Arquivo de produção de café em minas gerais - Aconteceu no Vale
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Sat, 08 Feb 2025 17:17:55 +0000
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Arquivo de produção de café em minas gerais - Aconteceu no Vale
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Safra mineira de café deve alcançar 24,8 milhões de sacas em 2025, aponta Conab
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Sat, 08 Feb 2025 17:17:09 +0000
A produção de café em Minas Gerais está estimada em 24,8 milhões de sacas para 2025, uma redução de 11,6% em relação à safra anterior, que totalizou 28 milhões de sacas. A área cultivada também sofreu uma leve queda, atingindo pouco mais de 1 milhão de hectares, o que representa uma diminuição de 2,4%. Os […]
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A produção de café em Minas Gerais está estimada em 24,8 milhões de sacas para 2025, uma redução de 11,6% em relação à safra anterior, que totalizou 28 milhões de sacas. A área cultivada também sofreu uma leve queda, atingindo pouco mais de 1 milhão de hectares, o que representa uma diminuição de 2,4%. Os dados foram divulgados no 1° Levantamento da Safra de Café da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Foto: Diego Vargas/Seapa
O Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, atribui a queda na produção a fatores climáticos e à bienalidade negativa das lavouras. “As lavouras enfrentaram ondas de calor, escassez e irregularidade de chuvas, especialmente nos meses que antecederam a floração. Outro ponto é que este é um ano de bienalidade negativa, quando as lavouras apresentam rendimento menor em relação à safra anterior. Com a estimativa de redução do volume, estoque limitado e demanda firme, o cenário se mantém positivo para os produtores”, avalia.
Mais recursos para o setor
Para apoiar os cafeicultores, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) disponibilizou R$ 96 milhões adicionais para financiamentos na linha Funcafé. O montante extra foi liberado após o banco desembolsar, em pouco mais de três meses, todos os recursos destinados ao café na Safra 2024/2025 e buscar novas fontes de financiamento.
O Secretário Adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Ricardo Albanez, destaca a relevância do investimento. “Nós precisamos reformar o parque cafeeiro do estado e também fortalecer essa cadeia, que é muito importante para Minas, ao gerar renda e emprego, em uma atividade que está em mais de 150 mil propriedades rurais, em mais de 1 milhão de hectares”, afirma.
Ao todo, serão R$ 330 milhões destinados à comercialização, compra e venda e capital de giro na safra atual. Esse valor representa um aumento de 40% em comparação ao volume disponibilizado pelo BDMG na safra 2023/2024. Os recursos devem beneficiar cooperativas, produtores e empresas, fortalecendo o setor cafeeiro no estado.
Café lidera exportações do agronegócio mineiro
O café se consolidou como o principal produto das exportações do agronegócio de Minas Gerais, sendo determinante para que, pela primeira vez, o setor superasse a receita da mineração no estado. Em 2024, a commodity registrou uma receita de US$ 7,9 bilhões, equivalente a 46,1% do total exportado pelo agronegócio, que atingiu US$ 17,1 bilhões.
O volume exportado foi de 31 milhões de sacas, ultrapassando a produção de 28,1 milhões de sacas registradas na safra de 2024. Para atender à demanda, os produtores recorreram a estoques armazenados em cooperativas e armazéns próprios.
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Minas Gerais exportou mais café em 2024 do que produziu
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Fri, 24 Jan 2025 21:28:37 +0000
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Em um feito histórico para o agronegócio mineiro, o estado superou pela primeira vez a receita das exportações do setor de mineração, com o café se destacando como protagonista. Em 2024, a receita do café foi de US$ 7,9 bilhões, representando 46,1% do total das exportações agropecuárias, que somaram US$ 17,1 bilhões. O volume exportado […]
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Em um feito histórico para o agronegócio mineiro, o estado superou pela primeira vez a receita das exportações do setor de mineração, com o café se destacando como protagonista. Em 2024, a receita do café foi de US$ 7,9 bilhões, representando 46,1% do total das exportações agropecuárias, que somaram US$ 17,1 bilhões.
