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Cabo Verde é um país seguro, credível...

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Comunicado publicado no facebook Governo de Cabo Verde

Face as informações veiculadas em alguns órgãos e comunicação social internacionais, pondo em causa a verdade e o bom nome de Cabo Verde, a paz e a tranquilidade dos cabo-verdianos, e de todos aqueles que nos visita, o Governo vem por este meio comunicar o seguinte:

1. Cabo Verde é um país seguro, credível, sério e de confiança para a Comunidade Internacional (CI) com quem vem trabalhando de forma sistemática contra todo e qualquer o tipo de criminalidade organizado, nomeadamente com o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime(ONUDC) e todos os parceiros bilaterais e multilaterais.

2. Cabo Verde recebe regularmente responsáveis da ONUDC que avaliam positivamente os esforços do país na árdua tarefa de combate à criminalidade organizada, nomeadamente o tráfico de drogas.

3. Cabo Verde tem feito investimentos na formação e capacitação das suas forças policiais para que este combate à criminalidade e ao crime organizado seja cada vez mais efetivo e eficaz;

4. Os resultados destes investimentos falam por si, como aliás é do conhecimento da CI e dos parceiros de Cabo Verde, que tem nos apoiado nessa luta sem tréguas contra qualquer tipo de ameaça à paz e à segurança deste arquipélago.

Pelo que estranhamos esta campanha ignóbil e sem sentido que, infelizmente, certos órgãos de comunicação social (ou tabloides) vêm fazendo para tentar denegrir a imagem do nosso país.

Cabo Verde é e continuará a ser um Estado de Direito Democrático, com Instituições fortes, livres e credíveis, e está profundamente empenhada em trabalhar com os Países e Instituições amigas para garantir a segurança do seu território e seu povo, e a segurança desta sub-região atlântica.
O Gabinete de Comunicação e Imagem do Governo.

Praia, 05 de novembro de 2019.
          

De toxicodependente a ativista social...

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De toxicodependente a ativista social
CONHEÇA A INCRÍVEL HISTORIA DE TINO CARDOSO
Celestino “Tino” Cardoso tem 46 anos e é hoje presidente da Coligação Comunitária Antidroga de Ponta d’Agua , subúrbio da cidade da Praia, mas passou muitos anos da sua juventude roubando e assaltando para sustentar o maldito vicio da cocaína. É contando sua historia de luta e de superação que percorre os guetos da capital prevenindo os jovens sobre os perigos e as consequências do consumo de droga, essa maldição que teima em destruir a vida de grande parte da juventude cabo-verdiana.

COMIDA PARA PORCOS...
Para Tino Cardoso, muito mais de que suas palavras, são suas mãos mutiladas que falam por ele. A amputada é o resultado de uma selvagem tortura de que lhe foi infligido pelo dono de uma casa que assaltou anos atrás. O dono da casa, acompanhado de 3 amigos, o localizou na vizinhança quando fumava crack e o amarram numa cadeira. Cortaram e queimaram suas mãos. Depois o deitaram num chiqueiro esperando que porcos o comeria.
Tino passou 3 dias nesse chiqueiro antes de ser resgatado e conduzido ao hospital. mas mesmo com uma só mão arranjava forma de quebrar o crack e usar o ‘cachimbo”. Em 2006 procurou ajuda e 9 meses depois se libertou do vicio.

VÍCIO INFERNAL...
Lino Cardoso diz que não foi fácil superar o vicio, mas se ele conseguiu outros também podem conseguir. Sua principal mensagem é a prevenção, é alertar aos jovens para que não experimentem essa maldita droga que para além de destruir o consumidor também destrói famílias deixando na “linha de consumo “ outras perdas e sofrimento ( assaltos, roubos, ferimentos, morte... )

É MUITO FÁCIL COMPRAR COCAÍNA EM CABO VERDE...
Há viciado que gastam 10 contos por dia na compra da cocaína. Outros confessam que já gastaram 100 contos num so dia. Para alimentar esse vicio caro muitos roubam, assaltam e utilizam todo tipo de violência, contribuindo dessa para aumentar a escalada da criminalidade.... Em vários bairros da cidade da Praia vender droga se tornou quase um modo de vida. Alguns dizem que comprar cocaína se tornou tão fácil como comprar água, enquanto o trafico se enraíza cada vez mais na sociedade. Parte da cocaína que chega a Cabo Verde se destina ao mercado interno, não só para abastecer turistas nos hotéis mas também para consumo pessoal dos cabo-verdianos. Nesse circulo infernal quem entra quase nunca sai . E quem sai muitas vezes não resiste ao desejo de voltar a consumir, principalmente num país onde não há grande terapia de cura e onde a desocupação e falta de oportunidade para jovens funcionam como factores de reincidência como acontece em Ponta d’Água. fonte:ondakriolu
          

Video: "Cabo Verde está a viver um pico de violência... Mas Cabo Verde é um país Seguro"

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Jorge Santos assume que Cabo Verde está a viver um pico de violência, mas acredita que a situação será ulrapassada
reportagem TCV
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Video di Momentu: Tony Fika & Trakinuz na RAP y Funana

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Tony Fika donu di sucessos: N'Teni Medu, Imagina, Dan Fala. e Trakinuz donu di sucessos: Nkre po sabi, Vencidor, Forianu. Es kontra na mesmu palco
Gala Somos Cabo Verde faze isso kontice.
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Solférias já tem disponível a programação especial de verão 2020 para Cabo Verde

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De forma a tornar cada vez mais possível o planeamento com tempo da viagem durante as datas de grande procura, a Solferias, já tem disponível...
          

Solférias promove a Ilha do Sal a partir de 650€

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A pensar já no verão 2020, a Solférias está a promover a Ilha do Sal, em Cabo Verde, desde 650€. O pacote inclui uma estadia...
          

