos à Organização das Nações Unidas.
Apesar de não existir uma classificação oficial dos tipos de interpretação, podemos listar aqui alguns dos mais comuns.
Além de usarem métodos diferentes, os intérpretes também se diferenciam pelo que estão interpretando. Há inúmeras situações em que as pessoas precisam recorrer à interpretação. Eis algumas das mais comuns.
Embora o termo “tradutor” seja, às vezes, usado de forma genérica, sobrepondo-se ao trabalho de interpretação, ele se refere, tecnicamente, apenas a pessoas que trabalham com textos escritos. Uma das maiores diferenças entre intérpretes e tradutores é que os tradutores tendem a ter um pouco mais de tempo para fazer seu trabalho (apesar da existência de prazos apertados, claro). Embora a leitura e a escrita sejam diferentes da escuta e da fala, o objetivo final do tradutor é o mesmo do intérprete: fazer com que o significado seja compreendido.
Apesar de o objetivo deste artigo seja falar de profissionais humanos, não podemos ignorar o fato de a tecnologia ter um papel cada vez mais importante quando se trata de traduções. Quando falamos de “método”, estamos nos referindo principalmente a quanto uma tradução depende de computadores.
Existem várias formas de categorizar os tradutores de acordo com o que traduzem. A tradução religiosa, por exemplo, pode ser considerada uma área independente, uma vez que traduzir de textos sagrados costuma gerar bastante controvérsia. De forma simplificada, podemos dividir as traduções em duas categorias: literária e informativa.
Traduções literárias
A tradução literária é o ato de passar uma obra escrita de um idioma para outro. Essa área inclui ensaios, romances, contos, poesias ou qualquer outra forma de escrita criativa.
A tradução literária costuma receber uma atenção especial, tendo em vista o desafio que representa para os tradutores. Isso acontece porque, na literatura, a forma ou o estilo da escrita costuma ser tão importante quanto o conteúdo. Cabe ao tradutor determinar que características de uma obra devem ser preservadas.
Para isso, os tradutores precisam se fazer diversas perguntas. Pensemos em um poema, por exemplo. É importante manter o mesmo número de sílabas em cada verso da tradução? O poema precisa ter rima? As metáforas e as comparações continuam fazendo sentido quando traduzidas? O que fazer com as figuras sonoras, como aliteração e assonância?
Os tradutores literários estão cientes de que não existe uma “tradução perfeita”. Eles devem decidir que aspectos do texto original merecem ser preservados. Nesse sentido, é possível afirmar que dois tradutores literários nunca criarão exatamente a mesma tradução. Aliás, os resultados podem ser completamente diferentes. As discussões sobre o que é uma boa ou má tradução vêm acontecendo há milhares de anos.
Tendo em vista todos esses fatores, não é exagero dizer que a tradução literária deve ser considerada uma arte por si só. No entanto, os tradutores literários ainda têm que lutar para obter o crédito que merecem. Seus nomes raramente são adicionados à capa dos livros em que trabalham. Muita gente acredita que o trabalho de tradução deva ser “invisível”, proporcionando uma transição suave de um idioma para outro. Mas a verdade é que os tradutores literários desempenham um papel vital na preservação e na difusão da arquitetura ao redor do mundo.
Traduções informativas
Embora a tradução literária seja muito mais celebrada, a grande maioria dos textos traduzidos se enquadra na categoria de tradução informativa. O objetivo final desse tipo de tradução é fazer com que o significado de um texto fique o mais claro possível quando passado de um idioma a outro. Ainda que os tradutores informativos não tenham que se preocupar com o estilo literário, seu trabalho não pode ser considerado mais fácil.
Todos os tipos de tradução exigem habilidades que vão além do conhecimento de dois ou mais idiomas. Para trabalhar como tradutor de conteúdo informativo, é necessário treinamento e, muitas vezes, uma qualificação específica. Dependendo do conteúdo a ser traduzido, as exigências podem ser bastante altas. Certas áreas requerem conhecimentos especializados por parte dos tradutores.
Nossa lista poderia ser muito mais extensa, incluindo traduções em inúmeros campos de conhecimento em todo o mundo. Independentemente da área em que um tradutor atue, é necessário que ele se mantenha em constante treinamento para aprimorar suas habilidades no que se refere à transferência de informação entre idiomas.
Muitas vezes, há uma sobreposição entre o trabalho de tradutores e intérpretes. Na chamada tradução à vista, por exemplo, o tradutor deve ler um documento e traduzi-lo a um idioma diferente, simultaneamente e em voz alta. O sentido oposto também ocorre: apesar da escassez de registros, é possível que transcrever discursos orais, registrando-os em papel em um segundo idioma.
A fronteira entre essas duas variedades é bastante fluida, e isso se vem se acentuando cada vez mais graças ao uso de ferramentas informáticas. Se você pedir para a sua assistente de voz traduzir algo do inglês para o português, é possível chamar o resultado de interpretação? O mais importante nessa discussão toda, porém, é reconhecer que tanto tradutores quanto intérpretes são fundamentais para garantir que as pessoas tenham acesso às informações de que precisam em um idioma que entendam.
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]]>Descobrir quantas pessoas falam árabe no mundo hoje não tem muito valor se não conhecermos o contexto e a história por trás da popularidade desse idioma. Primeiro, uma lição sobre as origens e o legado linguístico do idioma. O árabe faz parte da família de línguas semíticas centrais, que inclui o hebraico, o aramaico e o fenício. Acredita-se que o idioma tenha evoluído do aramaico, há mais de um milênio, entre os povos nômades beduínos nos desertos da Península Arábica (aliás, a palavra “árabe” significa “nômade”). Após as conquistas islâmicas iniciadas no século VII, o árabe se espalhou por todo o norte da África, Oriente Médio, Ásia Central e Ocidental e até mesmo por partes da China. A assimilação de habitantes nativos à cultura, à religião e à língua dos povos islâmicos ajudou a plantar a semente que fez com que o idioma árabe se desenvolvesse ao longo dos séculos seguintes.
Atualmente, esse idioma é a língua franca do mundo árabe. Em termos técnicos, o árabe é considerado uma macrolíngua, que compreende 30 variedades. Algumas variedades do árabe em determinadas partes do mundo nem sempre são mutuamente inteligíveis com as demais variedades de outras áreas geográficas. Ou seja: o árabe falado no Norte da África é bem diferente daquele falado no Golfo Pérsico, por exemplo. Os falantes nativos de árabe contam com sua própria variedade coloquial, mas a maioria das pessoas aprende o árabe padrão moderno, que é a variedade pluricêntrica universal mais presente na mídia, nos ambientes de trabalho e na lei. Essa é a única variante ensinada em todos os níveis de educação.
O árabe atual é descendente direto do árabe clássico, que era a versão encontrada nos textos literários dos séculos VII a IX e no Alcorão. Hoje, o árabe clássico não é mais um idioma falado, mas ainda é considerado a língua da religião em todo o mundo árabe. Grande parte de sua gramática e de seu vocabulário é a mesma do árabe padrão moderno, embora este último tenha evoluído ao longo do tempo para refletir as novas realidades do planeta.
