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]]>The post Memórias fechadas à Chave: A Evolução dos Arquivos Paroquiais first appeared on Arquivo Distrital de Évora.
]]>As Ordenações exigiam que os documentos fossem guardados com cuidado para evitar perdas. Os documentos só deviam ser retirados da Arca para consulta ou traslados, sendo que deviam ser imediatamente devolvidos, após o seu uso.
Nos arquivos municipais, era comum de que as escrituras fossem guardadas numa Arca com duas chaves. Uma das chaves ficava na posse de um vereador e a outra com o procurador ou com o escrivão da câmara, garantindo desta forma que nenhum documento fosse retirado sem autorização. Os arquivos em tubos metálicos ou caixas eram utilizadas para guardar documentos importantes designados de “Sargentos”.
Ao longo dos séculos os arquivos paroquias transitaram em Baús escondidos nas sacristias das igrejas para grandes depósitos nacionais, com o objetivo da preservação e dos documentos. O local da guarda refletia a importância do pároco como principal escrivão da vida social até ao registo civil moderno.
Evolução dos locais onde os documentos foram guardados os livros e documentos
Conclusão: Ao longo dos séculos, os documentos paroquiais passaram de uma guarda rudimentar em Arcas e Cofres para sistemas organizados de conservação em arquivos estruturados, acompanhando a evolução das práticas administrativas, da preservação documental e da consciência patrimonial. Esta transformação reflete não apenas mudanças físicas nos espaços de custódia, mas também uma crescente valorização da memória coletiva e da informação enquanto património, jurídico e cultural.
No nosso dia, os arquivos assumem um papel fundamental na salvaguarda da identidade das comunidades, garantindo a preservação, organização e acesso à documentação para fins administrativos, científicos e culturais. Mais do que simples depósitos de documentos, constituem centros de memória e conhecimento, essenciais para a investigação histórica e para a transparência Institucional.
Neste contexto, o trabalho dos arquivistas revela-se indispensável. Cabe-lhes assegurar a gestão, conservação, descrição e valorização dos fundos documentais, conciliando a proteção do património com as exigências contemporâneas de acesso à informação e de preservação digital. A sua intervenção garante que a memória registada atravesse o tempo de forma organizada, acessível e segura, permitindo que as gerações futuras possam compreender e estudar o passado através das fontes documentais hoje preservadas.
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]]>The post Visita à exposição “Bicentenário da Imprensa de Língua Portuguesa: Memória e Cultura” no Arquivo Distrital de Évora first appeared on Arquivo Distrital de Évora.
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“As Nações que não tratam as crianças não progridem, são como os terrenos onde os cardos impedem o crescimento das rosas”.
(Autor desconhecido)
Nos dias de hoje, num mundo que deveria ter aprendido com o passado, continuam a existir crianças desprotegidas e vítimas da guerra, que não querem travar, vítimas de violência e abusos, que não pediram, vítimas de pobreza, que não percebem e não escolheram.
São muitas as organizações que prestam ajuda humanitária de apoio à criança, como a UNICEF, Save The Children, CARE, entre outras. Que tentam responder e garantir que chegue a ajuda essencial às crianças desfavorecidas. Crianças que não usufruem de direitos como: alimentação saudável, água potável e saneamento, acesso a serviços de saúde, habitação condigna, à educação e à proteção. Direitos fundamentais para sobreviverem e progredirem.
Em Portugal, ao longo dos séculos, foram criadas diversas instituições públicas e de caridade que tinham como finalidade a proteção da criança.
Um dos exemplos é a Casa Pia de Évora, criada em 1836, que surge com o intuito de recolher, sustentar e educar crianças abandonadas, pobres e órfãs.
No início do séc. XX foram criadas outras instituições de carácter filantrópico, fundadas por particulares que se juntavam para ajudarem os mais desfavorecidos e neste caso em particular as crianças.
O documento do mês de junho que selecionámos encontra-se no espólio da Fundo da Casa Pia de Évora, por ter sido enviado ao Provedor, da referida casa,
pela Associação de Beneficência Creche e Lactário de Évora, uma instituição de beneficência que durou de 1918 até à década de 70 do século passado. Estamos a falar do Relatório da Gerência de 1940 da dita associação.
O documento faculta-nos informações sobre a fundação e objetivos da associação, descrição do edifício, sobre obras de adaptação do mesmo, funcionamento quer da creche quer do lactário, nº de crianças a cargo (consta um mapa com o nome das crianças matriculadas no ano de 1940), refeições concedidas, serviços médicos prestados, receitas (ex.: comparticipação de sócios e outros filantropos e de organismos oficiais) e despesas (ex.: compra de géneros de 1ª necessidade).
Esta associação de assistência infantil foi criada por beneméritos que ao longo de um ano angariaram verbas para a fundação da mesma, sendo o projeto possível graças à cedência do edifício sito na Rua de Machede, nº 13, por parte do eborense João José Perdigão. A instituição foi inaugurada a 4 de julho de 1918, numa época em que a cidade passava por um período de fragilidade económica e social devido ao impacto negativo que a I Guerra Mundial trouxera à sociedade, nomeadamente às famílias mais pobres.
A frase em epígrafe foi retirada da capa do relatório da Associação de Beneficência Creche e Lactário de Évora e não refere qual o autor.
Cota – F: Casa Pia de Évora, SC: G – Publicações, Cx 3, Liv. 31
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Template – Programa Festa dos arquivos’26
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]]>The post Convite à apresentação de Comunicações – XII IBERCARTO first appeared on Arquivo Distrital de Évora.
]]>O Grupo de Trabalho de Cartotecas Públicas Hispano-Lusas (IBERCARTO) é hoje uma das mais relevantes plataformas ibéricas de cooperação na área da cartografia histórica e contemporânea. Desde a sua fundação, em 2004, em Sevilha, tem reunido profissionais das Ciências da Informação e Documentação, investigadores e apaixonados pelo universo dos mapas, promovendo a salvaguarda, o estudo e a divulgação dos acervos cartográficos públicos de Espanha e Portugal.
Vinte anos depois da primeira reunião realizada em Portugal, o IBERCARTO regressa a Lisboa, nos dias 15 e 16 de outubro de 2026. O XII Encontro IBERCARTO 2026 é organizado por um sólido consórcio de instituições nacionais: a Biblioteca Nacional de Portugal, a Direção-Geral do Território, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e o Centro de Informação Geoespacial do Exército, em estreita articulação com a direção IBERCARTO do Grupo de Trabalho. Esta convergência institucional espelha a relevância estratégica da cartografia para a memória, a ciência e o conhecimento do território em Portugal.
Sob o tema “A cartografia reinventa-se: dos portulanos à inteligência artificial (IA)”, o encontro convida à reflexão sobre o percurso histórico e os desafios futuros da representação do espaço, destacando o contributo português — da tradição náutica aos desenvolvimentos tecnológicos atuais. O programa integra sessões científicas, duas exposições cartográficas e duas saídas de campo em Lisboa, proporcionando uma experiência imersiva no património cartográfico nacional.
Mais do que um encontro técnico, o IBERCARTO 2026 afirma-se como uma celebração do papel de Portugal na construção, preservação e reinvenção contínua da cartografia ibérica.
Prazo para a submissão das propostas de Comunicações
15 de maio (adiamento) 8 de junho
| Datas importantes | Calendário | |
| 8 de junho | Prazo para a submissão das propostas de Comunicações |
| 17 de julho | Publicação do programa |
| 15 de setembro | Prazo para o envio do texto integral das Comunicações |
| 12 de outubro | Encerramento das inscrições |
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