Turismo Solidario y Sostenible

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En la actualidad, la red de Turismo Solidario y Sostenible integra más de 300 alojamientos y 20 rutas turísticas en 12 países de África: Cabo Verde, Camerún, Etiopía, Gambia, Guinea Bissau, Guinea Ecuatorial, Mali, Marruecos, Mozambique, Namibia, Senegal y Tanzania. Leer
          

Tragédia marcou comício em Moçambique

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O nosso programa "Semana em África" tem como principal destaque a morte de dez pessoas num comício do partido Frelimo, na passada quarta-feira, quando saíam do Estádio 25 de Junho onde decorreu o evento. Em consequência desta tragédia, o comandante provincial da Polícia da República de Moçambique, na Província de Nampula, Joaquim Sive, está suspenso. Uma comissão de inquérito foi criada e tem 15 dias para apresentar resultados sobre as causas da tragédia. O centro de integridade pública reagiu com estranheza ao anunciado acordo para a reestruturação da dívida entre o Governo e os detentores das notas da dívida pública de 726,5 milhões de dólares. O CIP mencionou que esta decisão entra em contradição com a decisão do conselho constitucional de anular a dívida oculta da EMATUM, um argumento refutado pelo governo. Passamos ao resto da actualidade na África Lusófona, Em Angola, Começou a ser julgado em Luanda o General António José Maria, antigo chefe do serviço de inteligência e segurança militar, antigo homem forte do regime de José Eduardo dos Santos, em prisão domiciliária desde o 17 de Junho sob acusação de extravio de documentos com informações secretas. Acusações refutadas pelo advogado de defesa, Sérgio Raimundo. Os Governos de Angola e do Qatar assinaram seis acordos de cooperação bilateral em vários domínios. Os acordos foram assinados pelo Presidente angolano, João Lourenço, durante a visita de dois dias que efetuou ao Qatar. Ambos os paises sao produtores e exportadores de petróleo e gás. Por outro lado, João Lourenço convidou os empresários do Qatar a investirem em Angola, garantindo proteção aos seus investimentos. Entretanto, a Qatar Airways anunciou  que vai iniciar voos diretos para Luanda, a partir de 29 de março de 2020 e a ligação pode ter uma frequência até cinco voos semanais. Foi divulgado o primeiro relatório da ONU sobre desenvolvimento sustentável. Neste documento elaborado por peritos independentes, foi avaliado o desempenho de 162 paises, no tocante a critérios tais como a luta contra a pobreza, a erradicação da fome, a educação, a saúde, as energias renováveis, o acesso à água potável e saneamento, entre outros critérios. Angola ficou no lugar 149 deste ranking mundial, este país sendo o pior colocado entre os países de língua portuguesa. Uma situação que não espanta Sérgio Calundungo, director geral da ADRA, ONG de apoio ao desenvolvimento sustentável, entrevistado por Liliana Henriques. Em Cabo Verde, O antigo bastonário da ordem dos advogados e antigo secretário de estado da comunicação social, Arnaldo Silva, que foi detido pela Polícia Judiciária no passado 4 de Setembro, na cidade da Praia, sob a suspeita de crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, organização criminosa, corrupção activa, falsidade informática e lavagem de capitais, expressou-se sobre este caso dizendo estar a ser vítima de uma cabala política. O Relatório de Competitividade em Viagens e Turismo 2019, divulgado pelo Fórum Económico Mundial, revelou que Cabo Verde caiu cinco posições no “ranking” mundial de competitividade no turismo ficando assim no 88º (Octagésimo oitavo) lugar em 2019. Em 2017, Cabo Verde ocupou o lugar 83, a nível mundial e 1° a nível do continente africano, numa zona geográfica em que foram avaliados 13 países da África Ocidental. Para fechar uma nota desportiva, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique alcançaram o apuramento para a fase de grupos de qualificação no continente africano para o Mundial de 2022 que vai decorrer no Qatar, juntando-se assim a Cabo Verde que já tinha o lugar grarantido. Em Maputo, Moçambique venceu por 2-0 as Ilhas Maurícias, isto após os moçambicanos terem vencido na primeira mão por 0-1, alcançando assim o apuramento. Em Luanda, Angola venceu a Gâmbia por 2-1, sendo que na primeira mão, os angolanos tinham vencido por 0-1. Os Palancas Negras também seguem para a próxima fase. Em Bissau, num duelo 100% lusófono entre a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, os Djurtus venceram por 2-1. Recorde-se que na primeira mão os Djurtus tinham vencido por 0-1. A Guiné-Bissau segue para a próxima fase enquanto São Tomé e Príncipe fica desde já fora do Mundial 2022. A segunda fase, a fase de grupos, decorre apenas em 2020. Recorde-se que ainda há uma terceira fase antes de alcançar o apuramento para o Mundial de 2022.
          

Guiné 61/74 - P20320: Historiografia da presença portuguesa em África (183): o desenvovimento urbano de Bissau, no período em que viveu Leopodina Ferreira Pontes, "Nha Bijagó" (1871-1959)

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Guiné > Bissau > C. 1870 > A Rua de S. José, considerada como a artéria mais importante. Ia do portão da Amura, que estava aberto das 8 às 21h00, ao baluarte da Bandeira. Após 5 de outubro de 1910, passou a designar-se como Rua do Advento da República; depois,  Rua Dr. Oliveira Salazar e, após a independência, mudoum  em 21 janeiro  de 1975,  Rua Guerra Mendes, um dos combatentes da liberdade da Pátria, mortos em combate.

 Fonte: António Estácio - "Nha Bijagó: respeitada personalidade da sociedade guineense (1871-1959)" (edição de autor, 2011, 159 pp., il,).




Guiné > Bissaau > Av República > Postal ilustrado > c. 1960/70 > : Av da República (Hoje, Av Amílcar Cabral) > Ao fundo, o Palácio do Governador, e a Praça do Império; do lado direito, a Catedral de Bissau (O postal era uma Edição Comer, Trav do Alecrim, 1 - Telef. 329775, Lisboa).

Foto (e legenda): © José Claudino da Silva (2017). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



António Estácio, V Encontro Nacional
da Tabanca Grande, Monte Real, 2010. Foto; 
1. Já na altura demos o devido destaque a esta publicação do nosso camarada e amigo António Estácio (n. 1947, em Bissau, fez o serviço militar em Angola, em 1970/72),  que representou vários anos de pesquisa, com recurso a várias técnicas (entrevistas, análise documental, observação participante, viagem a Bissau e Bolama em 2006, etc. , tudo a expensas do autor.)


E a propósito das mudanças de toponimia de Bissau, fomos revisitar o livrinho "Nha Bijagó: respeitada personalidade da sociedade guineense (1871-1959)" (edição de autor, 2011, 159 pp., il,).  (**)

Do prefácio, escrito por Eduardo Ferreira, respigamos entretanto os seguntes excertos (*):

(...) Ao ler este livro  não podemos deixar de pensar nas grandes figuras femininas, que foram as “sinharas” e que tanta influência tiveram na costa ocidental africana, em particular nos Rios da Guiné, entre o século XVI e finais do século XIX. 