A maioria dos falantes de árabe está concentrada no Norte da África, na Península Arábica e no Oriente Médio. Juntas, essas regiões são conhecidas como o mundo árabe. Há 25 países que reivindicam o árabe como idioma oficial ou co-oficial: Arábia Saudita, Argélia, Bahrein, Catar, Chade, Comores, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Eritreia, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Omã, Palestina, Síria, Somália, Sudão, Tanzânia e Tunísia. E há ainda seis Estados soberanos em que o árabe é uma língua nacional ou uma língua minoritária reconhecida: Chipre, Irã, Mali, Níger, Senegal e Turquia.
Você também pode encontrar falantes de árabe espalhados por todo o mundo. Afinal, ao longo das últimas gerações, milhões de imigrantes árabes se estabeleceram em lugares como Brasil, Estados Unidos, Europa e Sudeste Asiático.
Se considerarmos todas as variedades do árabe faladas hoje em dia, podemos estimar que existem cerca de 313 milhões de falantes desse idioma, o que faz do árabe a quinta língua mais falada globalmente, atrás do mandarim, do espanhol, do inglês e do hindi. O Egito detém o recorde da maior população falante do árabe padrão moderno, com cerca de 65 milhões de pessoas. A seguir vem a Argélia, com cerca de 29 milhões de falantes. Depois vem o Sudão, com 27 milhões, e, na sequência, Iraque, Arábia Saudita e Marrocos.
Há um número considerável de falantes de árabe em outras partes do mundo, como na Europa: por lá, quase 4% da população da Bélgica, cerca de 2,5% da população da França e quase 1,5% da população do Reino Unido falam árabe como língua materna. Os Estados Unidos contam com um pouco mais de 1 milhão de falantes de árabe em seu território. No Brasil, onde grupos de imigrantes árabes escolheram fazer seu novo lar, é possível encontrar alguns milhões de falantes desse idioma.
O árabe é a língua do Islã. Ou seja, caso você viaje para algum lugar do mundo islâmico, muito provavelmente você terá vontade de falar árabe, já que, sem dúvida, ouvirá esse idioma ao seu redor o tempo todo. Conhecer o árabe padrão moderno ajudará você a conversar com centenas de milhões de pessoas em todo o planeta. Saber árabe é incrivelmente importante no mundo dos negócios, especialmente em áreas como energia, construção, tecnologia e imóveis, que têm impulsionado a economia de muitos países produtores de petróleo. Esse é o caso, por exemplo, da Arábia Saudita, onde o árabe é o idioma oficial. Se você puder falar árabe em um ambiente profissional, provavelmente será de grande valor para empresas e organizações que fazem negócios com países islâmicos. O mesmo vale para carreiras diplomáticas, governamentais e políticas que lidam com a política no mundo árabe.
Quando o assunto é o aprendizado do idioma, já podemos adiantar que, ao estudar árabe, você encontrará muitas conexões com outras línguas. Ao longo de sua evolução, o árabe influenciou muitos idiomas globais, como o espanhol. Cerca de um terço do vocabulário do espanhol é de origem árabe. Isso se deve aos vários anos de contato que começaram com a conquista moura da Península Ibérica, no século VIII. É fácil notar a herança linguística árabe no espanhol em palavras que começam com a- ou al-. Em árabe, esses prefixos correspondem ao artigo definido das palavras. Ao longo do tempo, porém, esses artigos foram absorvidos pelas palavras, conforme elas passavam a fazer parte do vocabulário usado pelos falantes. Alguns exemplos: almohada (almofada), alfombra (tapete) e ajedrez (xadrez).
Também é possível encontrar elementos de influência árabe no português, no turco, no bósnio, no persa, no hebraico e até mesmo no inglês, entre outros idiomas. Algumas palavras em português que têm origem árabe: álcool, açúcar, algodão. Além disso, se você está lendo este texto, certamente você não tem problemas em usar o sistema de escrita latino, da esquerda para a direita. Aprender a ler e escrever em árabe e adotar a fonologia daquele idioma é um desafio extra que pode oferecer novas perspectivas sobre idiomas pouco comuns no mundo ocidental. Com o tempo, você passará a reconhecer as semelhanças e diferenças entre o árabe e os idiomas falados na Europa e nas Américas.
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]]>Quando o assunto é saúde mental, o conceito de “autocuidado” já não é mais novidade em diversos países. Conforme ressaltou a revista New Yorker em um de seus artigos, a ideia de que é preciso encher a própria xícara antes de encher a dos outros remonta a Sócrates. Porém, foi apenas nas décadas de 1970 e 1980, e principalmente entre as comunidades queer e as pessoas negras, que o tema do autocuidado passou a ganhar maior destaque. A ativista Audre Lorde foi pontual ao dizer: “Cuidar de mim mesma não é autoindulgência, é autopreservação, e isso é um ato de guerra política”.
O movimento contemporâneo do autocuidado carrega uma conotação política bastante semelhante a essa. Nos Estados Unidos, tal movimento ganhou força nas semanas seguintes à eleição de novembro de 2016. Aliás, o conceito de autocuidado, tal como o conhecemos hoje em dia, também está associado a ações cada vez mais frequentes para remover o estigma das doenças mentais. A relação dos Estados Unidos com a temática da saúde mental é um tanto única. Dados da OMS divulgados em 2011 apontaram que 27% dos adultos daquele país experimentariam algum tipo de transtorno mental ao longo de um período de 12 meses. Essa proporção é mais alta do que a registrada em qualquer outro país. A probabilidade média de um norte-americano comum vir a sofrer de algum tipo de transtorno mental ao longo da vida é de 47,4%.
Em muitos países, doenças mentais ainda são altamente estigmatizadas, e o conceito de saúde mental é, de modo geral, limitado a tópicos mais “sutis”, como ioga e relaxamento. Na Suíça, por exemplo, apenas 38% dos entrevistados afirmaram que contratariam uma pessoa com doença mental — e apenas 14,2% disseram que permitiriam que essa pessoa cuidasse de seus filhos. Essa pesquisa fez parte de uma campanha lançada em 2014 com o objetivo de desmantelar alguns desses tabus. Foi a primeira campanha nacional do tipo.
Em vários países asiáticos, o estigma em torno das doenças mentais também é muito forte, em grande parte devido aos valores tradicionais daqueles povos. Um estudo de caso realizado sobre esse tema na China destacou que doenças mentais costumam ser vistas como uma forma de punição por erros cometidos por antepassados — e como um motivo de vergonha para toda a família.
Já na Inglaterra, a atitude das pessoas perante esse assunto parece estar mudando. Dados coletados entre 1994 e 2014 evidenciam que a população demonstra ter uma maior tolerância e mais aceitação em relação àqueles que sofrem de doenças mentais. A quantidade de entrevistados que concordam com a ideia de que a sociedade precisa adotar uma atitude mais tolerante diante de pessoas com doenças mentais aumentou de 83%, em 2008, para 91%, em 2014.
