Muito raros são os seres humanos que nunca passam ou nunca passaram pela experiência da guerra interior, provocada pelos pensamentos negativos. Temos os meios para neutralizar o efeito destrutivo de nosso pensamento negativo e, o que é extremamente importante, a possibilidade de nos proteger de pensamentos maus que outras pessoas possam ter a nosso respeito.
Quando for necessário anular as consequências nocivas de nossos próprios pensamentos discordantes, basta reconhecê-los pelo que são no momento em que surgem em nossa mente e transformá-los em pensamentos positivos e construtivos. Não se combate um pensamento negativo reprimindo-o ou criando uma relação de forças com ele. É muito mais produtivo trazê-lo à luz, analisá-lo, aceitá-lo e substituí-lo por um pensamento de natureza oposta.
Querer combater frontalmente nossos pensamentos negativos seria atribuir-lhes uma importância ainda maior, mais forte presença, além de acentuar seus efeitos perniciosos. É mais sábio substituí-los por pensamentos construtivos, realizando assim uma transmutação mental e emocional. Nesse sentido, a prece é a chave do coração, que nos possibilita levar a bom termo essa alquimia mental e emocional. Assim, quando percebermos um pensamento de ódio, nem que seja só por um segundo, devemos entronizar um pensamento de amor em nosso coração e ali mantê-lo por vários instantes.
Se a sombra do ciúme ou da inveja paira sobre nós, devemos substitui-la pela luz da alegria compartilhada. Se o espectro da vingança se desenha por trás de nossas emoções, devemos transformá-la em uma imagem vívida de perdão. Efetuando sistematicamente essa substituição mental e emocional, neutralizamos os efeitos destrutivos de nossos próprios pensamentos negativos e vivenciamos a Paz do Coração.
Quando nos sentirmos agredidos por pensamentos negativos que outras pessoas abriguem a nosso respeito, cabe-nos ignorá-los, ou, no mínimo, negar-lhes uma importância tal que eles acabem por suscitar em nós pensamentos igualmente negativos, o que nos tornaria vítimas e cúmplices da maldade alheia e faria de nós mesmos os culpados por nosso próprio envenenamento mental. Ao invés disso, envolvamo-nos com o manto místico que nos torna insensíveis aos ataques da ignorância e façamos o bem sem nos preocuparmos com o que corações inimigos possam pensar de nós.
Estas poucas sugestões se referem à responsabilidade que assumimos quando deixamos a guerra mental e emocional corroerem a paz do nosso coração. Essa paz, não obstante, pode ser também lesada por acontecimentos problemáticos que não foram necessariamente causados por nós. A vida de todos nós, desde o nascimento até a morte, é marcada por dores de diferentes graus, que perturbam consideravelmente nosso equilíbrio interior. A falta de afeto, as decepções sentimentais, a dor das separações, o profundo desalento que advém da perda de um ente querido, são problemas emocionais que afetam a paz do coração. Nesse caso, devemos ir buscar na espiritualidade o conforto de que tanto necessitamos. Por outro lado, uma vez que recebemos, na medida em que damos, temos o dever de irradiar pensamentos de amor, compaixão e conforto para todos os que sofrem em seu coração, para auxilia-los a realizar com êxito a alquimia emocional, que lhes propiciará a paz do coração, e, algum dia, a volta da alegria de viver.
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O amor, em sua plenitude e perfeição, é a suprema dádiva às dignidades essenciais do homem. Foi o amor que fez do homem animista uma imagem de seu criador e o tornou ímpar no universo. O amor constitui a ligação eterna, indestrutível, do homem com o Ser Maior.
Nas espécies inferiores do reino animal, percebe-se os sentimentos de adoração, afeição ou estima compreensiva. Estes, todavia, não se assemelham, em essência ou efeito, ao sentimento de amor de que é capaz a consciência humana.
O cão, o cavalo e outros animais de sentimentos domésticos desenvolvidos podem expressar simpatia, estima, lealdade e companheirismo em alto grau. Estas emoções provêm do raciocínio elementar ou dos impulsos finitos.
O amor provém da intuição cósmica, da inspiração infinita, e raramente está em concordância com o raciocínio finito, do qual jamais se deriva.
O amor é criativo. Aumenta como decorrência de sua expressão. Não pode gastar-se nem se consumir. Amor gera amor; ele busca seu próprio poder em todas as partes, e sublima-se em sua devoção.
O amor é reativo. Aperfeiçoa a pessoa do amante à proporção que este sublima o ideal de seu amor. O amor do belo e pelo belo promove maior percepção de tudo que é belo. O amor pela nobreza da vida transforma essa nobreza em sensação. O amor pelos valores espirituais (nas relações humanas e universais) imprime o valor do espírito em nossa compreensão.
Aquele que ama constrói o ser amado com o melhor potencial que existe dentro dele. Antoine de Saint-Exupéry escreveu que o amor é o processo “… pelo qual eu levo delicadamente o ser amado ao encontro de si mesmo…”.
À medida que o ser humano aumenta o amor, aumenta a harmonização com seu interior, seu centro, com seu criador, pois é sua essência. Às vezes o amor surge espontaneamente, mas é infantil. O desejo superficial leva a uma infelicidade profunda quando insistimos nele. Porém o amor é sempre positivo, jamais neutro. A ausência de amor permite que o ódio, a inveja, o ciúme e o egoísmo venham a se manifestar. O amor não pode ser restringido e ainda ser verdadeiro. A autossuficiência e a autossatisfação são concepções pessoais, elas expressam um falso amor e geram o egoísmo.
Quando em contato com o que há de melhor dentro de si mesmo, o ser que ama é capaz de perceber o que há de melhor no ser amado.
Expressemos reconhecimento pela vida, ao conhecimento e pelo próprio amor. Permitamos que o amor ilumine nossa vida e a vida de nosso semelhante. Envolvamo-nos em uma crescente corrente de amor dissipando as sombras da tristeza e da depressão. Uma lei universal propiciará a todos os seres a concretização de seus mais acalentados desejos. A lei está em nosso interior. O Amor é a Lei!
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Madre Tereza de Calcutá foi um exemplo de vida altruística. Sua dedicação ao próximo estava alicerçada em uma filosofia ecumênica e tolerante para com todas as crenças e formas de vida. Para muitos, além de mística, Madre Tereza era verdadeiramente uma santa. Abaixo estão as respostas que ela deu a diversas perguntas, as quais constituem uma bela orientação de vida.