Essas mulheres que eram na sua maioria crioulas, geriam com enorme maestria os negócios dos seus maridos europeus ou eurodescendentes, resolvendo conflitos, realizando pactos com as autoridades locais, de modo a que as actividades comerciais decorressem sem delongas e fossem coroadas de êxito. A sua condição de crioula, dava à “sinhara” uma capacidade negocial ímpar, pois sendo detentora de uma dupla identidade cultural, era com facilidade que fazia a ponte entre as populações locais e os alógenos,  nomeadamente os europeus. 

Ficaram famosas na Guiné algumas dessas “sinharas”, como a Bibiana Vaz, a Aurélia Correia conhecida por “mamé Aurélia”, a Júlia Silva Cardoso também conhecida como “mamé Júlia” e a Rosa Carvalho Alvarenga, mãe de Honório Pereira Barreto, entre muitas outras. 

Leopoldina Ferreira, vulgo “Nha Bijagó”, é em meu entender uma das últimas grandes “sinharas” da Guiné, pois o seu perfil enquadra-se na perfeição no papel desempenhado por essas influentes mulheres africanas, referenciadas por diversos autores como foi o caso de André Álvares d’ Almada na sua obra “Tratado Breve dos Rios de Guiné do Cabo Verde” de 1594 ou de George E. Brooks com “Eurafricans in Western Africa” publicado em 2004 ou ainda Philip J. Havik com “Trade in the Guinea-Bissau Region: the role of african and luso-african women in the trade networks from early 16th to the mid 19th century” publicado em 1994, para apenas citar alguns.

(...) Um aspecto particularmente interessante nesta obra de A. J. Estácio, é a ligação cronológica que o mesmo faz, entre importantes acontecimentos políticos, administrativos e militares, que tiveram lugar na então Guiné Portuguesa, e as diversas fases etárias da biografada, ainda que esses factos não tenham qualquer ligação directa com a personagem tratada neste livro! 

O autor quis desse modo, dar-nos a conhecer alguns factos da história da então colónia/província da Guiné, que tiveram lugar entre 1870 e 1959, período que abarca a vida de “Nha Bijagó”  (...)

(...) Com esta publicação, António Júlio Estácio, revela-nos mais uma vez, o seu grande apego e dedicação às coisas e às gentes da terra que o viu nascer. (...)

Eduardo J. R. Fernandes, "Prefácio" (*)

[O Eduardo Fernandes, amigo e condiscípulo do autor no Liceu Honório Barreto, em Bissau, e na alt7ra, em 2011, comentador da RDP África].

Nha Bijagó (1871-1959)
Leopoldina Ferreira Pontes, "Nha Bijagó"  (Bissau, 1871 - Bissau, 1959) e a cronologia da cidade de Bissau

Aproveitando a vasta e valiosa pesquisa historiográfica do António Estácio, uma homem de várias pátrias (Guiné-Bissau, Portugal, Angola, Mavau...= vamos aqui recolher e sintetizar algumas datas marcantes do desenvolvimento urbano de Bissau, correspondente ao período em que viveu a "Nha Bijagó"(com a devida vénia ao autor...)


(i) Leopoldina Ferreira (Pontes, pelo primeiro casamento...) nasceu em Bissau em 4 de novembro de 1871. Era filha ("ilegítima", segundo a terminologia do Código Civil em vigor na época, o de 1866) de João Ferreira Crato (natural do Crato, Alto Alentejo, comerciante na Guiné) . Morreu aos 87 anos, em 26 de Maio de 1959. O nominho "Nha Bijagó" deve tê-lo recebido da mãe, Gertrudes da Cruz (de etnia bijagó, natural de Bissau).
(ii) Pouco antes de ela nascer, em 1871, o 18º Presidente dos Estados Unidos da América, Ulysses Simpson Grant , proferiu a sentença referente à posse da ilha de Bolama, pertencente ao, então, distrito da Guiné, favorável a Portugal o que pôs termo ao conflito se arrastava com os ingleses.

(iii) Nessa altura Bissau era uma povoação encravada entre a fortaleza de S. José e um muro, com 4 metros de altura. A igreja e o cemitério ficavam no interior da Amura. De entre as poucas ruas e ruelas, extra-muros, a Rua de S. José era considerada como a artéria mais importante. Ia do portão da Amura, que estava aberto das 8 às 21h00, ao baluarte da Bandeira. Após 5 de outubro de 1910, passou a Rua do Advento da República; depois, a Rua Dr. Oliveira Salazar e, após a independência e a 21 janeiro  de 1975 a Rua Guerra Mendes.

(iv) Em 1872, tinha ela cerca de um ano "quando as ruas de Bissau começaram a ser iluminadas a petróleo. Eram, todavia, poucos os candeeiros"...

(v) A 1877, foi criado o Concelho de Bissau, sendo de 573 habitantes a população na área murada, composta por 391 nativos, 166 oriundos de Cabo Verde e, apenas, 16 europeus.

(vi) Em 1879, ainda a "Nha Bijagó" não tinha completado os oito anos, foi “a sede do Governo transferida para Bolama.” 

(vii) No dia 3 de agosto do mesmo ano, assinou-se o tratado de cessão a Portugal do território de Jufunco, ocupado pelos Felupes.

(viii) Pouco antes de Leopoldina completar os 12 anos de idade, foi publicado o decreto que dividiu a província da Guiné  em quatro circunscriçõess, criando-se assim os concelhos de Bolama, Bissau, Cacheu e Bolola. 

(ix) Tinha ela 14 anos quando Portugal e a França celebraram [, em Paris, em 1886,] a convenção referente à delimitação das possessões dos 2 países na África Ocidental e que correspondem às atuais Repúblicas do Senegal, Guiné-Conacri e Guiné-Bissau.
.
(x) As más condições climatéricas, agravadas pela insalubridade da região, dizimavam a população de tal modo que, em 1886, Bissau era o menos povoado de todos os aglomerados urbanos da Guiné.