A seguir, apresentamos um panorama de como cinco países abordam o tema do autocuidado e da saúde mental — e de como as pessoas tendem a se comportar quando esse é o assunto.
A saúde mental não é um tema tão abertamente discutido na Alemanha. Na verdade, trata-se de um assunto sobre o qual falamos apenas com nossos amigos mais próximos e/ou com nossa família. Por isso, você jamais ouvirá alguém contando sobre suas sessões de terapia ou pedindo um dia de folga para cuidar da saúde mental — bom, pelo menos no ambiente de trabalho, isso praticamente não acontece.
Você tampouco ouvirá uma pessoa admitindo o motivo real pelo qual não está se sentindo bem — assumindo que ela tenha ansiedade ou depressão. Se você estiver conversando com um colega de trabalho ou alguém pouco conhecido, a informação máxima que obterá dessa pessoa será algo do tipo: “Não estou me sentindo bem hoje”.
No entanto, o autocuidado tem se tornado um tema cada vez mais importante na Alemanha, e o sistema de saúde daquele país oferece opções para quem deseja levar seu bem-estar mais a sério. Massagens e fisioterapia estão disponíveis mediante prescrição médica, e o seguro também cobre parcialmente despesas com aulas de ioga, pilates e outras atividades de saúde preventiva.
Não leve para o lado pessoal. Não estou me sentindo muito bem hoje. — Bitte nimm es nicht persönlich. Ich fühle mich heute nicht so gut.
Faz bem para mim: — Es tut mir gut:
| fazer ioga | Yoga zu machen |
| meditar | zu meditieren |
| ficar em casa | zu Hause zu bleiben |
| cozinhar para mim mesmo/a | schön zu kochen |
| recuperar o sono | auszuschlafen |
| passar tempo na natureza | in der Natur zu sein |
| dar-me mimos | mich verwöhnen zu lassen |
Seria bom se eu falasse com alguém agora. — Es täte mir echt gut, mit jemanden reden zu können.
Obrigado/a por escutar. — Danke fürs Zuhören.
Obrigado/a por sua compreensão. — Danke für dein/Ihr Verständnis.
Obrigado/a por seu apoio. — Danke für deine/Ihre Unterstützung.
Segundo os dados da OMS mencionados anteriormente, a França foi um dos países que mais se aproximaram dos Estados Unidos em termos de incidência de transtornos mentais por habitante.
De modo geral, os franceses consideram a saúde mental parte da vida privada de alguém, fazendo com que esse seja um tema pouco comum nas conversas do dia a dia. É improvável que alguém mencione uma sessão de terapia a um colega de trabalho ou que fale abertamente sobre seus problemas com pessoas com as quais não tem muita intimidade.
Eis algumas expressões que você pode ouvir com certa frequência na França.
Para mim, autocuidado é: — Pour moi, prendre soin de soi c’est:
| fazer ioga | faire du yoga |
| meditar | méditer |
| ficar em casa | rester à la maison |
| cozinhar para mim mesmo/a | cuisiner pour soi |
| recuperar o sono | rattraper son sommeil en retard |
| passar tempo na natureza | passer du temps dans la nature |
| dar-me mimos | se faire dorloter |
Seria bom se eu falasse com alguém. — Ça me ferait du bien de parler à quelqu’un.
Obrigado/a (por ter tirado um tempo para me escutar/por sua compreensão/por seu apoio). — Merci (d’avoir pris le temps d’écouter/de ta compréhension/pour ton soutien).
Assim como nos países apresentados até agora, na Itália as questões de saúde mental também não costumam ser discutidas em público, especialmente se houver um diagnóstico médico envolvido. Na maioria das vezes, trata-se de um assunto a ser abordado com seu médico ou terapeuta — e compartilhado apenas com familiares e amigos próximos, quando houver necessidade.
Embora as gerações mais jovens sejam um pouco mais abertas sobre esse tema, é improvável que você ouça palavras como “terapia” ou “depressão” em uma conversa casual. Em vez disso, as pessoas dirão que têm um “compromisso”, caso precisem de um tempo livre do trabalho. Elas também podem dizer aos colegas que estão “passando por um momento difícil” ou que estão com “dificuldades para dormir”.
Ainda assim, o autocuidado é considerado uma parte importante da manutenção de um estilo de vida saudável na Itália. Aulas de ioga, massagens, exercícios físicos, refeições caseiras e relaxamento são atividades bastante populares e discutidas com frequência.
Não leve para o lado pessoal caso eu esteja me comportando de forma estranha hoje. Estou passando por um momento difícil ultimamente. — Non prenderla sul personale se mi vedi reagire in modo strano. Ultimamente sto passando un momento difficile.
Para mim, autocuidado é: — Per quanto mi riguarda prendersi cura di se stessi significa:
| fazer ioga | fare yoga |
| meditar | meditare |
| ficar em casa | stare a casa |
| cozinhar para mim mesmo/a | cucinarsi qualcosa di buono |
| recuperar o sono | recuperare sonno |
| passar tempo na natureza | passare del tempo nella natura |
| dar-me mimos | concedersi qualche coccola |
Eu realmente preciso conversar com alguém agora. — Avrei davvero bisogno di qualcuno con cui parlare in questo momento.
Obrigado/a por (me ouvir/me compreender/me apoiar) neste momento difícil. — Grazie per (avermi ascoltato; capito; avermi supportato) in questo momento difficile.
A cultura espanhola é semelhante às culturas francesa, alemã e italiana: não é comum ouvir pessoas falando abertamente sobre depressão, ansiedade ou transtorno bipolar fora do círculo mais íntimo de amigos.
Além disso, existe a crença de que depressão e ansiedade não sejam doenças graves. Nesse sentido, a abordagem predominante do sistema de saúde espanhol é prescrever antidepressivos e encaminhar o paciente a um tratamento psiquiátrico apenas se a pessoa estiver expressando tendências suicidas ou for acometida de alguma doença crônica. Há uma escassez geral de terapeutas, e as consultas costumam ser relativamente caras.
Em vez de dizer a alguém que você tem uma sessão de terapia marcada, é mais comum mencionar “uma consulta médica” ou dizer que você está enfrentando “um momento difícil”.
Preciso tirar um dia de folga. — Necesito tomarme un día libre.
Estou me sentindo sobrecarregado/a ultimamente. Acho que preciso cancelar uns compromissos e descansar mais. — Últimamente estoy un poco agobiado/a. Debería dejar algunas cosas y descansar más.
Para mim, autocuidado é: — Para mí cuidarse de sí mismo/a significa:
| fazer ioga | hacer yoga |
| meditar | meditar |
| ficar em casa | quedarse en casa |
| cozinhar para mim mesmo/a | cocinar |
| recuperar o sono | dormir más |
| passar tempo na natureza | pasar tiempo en la naturaleza |
| dar-me mimos | mimarme y dedicarme tiempo |
Preciso falar com alguém. — Necesito hablar con alguien.
Obrigado/a por (escutar/sua compreensão/seu apoio). — Gracias por (escuchar/tu comprensión/tu apoyo).