Foto: Divulgação/Seapa
O volume exportado de café em 2024 atingiu 31 milhões de sacas, superando a safra de 28,1 milhões de sacas produzidas no mesmo ano. A explicação para esse aumento está na alta demanda, que levou os produtores a recorrerem aos estoques armazenados em cooperativas e armazéns próprios.
De acordo com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, a valorização da moeda americana e a redução das safras nos principais países produtores, devido a condições climáticas adversas, contribuíram para a alta nos preços do café. “Os produtores mineiros conseguiram aproveitar as oportunidades do cenário mundial de estoques baixos, oferecendo café de qualidade e ambientalmente sustentável”, afirmou Fernandes.
A demanda por café deve continuar alta, com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevendo um consumo global de 168,1 milhões de sacas em 2025, um aumento de 3,1% em relação ao ano anterior.
O café mineiro, tradicionalmente o produto agropecuário mais exportado do estado, tem conquistado mercados internacionais, incluindo a China, que, apesar de ser tradicionalmente um país consumidor de chá, se tornou um grande comprador do produto. De 1997 a 2024, as exportações de café mineiro para a China cresceram 77.000%, saltando de US$ 239 mil para US$ 186 milhões. Esse aumento colocou a China como o 10º maior comprador do café mineiro.
O café de Minas Gerais também tem expandido sua presença globalmente. O número de países compradores do produto aumentou de 65, em 1997, para 88 em 2024, um crescimento de 35%. Todos os segmentos do café registraram aumentos significativos: café verde (41,4%), café torrado (22%), café solúvel (556%) e essências e extratos (191,4%).
Os principais mercados compradores de café mineiro em 2024 foram os Estados Unidos (US$ 1,5 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 787 milhões), Itália (US$ 626 milhões) e Japão (US$ 467 milhões). As exportações para a União Europeia também tiveram um impacto positivo, alcançando US$ 4 bilhões e 15 milhões de sacas.
Com a iminente adoção de novas regras ambientais pela União Europeia, que podem proibir a importação de produtos provenientes de áreas desmatadas, houve um aumento de 47% na aquisição de café mineiro, com o objetivo de garantir estoques antes da implementação da nova legislação. A plataforma Selo Verde MG, que assegura a sustentabilidade das cadeias produtivas de exportação, tem sido uma ferramenta importante nesse processo. De acordo com dados da plataforma, 99% das cerca de 120 mil propriedades produtoras de café em Minas Gerais não apresentam desmatamento.
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Safra mineira de café deve alcançar 27,5 milhões de sacas em 2023
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Sat, 28 Jan 2023 00:05:46 +0000
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A safra mineira de café deve alcançar 27,5 milhões de sacas em 2023, com crescimento de 25% na comparação com a safra anterior. A área em produção está estimada em 1,1 milhão de hectares, 8,8% superior a safra passada. A produtividade média prevista é de 24,8 sacas por hectare, registrando aumento de 15%. Os dados […]
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A safra mineira de café deve alcançar 27,5 milhões de sacas em 2023, com crescimento de 25% na comparação com a safra anterior. A área em produção está estimada em 1,1 milhão de hectares, 8,8% superior a safra passada. A produtividade média prevista é de 24,8 sacas por hectare, registrando aumento de 15%. Os dados fazem parte do primeiro levantamento para a safra de café da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Foto: Seapa / Divulgação
Mesmo sendo ano de bienalidade negativa, característica da cultura do café que alterna anos de safra boa com outra de produção menor, a previsão inicial sinaliza um desempenho superior a 2022, quebrando o ciclo de evolução da série, desde a safra 2001, quando a Conab começou a acompanhar a safra cafeeira no país.
“Em 2022, a produção foi afetada por adversidades climáticas, resultando em perdas de produtividade. Esta primeira estimativa aponta para uma recuperação da produtividade e aumento da área plantada, mas estes números poderão se alterar, principalmente em função de condições climáticas e dos tratos culturais das lavouras”, ressalta o assessor especial de cafeicultura da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Julian Carvalho.