(xi) Tinha “Nha Bijagó” já 18 anos quando foi, então, lançada, em 1889,  a primeira pedra para a tão almejada ponte-cais,( Foi designada  por ponte Correia e Lança, em homenagem a Joaquim da Graça Correia Lança  Governador da Guiné., de 1888 a 1890,)

(xii) Ano e meio depois, o chefe dos Serviços de Saúde defendia que a capital deveria regressar à ilha de Bissau, ainda que para local ligeiramente diferente, isto é, puxando-a para a zona de Bandim que se situava “em terreno suficientemente elevado e com vertentes para a praia arenosa.”, o que, em termos de drenagem e salubridade, era, indubitavelmente, vantajoso.

(xiii) À beira de completar 22 anos, registaram-se, no interior da fortaleza, dois incidentes graves, em 1893: o incênndio da da enfermaria militar e uma explosão;

(xiv) A 7/12/1893, a vila sofreu um grande cerco, movido por elementos da etnia Papel a que se juntaram os Balantas de Nhacra.

(xv) Em 1984, é demolida uma  parte do muro de 4 m. de altura que ia do Fortim Nozolini ao Baluarte da Balança, com o objetivo de se construir uma igreja católica.

(xvii) Por volta dos seus 25 anos, dada a elevada densidade populacional intramuros, o governador Pedro Inácio Gouveia autorizou “o aforamento de, terrenos no olhéu do Rei”m tendo, em 1900, ali, chegado a ser instalado um lazareto.

(xviii) A implantação da República em Portugal levou à mudança do Governador e, em 1912/13, o primeiro-tenente Carlos de Almeida Pereira manda demolir o muro que constrangia a expansão urbana.

Guiné > Bissau > s/d Av República (hoje Av Amílcar Cabral), com placa central guarnecia  com árvores, que nos anos 50 seria removida, dando lugar a uma ampla avenida, com duas faixas de laterais, arborizadas, destinadas a estacionamento e delas separadas por um passeio. Fonte: António Estácio (2011)
  

(xix) Com a República há mudanças na toponímia:

Rua de S. José > Rua do Advento da República
Rua do Baluarte da Bandeira > Rua Almirante Reis
Travessa Larga > Travessa do Dr. Bombarda
Travessa da Botica > Travessa 5 d’ Outubro
Travessa da Ferraria > Travessa Honório Barreto

(xx) Depois da "campanha de pacificação" do cap João Teixeira Pinto (1913/15),  Bissau é finalmente  objeto dum plano de urbanização que lhe permitiu crescer de forma disciplinada e segundo malha ortogonal bem definida. A autoria do plano é do tenente-coronel engenheiro José Guedes Viegas Quinhones de Matos Cabral que, no início da década de vinte, foi director das Obras Públicas na Guiné.

(xxi) Para além do Mercado Municipal e do Cemitério, por detrás do Hospital, etc., procedeu-se ao aterro e à regularização do molhe da rua marginal {, Rua Agostinho Coelho, numa evocação do primeiro governador da Guiné],  e à construção do edifício-sede da Alfândega.

(xxii) Ao completar 62 anos, teve lugar, em 1933, a transferência da sede da comarca judicial da Guiné, que passou de Bolama para Bissau.

(xxiii) Em 1934, procedeu-se ao lançamento da primeira pedra para a construção do monumento ao Esforço da Raça, da autoria do Arq Ponce de Castro. (. As pedras foram enviadas do Porto e o monumento foi inaugurado em 1941; o único monumento colonial que resistiu ao camartelo revolucionário.)

Fortaleza da Amura. Foto de Manuel Coelho (c. 1966/68)
(xxiv) Em 1936, a Associação Comercial e Industrial da Guiné cedeu ao Estado o terreno que lhe fora concedido, o qual se destinava à sua sede e ficava em frente ao  edifício do Banco Nacional Ultramarino, para no local se construir um grande edifício onde, a par do Tribunal, foram instalados os Serviços de Administração Civil, assim como os Serviços de Fazenda;

(xxv) Em 1939 foi a Fortaleza de S. José, vulgo Amura, classificada como Monumento Nacional.

(xxvi) Em finais da década de 30 foi celebrado o contrato para a realização dos estudos de abastecimento de água, melhoramento que só se viria a concretizar  na segunda metade da década  de 40.

(xxvii) Transferência da capital de Bolama para Bissau,  em 19 de Dezembro de 1941. Em 1945 tomna posse o novo governador, Sarmeno Rodrigues. (***)

 (xxviii) Em meados dos anos 40 efectua-se um novo projecto de urbanização, mudam de nome  as vilas de Canchungo (Teixeira Pinto) e Gabú (Nova Lamego), procede-se à construção do depósito de água no Alto de Intim, assim como do Palácio do Governador; constroem-se moradias no “Bairro Portugal” e surge o Bairro de Santa Luzia; Deu-se início à edificação da Catedral, do Museu e Biblioteca, etc.

Nova ponte-cais (1953) e estátua de Diogo Gomes.
Postal ilustrado, edição Foto Serra.
(xxix) Procedeu-se à colocação de estátuas como a do navegador Nuno Tristão, a de Teixeira Pinto, a do grande guineense Honório Pereira Barreto, etc.

(xxx) A Rua Honório Barreto foi, na Guiné, a primeira a ser asfaltada e reabriu em 6/4/1953.

(xxxi)  De tudo isto e a muito mais “Nha Bijagó” foi contemporânea, como da conclusão da nova ponte cais, inaugurada em 18/5/1953 pelo Subsecretário de Estado Raul Ventura, à construção do aeroporto em Brá e à sua transferência para Bissalanca; à visita do Presidente da República Craveiro Lopes; à inauguração do edifício situado na, então, Praça do Império, onde ficou a sede da Associação Comercial e Industrial da Guiné, etc. (****)

Fonte: Adapt. livre de António Estácio - "Nha Bijagó: respeitada personalidade da sociedade guineense (1871-1959)" (edição de autor, 2011, 159 pp., il,). 

A aquisição do livro poderá ser feita diretamente com o autor, através de contacto telefónico:  fixo >  + 351 21 922 9058: telem > + 351  962 696 155.