Na Suécia, também é incomum discutir abertamente sobre saúde mental com seus colegas. Aliás, tratar da saúde mental não é um tema de grande destaque naquele país.
Segundo um estudo de 2011, parte significativa dos suecos percebe as pessoas acometidas por doenças mentais como imprevisíveis e potencialmente perigosas. A probabilidade de essas pessoas serem retratadas na televisão como criminosas ou violentas, por exemplo, é dez vezes maior que a de pessoas sem transtornos mentais.
No entanto, as pessoas podem pedir uma pausa — ou um pouco de compreensão — de uma forma um pouco menos direta.
Tenho uma consulta médica. Podemos remarcar a reunião? — Jag har en läkartid då. Kan vi boka om mötet?
Preciso tirar um dia de folga. — Jag behöver ta ledigt en dag.
Estou me sentindo sobrecarregado/a ultimamente. Acho que preciso cancelar alguns compromissos. — Jag är helt slut. Jag tror att jag måste dra ner på mina åtaganden.
Não leve para o lado pessoal caso eu pareça um pouco triste hoje. Não tenho me sentido muito bem ultimamente. — Ta det inte personligt ifall jag verkar lite nere idag. Jag har inte mått så bra den senaste tiden.
Faz bem para mim: — Jag mår bra av att:
| fazer ioga | yoga |
| meditar | meditera |
| ficar em casa | stanna hemma |
| cozinhar para mim mesmo/a | laga mat |
| recuperar o sono | sova |
| passar tempo na natureza | vara ute i naturen |
| dar-me mimos | bli bortskämd |
Realmente preciso falar com alguém agora. — Jag skulle verkligen behöva prata med någon just nu.
Obrigado/a por (me escutar/me entender/seu apoio). — Tack för (att du lyssnar/att du förstår/ditt stöd).
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]]>Celebridades costumam chamar atenção por onde passam e são geralmente reconhecidas pelo seu talento em alguma área de relevância pública, seja ela artística, intelectual ou ligada ao esporte. Para além da fama, algumas celebridades ainda surpreendem pela fluência em idiomas estrangeiros, o que é o caso da cantora Anitta, da supermodelo Gisele Bündchen e de Jô Soares, um dos grandes nomes da televisão.
Apesar de não ser brasileira (mas quase), um exemplo bem conhecido de celebridade poliglota e que sempre encanta os fãs é o da cantora Shakira. Nascida na Colômbia e atualmente residente nos Estados Unidos, ela alcançou a fluência em cinco idiomas – entre eles o português, língua que faz questão de usar ao dar entrevistas para veículos de imprensa do Brasil e também durante shows no país. Além do espanhol, inglês e do português (ela tem sotaque brasileiro e tudo!), Shakira ainda fala italiano e árabe.
O poliglotismo entra no currículo de diversas celebridades ao redor do mundo. O tenista Novak Djokovic, nascido na Sérvia, fala alemão, francês, inglês e italiano, além de sua língua materna. A atriz israelense Natalie Portman é outra que coleciona idiomas: hebraico, inglês, espanhol, alemão e japonês. Lukaku, jogador da seleção belga, fala holandês, francês, inglês, espanhol e português. Ele ainda arrisca no alemão e arranha o dialeto de sua família no Congo. Até Leonardo de Caprio fala alemão e italiano por influência da família.
Mas a lista de poliglotas famosos também têm diversos nomes brasileiros, que não deixam para menos e (literalmente) sabem do que estão falando. Confira a seguir alguma das celebridades brasileiras que também são reconhecidas por dominarem mais de um idioma.
Entre as celebridades made in Brazil, é provável que a fluência da cantora Anitta seja a mais conhecida do público, já que sua carreira internacional decolou nos últimos anos – o que a obrigou a aprender espanhol e inglês. Além de gravar canções em ambos idiomas, ela já deu diversas entrevistas que demonstram sua fluência, inclusive elogiada por falantes nativos. Anitta ainda tem duas composições em italiano, idioma que figura no topo da sua lista como próximo a adquirir fluência.
Outro brasileiro que já colocou holofotes sobre sua capacidade multilíngue é Wagner Moura. O ator brasileiro já falava inglês fluentemente quando aceitou um novo desafio: aprender espanhol para interpretar Pablo Escobar na série “Narcos” da Netflix. Ele inclusive chegou a se mudar para Medellín, cidade de Escobar na Colômbia, para estudar espanhol in loco antes de começar a gravar a série. Apesar de ter recebido críticas da imprensa colombiana sobre seu sotaque brasileiro ao dialogar em espanhol, isso não desmerece a habilidade linguística de Wagner Moura, apto a manejar com excelência mais de um idioma estrangeiro.
E falando em atores, outros dois brasileiros que fazem sucesso em filmes de Hollywood também são multilíngues. Rodrigo Santoro estreou sua carreira internacional em 2003 no filme “As Panteras: Detonando”, onde (literalmente!) não abriu a boca para falar. Depois, participou da série “Lost” e, logo em seguida, vieram múltiplos trabalhos em solo estadunidense – hoje Rodrigo Santoro já fala inglês muito bem, inclusive na telinha.
Já Alice Braga, fez sua estreia internacional em 2006. No roll de produções das quais participou estão “Eu sou a lenda”, “Elysium” (Wagner Moura também atuou no filme) e “The Suicide Squad”. Além do inglês, Alice Braga é fluente em espanhol.
A supermodelo Gisele Bündchen também entra no topo da lista de celebridades com fluência em diversos idiomas estrangeiros. Em 2020, ela surpreendeu seus milhões de seguidores nas redes sociais respondendo a perguntas em cinco línguas: além do português e do inglês, ela também falou em francês, espanhol e alemão. Gisele fez carreira internacional viajando e morando mundo afora. Atualmente, ela vive nos Estados Unidos. Já a habilidade de falar alemão vem de família: a modelo tem ascendência alemã.
Talvez um dos artistas poliglotas mais famosos do Brasil seja Jô Soares, falecido em 2022. O apresentador, humorista, escritor, ator e dramaturgo, fez sucesso em programas humorísticos nas décadas 1980 e 1990, além de comandar um dos programas de entrevistas mais assistidos dos anos 2000: o “Programa do Jô”. O carioca registrado José Eugênio Soares era fluente em cinco idiomas: além do português, dominava o inglês, espanhol, italiano e francês, os quais utilizava com frequência em seu programa ao entrevistar estrangeiros.
Já no mundo do esporte, o ex-jogador de futebol Leonardo se destaca. Ao longo da carreira, ele aprendeu a falar inglês, francês, espanhol e italiano, além de um pouco de japonês. Leonardo uniu a facilidade em estudar um novo idioma com as oportunidades que sua carreira lhe deu. O jogador atuou no Valencia, time espanhol, jogou no Japão, logo após vencer a Copa do Mundo de 1994 com a seleção brasileira, além do Paris Saint-Germain, time francês, e do Milan, da Itália.