Maior produtor
Se estas previsões se confirmarem, Minas Gerais vai responder por aproximadamente 50% da safra nacional, que deve alcançar cerca de 55 milhões de sacas, mantendo sua posição de principal estado produtor de café do país.
Produção regional
Quase todas as regiões devem registrar expansão. A estimativa de produção para as regiões Sul e Centro-Oeste do estado é de 13,2 milhões de sacas, com crescimento de 37%. A área em produção deve ser de 549 mil hectares, 10% superior à safra passada. A produtividade deverá crescer 24%, alcançando 24 sacas por hectare.
Para as regiões do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste é previsto crescimento na área em produção de 10%, registrando 200 mil hectares e produtividade de 31 sacas por hectare, com incremento de 35%.
Também há expectativa de crescimento para as regiões Norte, Jequitinhonha e Mucuri, devendo alcançar uma produção de 851,2 mil sacas. A área em produção deve crescer 5,2%, alcançando 28 mil hectares e a produtividade deve registrar ganho de 0,7%.
Para a Zona da Mata, Rio Doce e Central, a área em produção deve crescer 5,5% e alcançar 7,2 milhões de sacas. Ainda assim, as regiões têm estimativa de queda de 2,4% devido à previsão de perda na produtividade.
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Minas Gerais produziu mais de 22 milhões de sacas de café em 2022
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Tue, 08 Nov 2022 14:55:09 +0000
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Os produtores de café de Minas Gerais consolidaram a safra de 2022 e mesmo atravessando uma queda na produtividade devido a fatores climáticos, mantiveram a posição de principal fornecedor do país, segundo informações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A cafeicultura mineira enfrentou condições climáticas adversas, como seca e geada, que atingiram as lavouras […]
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Os produtores de café de Minas Gerais consolidaram a safra de 2022 e mesmo atravessando uma queda na produtividade devido a fatores climáticos, mantiveram a posição de principal fornecedor do país, segundo informações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A cafeicultura mineira enfrentou condições climáticas adversas, como seca e geada, que atingiram as lavouras em 2021 e colheu 22,03 milhões de sacas de café.
Foto: Erasmo Pereira / Epamig
“O resultado é equivalente a 44% da produção nacional, sendo o maior estado produtor. A safra mineira atual foi impactada negativamente pelas diversas intempéries climáticas ocorridas no Estado. Esperamos que estes eventos não voltem a ocorrer e que, na safra de 2023, possamos superar os desafios”, ressalta Thales Almeida Pereira Fernandes, secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entre os problemas já identificados que podem impactar o próximo ano está o déficit hídrico verificado em algumas regiões.
Apesar das adversidades, a safra deste ano obteve resultado superior à contabilizada em 2021, quando os cafeicultores alcançaram 21,45 milhões de sacas, o que correspondeu a 46% da safra nacional do período.
É fato que Minas Gerais conta com uma rede de apoio aos cafeicultores, incluindo programas para qualificação profissional, desenvolvimento de técnicas, estímulo à produção mais eficiente e limpa, e procedimentos de análise da qualidade de grãos, desenvolvidos por diversas entidades e que têm trazido resultados positivos e auxiliado nos momentos de adversidades.
Segundo dados de 2021, o café é cultivado em 451 municípios de Minas Gerais e em área de 1,3 milhão de hectares, com 99% dos grãos classificados como do tipo arábica.
Todo esse cenário de produção, incluindo o protagonismo do Estado, o crescimento das lavouras e variedade de cafés no Estado e em outras regiões do país serão destaques na Semana Internacional do Café (SIC), que acontecerá de 16 a 18/11 no Expominas (BH).
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Safra de café em Minas Gerais deve ter redução de 38,1%
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Wed, 22 Sep 2021 16:13:05 +0000
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A safra de café em Minas Gerais deve sofrer redução de 38,1% neste ano, em comparação com 2020. O 3º Levantamento de Safra, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), projeta produção de 21,4 milhões de sacas no estado nesta temporada. O levantamento da Conab, divulgado nessa terça-feira (21/9), foi feito entre agosto e setembro, com […]
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A safra de café em Minas Gerais deve sofrer redução de 38,1% neste ano, em comparação com 2020. O 3º Levantamento de Safra, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), projeta produção de 21,4 milhões de sacas no estado nesta temporada.