[Selecão / revisão / fixação de texto para efeitos de edição no blogue: LG]

_____________

Notas do editor:

(*) Vd. poste de 3 de outubro de 2011 > Guiné 63/74 - P8849: Notas de leitura (281): Nha Bijagó, de António Estácio. Prefácio de Eduardo J. R. Fernandes

Vd. também poste de 16 de setembro de  2011 > Guiné 63/74 - P8785: Notas de leitura (274): Nha Bijagó, de António Estácio (Mário Beja Santos)

(**) Vd. postes de:


4 de novembro de 2019 > Guiné 61/74 - P20311: Memória dos lugares (395): Roteiro de Bissau Velha: ruas antigas e ruas atuais, onde se localizavam algumas casas comerciais do nosso tempo: café Bento, Zé da Amura, Pintosinho, Pinto Grande / Henrique Carvalho, Taufik Saad, António Augusto Esteves, Farmácia Moderna...

(***) Vd. também > 18 de outubro de 2017 > Guiné 61/74 - P17877: Historiografia da presença portuguesa em África (98): Bissau, em 1947, ao tempo de Sarmento Rodrigues, revisitada por Norberto Lopes, o grande repórter da "terra ardente"

(****)  Último poste da série > 6 de novembro de  2019 > Guiné 61/74 - P20318: Historiografia da presença portuguesa em África (182): A eterna polémica sobre o racismo no colonialismo português (1) (Mário Beja Santos)



          

Guiné 61/74 - P20319: Memória dos lugares (397): Roteiro de Bissau, que outrora foi um cidadezinha colonial, com as suas belas casas de sobrado...Mas umas achegas para a se compreender o "tsunami" toponímica que aconteceu em 20/1/1975, ao tempo do Luís Cabral...

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Guiné > Bissau >  1956 > Casa Benjamim Correia, um comerciante de origem cabo-verdiana, estabelecido na Guiné em 1913, ao tempo da República, e que foi um moderado nacionalista, segundo o historiador Leopoldo Amado (, membro da nossa Tabanca Grande desde a primeira hora, )  ter pertencido ao PAIGC. Está sepultado no cemitério de Bissau..

Típica de arquitetura colonial, o " sobrado" (loja em baixo, e habitação em cima, com varandim a toda volta)... Ficava na esquina da Rua Almirante Reis (hoje Rua 1), com a Rua Miguel Bombarda (hoje, a Rua 12 de Setembro,  a da Fortaleza da Amura).

Foto de  anúncio comercial. Reproduzido, com a devida vénia, de  Turismo - Revista de Arte, Paisagem e Costumes Portugueses, jan/fev 1956, ano XVIII, 2ª série, nº 2. (*) . Tem inegável interesse documental.

Foto (e legenda): Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2015).



Guiné-Bissau > Bissau Velho > Excerto mapa do Google (com a devida vénia...), com a localização das Ruas 1, 2, 3 e 4 e outras à volta: Av 3 de Agosto; Av Amílcar Cabral; R 19 de Setembro; R António Nbana; R Guerra Mendes.

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2019)


1. Houve um "tsunami" que varreu as artérias de Bissau, pelo menos a Bissau "colonial", mudando as tabuletas das ruas, praças e avenidas da cidade dos "tugas"... A toponímia do tempo da República (Rua Almirante Reis, por ex.,) e do Estado Novo (Rua Oliveira Salazar, por ex.)  foi mudada por outra mais consentâneas com os "ventos da História": as datas marcantes da luta pela independência (3 de agosto de 1959, 24 de setembro...) e os seus heróis (Amílcar Cabral, Domingos Ramos, Pansau Na Isna, Osvaldo Vieira...)  substituiram a tralha "colonialista"... 

Acontece em todos os os tempos e lugares, sempre que há uma "revolução", uma "mudança de regime", ou os novos "senhores da guerra" substituem os outros... É um filme que alguns de nós, por já terem vivido uns aninhos, assistiram: mudam-se as placas das ruas, dos estádios, das pontes, dos aeroportos, das igrejas, apeam-as estátuas,  reconvertem-se os edifícios, etc. O ser humano é um animal iconoclasta.

 Em Bissau esse "tsunsami" toponímico terá ocorrido em 20 de janeiro de 1975, ao tempo do presidente Luís Cabral, segundo informação do António Estácio...  A "comissão de toponímca" ainda ficou com algumas ruas "devolutas", a que deu uma numeração (1, 2, 3, 4, 5...), à espera de novos "heróis"...

Estas coisas aprendi com a leitura do livro do nosso camarada António Estácio, que tem costela transmontana, mas que nasceu no "chão de papel", em Bissau, tendo também vivido em Bolama, onde a mãe foi professora, se não me engano. O livro a que me refiro é "Nha Bijagó: respeitada personalidade da sociedade guineense (1871-1959)" (edição de autor, 2011, 159 pp., il.).

Sem ser um trabalho sistemático, aqui ficam algumas achegas para se compreender as mudanças de toponímica de Bissau, e em especial de Bissau Velho:

Legenda (mapa acima):

3A - Av 3 de Agosto (antiga Av Marginal ou R Agostinho Coelho, 1º governador da Guiné  [, referência ao 3 de Agosto de 1959, o "massacre do Pdjiguiti"]
19S - R 19 de Setembro (antiga
AC - Av Amílcar Cabral (antiga Av da República)
AM - R António Nbana (antiga R Tomás Ribeiro)
GM - R Guerra Mendes (antiga R Oliveira Salazar, e antes R Advento da República)

1 > Rua 1 - Antiga Rua Almirante Reis

2 > Rua 2 - Antiga Rua General Bastos

3 > Rua 3 - Antiga Rua Nozoliny [José Caetano Nozolini figura proeminente, oriunda de Cabo Verde com fortes ligações e interesses locais, o maior negociante do seu tempo, responsável pela a construção, que levou 3 anos (1843/46), do Fortim Nozolini, no local do Pidjiguiti: dele partia um muro, de 4 metros de altura, que se ligava até ao baluarte da Balança, protegendo a preciosa fonte de água potável do Pidjiguiti].