A fluência em um segundo ou terceiro idioma acaba se tornando uma necessidade para muitos jogadores brasileiros contratados por clubes no exterior. O jogador Dante, que hoje joga na França, mas atuou por anos em times na Alemanha, já tirou onda de poliglota nas redes sociais postando em inglês e em alemão. O jogador Marcelo, foi contratado em 2006 pelo Real Madrid, time espanhol, onde ficou até 2022 – tempo mais que suficiente para aprimorar seu espanhol direto na fonte.
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]]>The post Os 20 verbos mais usados em inglês appeared first on Babbel.
]]>Eis que você finalmente decidiu aprender inglês e vai poder contar com a nossa lista de verbos mais usados em inglês. Muito bem! Bem-vindo ao idioma da rainha Elizabeth (I & II), de Abraham Lincoln, Virginia Woolf, Martin Luther King, Lady Gaga e David Beckham.
Provavelmente já ouviu falar que a gramática do inglês é bastante simples e que, apesar do fantástico humor dos britânicos e dos norte-americanos, eles ainda não entraram em um consenso sobre a ortografia de certas palavras. De toda forma, o que importa agora é que aprender inglês ficará mais fácil com as nossas dicas abaixo.
A língua inglesa conta com muitas palavras de diferentes significados e não é possível mensurar exatamente quantas existem no vocabulário. Além disso, é impossível que uma pessoa se lembre de todas elas, claro.
A melhor estratégia para aprender a falar inglês é dividir o vocabulário em pequenas partes e ir saboreando essas porções pouco a pouco. Para ajudar, preparamos uma lista com os 20 verbos mais usados por quem está começando a aprender a língua inglesa.
Eles aparecem o tempo todo em várias conversas, ou seja, não será nada difícil memorizá-los.
Os verbos constituem uma parte importante no vocabulário em inglês e em qualquer outro idioma. Eles são essenciais em todo o processo de comunicação escrita ou oral, pois permitem situar um discurso no tempo.
Assim como em nosso idioma, na língua inglesa os verbos indicam se a comunicação se refere ao presente, passado ou futuro.
Para algumas pessoas, a língua inglesa pode não ser um idioma fácil de aprender. Mas, existem formas de deixar o aprendizado mais fácil e uma delas é conhecer os verbos em inglês mais usados.
Na lista a seguir, eles foram organizados de acordo com a frequência com que são utilizados. Além disso, apresentamos a conjugação desses verbos mais usados no tempo presente (super fácil!), com exemplos de como você pode usá-los no dia a dia.
Veja a lista dos verbos mais comuns em inglês e impressione seus amigos, colegas de trabalho e todos os demais que já falam o idioma!
Aprenda inglês online com a Babbel e domine os verbos mais usados da língua inglesa.
Se você agora está se perguntando como os verbos em inglês são realmente usados, dê uma olhada nestes exemplos:
Saber inglês é essencial para viajar, pois isso ajuda em muitos países. Veja como você pode melhorar seus conhecimentos de inglês para sua próxima viagem com a Babbel.
Acima, citamos os 20 verbos mais usados na língua inglesa. Mas, ao aprender os verbos em inglês, você vai perceber que existem diversos tempos verbais.
Para aprender de forma fácil, você pode:
Saiba que dominar esses tempos verbais ajudará a aprender a falar inglês em menos tempo.
A lista com os verbos mais comuns em inglês já inicia com o verbo ‘to be’, ou ‘ser e estar’ em português. Ele está entre os verbos mais importantes da língua inglesa, por isso é importante estudá-lo para formar frases da forma correta.
No português, ‘ser e estar’ faz parte da maioria das frases que falamos no dia a dia e isso também acontece no vocabulário em inglês. Veja alguns exemplos:
Você viu que a lista dos verbos mais comuns em inglês torna esse idioma fácil de aprender. Então, está preparado para dominar a língua inglesa?
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]]>Graças aos avanços da tecnologia, constantemente surgem novas formas de aprender um idioma. Uma hora você está assistindo à televisão com a possibilidade de escolher o idioma das legendas, outra hora você está interagindo com assistentes virtuais programados com inteligência artificial. Acompanhar o surgimento de métodos divertidos e inovadores é incrível, e a tecnologia é uma grande ferramenta para aprender idiomas.
Confira a seguir algumas maneiras e dicas para como aproveitar ao máximo sua experiência de aprendizado individual.
Quando se trata de aprender um novo idioma, um dos maiores desafios é encontrar um programa que se encaixe em sua rotina. Quando você aprende de forma individual, tem mais autonomia sobre seus horários. Você pode encaixar uma lição durante o transporte para o trabalho ou na pausa do almoço.
Dica: Crie uma rotina de aprendizado. Tornar o aprendizado um hábito é essencial para alcançar resultados. Tente escolher um horário específico do dia e/ou dias da semana e agende seus estudos com regularidade. Se precisar sair de sua rotina porque você tem muito trabalho ou está de férias, não tem problema. Mas é importante ter um cronograma a cumprir: assim, fica mais fácil acompanhar seu progresso.
Se você nunca aprendeu outro idioma, ou se já aprendeu um idioma, mas por outro método (por exemplo, na escola), talvez você fique em dúvida sobre por onde começar.
Na Babbel, você tem acesso a centenas de lições – organizadas de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas – e pode optar por seguir as recomendações ou definir um caminho próprio.
Dica: Concentre-se naquilo que é importante para você. Quando você está começando, provavelmente sua intenção será aprender o básico, que é mais ou menos igual para todo mundo. Depois de já ter adquirido algum conhecimento, você pode encontrar os módulos que melhor se adaptam à sua motivação. Por exemplo: você está aprendendo para fazer uma viagem de férias? Nesse caso, talvez você possa pular as lições que tenham a ver com o dia a dia no escritório.
Você pode fazer aulas em um idioma e usar o aplicativo da Babbel para treinar e aprofundar seu conhecimento. E com o sistema de revisão da Babbel, você pode refrescar o que aprendeu nunca foi tão fácil.
Dica: Encontre formas diferentes de fazer uma imersão. É claro que, quando se trata de entrar em contato com seu novo idioma, você não precisa se limitar à Babbel. Aulas particulares ou em grupo podem ser uma base sólida sobre a qual você poderá construir seu aprendizado. Assista a programas de TV em seu novo idioma, ouça podcasts, leia livros em voz alta e, se possível, tente interagir com outras pessoas que também falam o idioma. Você não precisa se mudar para um país diferente: tentar “viver” no seu novo idioma sempre que possível já é um excelente começo!
Isso pode parecer um pouco óbvio, mas para realmente nos sentirmos confortáveis na hora de falar um idioma, precisamos praticá-lo. Não importa por quanto tempo você estuda um idioma: você não será capaz de falá-lo de forma fluente se tudo o que você faz é aprender sobre a gramática. Sim, falar um idioma novo pode ser bem estressante. O medo de cometer erros pode criar um bloqueio. Com a tecnologia de reconhecimento de voz da Babbel, fica mais fácil se livrar dessa ansiedade inicial. Afinal, você estará falando suas primeiras palavras e frases em um novo idioma em voz alta. É assim que você começa a treinar para conversar com outras pessoas. E quando isso acontecer, você já terá mais tranquilidade e experiência.