Foto: Divulgação / Seapa
O levantamento da Conab, divulgado nessa terça-feira (21/9), foi feito entre agosto e setembro, com cerca de 95% da colheita já encerrada. Os piores resultados foram registrados na região Sul e na Zona da Mata, com quedas superiores a 40% na produção, em relação à safra anterior, recorde em volume.
De acordo com a Conab, a produção de café nacional, incluindo o arábica e o conilon, será de aproximadamente 46,9 milhões de sacas beneficiadas, redução de 25,7% em relação à safra de 2020. A produção de café arábica está estimada em 30,7 milhões de sacas, 36,9% a menos se comparada ao volume da safra anterior. O conilon, por sua vez, deve alcançar produção de 16,15 milhões de sacas, com aumento de 12,8% sobre a safra de 2020.
Bienalidade negativa
Já era esperado um resultado inferior ao da última safra, devido ao comportamento fisiológico dos cafezais, que produzem menos em anos alternados, o que é chamado de bienalidade negativa. Mas as condições climáticas adversas em regiões produtoras, com seca e forte calor em várias fases do ciclo produtivo das plantas, além das geadas de julho, tiveram forte impacto na produção de 2021.
Esses fenômenos explicam a grande diferença entre os resultados da safra em Minas Gerais e no resto do país. O café arábica, que domina as lavouras do estado, é mais sensível à bienalidade e às adversidades climáticas do que o conilon, mais plantado em outras regiões.
No caso das geadas, que atingiram fortemente a região Sul de Minas, a preocupação maior é com relação ao impacto na safra de 2022. Com boa parte dos cafezais queimada pelo frio, a fase após a colheita será de tratos culturais intensos para a recuperação das lavouras, que já vinham sofrendo, desde a primavera de 2020, com prolongado período de estiagem, que, aliás, se repete neste ano.
Preços em alta
O gerente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) em Guaxupé, Willem de Araújo, explica que a situação financeira dos produtores é preocupante. Apesar da disparada nas cotações, eles tiveram que entregar o café nos preços negociados em 2020. Para se ter uma ideia, nesta semana, a saca de 60 quilos, no mercado físico, era negociada a R$ 1,1 mil, no Sul de Minas, mais do que o dobro do valor de um ano atrás.
Para garantir a produção nos próximos anos, será necessário arcar com a alta dos preços dos insumos, uma situação que vem se agravando desde o fim de 2020, como lembra o gerente da Emater-MG. “Em alguns casos, a safra deste ano, mesmo com esses valores muito elevados, vai ser a conta de cumprir os compromissos bancários e replantar as áreas afetadas pelas geadas. E os juros subiram também”, diz.
Em meio a esse cenário de crise, uma boa notícia. Willem Araújo garante que a qualidade do café produzido no Sul de Minas este ano está muito boa. “Os cafeicultores trabalharam bem no manejo das lavouras, e também tiveram muito cuidado na colheita e no período de pós-colheita. Estive em vários municípios, coletando as amostras para o concurso estadual, e pude comprovar que os cafés estão muito bons”, comenta.
Quanto ao clima, que tem tirado a tranquilidade dos produtores, o gerente da Emater-MG recomenda que sejam feitos investimentos em sistemas de irrigação, que, no Sul do estado, estão disponíveis em menos de 10% das lavouras. “Irrigação não é luxo, agora é uma questão de necessidade”, frisa.