4 > Rua 4 - Antiga Rua Governador Polaco [Alois da Rolla Dziezaski, de origem polaca; no período em que a Guiné foi distrito de Cabo Verde, exerceu funções governativas por três vezes, sendo duas como interino e, em 1851, uma outra como provisório]

Outras artérias cujos nomes foram mudados em 1975:

Av Pansau Na Isna - Antiga Av Américo Tomás (e antes R Mousinho de Albuquerque)
Largo das F.A.R.P. > Antiga Praça Diogo Cão
Rua 12 de Setembro - Antiga Rua Miguel Bombarda
Rua 24 de Setembro - Antiga Rua Capitão Barato Feio e outrora conhecida como a Rua do Fosso
Rua 7 - Antiga Rua Sargento Moens
Rua Eduardo Mondlane - Antiga Rua Sá Carneiro
Rua Justino Lopes . Antiga Rua Administrador Alberto Gomes Pimentel

Haja alguém que arrange um croqui da parte ocidental da Bissau Velho, ou Bissau Colonial... Não se esqueçam que este traçado, feito a a régua e esquadro,é do tempo da I República, ou da República, já que só houve uma... Somos masoquistas, gostamos de dar tiro nos pés, mas temos de reconhecer que, para a época, era uma inovação em termos de planeamento urbanístico...Pena que a Bissau Velha esteja a cair de podre, desde 1975, sem a gente lhe poder valer, sem a UNESCO a classificar... 

Ao menos que a Câmara Municipal de Bissau tenha um rasgo de génio e "proteja" do camartelo aqueles edifícios, aquelas ruas, que tinham a sua graça, o sue encanto, a sua beleza, e até algum interesse arquitetónico (, as casas de "sobrado", a Amura, etc.)... De qualquer modo, as cidades e os países e o seu património são muito vulneráveis ao "desvario" da economia e aos "humores" dos governos.

A Guiné-Bissau precisa de "recuperar" a sua memória... E os "tugas" que por lá passaram também.  Parte dessa "memória, material e imaterial" também nos pertcnce... É património comum da humanidade... Todos os povos deixam deixam maiores ou menores marcas ou vestígios da sua passagem pelos sítios que ocuparam, dominaram, colonizaram... Como os romanos, os visigodos, os suevos, os árabes e os bérberes, etc., que cá estiveram muitos séculos, neste pequeno rectângulo que se chama Portugal,  há mil anos... Os guineenses têm que ter orgulho no seu país como nós temos no nosso... A Guiné-Bissau é feita de muitas "camadas", ou "sedimentos", como todos os outros países...

Por outro lado, as comissões de toponímica precisam de fazer um trabalho pedagógico: no caso de Bissau, é preciso que os jovens de hoje sabem quem froam os "combatentes da libedade da pátria" que já morreram, quase todos em combate como o António Nbana (1968) ou o Domingos Ramos (1966) ou Pansau na Isna (1970).
Guiné-Bissau > Bissau > c. 2006 > Artérias à volta do Estádio Lino Correia, antigo Estádio Sarmento Rodrigues, na Bissau Velha

Fonte: Adapt. de  António Estácio - "Nha Bijagó: respeitada personalidade da sociedade guineense (1871-1959)" (edição de autor, 2011, 159 pp., il.).

Precisamos de ajuda para saber os nomes do "antigamente" destas "novas" artérias... Há camaradas que conhecem muito melhor do que eu a cidade de Bissau: só lá voltei uma vez, em Março de 2008... (LG)
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As "novas" artérias de Bissau:

Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria
Rua Vitorina Costa
Rua Rui Djassi
Avenida  Francisco Mendes
Avenida Domingos Ramos
Avenida da Unidade Africana
Rua Osvaldo Vieira
Praça dos Heróis Nacionais
Rua Areolino Cruz
Rua Eduardo Mondlane
Avenida do Brasil
Rua de São Tomé
Rua Justino Lopes
Rua de Angola
Rua de Bolama
Avenida Cidade de Lisboa
Rua de Boé
Rua de Bafatá
Rua Cacheu
2° Avenida de Cintura

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Notas do editor:


Vd. também poste de 4 de novembro de 2019 > Guiné 61/74 - P20311: Memória dos lugares (395): Roteiro de Bissau Velha: ruas antigas e ruas atuais, onde se localizavam algumas casas comerciais do nosso tempo: café Bento, Zé da Amura, Pintosinho, Pinto Grande / Henrique Carvalho, Taufik Saad, António Augusto Esteves, Farmácia Moderna...
          

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Cap-Vert: Adoption d'une loi sur la parité par le parlement

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[Sud Quotidien] Le Cabo Verde s'est doté d'une loi sur la parité. Dans un communiqué de presse, le Représentant spécial du Secrétaire général et Chef du Bureau des Nations Unies pour l'Afrique de l'Ouest et le Sahel (UNOWAS), Mohamed Ibn Chambas, se félicite de l'adoption de cette loi sur la parité par le Parlement du Cabo Verde.
          

Funana Sexy Afro Dance Cabo Verde 💛🔥💙🇨🇻💚🔥♥️

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João Frade: “João Frade” (Kimahera)

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No seu mais recente e magnífico livro, “Peregrinação” (tradução portuguesa editada pela Sextante, 2019) o escritor francês Olivier Rolin, num dédalo de recapitulações de episódios da sua vida, dá-nos nota da existência, em tempos, no milenar porto do Pireu, de uma agência que anunciava que vendia «eisiteria se olo ton kosmo», bilhetes para todo o mundo.

O acordeonista e compositor João Frade (n. 1983) é, na mesma lógica da empresa ateniense, um cosmopolita e a sua música espelha-o na plenitude. Algarvio de nascimento, cedo impressionou com os seus talentos e os galardões não tardaram a encher as estantes lá de casa. Ainda adolescente, iniciou um processo de escuta ativa e de processamento dos sons de diferentes geografias que lhe iam chegando e a arquitetar uma abordagem muito particular à música, em geral, e ao seu instrumento, em particular.

Nessa abordagem, o jazz parece adquirir um papel de elemento aglutinador de referências e de centro de gravidade de um turbilhão criativo que possibilitou ao acordeonista desenvolver inúmeras colaborações, nacionais e internacionais. Da longa lista de nomes com quem já trabalhou, em diferentes contextos, fazem parte Airto Moreira, Antonio Mesa, Flora Purim, Cícero Lee, Edu Miranda, Paulinho Lemos, Tuniko Goulart e Stanley Jordan, entre muitos outros.

O seu mais recente registo em nome próprio chegou-nos neste 2019, ano em que também já nos ofereceu o recomendável “Morphosis”, em dueto com o trompetista (também algarvio) Hugo Alves. O disco, gravado em Tarragona e com chancela da Kimahera, surge na sequência de um período durante o qual o músico viveu em Madrid, tendo contactado de forma mais próxima com o jazz e as músicas do universo latino, que se estende ao Brasil e à Argentina, sem abdicar das origens ibéricas e mediterrânicas.