Dica: Se possível, faça aulas particulares com professores que contribuam para sua motivação. Procure também grupos de conversação do idioma que você está aprendendo, seja online ou presenciais. Falar com pessoas que também estão aprendendo o idioma pode não parecer tão interessante, mas é uma ótima maneira de ganhar um pouco de prática e se sentir mais confiante.
Existe um provérbio popular que diz o seguinte: “A melhor época para plantar uma árvore foi há 20 anos. A segunda melhor é agora”. Suas habilidades em um novo idioma, assim como as árvores, crescem com o tempo. E a única maneira de chegar aonde desejamos é plantando a primeira semente hoje. Tendo isso em mente, por que não começar agora mesmo sua jornada em novo idioma?
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]]>Quando se fala em língua portuguesa, Brasil e Portugal despontam como os primeiros países a serem lembrados. E não é para menos. Somados, abrigam 90% dos falantes nativos do idioma.
O português está entre os idiomas mais falados do mundo, atrás apenas do mandarim, inglês e espanhol. Os colonizadores portugueses o espalharam na época das grandes navegações ao ocupar territórios além-mar. A adoção da língua não aconteceu de forma voluntária, mas imposta. Nas colônias, o então novo idioma se misturou às línguas e dialetos locais alterando-se e evoluindo através do tempo. É por isso que hoje há diferenças entre o português usado em Portugal e o falado nas ex-colônias.
Mas onde estão os outros 10% dos falantes nativos? Há mais sete países onde o português é idioma oficial. Eles integram a chamada Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ao lado do Brasil e de Portugal. O português ainda é falado em outros dois territórios. Confira a lista completa abaixo.
Angola: parte do continente africano, o país conquistou a independência de Portugal em 1970. Apesar de ter o português como língua oficial, são também falados outros idiomas, como o shona, makondé e tsonga. A população chega aos 35 milhões, o que coloca Angola na segunda posição em número de falantes nativos – sim, Portugal fica em quarto lugar com seus pouco mais de 10 milhões de habitantes.
Cabo Verde: o arquipélago no Oceano Atlântico, que integra o continente africano e está a cerca de 500 km da costa da África, é formado por 10 ilhas, sendo que 9 são habitadas. A população beira os 600 mil. O país teve sua independência de Portugal declarada em 1975. A capital chama-se Praia – um nome que já convida para uma visita! Além do português, a população local também utiliza o crioulo.
Guiné-Bissau: pouco mais de 2 milhões de pessoas vivem em Guiné-Bissau, outro país africano onde o português é o idioma oficial. Para além dele, a população também utiliza línguas como o crioulo, mandjaco e mandinga para se comunicar. Guiné-Bissau foi a primeira colônia portuguesa no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal, em 1974.
Guiné Equatorial: o país é um caso à parte nessa lista. Além do português, o francês e o espanhol também são idiomas oficiais. Antes apenas utilizado de forma informal pela população, o português só foi oficializado como terceira língua em 2010, para que o país pudesse aderir plenamente à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A população é de aproximadamente 1,6 milhão.
Moçambique: esse também está entre os países com várias línguas nacionais. Além do português, que é o idioma oficial, o país também tem falantes de lomué, makondé, shona, tsonga e chicheua, entre outros. O país africano banhado pelo Oceano Índico tem cerca de 33 milhões de habitantes e tem a terceira maior população de falantes de português.
São Tomé e Príncipe: localizado na África Central, tem o português como idioma oficial, mas parte da população também fala crioulo. O país consiste em duas ilhas principais, a ilha de São Tomé e a ilha de Príncipe, que ficam distantes cerca de 140 km uma da outra e a aproximadamente 250 km do continente. O país conquistou sua independência de Portugal em 1975 e hoje cerca de 230 mil pessoas vivem por lá.
Timor-Leste: e, para quem não sabia, no continente asiático também há um país que utiliza o português oficialmente. Além do português, em Timor-Leste também é falado o idioma tétum. O país insular, que ocupa a parte oriental da ilha de Timor, é um dos mais jovens do mundo. Foi colônia portuguesa até 1975, sendo depois invadido pela Indonésia, que proibiu o uso do português e desencorajou o uso do tétum. O fim da ocupação se deu apenas em 2002.
Macau: sim, falam português até na China! Macau, uma das regiões administrativas especiais da China, foi colonizada e administrada por Portugal durante mais de 400 anos. É a última colônia europeia na Ásia. Entre os anos de 1557 e 1999, Macau esteve sob o domínio de Portugal. O português ainda é o idioma cooficial, juntamente com o cantonês. Curiosamente, o português macaense é o que mais se aproxima do português falado em Portugal.
Goa: pode se espantar – também falam português na Índia. Goa é o menor entre os estados indianos em território e o quarto menor em população, com 1,5 milhão. Apesar da capital ser Pangim, Vasco da Gama (sim, você leu bem!) é a cidade mais importante – não deixando dúvidas sobre a influência portuguesa que durou cerca de 400 anos. A língua oficial é o concani, mas ainda existem pessoas que falam português.
Gostou de descobrir os países onde se fala português e quer saber mais sobre sua língua materna? Confira nosso artigo sobre a origem da língua portuguesa. Quer se aventurar em um novo idioma e expandir seus horizontes? Comece a aprender agora mesmo com a Babbel.
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]]>Existem idiomas mais difíceis de aprender? Afinal, por que algumas línguas são classificadas como mais fáceis do que outras? Claro, tudo depende da perspectiva.
Você é do time que acha que o português é um dos idiomas mais difíceis de aprender? Exageros à parte, temos até algumas palavrinhas mais complexas de se pronunciar, como ‘inconstitucionalissimamente’ e ‘histerossalpingografia’.
Mas ter palavras complicadas não é uma exclusividade da língua portuguesa. Quer um exemplo?
Veja só essa maravilha do alemão: Streichholzschächtelchen (caixinhas de fósforos). Sabe pronunciá-la? Pois é.
O português possui uma infinidade de conjunções e tempos verbais. Estes podem ser para lá de confusos para quem é estrangeiro. Contudo, ele está longe de ser o idioma mais complicado desse nosso universo.
Para medir a dificuldade de uma língua, podemos analisar critérios como a árvore genealógica – quanto mais distante da nossa raiz românica, menos semelhanças existem com o português –, vocabulário, alfabeto e pronúncia.
Também não dá para negar que o esforço e a dedicação de cada estudante têm um papel crucial no aprendizado. Ou seja, dependendo de cada um, quem sabe você vai achar mandarim super fácil.
Os idiomas abaixo estão no topo do ranking quando se avalia a dificuldade de quem não tem o português como língua nativa (e, convenhamos, elas não são fáceis no geral).
Preparado para saber qual a língua mais difícil de aprender? Confira a seleção abaixo com os idiomas mais difíceis do mundo para brasileiros!