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Produtor investe em cafés especiais no Alto Jequitinhonha
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Fri, 17 Sep 2021 16:25:47 +0000
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As fortes geadas causaram perdas em cerca de 19% das áreas de cafezais de Minas Gerais em julho deste ano, atingindo 173,6 mil hectares de lavouras, segundo estimativa da Emater-MG. Para muitos produtores, os prejuízos foram grandes e a recuperação será difícil. Felizmente esse não é o caso do cafeicultor Sérgio Meirelles Filho, que teve pequenas […]
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As fortes geadas causaram perdas em cerca de 19% das áreas de cafezais de Minas Gerais em julho deste ano, atingindo 173,6 mil hectares de lavouras, segundo estimativa da Emater-MG. Para muitos produtores, os prejuízos foram grandes e a recuperação será difícil. Felizmente esse não é o caso do cafeicultor Sérgio Meirelles Filho, que teve pequenas perdas este ano. Mas ao longo da vida enfrentou geadas muito severas, que fizeram a família mudar de cidade várias vezes em busca de um recomeço e trouxeram grandes lições.
Sérgio Meirelles Filho – Foto: Arquivo Pessoal
O produtor superou as adversidades e conquistou uma posição de destaque na cafeicultura mineira, sendo inclusive um dos vencedores do Concurso de Qualidade dos Cafés Minas Gerais, em 2020, promovido pela Emater-MG.
Atualmente, Sérgio Meirelles Filho é produtor no município de Aricanduva, no Vale do Jequitinhonha. Em 2020, ele ficou em primeiro lugar no 17º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas, pela região cafeeira da Chapada de Minas, na categoria “Natural” e também na categoria “Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado”.
“O Sérgio tem um foco na melhoria contínua. Está sempre pesquisando, inovando e trabalhando, não para. E ele acumulou uma grande experiência durante os muitos anos de atividade”, comenta o coordenador regional de Culturas da Emater-MG em Capelinha, José Mauro de Azevedo.
Sérgio nasceu em 1960, em São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas. Na época, havia um grande movimento de expansão da cafeicultura no Norte do Paraná e o pai dele se mudou com a família para lá, apostando no sucesso da atividade na região. Mas, em 1962, uma grande geada atingiu os cafezais do Paraná.
“A lavoura do meu pai era nova e sofreu muito. Ele então buscou outra fazenda no Paraná para continuar produzindo café. Depois de algumas colheitas bem-sucedidas, mais uma vez a geada nos atingiu. Em 1975, ocorreu a famosa ‘geada negra’, que dizimou muitas lavouras no estado. Daí meu pai resolveu voltar a plantar em Minas”, lembra Sérgio.
Cafeicultura no Jequitinhonha
Mas no Sul de Minas, também houve épocas complicadas e a família enfrentou fortes geadas, em 1979 e em 1981. Entretanto, a paixão pela cafeicultura era tamanha que Sérgio decidiu fazer Agronomia e se tornar cafeicultor. “Nos anos 2000, a cafeicultura começou a se desenvolver na região de Capelinha, estimulada por alguns estudos, que diziam haver boas condições climáticas. A terra era barata e havia condições facilitadas de financiamento. Foi então que comprei uma fazenda na região”, lembra Sérgio.
No Vale do Jequitinhonha, o cafeicultor encontrou o ambiente ideal para produção e criou raízes, na região cafeeira conhecida como Chapada de Minas. “Ao longo da vida, minha família e eu continuamos a seguir para o Norte, como nômades do café. Mas daqui não devemos mais sair”, assegura. O produtor diz que a região é excelente para a cafeicultura e que só tem de se preocupar com a seca, por isso decidiu irrigar uma parte da lavoura para diminuir os riscos climáticos.
Mas Sérgio afirma que existe uma coisa que não mudou ao longo dos 40 anos de trabalho com o cafeicultura: a sua vontade de aprender e inovar. “O Sérgio é um pioneiro em muita coisa na região. Ele está sempre aberto às novas tecnologias e inovações. Com apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), ele pesquisa cultivares mais propícias para o lugar e é sempre muito generoso de dividir seus conhecimentos com outros produtores”, afirma o coordenador da Emater.
Lições
Dentro dessa proposta de inovação e pesquisa, Sérgio plantou dois hectares da variedade geisha (cultivar originária da Etiópia que aportou no Brasil e começou a ganhar fama), numa fazenda em São Gonçalo do Sapucaí. “A lavoura tinha apenas seis meses e a geada de julho queimou tudo. Como este ano, ainda teve o agravante da seca, foi 100% de perda”, lamenta. Mas Sérgio não se deixou abalar pelo prejuízo.