Para além do acordeonista, o trio base é constituído pelo multi-instrumentista e compositor brasileiro Munir Hossn (que assegura o baixo, a guitarra e o cavaquinho de Cabo Verde) e o baterista cubano Michael Olivera. A este núcleo juntou-se um conjunto de músicos convidados cuja participação é decisiva para o resultado global.

O conjunto de nove peças aqui incluídas esteve em aberto até à entrada em estúdio, onde gravaram “ao vivo”, para assim melhor captar a frescura e a urgência de todo o processo. Diz-nos João Frade que este disco representa um pouco de todo o seu percurso nos últimos anos, «deambulando por várias correntes estéticas». A adaptação e a mistura dos vários géneros e influências é gerida com parcimónia e bom-gosto, avultando a capacidade para criar um todo coerente e estimulantemente diverso.

“Bihaya” é ensejo para os músicos dizerem sem rodeios ao que vêm. Segue-se um dos momentos mais interessantes da jornada, o balanço divertido de “Casei com uma Velha”, original de Maximiano de Sousa (o popular Max), que conta com as participações de Ricardo Toscano no saxofone alto (exímio a desenhar a melodia base a par com o acordeonista e mais ainda a desafiá-la) e do percussionista brasileiro Adriano DD.

O dinamismo de “Benji” e a energia radiante de “Pandora”, esta última com o trompete assertivo do sérvio Miron Rafajlovic, conservam altos os níveis de intensidade, refreados pela melodia esdrúxula de “Teclas de Mon Frère”. Em “Enrolão”, entra em cena o piano de Leo Genovese. “Quilha” (atente-se no solo de Hossn) e “Mestiço” são outras peças em que as cartas sonoras são baralhadas e de novo distribuídas. A fechar, uma leitura tranquila da perene “Cielito Lindo”, canção escrita em 1882 pelo compositor mexicano Quirino Mendonza y Cortés, que, preservando a essência melódica, insufla-a de novos ares.

Este é um disco de horizontes largos e que confirma, se necessário fosse, a importância de acompanhar atentamente o percurso do acordeonista. Não é possível antecipar quais serão os seus próximos destinos e isso só pode ser bom.


          

4 ways low-income economies can boost tax revenue without hurting growth

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La réalisation des objectifs de développement durable nécessite d’augmenter massivement les investissements dans les dix prochaines années.  Pour certains pays en développement, cela équivaudrait chaque année à pas moins de 8,2 % de leur PIB (a). Déjà considérable pour les pays riches, un tel effort constituerait un fardeau écrasant pour les pays pauvres.

La situation de la plupart des pays pauvres est extrêmement tendue : la moitié des pays éligibles aux ressources de l’Association internationale de développement (IDA) de la Banque mondiale présentent un risque élevé de surendettement ou sont déjà surendettés.  Un certain nombre d’entre eux ont réalisé qu’ils n’allaient pas pouvoir continuer longtemps à emprunter auprès de bailleurs étrangers — et que la mobilisation des ressources intérieures, par le biais de l’impôt, serait décisive pour assurer le progrès économique.

Dans plus d’un tiers (a) des pays emprunteurs de l’IDA — et 70 % des États fragiles et en conflit — le recouvrement des impôts contribue actuellement à moins de 15 % à la richesse nationale. C’est à peine suffisant pour permettre aux gouvernements d’assurer les fonctions les plus essentielles de l’État. Et en risquant d’aggraver la pauvreté et de freiner la croissance, un alourdissement des taux de prélèvement serait contreproductif. Il existe des leviers plus judicieux pour augmenter les recettes fiscales de manière viable.

En voici quatre :

     1. Installer la confiance et apporter la preuve de l’efficacité de l’action publique

Pour que l’impôt fonctionne, les citoyens doivent avoir confiance dans leur gouvernement . Ils doivent avoir la preuve que l’argent qu’ils ont durement gagné est investi de manière judicieuse et qu’à terme, ils bénéficieront des projets financés par le contribuable.

Pour cela, les dépenses publiques doivent être transparentes. Cela peut commencer par l’adoption et la publication, par les autorités, d’une stratégie de revenu à moyen terme qui montrera aux citoyens à quoi sert leur argent.

Il faut aussi leur prouver qu’ils en ont vraiment pour leur argent. Là où la défiance est particulièrement forte, les gouvernements peuvent mobiliser de nouvelles ressources en faveur de projets procurant des avantages sensibles pour tous : la construction d’un nouvel hôpital ou d’une nouvelle école peut faire beaucoup pour restaurer la confiance. Dès lors que le gouvernement parvient à démontrer sa capacité à fournir des biens publics de qualité, il peut renoncer à cibler de nouvelles ressources fiscales sur des projets spécifiques. L’amélioration des services publics renforcera la confiance de la population avec, pour corollaires, la réduction de l’évasion fiscale et l’augmentation des recettes de l’État. Ce faisant, le niveau de prestations des agents publics sera maintenu, instituant un cercle vertueux bâti sur la confiance et des résultats concrets.

     2. Privilégier la simplicité

Une fiscalité complexe entretient la culture de l’évasion et est la porte ouverte à la corruption. En Amérique latine par exemple, une entreprise consacrera en moyenne 547 heures par an pour effectuer 22 opérations (a) en vue d’acquitter ses impôts. Rien d’étonnant à ce que l’évasion fiscale ait privé les pays d’Amérique latine et des Caraïbes de 340 milliards de dollars de recettes (a) en 2015.

Selon un rapport du Groupe de la Banque mondiale de 2014, une réduction de 10 % du nombre d’opérations de paiement et du temps nécessaire pour satisfaire aux obligations entraîne un recul de la corruption fiscale de 9,64 % (a). La simplification du code des impôts peut inciter les petites entreprises à rejoindre le secteur formel imposable . Elle peut aussi rendre l’environnement plus prévisible pour les investisseurs internationaux avec, à la clé, davantage d’opérations et de rentrées fiscales.

Bien conscients de l’intérêt de ces évolutions, les gouvernements sont passés à l’action, pour notre plus grande satisfaction. Désormais, 50 pays n’appliquent plus qu’un seul impôt (a) par assiette fiscale. Et au cours des 13 dernières années, 57 ont fusionné ou supprimé certains impôts.