E o topo desta lista ficou com esse idioma da família semítica, com mais de 310 milhões de falantes nativos que nem sempre se entendem. Pois é, o árabe tem tantos dialetos e subdialetos que, em alguns casos, é difícil até mesmo para quem usa a língua desde pequeno compreender alguém de outro país árabe.
O árabe clássico, baseado no idioma encontrado no Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos) é uniforme no mundo árabe, embora inclua modificações para seu uso moderno. Por outro lado, o árabe coloquial engloba uma série de dialetos de diversos países e regiões. Muitas vezes, ninguém se entende.
Os dialetos mais comuns são os da Arábia Saudita, Iraque, Síria, Egito e Norte da África. Em geral, ainda é comum que o dialeto do Egito seja usado como uma espécie de modelo por muitos falantes de outras versões da língua.
Essa influência está ligada, entre outros aspectos, ao sucesso do cinema egípcio na região.
Emissoras de notícias que transmitem para todo o mundo árabe, como a BBC ou Al-Jazeera, costumam utilizar o árabe clássico moderno.
Outro aspecto que aumenta ainda mais o nível de dificuldade para falantes do português é o seu alfabeto. Como se já não bastasse os símbolos serem super difíceis de distinguir/memorizar, todas as 28 letras representam consoantes.
Contudo (pausa para mais um momento de confusão) as letras alif, waw, e ya são usadas para representar as vogais longas a, u e i. Por esses motivos, para muitos, essa é a língua mais difícil de aprender.
Seu cérebro ainda não deu curto-circuito? Desafio aceito!
Provavelmente você já sabia que o sistema de escrita do árabe começa da direita para a esquerda. Mas sabia que o formato de cada letra muda conforme a sua posição na palavra? Fica a dica, e boa sorte!
O mandarim é a forma mais falada do chinês, com mais de 900 milhões de nativos. Esse idioma tonal da família sino-tibetana apresenta um grande desafio de memória a quem deseja aprendê-lo: há cerca de 50 mil caracteres no alfabeto, sendo que chineses com um alto nível de educação conhecem “apenas” 8 mil destes.
Para entender o básico do que está escrito nas capas de jornais, estima-se que seja necessário saber algo como 3 mil caracteres! É muita coisa, mas ainda assim já é um alívio não ter que lembrar os outros 47 mil.
O mandarim utiliza quatro tons e um neutro (alto-contínuo, crescendo, caindo-crescendo, e caindo) para distinguir palavras e sílabas que possuem as mesmas consoantes/vogais, mas têm significados diferentes.
Por exemplo, mā, má, mǎ e mà significam, respectivamente, mãe, cânhamo, cavalo e repreender, embora sejam escritas quase da mesma forma.
Já deu para sentir o drama, não?
Membro da família japônica, o japonês tem em torno de 127 milhões de falantes nativos. Entre outros aspectos, o idioma cria certo pânico em estudantes por seu alfabeto com milhares de ideogramas baseados em caracteres chineses para se memorizar.
O sistema de escrita é composto pelo Kanji, Hiragana e Katakana (dois silabários de 46 caracteres cada que juntos são chamados de Kana). Os textos podem aparecer no estilo ocidental (em linhas horizontais, de cima para baixo) ou em formato tradicional (colunas verticais do topo para o pé da página, do lado direito para o esquerdo).
A boa notícia é que a gramática se mantém estável por tantos séculos que é possível ler clássicos super antigos sem grandes problemas. Mas a ordem das frases, em geral, é baseada em sujeito + objeto + verbo.
Além disso, é preciso saber usar o artigo correto porque eles indicam sujeitos, movimento, objeto, perguntas, entre outras coisas.
Fortemente influenciado pelo chinês e, em menor grau, pelo japonês, o coreano tem mais de 82 milhões de falantes nativos espalhados pelo mundo, de acordo com o Ethnologue (pouco mais de 50 milhões na Coreia do Sul, pouco mais de 25 milhões na Coreia do Norte, quase 3 milhões na China e cerca de 1 milhão nos Estados Unidos).
Integrante da família isolada, o idioma possui pequenas diferenças de grafia e vocabulário nas duas Coreias. Mas os países tentam seguir um mesmo padrão.
O sistema de escrita é o Hangul, uma série de símbolos que consistem em 24 letras (14 consoantes e 10 vogais). A combinação dessas letras gera cinco consoantes duplas e 11 ditongos.
Esses símbolos estão longe de ser simples para os usuários do alfabeto latino. Por outro lado, o Hangul é considerado um dos sistemas mais lógicos do mundo.
É uma mistura de alfabeto e silabário, indicando o som de cada palavra. Em blocos, formam sílabas e palavras.
Antes desse sistema, criado no século XV, o país usava caracteres chineses. Estes nem sempre representavam bem a fala coreana, que é foneticamente bem complexa.
Em termos de gramática, nem sempre as frases são compostas por sujeito + verbo + objeto. Essa ordem pode variar.
Uma dica é prestar atenção sempre até o fim da frase porque é lá que aparecerão os verbos, seus tempos e expressões relevantes.
Grande parte das frases também vêm com palavras com partículas agregadas para indicar o seu papel na sentença, como objeto ou sujeito. E você achando que russo era a língua mais difícil de aprender.
A língua da família Mon-khmer tem mais de 70 milhões de falantes nativos e até usa o alfabeto latino. Esta é uma herança do período colonial francês.
Mas as semelhanças com o português não vão muito além disso. Grande parte do vocabulário tem influência do chinês e do tailandês.
Algumas palavras do francês ainda resistem, como savon/sabão/xà phòng e valise/maleta/va li, o que pode trazer algum alento aos falantes de português.
Como o idioma é tonal, a forma como se pronuncia uma palavra com consoantes idênticas e sequências de vogais muda completamente o seu significado.
Mas nem tudo é desespero! A gramática do vietnamita é relativamente simples.
Ao menos a forma como as frases são compostas: sujeito + verbo + objeto. Por outro lado, o complexo sistema de seis tons do idioma é um obstáculo de peso a superar.
Aproveite e veja uma lista com os idiomas mais fáceis de aprender para quem fala português!
Esse idioma europeu com cerca de 166 milhões de falantes nativos faz parte da ramificação leste da família eslava.
O russo é a língua oficial da Rússia (claro!), Belarus, Quirguistão e Cazaquistão. Além disso, é também usado na Ucrânia e em diversos países da antiga União Soviética.
A falta de semelhanças com o português é uma das maiores barreiras para o aprendizado do russo, começando pelo alfabeto composto por caracteres cirílicos. São 33 letras (10 vogais, 21 consoantes e 2 sinais [ь, ъ]), que pouco lembram a grafia latina/românica.
E sabe esses dois sinais que mencionamos? Eles sequer possuem som! Servem para indicar a pronúncia suave ou dura de uma letra.
Isso mesmo! Há diversas formas de se falar cada letra, incluindo a sonoridade aberta, dura e suave. Logo, um som um pouco diferente pode dar outro significado a uma palavra, o que a deixa na lista de língua mais difícil de aprender.