O cafeicultor e agrônomo salienta que a realidade de cada produtor é diferente e uma ocorrência climática adversa pode até quebrar o agricultor. “Cada pessoa tem uma situação, mas eu aconselho o cafeicultor a persistir, pois ele se especializou naquela cultura e cada região tem uma aptidão agrícola. Além disso, os investimentos são altos no plantio da lavoura, depois tem de construir o terreiro e adquirir equipamentos, então é complicado abandonar tudo”, argumenta.
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Aumento da área em produção reduz perdas no café arábica
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Thu, 17 Jun 2021 16:26:01 +0000
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A produção de café em Minas Gerais, neste ano, deve ter redução de 32,6%, em comparação ao volume colhido em 2020. Esta é a estimativa do 2º Levantamento da Safra de Café de 2021, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar disso, de acordo com a instituição, foi verificado aumento da área em produção do café arábica, […]
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A produção de café em Minas Gerais, neste ano, deve ter redução de 32,6%, em comparação ao volume colhido em 2020. Esta é a estimativa do 2º Levantamento da Safra de Café de 2021, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar disso, de acordo com a instituição, foi verificado aumento da área em produção do café arábica, entre o primeiro e segundo levantamento, de 1,38 milhão de hectares para 1,45 milhão.
Foto: Divulgação / Emater-MG
O aumento observado explicaria a melhora da previsão de safra, na comparação com o levantamento divulgado em janeiro, quando a estimativa de perdas era superior a 40%. A queda na colheita dos cafezais mineiros será mais acentuada que a prevista para o total do país, estimada em 22,6%. Isso porque Minas Gerais é responsável por cerca de 70% do volume nacional do café arábica. A variedade é a que mais sofre com o fenômeno da bienalidade negativa, que faz com que as plantas produzam menos em anos alternados.
Além do fator fisiológico da cultura de café, chuvas em menor quantidade e de forma irregular, registradas em 2020, também prejudicam o rendimento das lavouras em 2021, como explica o gerente de Acompanhamento de Safra da Conab, Maurício Lopes. “Além dos problemas climáticos, de falta de chuvas, em muitas regiões produtoras, no ano passado, essa redução decorreu também do fato desta safra ser marcada pela bienalidade negativa, quando os produtores costumam realizar tratos culturais mais intensos nas lavouras, como podas, esqueletamentos ou até recepas, em áreas que só entrarão em produção nos próximos anos”, diz.
Mercado
A redução da oferta do café arábica tem reflexo na valorização do produto. Na região Sul de Minas, a saca de 60 quilos foi negociada por até R$ 835,00, entre os dias 10 e 16/6, de acordo com levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). O valor é cerca de 80% maior do que o praticado há um ano na região.
Para o gerente regional da Emater-MG em Manhuaçu, na Zona da Mata mineira, Rômulo Mathozinho, é importante que os cafeicultores, neste ano de baixa produção, aproveitem para recuperar as lavouras, que sofreram um desgaste maior, devido a uma carga muito alta de frutos na safra anterior.
“Nossos técnicos orientaram os produtores a realizar podas de renovação, principalmente naquelas lavouras que ficaram mais depauperadas. Em alguns casos, é recomendado até mesmo o replantio, até com novas variedades, mais produtivas. Isso faz com que o parque cafeeiro seja sempre renovado. Por isso, a orientação técnica é fundamental para o sucesso da cafeicultura”, afirma o engenheiro agrônomo.
Cartilha
Para reduzir os riscos de disseminação da covid-19 durante a safra do café, a Emater-MG preparou uma cartilha com orientações específicas para a colheita. As informações têm como referência o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). As recomendações vão desde a higiene pessoal e dos materiais utilizados, até normas de transporte das pessoas para as lavouras. Para acessar a cartilha, clique aqui.