     3. Prendre le virage du numérique

Plus le régime fiscal est simple, plus l’introduction du paiement électronique des impôts est aisée. 

De plus en plus de pays s’engagent dans cette voie, même si les progrès sont inégaux. Avec l’introduction d’un système de déclaration en ligne pour les entreprises en Côte d’Ivoire (a), le nombre d’heures nécessaires pour préparer et envoyer les documents est passé à 205 heures en 2017, contre 270 auparavant. Mais malgré l’adoption d’un système identique au Gabon, le temps passé pour préparer et soumettre sa déclaration en ligne a au contraire augmenté en 2017.

Pour que l’informatisation des processus soit efficace partout, de nombreux pays vont devoir s’attaquer aux obstacles liés aux infrastructures de télécommunication. Mais une fois les structures de base en place, ils peuvent continuer de progresser en associant l’imposition dématérialisée à d’autres approches innovantes : identification numérique, finance en ligne, suivi informatique des factures et du chiffre d’affaires ou encore feuilles d’impôt pré-remplies que les contribuables n’ont plus qu’à vérifier. Le Kenya a ainsi profité du système de transfert d’argent (a) M-Pesa, omniprésent dans le pays, pour autoriser les contribuables à payer leurs impôts via cette plateforme.

     4. Trouver de nouvelles sources de revenus

Parce qu’ils concernent avant tous les ménages les plus aisés, les impôts fonciers, les droits d’accise et la taxe carbone sont autant de sources possibles de recettes fiscales supplémentaires dans les pays à faible revenu. C’est aussi un moyen de prévenir les comportements indésirables, comme le fait de prendre sa voiture dans des zones au bord de l’asphyxie, de fumer ou de consommer des aliments malsains.

Nous soutenons l’initiative mondiale emmenée par l’OCDE pour remettre à plat les modalités d’imposition des grandes entreprises multinationales, souvent déjà converties au numérique, dans le but de permettre aux pays en développement de tirer un meilleur parti de leurs activités. Pour l’instant, 100 à 600 milliards de dollars (a) échappent à l’impôt, partout dans le monde, à la faveur de formes légales de fraude et d’évasion fiscales. La proposition soutenue par l’OCDE marque un tournant dans les règles fiscales internationales et, à condition d’être correctement mise en œuvre, pourrait réorienter davantage de fonds vers les pays en développement, comme l’analyse un document récent de la Banque mondiale intitulé International Tax Reform, Digitalization and Developing Economies.

Les conditions préalables au changement

Les équipes de la Banque mondiale s’emploient à aider les pays à mobiliser les ressources fiscales (a) dont ils ont besoin pour assurer leur développement. Au Sénégal, nous aidons les autorités à lancer une stratégie de revenu à moyen terme, tandis qu’à Maurice et au Cabo Verde, nous soutenons les efforts du gouvernement en vue de publier des rapports sur les dépenses fiscales et supprimer les impôts inefficaces. En Ouganda, nous avons collaboré avec les autorités pour identifier les produits susceptibles de supporter un droit d’accise. Et en Sierra Leone, nous accompagnons le gouvernement dans la modernisation de ses services des douanes et de la fiscalité intérieure : au cours du premier trimestre 2019, les recettes fiscales ont pratiquement doublé en glissement annuel, ressortant à 211 milliards de leones contre 127 milliards un an auparavant.

Ces améliorations ne tombent pas du ciel. Elles dépendent de conditions difficiles à réunir, qu’il s’agisse de la présence d’infrastructures numériques de base ou de la volonté politique. Malgré tout, les raisons d’espérer sont là : en dix ans, des centaines de réformes (a) ont été adoptées partout dans le monde pour optimiser les régimes fiscaux. Nous devons tous redoubler d’efforts pour mobiliser suffisamment de ressources intérieures aux fins de financer les objectifs de développement durable.

Prenez part au débat


          

Polícia Nacional cancela atividades alusivas à comemoração do 149° Aniversário...

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Assunto: Cancelamento das atividades alusivas à comemoração do 149° Aniversário da Criação do Corpo de Polícia de Cabo Verde.

A Polícia Nacional (PN), através do seu Gabinete de Comunicação e Imagem informa que, tendo em conta o atual momento de consternação e de luto que se vive no seio da corporação, devido ao falecimento recente do colega e agente Hamilton Abreu Gonçalves Morais, em pleno cumprimento de uma missão, decidiu-se pelo cancelamento de todas as atividades comemorativas do 149° Aniversário da Criação do Corpo de Polícia de Cabo Verde, que se comemora a 15 de novembro.

Pelos motivos acima mencionados, a PN agradece a compreensão e a colaboração de todos.

Polícia Nacional, aos 07 de novembro de 2019

fonte:Polícia Nacional de Cabo Verde
          

USA: Servisu di migrason ICE prendi 4 indukumentadu cabo-verdiano ku antesedenti kriminal...

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Merka/ Brockton
SERVISU DI MIGRASON ICE PRENDI 4 INDUKUMENTADU CABO-VERDIANO KU ANTESEDENTI KRIMINAL ...
Es tudu 4 sta sob kustódia di ICE enkuantu es sta spera pa prusesu di deportason .

Di akordu ku nota di Departamentu di Detenson y di Deportason di Servisu di Imigrason merkanu es foi detidu na dia 03 y 04 di Novembro duranti un operason na estado di Massachusets ki kulmina ku detenson di 19 individuos ( 4 di Cabo Verde, 4 di Brazil, 6 di Republica Dominicana , 2 di Haiti, 1 di França, , 1 di Guatemala y 1 di Bahamas) . Inda di akordu ku mesmu fonti maioria di es individuos indukumentadus sai di kadeia es anu dipos di kunpri pena pur krimi relasionadu ku tráfiku di droga.

ICE ta fla inda ki entri detidus sta un fugitivu di Cabo Verde akuzadu di distribuison di kokaina y ki resebeba ordi di deportason na 2011 ekuantutu 2 otu ten kadastru kriminal relasionadu ku trafiku di kocaina y di fentanil na Brockon , porti ilegal di arma , vandalismo, etc. fonte:ok
          

Video: Diferença entre mulher de Cabo Verde e de Portugal

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Unico proposito do video e fazer rir ou seja dar gargalhadas - Alexandre Barbosa
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