Ainda não está convencido sobre a dificuldade do idioma russo? Cada verbo possui dois infinitivos e há seis casos de substantivos: nominativo, genitivo, dativo, acusativo, instrumental e preposicional.
Isso significa que existe uma declinação para cada uma dessas formas. Haja memória para decorar tudo isso!
Descubra também quais são os idiomas mais fáceis para quem fala português.
Acima você conferiu quais são as línguas mais difíceis para brasileiros aprenderem. Mas, qual o idioma mais difícil do mundo?
Assim como já mencionamos, o nível de dificuldade para aprender um idioma está relacionado a vários fatores. Ou seja, enquanto os brasileiros, no geral, possuem mais dificuldades ao aprender árabe, mandarim e outros, a dificuldade para falantes de outras línguas varia.
Para os falantes de inglês, por exemplo, o Mandarim lidera o ranking das línguas mais difíceis de aprender. O árabe aparece em segunda posição, seguido pelo polonês, de acordo com uma pesquisa realizada pela nossa equipe.
De modo geral, os 20 idiomas a seguir são considerados os mais difíceis de aprender:
Embora seja uma tarefa bastante difícil identificar com 100% de certeza quais são os idiomas mais falados, realizamos uma lista. Veja abaixo a seleção das línguas mais faladas no mundo.
É importante saber que determinar uma lista precisa é basicamente impossível. Afinal, existem diferentes dialetos e subdialetos.
E, como você viu acima, alguns dos idiomas mais falados também estão entre as línguas mais difíceis de aprender. Isso mostra que, com determinação, é possível aprender até mesmo o Árabe, que lidera o ranking.
O tempo que você vai levar para aprender um novo idioma varia, conforme as suas escolhas. Estas incluem tempo de dedicação e a escolha da língua, além de outros fatores.
Portanto, se você escolher aprender um idioma parecido com a sua língua materna, as chances de dominá-lo rápido serão maiores. Mas, se optar por uma língua mais difícil de aprender, é mais provável que vá precisar de um tempo maior para dominá-la.
Porém, uma pesquisa já realizada pela nossa equipe aponta que o tempo médio para um brasileiro aprender o básico de um idioma é de três semanas.
Então, preparado para um novo desafio de aprender os idiomas mais difíceis?
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]]>The post Palavras em tupi que usamos em português do Brasil appeared first on Babbel.
]]>Todo mundo já ouviu falar de Ipanema, o bairro carioca que se imortalizou na música de Tom Jobim, “Garota de Ipanema”. O que nem todo mundo sabe é que, assim como carioca, esta é uma das muitas palavras em tupi que usamos em português no Brasil.
O tupi antigo já foi o idioma de mais significância no Brasil, falado inclusive pelos colonizadores. Esta foi a base para diversas outras línguas dos diferentes povos que habitavam a costa do país, mas foi levado para o interior por bandeirantes.
Do tupi antigo, desenvolveu-se a língua geral, dividida entre amazônica e paulista. A língua geral foi o principal idioma falado no Brasil até a sua proibição pelo Marquês de Pombal no século XVIII. A decisão do ministro da coroa portuguesa tinha o objetivo de obter um maior controle da colônia, já que um idioma nativo poderia se tornar uma forma de resistência.
A língua geral foi finalmente extinta no início do século XX e hoje é apenas falada por um número limitado de pequenas comunidades no interior do país. Esse triste capítulo da história do Brasil serve como aprendizado sobre a força e a importância que o idioma tem em uma cultura e por que devemos nos dedicar à sua conservação.
Apesar da extinção da língua geral e do tupi antigo, muitos outros idiomas brasileiros ainda sobrevivem e várias palavras resistiram e foram incorporadas ao português falado no Brasil. Em grande parte, essas palavras tratam de referências exclusivamente brasileiras como locais, plantas, comidas e animais. Você vai se surpreender em como já falava tupi sem nem mesmo se dar conta!
Ipanema
Como mencionado no início deste artigo, Ipanema é uma palavra de origem tupi. O que poucos sabem é o seu significado nada romântico: rio inútil, que se refere ao rio que passa pelo bairro.
Catupiry
Quem não gosta de catupiry? Essa iguaria brasileira tem o nome derivado da palavra katupyryb, que significa excelente em português. Um nome bem adequado.
Mutirão
Surpreendentemente, a palavra mutirão também chegou ao português brasileiro a partir do tupi antigo. Sim, a palavra mutirão vem de motyrõ e significa trabalho em grupo.
Iguaçu
Outro local que manteve em parte seu nome tupi foi Foz do Iguaçu. Em tupi, Y é rio e guaçu significa grande, ou seja, Foz do Iguaçu quer dizer foz do rio grande.
Pindaíba
Estar na pindaíba é uma expressão bem comum e significa estar sem dinheiro. O que poucos sabem é que pindaíba é uma palavra de origem tupi.
Pindá significa anzol e ‘yba, haste, ou seja, vara de pescar. Foi concluído que estar na pindaíba surgiu como uma metáfora sobre estar sem dinheiro, no sentido de ter que pescar para sobreviver.
Pipoca
Talvez você não fizesse ideia que pipoca também é uma palavra tupi que usamos no Brasil. Pira significa pele e poka, estourar. Portanto, pipoca é a pele que estoura.
Siri
Os siris já eram chamados assim desde muito antes da chegada dos portugueses ao Brasil e foi uma palavra que ficou. Siri quer dizer correr, deslizar, andar para trás. Uma descrição bem clara desses crustáceos.
Peteca
Quem nunca brincou de peteca na infância? A brincadeira é uma herança dos povos originários do Brasil, assim como a palavra. Petek significa golpear com a mão aberta e é exatamente o que fazemos com a peteca durante o jogo.
Jacaré
A palavra jacaré também vem do tupi. Yaka’re significa aquele que olha de lado, aquele que é torto, que é o que o jacaré faz e nos causa arrepios.
Tatu e tatuí
Quem cresceu em cidades de praia no Brasil já brincou muito com tatuís, mas será que sabia que esta é mais uma palavra que usamos em português? Ta significa duro e tu, escamas. Já tatuí, vem de tatu’i, que significa pequeno tatu, já que são parecidos.
Tipoia
Você provavelmente conhece a palavra tipoia como aquele pano usado para apoiar um braço engessado. Em algumas partes do Brasil, a palavra é usada também como sinônimo de rede. Em tupi antigo, tipoia é a palavra designada para pano usado para carregar bebês.
Cutucar
Entre as palavras em tupi que usamos em português está o verbo cutucar. Kutuk, em tupi antigo, tem um significado um pouco diferente do português, significa furar, enquanto em português cutucar é o que é feito antes do furo, uma pressão consecutiva com a ponta do dedo ou com um objeto em haste.
Diferenças regionais
O Brasil é um país de proporções continentais e, por isso, há também muitas palavras em tupi presentes apenas em dialetos regionais. Após ler este artigo, vale a pena comparar as diferenças entre o português brasileiro e de outros países falantes da língua. Com certeza, ficará ainda mais claro o que vem da Pindorama, a Terra das Palmeiras, e o que vem de fora.
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