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Chuvas de fevereiro elevam expectativa de bom desenvolvimento de grãos de café
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Fri, 26 Feb 2021 12:52:55 +0000
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A safra de café em 2021 será menor que a do ano anterior. Esse fato é explicado pelo fenômeno da bienalidade: após um ano de produtividade elevada, a expectativa é de diminuição nos números da safra seguinte. Em anos assim, a recomendação de especialistas é para que os cafeicultores intensifiquem, ainda mais, os tratos culturais […]
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A safra de café em 2021 será menor que a do ano anterior. Esse fato é explicado pelo fenômeno da bienalidade: após um ano de produtividade elevada, a expectativa é de diminuição nos números da safra seguinte. Em anos assim, a recomendação de especialistas é para que os cafeicultores intensifiquem, ainda mais, os tratos culturais e os cuidados, buscando a qualidade final do produto.
“Uma safra menor, mas com qualidade melhor, pode refletir em ganhos para o produtor”, observa o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Gladyston Carvalho.
Neste ano, o fator climático também tem preocupado os produtores de diferentes regiões de Minas Gerais. Entretanto, as chuvas de fevereiro elevaram as expectativas por uma boa formação e um bom desenvolvimento dos grãos. “Neste mês já choveu bastante e as lavouras estão se recuperando bem. A gente tem visto no campo, onde acompanhamos experimentos, que os produtores estão cuidando bem da lavoura. A depender do clima durante a colheita, podemos ter cafés com qualidade muito elevada”, acrescenta o pesquisador da Epamig.
Foto: Divulgação / Epamig
Tratos adequados
A qualidade na produção depende do emprego de tratos culturais adequados, nas épocas corretas. “Não se pode atrasar as adubações de solo e é preciso ter cuidado com relação ao controle das pragas e doenças e ao manejo das plantas daninhas. É necessário que o cafeeiro seja muito bem nutrido, que não ocorra mato-competição e desfolha devido a ataques de pragas e doenças, garantindo, assim, que a lavoura esteja preparada para o período de colheita”, alerta o gerente de Desenvolvimento Técnico da Cooxupé, Mário Ferraz.
Outro ponto de atenção é quanto à colheita, que deve ser feita no ponto ideal, evitando a presença de muito café verde ou a queda de grãos que estejam muito maduros. A indicação é que pelo menos 80% dos frutos estejam maduros para dar início à colheita.
“Depois, recomendamos que seja feito o processo de lavagem, no qual vai haver a separação dos grãos por densidade, separando os “boias” e os verdes daqueles maduros. Essa separação é importante para garantir uma uniformidade melhor de seca”, recomenda o superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro, Juliano Tarabal.
O pesquisador Gladyston Carvalho ressalta que a adoção de tratos culturais e de práticas de manejo adequadas, em conjunto às condições atuais de clima, reforçam a tendência de uma safra de qualidade. “Tudo caminha para que a gente tenha um ano de qualidade de fruto boa. As chuvas estão boas agora e, em geral, uma safra menor tem grãos de peneira maior. O que vai determinar o resultado final é, exatamente, a época da colheita. Se for uma colheita com pouca chuva, mantém-se essa perspectiva. Se houver um índice pluviométrico maior, de maio a julho, o cenário pode mudar”, diz.
Cuidados pós-colheita
As pesquisas da Epamig em cafeicultura abrangem todo o ciclo produtivo da planta, desde o preparo do solo e a indicação de cultivares selecionadas, até os cuidados pós-colheita. Os estudos incluem também o desenvolvimento de variedades mais produtivas e resistentes a pragas e doenças, além da indicação de boas práticas que garantam a qualidade e a agregação de valor ao produto final.
No site da Epamig estão disponíveis para download publicações que abordam diferentes estágios do ciclo produtivo, com recomendações dos tratos culturais, manejos e técnicas para controle de pragas e doenças mais adequados, além dos cuidados pós-colheita. Clique aqui para acessar.
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Cafeicultores de Minas Gerais se destacam em concurso nacional de qualidade de café
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Fri, 12 Feb 2021 00:08:33 +0000
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O 17º Concurso Nacional Abic de Qualidade de Café – Origens do Brasil